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5.4.16

Linha de Apoio à Vida recebe 17 chamadas por dia

In "Impulso Positivo"

Linha de Apoio à Vítima da APAV atendeu, entre novembro de 2014 e dezembro de 2015, uma média de 17 chamadas por dia, a maioria por maus-tratos físicos e psíquicos.

Neste período, o serviço da Associação Portuguesa de Apoio à Vitima atendeu 3.819 chamadas e abriu 2.303 novos processos de apoio, segundo as “Estatísticas da Linha de Apoio à Vítima (LAV)”.

Os dados, a que agência Lusa teve acesso, mostram que o crime contra as pessoas motivou 95,1 das chamadas. 66.4% das quais foram por maus-tratos físicos e psíquicos, no âmbito da violência doméstica. 3,7% por ameaça/coação e 3,1% por ofensas à integridade física.
A maior parte das vftimas (84%) são mulheres, com uma média de idade de 46 anos, casadas ou a viver em união de tacto (59%), sendo que a maioria (51%) vive numa família nucLear com fiLhos, 47% têm o ensino superior e 43% estão empregadas.

A maior parte das chamadas para a LAV, um serviço de atendimento telefónico, gratuito e confidencial, foi feita pela vítima (68,1%), seguindo-se os familiares (21,2%), os amigos e conhecidos (13,3%).

Lançada a 17 de novembro de 2014, a tinha. que corresponde ao número de apoio à vítima europeu (116 006). trabalha numa rede de parcerias com entidades judiciárias e policiais, possibilitando um encaminhamento rápido da vítima para as entidades competentes.

29.1.16

Apoiadas 4.100 pessoas em vulnerabilidade social

In "Diário de Viseu"

Mais de 4.100 pessoas em situação de vulnerabilidade social foram apoiadas, em 2015, pela Linha Nacional de Emergência Social (LNES), mais 47% face ao ano anterior, revelam dados do Instituto da Segurança Social. A funcionar 24 horas por dia, através do número de telefone 144, a linha é um serviço público gratuito destinado a todos os cidadãos em situação de vulnerabilidade e desprotecção social, nomeadamente crianças e jovens em perigo, pessoas em situação de perda ou ausência de autonomia, vítimas de violência doméstica e sem-abrigo.

26.11.15

Casas abrigo são a resposta possível para proteger vítimas de violência doméstica

José Carlos Silva Lima, In "Diário do Minho"

As mulheres vítimas de violência doméstica são duplamente penalizadas, ao serem obrigadas a deixar a sua habitação e, por vezes os seus filhos, para poderem ser acolhidas numa “casa abrigo”, enquanto os agressores continuam no conforto da sua casa. Esta é a realidade com que se deparam muitas vítimas, mas as “casas abrigo” são «a resposta possível da sociedade» para evitar riscos de vida e a continuação de um “sofrimento insuportável”, para o qual a sociedade está cada vez mais sensibilizada, mas ainda há um grande caminho a fazer para acabar com esta “chaga social”.

Estas foram as ideias centrais da tertúlia sobre a “Violência contra as mulheres”, promovida pelo Núcleo de Braga da Amnistia Internacional, na FNAC do Braga Parque, com a participação do presidente da Cruz Vermelha/Braga Armando Osório, dos psicólogos João Belchior e José Ferreira e do cabo chefe Alberto Mendes do Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) da GNR.

Armando Osório foi o primeiro a denunciar o facto da vítima «ser penalizada duas vezes, ao ter que abandonar o seu lar e muitas vezes os filhos, enquanto o agressor comete um crime fica em casa». «É preciso que a sociedade penalize efetivamente o agressor, para que se possa erradicar este “cancro” que afeta a sociedade de uma forma transversal em qualquer estrato socio-económico», defendeu.

A saída da mulher para as “casas abrigo” deve, no entanto, ser encarada como «uma solução “fim de linha” para os casos de risco de vida». «As casas abrigo não devem ser encaradas como uma “solução social”, mas como um "fim tertúlia sobre a “Violência contra as mulheres”, promovida pela Amnistia Internacional Amnistia Internacional realizou debate no Dia para a Eliminação da Violência contra Mulheres A n t óni o F r e i t a s de linha” para uma mulher que está muitas vezes em perigo de vida e necessita de uma intervenção urgente», notou José Ferreira, que faz acompanhamento de apoio a vítimas, na Associação de Apoio à Vítima no Porto.

No mesmo sentido, João Belchior, que esteve ligado à instalação da primeira casa abrigo da Misericórdia do Porto, considerou que estas «são a resposta possível atendendo ao nosso quadro legislativo, em que o agressor é inocente até prova em contrário e em que o ónus da prova e a produção de efeitos demora muito tempo».

Sobre aquilo que ainda falta fazer, José Ferreira acentuou que «importa levar à prática a legislação que existe e o estatuto da vítima de violência doméstica, que dão à pessoa prioridade no acesso a emprego e no acesso à habitação, que são fatores básicos para a autonomia da vítima, mas que nem sempre se concretizam».

Este psicólogo destacou também a necessidade de «continuar a formar os técnicos e os agentes de autoridade que lidam com a violência doméstica», embora reconheça que «se registou uma evolução muito positiva nas competências e capacidade de resposta». Importa também «apostarmos cada vez mais na sensibilização, a começar nas escolas, pois ainda existem poucos programas de prevenção a serem implementados, para evitar que nas gerações futuras exista um número tão grande de situações de violência», reforçou.
GNR O cabo chefe Alberto Mendes, do Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) da GNR/Braga, afirmou, ontem, que há «uma preocupação cada vez maior da GNR em capacitar os militares para lidar com a violência doméstica, pois são vítimas que estão numa situação de especial fragilidade.

O NIAVE foi um projeto implementado desde 2004 a nível nacional precisamente com o objetivo de «sensibilizar todas as estruturas da GNR e da sociedade para esta problemática, de forma a melhorar a resposta operacional a nível de prevenção como da investigação criminal».

3.8.12

Alargada teleassistência a vítimas de violência doméstica

in Expresso

O número de aparelhos de teleassistência a vítimas de violência doméstica foi aumentado para o dobro, com dinheiro dos jogos sociais.

O sistema de teleassistência a vítimas de violência doméstica foi hoje alargado para o dobro, anunciou o Governo.

Numa nota enviada à imprensa, a secretaria de Estado da Igualdade afirma que um acordo entre a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e a Cruz Vermelha Portuguesa permitiu aumentar o número de aparelhos de teleassistência, passando de 50 para 100, a vítimas de violência doméstica.

Este sistema consiste num equipamento móvel, ligado à Cruz Vermelha, 24 horas por dia, que facilita pedir uma intervenção em caso de emergência.

As verbas que permitem este aumento do número de aparelhos vêm dos jogos sociais.

O executivo adianta ainda que estão previstas ações de formação junto dos magistrados, para divulgar o sistema de teleassistência.