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19.1.18

Associação tem ajuda do Estado para 22 famílias, mas apoia 240

in Público on-line

A Associação de Defesa e Apoio à Vida dá apoio a mulheres grávidas, puérperas, mães com filhos pequenos e respectivas famílias em situação de risco social.

Em 2017, a associação acompanhou 238 famílias (mais duas do que em 2016) e realizou 1257 atendimentos Manuel Roberto

A Associação de Defesa e Apoio à Vida de Coimbra é apoiada pela Segurança Social para ajudar 22 famílias, mas só em 2017 apoiou 238 agregados. A organização considera, por isso, que os recursos disponíveis são insuficientes para a ajuda que gostariam de dar.
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"É uma diferença muito grande" entre o acordo com a Segurança Social e a ajuda realmente prestada, notou a presidente da Associação de Defesa e Apoio à Vida (ADAV) de Coimbra, Fátima Vilaça, defendendo que a associação não consegue prestar o apoio que gostava, por falta de recursos.

De acordo com a responsável, ao desfasamento entre o apoio financeiro concedido pela Segurança Social e a realidade da instituição associa-se um aumento constante do número de pedidos de apoio e uma mudança no perfil das famílias acompanhadas devido à crise económica dos últimos anos.

"Só para assegurar fraldas e leite em pó [às crianças e bebés apoiados] precisamos de cerca de dois mil euros por mês", disse à agência Lusa Fátima Vilaça, sublinhando que o apoio acordado com a Segurança Social é de cerca de cinco mil euros por mês. Segundo a presidente da ADAV Coimbra, não há recursos para a ajuda que gostariam de dar. Neste momento, não conseguem "dar todo o leite, papas e fraldas que as crianças precisam".
A associação constituída em 1998 procura apoiar mulheres grávidas, puérperas, mães com filhos pequenos e respectivas famílias em situação de risco social, assegurando apoios em diversas áreas, como apoio material, jurídico, psicológico, formação puérperas parental e profissional, entre outras.

Fátima Vilaça realça que a associação não consegue fechar "a porta a ninguém", mas admite que a instituição não tem capacidade "para muitas mais famílias". "Vamos tentar renegociar o acordo com a Segurança Social para poder ajudar [as famílias] com mais qualidade", afirmou, referindo que, de momento, é preciso fazer "uma ginástica brutal" para dar resposta a todas as solicitações, sendo que os donativos e o trabalho voluntário acabam por ter um papel muito importante na instituição.

Em 2017, a associação acompanhou 238 famílias (mais duas do que em 2016) e realizou 1257 atendimentos.

No sábado, a ADAV Coimbra realiza uma tarde aberta, entre as 15h e as 18h, para dar a conhecer a instituição à comunidade. "Queremos dar a conhecer, porque as pessoas podem ajudar-nos, com coisas que já não necessitam, como carrinhos ou camas ou se quiserem doar fraldas ou leite já sabem onde podem bater à porta", vincou, referindo também que a associação está aberta a receber voluntários.
A ADAV Coimbra conta ainda com o Banco da Maternidade e da Criança, uma resposta que angaria bens necessários à maternidade e à criança e procede à sua entrega a casos sinalizados. Em 2017, o banco apoiou 25 instituições e organizações, concedeu um total de 68 apoios e recebeu 720 doações de particulares e empresas, informou a instituição.

22.6.16

Refood está pronto para alimentar famílias carenciadas em Coimbra

In "Diário de Leiria"

'Darias duas horas por semana para alimentar 10 pessoas?'. O lema do projecto Refood está a movimentar milhares de voluntários em todo o País e está agora pronto para desafiar a população de Coimbra para a missão de, recolhendo comida que sobra em restaurantes, cafés e pastelarias, alimentar famílias carenciadas da cidade.

David Castro, coordenador do projecto em Coimbra, está confiante de que dentro de uma semana ou duas será possível começar a fazer recolha de alimentos e refeições nos 12 restaurantes, cafés e pastelarias da cidade que já aderiram ao Refood Coimbra, e entregá-los nas associações da cidade que apoiam famílias carenciadas.

“Enquanto não tivermos espaço físico e número suficiente de voluntários funcionaremos assim, com distribuição indirecta”, explica o responsável, acreditando que, lá para meados de Outubro, o Refood Coimbra arrancará em pleno, com portas abertas para distribuir refeições a todas as famílias carenciadas que procurarem o seu espaço: as sinalizadas e outras que precisem.

4.5.16

Coimbra: Cáritas diocesana apresenta projeto de envelhecimento ativo em conferência internacional na Holanda

In "Agência Ecclesia"

Coimbra, 02 mai 2016 (Ecclesia) – A Cáritas Diocesana de Coimbra vai apresentar o projeto de envelhecimento ativo ‘GrowMeUp’ na Conferência Internacional ‘Building the Future of Health’, que vai decorrer a 2 de junho em Groningen, na Holanda.

Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, a organização católica informa que Carina Dantas, do Departamento de Inovação, vai apresentar o projeto “integrado na estratégia institucional para a promoção de um envelhecimento ativo e saudável”.

De recordar que o ‘GrowMeUp’ é uma tecnologia que permite “interagir com as pessoas idosas de uma forma mais humana”, lidando com as suas necessidades e hábitos, “adaptando dinamicamente as suas funcionalidades” e aumentando a qualidade do serviço prestado ao longo do tempo.

O robô, apelidado de GrowMu, está equipado com um sistema de diálogo inteligente, deteta as emoções demonstradas ao longo do diálogo e vai ser capaz de manter interações e de construir laços com as pessoas.

A apresentação da instituição católica realiza-se numa sessão conjunta da responsabilidade do Convénio Europeu para as Alterações Demográficas e da Organização Mundial de Saúde.

3.5.16

Pobreza motiva debate em Coimbra

Juliana Baptista, in " Fátima Missionária"

O seminário «Pobreza, ontem e hoje», promovido pela Cáritas, vai contar com o contributo de vários especialistas para fomentar a discussão sobre o problema que afeta milhões de pessoas na União Europeia

A Cáritas Diocesana de Coimbra vai dinamizar o seminário «Pobreza, ontem e hoje – olhares e perspetivas». O colóquio está agendado para o próximo dia 19 de maio e terá lugar no auditório Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, entre as 09h00 e as 13h30. A participação é gratuita e a inscrição é obrigatória.

O seminário faz parte de um programa de atividades de sensibilização e discussão pública promovido pela Cáritas de Coimbra, no âmbito dos 25 anos sobre a aprovação e implementação do seu primeiro projeto de luta contra a pobreza.

O tema será discutido através do contributo de especialistas como Pedro Hespanha, sociólogo, Nuno Serra, geógrafo, e José António Pinto, Técnico de Serviço Social, entre outros. As intervenções dos vários responsáveis vão incidir sobre os temas «Uma agenda comum na luta contra a pobreza», «Culturas de intervenção social e combate à pobreza e exclusão» e a «A questão social no contexto da crise da ­finança neoliberal».

30.3.16

Investigador de Coimbra promove cursos sobre envelhecimento ativo

Carolina Ferreira, Pedro Teodoro, in "RTP"

Nos cursos, ensina-se como gerir o tempo ou utilizar melhor a inteligência emocional. Os participantes são também avaliados no âmbito de um estudo sobre a preparação para a reforma.

23.3.16

Casa dos Pobres recebe voluntários

In "Diário das Beiras"

Casa dos Pobres recebe a partir de hoje um grupo de jovens voluntários da associação “Rosto Solidário”, de Santa Maria da Feira. O grupo vem acompanhado pelo padre Brino Dinis, dos missionários passionistas, entidade parceira da associação. Com esta passagem pela Casa dos Pobres, alguns voluntários preparam-se para uma missão de voluntariado que irão fazer em Angola.

10.3.16

CLDS 3G conta com 450 mil euros para combater exclusão

In "Diário de Coimbra"

Até Janeiro de 2019, o concelho de Coimbra dispõe de um financiamento de 450 mil euros para a realização de 21 actividades pelas 18 freguesias, no âmbito do programa CLDS 3G - Coimbra Concelho Solidário e Social. De acordo com o director regional da Segurança Social, Ramiro Miranda, o sucessor do CLDS + abrange mais de 2.500 beneficiários, sendo que cerca de 1.800 vão participar em medidas activas de emprego ou formação. É que num território que tem registado uma descida populacional, com predominância do sector terciário, o desemprego continua a ser uma «preocupação», frisou, ao destacar um dos eixos do CLDS 3G, que aposta, precisamente em medidas de emprego e formação.

3.2.16

Psiquiatria ao domicílio ajuda população de Coimbra

Carolina Ferreira, in "Antena 1"

Foi criado um serviço de psiquiatria comunitária que leva os especialistas de saúde mental ao encontro do doente fora do hospital. O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra é um dos precursores deste sistema.

É um trabalho de proximidade que resulta e garante menos internamentos e menos urgências.

Cinco equipas de psiquiatria do serviço hospitalar de Coimbra vão onde for preciso para ajudar pacientes que de outra forma não recorreriam a este tipo de serviço médico.

A repórter da Antena 1 Carolina Ferreira acompanhou o trabalho de uma das equipas, em Figueiró dos vinhos, e dá a conhecer o trabalho comunitário destes profissionais.

28.1.16

Coimbra: «Quanto vale uma moeda para quem precisa?», é o desafio da Cáritas Diocesana

In "Agência Ecclesia"

Coimbra, 26 jan 2016 (Ecclesia) – A Cáritas Diocesana de Coimbra lançou hoje a iniciativa ‘Quanto vale uma moeda para quem precisa?’, que desafia a generosidade dos portugueses para o Peditório Público Nacional, entre 25 a 28 de fevereiro, realizado na Semana Nacional Cáritas.

“Precisamos do envolvimento de todos, precisamos de uma sociedade participativa que encare a pobreza como um problema comum e que esteja disponível para participar na sua resolução”, assinala o comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O Peditório Público Nacional decorre entre 25 a 28 de fevereiro, realizado na Semana Nacional Cáritas, e na Diocese de Coimbra vão ser “milhares de voluntários” em 60 locais e a ajuda dos portugueses é usada em despesas como água, luz, géneros alimentares.

Por isso, a Cáritas diocesana até ao ‘Dia Cáritas’, celebrado a 28 de fevereiro, vai “informar, provocar reflexões, incentivar ao voluntariado” e pedir apoio direto para poderem “fazer mais” por quem precisa.

A Cáritas Diocesana de Coimbra assinala 25 anos no trabalho de Luta Contra a Pobreza, em 2016.

“Durante este período tem desenvolvido uma ação centrada, não apenas na vertente da caridade, mas essencialmente na promoção das pessoas e das comunidades, para que estas melhor consigam responder aos desafios de cada tempo”, contextualiza no comunicado.

Contudo, a instituição de caridade alerta que este trabalho “nunca se encerra” e hoje “não se está melhor do que ontem”.

Segundo o departamento de Inovação, Comunicação e Projetos este desafio pode ser acompanhado no seu sítio na internet, na página na rede social Facebook e sempre em comunicar@caritascoimbra.pt.

19.1.16

Estudantes com carências económicas recebem explicações gratuitas em Coimbra

in Dnotícias.pt

No Instituto Justiça e Paz, em Coimbra, as explicações foram democratizadas com o projeto NEXT, em que estudantes, docentes e investigadores se inscrevem de forma voluntária para ajudar alunos do ensino superior com carências económicas.

Carolina Sanches, estudante de engenharia civil, precisava de 4,5 valores em seis para passar a Análise Matemática 3. A 13 de dezembro, um domingo, soube que teve 4,75 valores. "Já está arrumada", conta, sem esconder a felicidade que partilhou nesse mesmo dia com a sua explicadora, Sara Fonseca, três anos mais velha e do mesmo curso.

A estudante de 21 anos é uma das alunas apoiadas pelo Núcleo de Explicações Voluntárias (NEXT), que vai a caminho dos três anos de vida e que no primeiro semestre deste ano contou com 15 alunos apoiados.

O projeto surgiu depois da constatação, dentro do Fundo Solidário (apoio económico a estudantes do ensino superior) do Justiça e Paz, de que as questões económicas e académicas estão, por vezes, interligadas, conta à agência Lusa uma das coordenadoras do NEXT, Mariana Albuquerque.

Os estudantes, "tendo mais dificuldades económicas, não têm acesso a materiais básicos para ter bom sucesso escolar", aponta, explicando que o projeto apoia alunos com carências financeiras, com ou sem bolsa.

As áreas mais pedidas pelos explicandos são aquelas que "assustam mais: matemáticas, químicas ou físicas", contou.

Marcelo Ribeiro, de 24 anos, formou-se em bioquímica há cerca de seis meses e, para ocupar o seu tempo, optou por se inscrever no NEXT como explicador.

Ainda não sabe se as explicações deram frutos - está à espera dos resultados dos exames -, mas mostra-se expectante.

"Nós vivemos um pouco a luta das pessoas e sentimos quase como se fosse uma luta nossa. Acabamos por querer que as pessoas passem no exame, quase como as próprias pessoas que são examinadas", frisa.

Margarida Costa, 70 anos, quase 50 dos quais a lecionar Física na Universidade de Coimbra, juntou-se ao NEXT pela vontade de fazer voluntariado e pelo "gosto muito grande" em dar aulas.

"Está a ser muito gratificante" diz a ex-docente, que está na equipa de supervisão do projeto e a dar explicações a uma aluna.

Sara Fonseca, que ajudou Carolina na cadeira de Análise Matemática 3, desdobra-se em sorrisos para falar do "êxito" das explicações.

"Há esta ligação das glórias dos outros que passam um bocadinho para nós", conta a explicadora em regime de voluntariado que partilhou o nervosismo de Carolina, aquando da derradeira frequência.

A explicanda, natural de Castelo Branco, refere que chegou ao NEXT depois de ter recebido ajuda financeira do Justiça e Paz no seu segundo ano de curso.

"Já tinha perdido a bolsa no 1.º ano. No 2.º ano não tive [bolsa] por falta de uma cadeira e depois nunca mais consegui recuperar", sublinha, explanando que a situação financeira da família e a falta de bolsa mexeu com o aproveitamento escolar.

"Todos os problemas que tenho tido a nível económico, parecendo que não, mexem com o próprio estudante. É preciso um estudo continuado e não haver distrações. Às vezes, é complicado para pessoas que estão num momento de carência e com problemas a todos os níveis".

Para Carolina, as explicações "foram muito úteis", num momento decisivo, quer para passar à cadeira - "passava ou chumbava" -, quer para alimentar as esperanças de conseguir aproveitamento escolar para voltar a ter bolsa.

Agora, pretende voltar a inscrever-se no projeto no 2.º semestre e, "quiçá, ser explicadora noutras cadeiras".

No 2.º semestre, as inscrições para o NEXT abrem no início de fevereiro.

7.1.16

Escuteiros pintaram casa da Cáritas destinada a refugiados

In "Diário de Coimbra"

A Cáritas de Coimbra, como instituição anfitriã inscrita no programa de acolhimento e integração de refugiados da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), recebeu em Dezembro um grupo de escuteiros voluntários que pintaram uma das casas destinadas ao acolhimento de refugiados, localizada no Areeiro, em Coimbra.

O grupo de pioneiros do agrupamento 776 da Cruz da Areia (Leiria) trouxe consigo «uma enorme vontade de pôr mãos à obra e pintar toda a casa, numa acção de voluntariado que tornou a habitação (tipo T3) bem mais agradável», refere a Cáritas de Coimbra, acrescentando que os jovens, com idades entre os 14 e os 17 anos, «vieram com uma missão muito clara: dar um pouco mais de cor, alegria e esperança, apesar de não terem podido ainda contactar com os destinatários do seu trabalho, como teriam desejado».

Pintaram várias divisões da casa, desde quartos, sala, cozinha e casa de banho, recorda a a Cáritas de Coimbra, que agradeceu ao grupo a colaboração, o empenho e dedicação demonstrados.

| Escuteiros pintaram casa da Cáritas destinada a refugiados Iniciativa mobilizou grupo de escuteiros voluntários

11.12.15

Opinião – Banco Alimentar de Coimbra. Uma experiência notável!

In "Diário As Beiras"

1. O que é o Banco alimentar contra a fome

O telemóvel tocou de forma estridente no Café S. José, na Solum. Era um amigo, a convidar-me para ser voluntário no Banco Alimentar contra a fome de Coimbra, nesse fim de semana, num supermercado, da zona onde moro.

Pedi-lhe para me explicasse melhor o que é de facto o Banco Alimentar Contra a Fome. Respondeu-me, entusiasmado, que é uma IPSS (instituição particular de solidariedade social) ao serviço de outras instituições sem fins lucrativos que lutam contra a fome a nível nacional, cuja visão é um Mundo onde todas as pessoas tenham garantido o direito à alimentação.

O seu principal objectivo, prosseguiu, “é a luta contra o desperdício através das mais diversas formas, contando para o efeito com vários hipermercados. Complementarmente, para recolha de bens alimentares junto da população, promove duas campanhas por ano, uma em finais de Maio, outras em finais de Novembro”.

E sem que eu o pudesse interromper, acrescentou: “a nível nacional o Banco Alimentar divide-se por 21 distritos. O distrito de Coimbra encontra-se por sua vez subdividido em três áreas; Coimbra propriamente dita, Zona Ocidental (Cantanhede, Condeixa, Figueira da Foz, Mira, Montemor-o-Velho, Penela e Soure); Zona Oriental (Arganil, Góis, Lousã, Oliveira do Hospital, Miranda do Corvo, Penacova, Tabua, e Vila Nova de Poiares)”.

2. Em que é que posso ajudar?

Gostei do que ouvi e do seu entusiasmo, e enquanto o Senhor Cabral me trazia a bica cheia e um copo de água, perguntei : “Em que é que eu posso ajudar, nessa missão tão vasta e tão nobre?”

A resposta foi rápida e convincente; “É fácil, a recolha deste Natal é já no próximo fim de semana (sábado e domingo). Cada dia tem três turnos de duas pessoas cada, ( 9h às 13h; 13 às 17h, 17 às 21h). Escolhes um turno que te dê mais jeito e apareces lá à hora certa, disposto a trabalhar!”

“Às pessoas que forem entrando perguntas se querem contribuir para o Banco Alimentar (leite, azeite, óleo, atum, bolachas, grão, feijão, massas, cereais, salsichas). Às que disserem que sim entregas um saco para depois das compras to entregarem com os produtos que queiram dar”.

“Vais guardando num carro de mão e no fim do turno uma carrinha de recolha vem e leva os artigos doados para a central de armazenagem, próximo de Cernache”.

3. Na vida, há tempos de receber e outros de dar

Já tinha contribuído variadas vezes para o Banco Alimentar, como dador. Mas estar do lado de dentro como receptor e poder ajudar “mais um bocadinho” agradou-me!

E como “na vida há tempos de receber e há outros de dar!”, ali estava uma boa oportunidade para exercitar esta segunda vertente que por vezes tão esquecida anda, na luta do dia a dia! “Conta comigo”, disse-lhe eu.

Como o sábado estava preenchido com outras actividades, escolhi (ainda havia vaga) o turno da manhã (das 9h às 13h) de domingo, a tempo de ir almoçar e ver, de tarde, a Académica jogar contra o Arouca!

Estava longe de saber que iria viver uma experiência notável a nível da psicologia e da sociologia do nosso quotidiano. De tal forma notável que será objecto da próxima crónica.

2.12.15

Movimento ReFood vai chegar a Coimbra

In "As Beiras"

Projeto foi fundado há quatro anos, nos EUA, e já tem forte implantação em Portugal

A ReFood-movimento de voluntariado contra o desperdício alimentar, chegou a Coimbra e vai apresentar-se, publicamente, no próximo dia 9 de dezembro. A implementação do projeto em Coimbra acontece num momento de grande expansão do movimento internacional de voluntariado solidário, apesar da sua curta história de apenas quatro anos de existência – o ReFood foi fundado em 2011 pelo norte-americano Hunter Halder. Trata-se de um projeto e um movimento que pretende contrariar o desperdício e a carência alimentares, “fazendo a ponte humana entre prestadores de refeições e alimentos e as famílias carenciadas”, explica David Luís Castro, pioneiro da Refood Coimbra. De acordo com este promotor, o ReFood tem já uma “ramificação importante em todo o país”, com núcleos implantados e em pleno funcionamento em cidades de norte a sul. “O objetivo da nossa equipa de pioneiros é implementar um núcleo ReFood na nossa cidade e dar mais um passo na luta contra a fome e o desperdício alimentar”, adianta David Luís Castro. “De olhos postos no sucesso de outras edições noutras cidades – a última em Aveiro contou com 400 participantes – queremos apresentar este projeto a toda a comunidade e convidá-la a participar dando o seu tempo e energia para que mais pessoas possam ter a ajuda alimentar de que necessitam”, remata

Coimbra é a próxima cidade portuguesa a dispor de um núcleo ReFood

CrossFit Coimbra ajuda a Associação Integrar na recolha de produtos

In "As Beiras"

CrossFit Coimbra ajuda a Associação Integrar na recolha de produtos

Até sexta-feira, todos os interessados em ajudar a Associação Integrar podem fazer entrega dos donativos no CrossFit Coimbra, no número 11, da rua Casal de Vargas (junto da antiga fábrica de café), na Estrada da Beira. Os interessados em apoiar a instituição de Coimbra podem entregar, produtos alimentares não perecíveis, roupas quentes para o inverno, mantas e cobertores. Tudo o que possa ajudar a associação a apoiar os seus público-alvo como sem-abrigo; CAIS; integração sócio-profissional de pessoas desfavorecidas, através de ações de formação e de apoio social; a cozinha solidária, entre muitos outros.

11.11.15

Fundação AMI promove recolha de bens alimentares

In "Diário de Coimbra""

A Delegação Centro da Fundação AMI, vai realizar no próximo fim-de-semana uma recolha de bens alimentares destinados aos seus utentes.
Assim, a recolha vai decorrer em várias grande superfícies da cidade, nomeadamente nos hipermercados Continente, no Forum Coimbra, Coimbra Shoping e também na cidade deCantanhede.
Nesse sentido, a Fundação AMI está a procurar voluntários, para que disponibilizem algumas horas do fim-de-semana pa ra ajudar nesta recolha.
Os interessados em colaborar devem contactar o mail delegação.centro@ami.org.pt ou 239842705/ 962538426.

22.11.13

Sem-abrigo há 10 anos reabilitam a sua futura casa em Coimbra

in Sol

João e Honório são sem-abrigo há mais de 10 anos e começaram na segunda-feira a reabilitar a sua futura casa em Coimbra, com a ajuda da associação Hemisférios Solidários e de voluntários.
Eduardo Marques, director da associação Hemisférios Solidários, chegou à casa, na quinta-feira, por volta das 10h30, estando já João, um dos sem-abrigo envolvidos, à espera para trabalhar.

"O João é muito talentoso, sem ele não haveria obra nenhuma", afirmou Eduardo Marques, explicando que se pretende utilizar "as competências e talentos" das pessoas ajudadas no desenvolvimento do projecto.

Desde o verão que a reabilitação de uma casa abandonada há mais de 15 anos em Coimbra estava a ser ponderada pela associação, tendo passado para a acção na segunda-feira, com os vizinhos "de acordo e disponíveis a ajudar".

"Isto não é assistencialismo nem caridade", avisou Eduardo Marques, referindo que o projecto é um ato de "resistência contra a inoperância do Estado e das autarquias" e uma forma de garantir o cumprimento do "direito à habitação de qualquer cidadão".

O objectivo é que dentro de uma a duas semanas a casa já tenha janelas e portas para ser possível aos dois homens apoiados, Honório, sexagenário, e João, de 39 anos, e sem-abrigo há 15 anos, "algum conforto já durante o inverno, para depois, se possível, conseguir-se garantir água e luz para a casa".

A associação trabalha neste âmbito desde 2011, pretendendo garantir a "autonomia e liberdade" de sem-abrigo, querendo "retirá-los da rua".

Para isso, é também precisa "a ajuda da sociedade", tendo recebido até ao momento "um saco de cimento, louça, madeira, vidro, mobiliário e uma banheira", assim como o apoio de voluntários na restauração da casa.

Margarida Meireles, de 23 anos, e Diogo Brito, de 33, que se voluntariaram em ajudar, começaram o dia a carregar madeira para um sítio abrigado da chuva, para no futuro servir para se queimar e garantir algum aquecimento aos dois futuros habitantes da moradia.

"Temos tempo e é gratificante podemos dar o nosso contributo", disse Margarida.

Há muito que fazer. A casa estava coberta de silvas e entulho, há janelas partidas, teias de aranha, cal a sair da parede gasta e com rachas, telhas em falta e teto estragado.

João já andou a escovar as paredes, apesar de ainda serem bem visíveis os grafites, e avisa que não se pode usar tinta na parede mas cal, "que se não estraga a parede".

O sem-abrigo esmera-se enquanto delineia tarefas, como assentar janelas, repará-las, ver a medida das portas e o que se pode fazer na casa de banho.

"Com todo o gosto e todo o amor que ando aqui a reconstruir", diz, visivelmente emocionado, com um cigarro na ponta dos lábios.

João começou "aos 15 anos nas obras" e essa experiência e conhecimento é uma mais-valia para a reabilitação da moradia.

"Isto agora vai pouco a pouco", contou, lembrando também as dificuldades da reconstrução da casa apenas com um litro de tinta, uma pá, um rolo, um martelo e um carrinho.

"Já sinto que esta é a minha casa", confidenciou João, compenetrado no arranjo de uma das janelas.

Lusa/SOL

6.9.13

Desemprego originou novos problemas sociais em Coimbra

in Diário das Beiras on-line

O desemprego e a perda de rendimentos das famílias poderão ser a nova fonte de problemas sociais no concelho.

A questão vem inscrita no Diagnóstico Social de Coimbra, realizado por dois elementos do Conselho Local de Ação Social (CLAS) e por uma equipa do Instituto de Estudos Regionais e Urbanos (IERU) da Universidade de Coimbra liderada por Henrique Albergaria.

Depois de dezenas de reuniões com as instituições locais, o relatório ontem aprovado por unanimidade pelo plenário do CLAS refere ainda que foram detetadas algumas insuficiências “não só ao nível de equipamentos (lares e habitação social), como também de outras infraestruturas”, como por exemplo a inexistência de um Sistema de Informação Local.

2.7.13

Europa classifica Coimbra como cidade referência para o envelhecimento saudável

in iOnline

Coimbra foi hoje distinguida pela União Europeia (UE) com a classificação de cidade e região referência, a nível europeu, para o Envelhecimento Ativo e Saudável, anunciou a Câmara Municipal local.

A distinção foi aprovada durante o encontro European Innovation Partnership on Active and Healthy Ageing, projeto-piloto da UE de inovação para o envelhecimento ativo e saudável, que visa “aumentar a esperança média de vida saudável dos europeus por dois anos, em 2020”, através, designadamente, da melhoria da saúde e qualidade de vida e da garantia da sustentabilidade dos sistemas de cuidados de saúde e sociais.

A cidade e região de Coimbra é “a única área portuguesa classificada com esta distinção e passa a estar incluída no conjunto de 32 regiões europeias de referência para o Envelhecimento Ativo e Saudável”, salienta uma nota do gabinete do presidente do município.

A candidatura de Coimbra àquela classificação, coordenada por João Malva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (UC), foi feita através do consórcio Ageing@Coimbra e envolveu a parceria institucional entre a Câmara Municipal, a UC, o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, a Administração Regional de Saúde do Centro e o Instituto Pedro Nunes.

“O galardão confirma os argumentos de que a cidade dispõe, em termos de qualidade de vida, de serviços de saúde, de equipamentos e infraestruturas desportivas e de serviços municipais de apoio aos idosos, entre outros”, sublinha a autarquia.

Para o presidente do município, João Paulo Barbosa de Melo, que participou na reunião que decorreu hoje em Bruxelas, a distinção “abre um enorme leque de possibilidades, oportunidades de melhoria e oportunidades de financiamento para o cluster da saúde em Coimbra, que se afirma como um dos mais decisivos do país”.