Mafalda Ganhão, in "Expresso"
O Instituto de Emprego e Formação Profissional vai contratar 869 formadores para dar cursos de equivalência ao 6.º, 9.º e 12.º anos a quem procura emprego. O concurso está a decorrer, mas as vagas serão preenchidas ao longo dos próximos dois anos
O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) vai contratar 869 formadores para dar cursos de equivalência a quem procura emprego, vagas que serão preenchidas até 2018. O concurso está a decorrer e oferece uma oportunidade de colocação a professores de Português, Matemática e Inglês atualmente desempregados.
Segundo o “Diário de Notícias” desta sexta-feira, a maior parte dos lugares disponíveis são em Lisboa e na zona norte do país, não podendo os candidatos ter qualquer vínculo contratual (o que afasta a possibilidade de candidatura a professores com horários incompletos).
O jornal adianta ainda que estes formadores vão receber cerca de 14,40 euros por hora, ficando em média com horários de 30 horas semanais, o que se traduz num salário salário ilíquido de 1728 euros mensais, ou seja, um valor superior aos 1500 euros pagos a um professor contratado com horário completo.
De acordo com o que está previsto, os professores serão ordenados de acordo com o tempo de serviço e serão chamados pelo IEFP ao longo dos próximos dois anos. Os cursos de formação darão equivalência ao 6.º, 9.º e 12.º anos.
O “DN” recorda que no último concurso do Ministério da Educação, quase 23 mil candidatos ficaram sem colocação.
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29.1.16
5.3.13
Portugal, cinco anos de crise
in Público on-line
São cada vez menos os que nascem e cada vez mais os que partem.
Em 2012, nasceram em Portugal 90.026 bebés e morreram 107.287 pessoas. Um saldo negativo recorde que exprime um país em crise, onde o medo do futuro leva os jovens casais a não ter mais do que um filho e obriga muitos a emigrar. O país que se esvazia aos poucos e poucos é também um país que encolhe: na economia, nos apoios sociais, no rendimento disponível das famílias. É o retrato do que mudou em cinco anos no país que o PÚBLICO foi procurar e que é o tema do destaque da edição do 23.º aniversário do jornal.
Há cinco anos, em Setembro de 2008, a falência do Lehman Brothers, nos Estados Unidos, abria as torneiras de uma crise global que continua a penalizar o planeta. A crise do Lehman conduziu à crise do euro, a crise do euro, somada ao endividamento excessivo e à falta de competitividade da economia portuguesa, conduziram à troika e à austeridade.
Por números e através de histórias de vida, o PÚBLICO foi ao encontro da região mais afectada pelo desemprego, o Algarve, contou a história de professores sem trabalho, analisou como a maneira de nos alimentarmos está a mudar, explica como a crise trava os divórcios – agora, está-se casado até que o banco nos separe. Vista num horizonte longo de cinco anos, é o retrato de uma regressão lenta, contínua, que afecta todo um país.
São cada vez menos os que nascem e cada vez mais os que partem.
Em 2012, nasceram em Portugal 90.026 bebés e morreram 107.287 pessoas. Um saldo negativo recorde que exprime um país em crise, onde o medo do futuro leva os jovens casais a não ter mais do que um filho e obriga muitos a emigrar. O país que se esvazia aos poucos e poucos é também um país que encolhe: na economia, nos apoios sociais, no rendimento disponível das famílias. É o retrato do que mudou em cinco anos no país que o PÚBLICO foi procurar e que é o tema do destaque da edição do 23.º aniversário do jornal.
Há cinco anos, em Setembro de 2008, a falência do Lehman Brothers, nos Estados Unidos, abria as torneiras de uma crise global que continua a penalizar o planeta. A crise do Lehman conduziu à crise do euro, a crise do euro, somada ao endividamento excessivo e à falta de competitividade da economia portuguesa, conduziram à troika e à austeridade.
Por números e através de histórias de vida, o PÚBLICO foi ao encontro da região mais afectada pelo desemprego, o Algarve, contou a história de professores sem trabalho, analisou como a maneira de nos alimentarmos está a mudar, explica como a crise trava os divórcios – agora, está-se casado até que o banco nos separe. Vista num horizonte longo de cinco anos, é o retrato de uma regressão lenta, contínua, que afecta todo um país.
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