Ana Carrilho, in "Renascença"
Presidente da Fundação Robert F. Kennedy está em Lisboa para dizer que, historicamente, as conquistas em matéria de direitos humanos não aconteceram por vontade dos governos, dos militares ou das grandes corporações.
A defesa dos direitos humanos só acontece com mudança e para ela aconteça é preciso investir na educação para a cidadania. Esta foi uma das mensagens fortes que ecoaram esta terça-feira na Fundação Gulbenkian, onde diversas entidades e organizações não-governamentais assinaram a Declaração de Lisboa.
Kerry Kennedy, presidente da Fundação Robert F. Kennedy, que organizou a conferência sobre direitos humanos, em Lisboa, em parceria com a Gulbenkian, sublinhou o facto de Portugal estar a dar um passo em frente na educação para os direitos humanos, tal como tem feito historicamente, com coragem de explorar o mundo e busca do que está para lá do horizonte.
“Por isso é tão importante que Portugal esteja na vanguarda dos direitos humanos e em especial na educação dos direitos humanos. E consiga que a próxima geração se empenhe e se envolva na protecção da dignidade e dos direitos humanos. É disso que todos fazem parte e, hoje, quero agradecer a cada um de vós por todas as vidas que vão tocar com o vosso trabalho”, afirmou Kerry Kennedy.
Desde cedo, na sua via pessoal e familiar, foi confrontada com situações que acabou por perceber serem violações graves dos direitos humanos e individuais, o que a levou a dedicar-se ao tema desde há 35 anos, tal como outros que já tentavam pôr em prática a Declaração Universal das Nações Unidas. Por isso, concluiu que o melhor era fazê-lo através da educação.
No encerramento da conferência “Os direitos humanos e os desafios do século XXI – Globalizar a Humanidade”, a sobrinha do Presidente norte-americano John F. Kennedy e filha de Robert Kennedy admitiu que ao longo destes anos têm sido feitas mudanças nas mentalidades.
Essa evolução, referiu, foi sempre feita graças a “pequenos grupos de pessoas determinadas” que se sentem diminuídos nos seus direitos e que tentam garanti-los com a ajuda da Declaração Universal.
“Nenhuma dessas mudanças aconteceu por vontade dos governos que, pelo contrário, tentaram travá-las. Nada disso aconteceu porque os militares ou as corporações o quisessem. Os grandes interesses corporativos tentaram travá-las”, lamenta.
A educação para aos direitos humanos, com o apoio da Fundação Robert F. Kennedy, é dada nas escolas como parte integrante dos programas escolares.
Mas, em muitos casos, também há concursos musicais, de teatro, escrita ou vídeos em que as crianças expressam os seus sentimentos e opiniões sobre os diversos temas ligados aos direitos humanos e cidadania.
Em Portugal também é provável que seja feito algum concurso, mas ainda não está decidido.
Para já, a Declaração de Lisboa foi assinada pela Gulbenkian, pela Fundação Robert F. Kennedy, Associação Nacional de Municípios e de Freguesias, além do INATEL, Amnistia Internacional, Instituto Padre António Vieira, OIKOS; Associação Zero e AMPLOS. Mas espera novas adesões.
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundação Calouse Gulbenkian. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundação Calouse Gulbenkian. Mostrar todas as mensagens
26.4.16
Em busca da solução "invencível" para um envelhecimento ativo
Verónica Ferreira, in "TVI 24"
Há aplicações, sites e dispositivos móveis para todos os gostos entre os projetos que estão a ser desenvolvidos pelas 36 equipas do Hack For Good
Arrancou, este sábado, uma maratona tecnológica na Fundação Calouste Gulbenkian com objetivo de encontrar soluções que melhorem a qualidade de vida dos seniores e promovam um envelhecimento ativo.
No total são 157 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, que aceitaram o desafio de pensarem soluções tecnológicas com implementação na sociedade, em particular nos idosos. Luísa Valle, da Calouste Gulbenkian, explica a importância da iniciativa no âmbito do programa da Fundação para o desenvolvimento humano.
Queremos encontrar novas respostas para o envelhecimento da população porque a sociedade não está preparada assim como as cidades também não o estão”, disse sublinhando ser importante encontrar outras valências para a tecnologia nomeadamente no âmbito do enquadramento social para a promoção e defesa da dignidade humana.
Os participantes deram entrada na sala de trabalho por volta das 11 horas e começaram a trabalhar de imediato, acompanhados por uma intervenção motivacional protagonizada por Luís Jerónimo, da Fundação Calouste Gulbenkian. O orador deu exemplos de mecanismos e equipamentos desenvolvidos a partir da conjugação de conhecimentos tecnológicos e necessidades de saúde específicas, como a criação de próteses em impressoras 3D.
Equipas em busca da solução invencível
Cada equipa tem entre três a cinco elementos das mais diversas áreas de formação. Há gestores, designers, engenheiros, programadores, professores e estudantes universitários. Em comum têm o gosto pela inovação, tecnologia e uma forte motivação para marcar a diferença na sociedade.
"Fazemos software invencível", afirma a Being AcCOMPTABLE
Refugiamo-nos um pouco na ideia do Obelix, somos invencíveis”, disse Pedro Santos da Being AcCOMPTABLE, equipa #35, onde cinco rapazes estão a dar corpo à “internet das coisas” para facilitar e melhorar a vida dos idosos, através de uma aplicação que permite a monitorização, com recurso à tecnologia Bluetooth, em questões de saúde e bem-estar. “Qualquer coisa se pode ligar à BeingWeel e depois os dados podem ser partilhados com a rede de contactos, médicos ou familiares”, explicou o programador informático.
Outro projeto, o da equipa #24 Holocare, propõe a criação de um dispensador automático de medicamentos que, para além de combater o desperdício, também irá ajudar no acompanhamento dos idosos por parte de familiares, médicos ou agentes de saúde. O equipamento terá sensores de alerta para a hora da toma dos comprimidos, internet para a partilha dos dados recolhidos e ainda capacidade para medir parâmetros biomédicos. “É de baixo custo e ainda permite a recolha de dados para relacionar as reações aos cocktails de medicamentos. Este projeto juntou um professor universitário, um designer industrial e três estudantes de eletrotecnia.
Guardar memórias para eternizar a história
A equipa #15, 4Good, quer unir seniores e jovens através de testemunhos, historias partilhadas na internet num portal de histórias em vídeo.
"Tell me" quer informatizar estórias contadas por "avós"
Queremos recuperar os contadores de estórias porque a memória que não for guardada perde-se para sempre e os miúdos não querem aprender a partir de livros estáticos”, explicou Patrícia Candeias.
Na plataforma Tell Me as histórias dos seniores serão organizadas por tema, cronologia e geografia. Cada utilizador será encaminhado para poder gravar o seu vídeo, que depois ficará disponível para ser partilhado nas redes sociais.
“O nosso júri são as avós”
Ao início da tarde, a Galeria da Gulbenkian recebeu um grupo senior para trocar impressões com os inventores sobre a utilidade das suas propostas. “O júri chegou. O nosso júri são as avós”, disse um dos jovens quando a chegada dos idosos foi anunciada.
"Os idosos são muito difíceis de ensinar"
Durante cerca de duas horas e meia, vinte idosos, do projeto “A avó veio trabalhar”, estiveram disponíveis para ouvir e comentar os projetos embrionários. As ideias foram elogiadas, seniores reconhecem utilidade dos projetos para melhorar a segurança e o acompanhamento dos mais velhos.
Estas ideias são boas porque há pessoas a morar sozinhas que precisam de ajuda”, comentou uma das idosas.
Por outro lado, também há quem veja entraves à implementação da tecnologia no quotidiano daqueles que tardiamente se cruzaram com a modernização dos equipamentos. É verdade que os idosos se esquecem de tomar os medicamentos, às vezes também me esqueço, mas os idosos são muito difíceis de ensinar”, disse Filomena Tavares, que celebrou 58 anos no Hack For Good com o amigo Domingo Vaz, também ele aniversariante, completou 70 anos. “Para mim não dá” disse o septuagenário justificando que problemas de saúde o afastam dos ecrãs, e por isso a informática é algo que não usa de todo.
Idosos + objetos pesados = #ShoppingVolunteers
Às vezes a realidade do meio onde vivemos dá-nos o clique para problemas do quotidiano daqueles que nos são estranhos. Foi o que aconteceu à equipa #26.
Sérgio, Bruno, Cláudia e Diva são amigos, vivem em Coimbra e têm relações com associações de voluntariado, experiência que lhes tem transmitido uma realidade para a qual a juventude ainda não os moldou: há idosos que não conseguem carregar as compras, garrafões de água ou sacos pesados até casa.
Shopping Volunteers ambiciona ser a plataforma online que dará resposta a esta problemática. Os voluntários inscrevem-se e os idosos pedem ajuda por telefone ou através de uma mensagem escrita.
Animais de companhia “emprestados” a idosos voluntários
Quantas vezes já saiu de casa e ficou a pensar no seu animal de estimação, sozinho, sem companhia até que regressa a casa? Uma das equipas do Hack For Good procura respostas a esta e outras questões com vista a também, e logicamente, ajudar os idosos. Neste caso, a ideia junta os animais de companhia e pessoas com mais disponibilidade horaria, por estarem reformadas, por exemplo. Os idosos recebem algum dinheiro e o dono do animal pode fazer a sua vida quotidiana ou lazer sem preocupações.
Acreditamos que conseguimos criar aqui uma alternativa competitiva em relação aos hotéis porque sai mais barato e os animais não estranham tanto a mudança”, explicou Ricardo Silva da PetForGood, equipa #Dev11 cujos membros já fazem parte de uma startup de desenvolvimento de software.
Equipas motivadas e projetos incríveis
Os mentores do programa também se juntaram aos grupos durante a tarde para conhecerem melhor os projetos em concurso, trocarem impressões com os inventores e deixarem alguns conselhos.
É muito gratificante ver que há imensas ideias boas e algumas podem ser adaptadas a outras necessidades sociais para além da causa dos idosos”, disse Catarina Alvarez, mentora e responsável pelo projeto “Cuidar Melhor” direcionado para pessoas com patologias neurológicas, nomeadamente doença de Alzheimer.
Os projetos podem ser todos muito bons mas isso por si só não chega. A eventual resistência à mudança e adoção de meios tecnológicos por parte de alguns idosos “requer demonstrações de utilização e explicações” para que tudo se torne ainda mais acessível, acrescentou a mentora. “Há equipamentos que mostram que podem e devem ir mais além” e isso não deve ser disperdiçado, reiterou Filipe Barreto, mentor e gestor de conteúdos online do Montepio.
A TVI e a TVI24 vai continuar a acompanhar AO MINUTO a maratona de tecnologia Hack For Good que está a decorrer este fim de semana na Fundação Calouste Gulbenkian
Há aplicações, sites e dispositivos móveis para todos os gostos entre os projetos que estão a ser desenvolvidos pelas 36 equipas do Hack For Good
Arrancou, este sábado, uma maratona tecnológica na Fundação Calouste Gulbenkian com objetivo de encontrar soluções que melhorem a qualidade de vida dos seniores e promovam um envelhecimento ativo.
No total são 157 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, que aceitaram o desafio de pensarem soluções tecnológicas com implementação na sociedade, em particular nos idosos. Luísa Valle, da Calouste Gulbenkian, explica a importância da iniciativa no âmbito do programa da Fundação para o desenvolvimento humano.
Queremos encontrar novas respostas para o envelhecimento da população porque a sociedade não está preparada assim como as cidades também não o estão”, disse sublinhando ser importante encontrar outras valências para a tecnologia nomeadamente no âmbito do enquadramento social para a promoção e defesa da dignidade humana.
Os participantes deram entrada na sala de trabalho por volta das 11 horas e começaram a trabalhar de imediato, acompanhados por uma intervenção motivacional protagonizada por Luís Jerónimo, da Fundação Calouste Gulbenkian. O orador deu exemplos de mecanismos e equipamentos desenvolvidos a partir da conjugação de conhecimentos tecnológicos e necessidades de saúde específicas, como a criação de próteses em impressoras 3D.
Equipas em busca da solução invencível
Cada equipa tem entre três a cinco elementos das mais diversas áreas de formação. Há gestores, designers, engenheiros, programadores, professores e estudantes universitários. Em comum têm o gosto pela inovação, tecnologia e uma forte motivação para marcar a diferença na sociedade.
"Fazemos software invencível", afirma a Being AcCOMPTABLE
Refugiamo-nos um pouco na ideia do Obelix, somos invencíveis”, disse Pedro Santos da Being AcCOMPTABLE, equipa #35, onde cinco rapazes estão a dar corpo à “internet das coisas” para facilitar e melhorar a vida dos idosos, através de uma aplicação que permite a monitorização, com recurso à tecnologia Bluetooth, em questões de saúde e bem-estar. “Qualquer coisa se pode ligar à BeingWeel e depois os dados podem ser partilhados com a rede de contactos, médicos ou familiares”, explicou o programador informático.
Outro projeto, o da equipa #24 Holocare, propõe a criação de um dispensador automático de medicamentos que, para além de combater o desperdício, também irá ajudar no acompanhamento dos idosos por parte de familiares, médicos ou agentes de saúde. O equipamento terá sensores de alerta para a hora da toma dos comprimidos, internet para a partilha dos dados recolhidos e ainda capacidade para medir parâmetros biomédicos. “É de baixo custo e ainda permite a recolha de dados para relacionar as reações aos cocktails de medicamentos. Este projeto juntou um professor universitário, um designer industrial e três estudantes de eletrotecnia.
Guardar memórias para eternizar a história
A equipa #15, 4Good, quer unir seniores e jovens através de testemunhos, historias partilhadas na internet num portal de histórias em vídeo.
"Tell me" quer informatizar estórias contadas por "avós"
Queremos recuperar os contadores de estórias porque a memória que não for guardada perde-se para sempre e os miúdos não querem aprender a partir de livros estáticos”, explicou Patrícia Candeias.
Na plataforma Tell Me as histórias dos seniores serão organizadas por tema, cronologia e geografia. Cada utilizador será encaminhado para poder gravar o seu vídeo, que depois ficará disponível para ser partilhado nas redes sociais.
“O nosso júri são as avós”
Ao início da tarde, a Galeria da Gulbenkian recebeu um grupo senior para trocar impressões com os inventores sobre a utilidade das suas propostas. “O júri chegou. O nosso júri são as avós”, disse um dos jovens quando a chegada dos idosos foi anunciada.
"Os idosos são muito difíceis de ensinar"
Durante cerca de duas horas e meia, vinte idosos, do projeto “A avó veio trabalhar”, estiveram disponíveis para ouvir e comentar os projetos embrionários. As ideias foram elogiadas, seniores reconhecem utilidade dos projetos para melhorar a segurança e o acompanhamento dos mais velhos.
Estas ideias são boas porque há pessoas a morar sozinhas que precisam de ajuda”, comentou uma das idosas.
Por outro lado, também há quem veja entraves à implementação da tecnologia no quotidiano daqueles que tardiamente se cruzaram com a modernização dos equipamentos. É verdade que os idosos se esquecem de tomar os medicamentos, às vezes também me esqueço, mas os idosos são muito difíceis de ensinar”, disse Filomena Tavares, que celebrou 58 anos no Hack For Good com o amigo Domingo Vaz, também ele aniversariante, completou 70 anos. “Para mim não dá” disse o septuagenário justificando que problemas de saúde o afastam dos ecrãs, e por isso a informática é algo que não usa de todo.
Idosos + objetos pesados = #ShoppingVolunteers
Às vezes a realidade do meio onde vivemos dá-nos o clique para problemas do quotidiano daqueles que nos são estranhos. Foi o que aconteceu à equipa #26.
Sérgio, Bruno, Cláudia e Diva são amigos, vivem em Coimbra e têm relações com associações de voluntariado, experiência que lhes tem transmitido uma realidade para a qual a juventude ainda não os moldou: há idosos que não conseguem carregar as compras, garrafões de água ou sacos pesados até casa.
Shopping Volunteers ambiciona ser a plataforma online que dará resposta a esta problemática. Os voluntários inscrevem-se e os idosos pedem ajuda por telefone ou através de uma mensagem escrita.
Animais de companhia “emprestados” a idosos voluntários
Quantas vezes já saiu de casa e ficou a pensar no seu animal de estimação, sozinho, sem companhia até que regressa a casa? Uma das equipas do Hack For Good procura respostas a esta e outras questões com vista a também, e logicamente, ajudar os idosos. Neste caso, a ideia junta os animais de companhia e pessoas com mais disponibilidade horaria, por estarem reformadas, por exemplo. Os idosos recebem algum dinheiro e o dono do animal pode fazer a sua vida quotidiana ou lazer sem preocupações.
Acreditamos que conseguimos criar aqui uma alternativa competitiva em relação aos hotéis porque sai mais barato e os animais não estranham tanto a mudança”, explicou Ricardo Silva da PetForGood, equipa #Dev11 cujos membros já fazem parte de uma startup de desenvolvimento de software.
Equipas motivadas e projetos incríveis
Os mentores do programa também se juntaram aos grupos durante a tarde para conhecerem melhor os projetos em concurso, trocarem impressões com os inventores e deixarem alguns conselhos.
É muito gratificante ver que há imensas ideias boas e algumas podem ser adaptadas a outras necessidades sociais para além da causa dos idosos”, disse Catarina Alvarez, mentora e responsável pelo projeto “Cuidar Melhor” direcionado para pessoas com patologias neurológicas, nomeadamente doença de Alzheimer.
Os projetos podem ser todos muito bons mas isso por si só não chega. A eventual resistência à mudança e adoção de meios tecnológicos por parte de alguns idosos “requer demonstrações de utilização e explicações” para que tudo se torne ainda mais acessível, acrescentou a mentora. “Há equipamentos que mostram que podem e devem ir mais além” e isso não deve ser disperdiçado, reiterou Filipe Barreto, mentor e gestor de conteúdos online do Montepio.
A TVI e a TVI24 vai continuar a acompanhar AO MINUTO a maratona de tecnologia Hack For Good que está a decorrer este fim de semana na Fundação Calouste Gulbenkian
20.4.16
A Gulbenkian será o palco dos Direitos Humanos
Catarina Marques Rodrigues, in "Observador"
O que é que une a crise dos refugiados, ao ambiente, à educação em África e às questões LGBT? Direitos Humanos. O tema estará em discussão na Gulbenkian a 9 e 10 de maio. Conheça os oradores aqui.
Refugiados, conflitos armados, meninas e mulheres sem acesso à educação, direitos LGBT e fragilidade do ambiente. Tudo isto está dentro de um termo maior: Direitos Humanos. E tudo isto será discutido durante dois dias na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, na conferência “Os Direitos Humanos e os Desafios do Século XXI: Globalizar a Dignidade”.
O evento vai acontecer a 9 e 10 de maio e na lista de oradores estão já vários convidados nacionais e internacionais. A abrir e a fechar a conferência vai estar Kerry Kennedy, ativista de Direitos Humanos e presidente da Robert F. Kennedy Human Rights, organização com o nome do seu pai, que foi senador e procurador-geral dos EUA. Robert F. Kennedy foi assassinado cinco anos depois do irmão e presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. Kerry é também escritora e pertence aos conselhos de administração do U.S. Institute of Peace e da Human Rights First.
À presidente da organização vai juntar-se Jorge Sampaio (ex-presidente da República e presidente da Plataforma Global para Estudantes Sírios), Christian Felber (ativista político e autor de “Economy for the Common Good”), Delphine K. Djiraibe (advogada no Chade e cofundadora da Associação do Chade para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos), Conchita Wurst (cantora e porta-voz dos direitos LGBT), Francisco Ferreira (ex-presidente da Quercus e atual presidente da ZERO) e Susana Gaspar (presidente da Amnistia Internacional), entre outros.
Os painéis de debate vão dividir-se em quatro temas: Direitos Civis e Políticos, Direitos Económicos e Sociais, Direitos Identitários e Individuais e Direitos Humanos no século XXI. No final da tarde de terça, dia 9, será ainda apresentada a Declaração de Lisboa, um documento em que várias organizações se comprometem a defender os direitos humanos e a dignidade humana. Entre as associações que vão assinar a declaração estão o INATEL e a Associação Nacional de Municípios Portugueses.
A conferência “Os Direitos Humanos e os Desafios do Século XXI: Globalizar a Dignidade” é comissariada pelo professor Viriato Soromenho-Marques e é organizada pela Fundação Gulbenkian, pelo Robert F. Kennedy Center for Human Rights e pelas embaixadas da Áustria e dos Estados Unidos da América.
O que é que une a crise dos refugiados, ao ambiente, à educação em África e às questões LGBT? Direitos Humanos. O tema estará em discussão na Gulbenkian a 9 e 10 de maio. Conheça os oradores aqui.
Refugiados, conflitos armados, meninas e mulheres sem acesso à educação, direitos LGBT e fragilidade do ambiente. Tudo isto está dentro de um termo maior: Direitos Humanos. E tudo isto será discutido durante dois dias na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, na conferência “Os Direitos Humanos e os Desafios do Século XXI: Globalizar a Dignidade”.
O evento vai acontecer a 9 e 10 de maio e na lista de oradores estão já vários convidados nacionais e internacionais. A abrir e a fechar a conferência vai estar Kerry Kennedy, ativista de Direitos Humanos e presidente da Robert F. Kennedy Human Rights, organização com o nome do seu pai, que foi senador e procurador-geral dos EUA. Robert F. Kennedy foi assassinado cinco anos depois do irmão e presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. Kerry é também escritora e pertence aos conselhos de administração do U.S. Institute of Peace e da Human Rights First.
À presidente da organização vai juntar-se Jorge Sampaio (ex-presidente da República e presidente da Plataforma Global para Estudantes Sírios), Christian Felber (ativista político e autor de “Economy for the Common Good”), Delphine K. Djiraibe (advogada no Chade e cofundadora da Associação do Chade para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos), Conchita Wurst (cantora e porta-voz dos direitos LGBT), Francisco Ferreira (ex-presidente da Quercus e atual presidente da ZERO) e Susana Gaspar (presidente da Amnistia Internacional), entre outros.
Os painéis de debate vão dividir-se em quatro temas: Direitos Civis e Políticos, Direitos Económicos e Sociais, Direitos Identitários e Individuais e Direitos Humanos no século XXI. No final da tarde de terça, dia 9, será ainda apresentada a Declaração de Lisboa, um documento em que várias organizações se comprometem a defender os direitos humanos e a dignidade humana. Entre as associações que vão assinar a declaração estão o INATEL e a Associação Nacional de Municípios Portugueses.
A conferência “Os Direitos Humanos e os Desafios do Século XXI: Globalizar a Dignidade” é comissariada pelo professor Viriato Soromenho-Marques e é organizada pela Fundação Gulbenkian, pelo Robert F. Kennedy Center for Human Rights e pelas embaixadas da Áustria e dos Estados Unidos da América.
30.3.16
Fafe: António Guterres, Agenzia Habeshia e Fundação Calouste Gulbenkian homenageados no Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade
In "Correio do Minho"
Entre os dias 5 e 9 de Abril, Fafe volta a receber o “Terra Justa- Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade.”, que, este ano, tem como tema central os refugiados e imigrantes, a cultura como valor, e os direitos humanos em tempo de conflito.
Além de António Guterres, candidato a secretário-geral das Nações Unidas (ONU) e que foi, até dezembro de 2015, alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a II edição da Terra Justa - Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade vai ainda homenagear a Agenzia Habeshiaa, a Fundação Calouste Gulbenkian e ainda recordar o papel das enfermeiras paraquedistas portuguesas.
Em 1961, foi criado o corpo de Enfermeiras Paraquedistas, integrado na Força Aérea Portuguesa, que teve a sua origem nos mesmos princípios humanitários defendidos pela Cruz Vermelha Internacional, cuja organização sempre se destacou pela importância do papel das mulheres nas missões de socorro às populações, nomeadamente perante as grandes catástrofes naturais. Foi esse o espírito, primeiro, da sua mentora, Isabel Rilvas, e, depois, das autoridades portuguesas, confrontadas com a necessidade de terem profissionais competentes para socorrerem as populações civis afetadas no contexto da guerra e também para tratarem dos militares portugueses feridos.
Durante 14 anos, 46 mulheres portuguesas estiveram diretamente envolvidas na guerra do Ultramar, em inúmeras missões de recuperação e evacuação de feridos do campo de batalha, em cenários como Angola, Guiné- Bissau e Moçambique.
O “Terra Justa”, Encontro internacional de Causas e Valores da Humanidade, é um evento internacional que ocorre na cidade de Fafe, com o objetivo alertar, provocar e envolver as pessoas a refletir sobre a importância das causas e valores da humanidade.
De 5 a 9 de Abril, a cidade vai acolher conferências, tertúlias de café com convidados nacionais e internacionais, exposições de rua, teatro de rua, debates, música, arte pública, entre muitas outras atividades.
Além da questão dos refugiados, vão ser ainda abordados temas como os direitos humanos em cenários de conflito, o valor da cultura e questões relacionadas com a religião.
A Fundação Calouste Gulbenkian e Agenzia Internacional Habeshia serão duas instituições em destaque e a homenagear durante a Terra Justa.
As causas entre as pessoas…
O centro da cidade de Fafe será palco de um “caminho das causas” e de um túnel de grandes dimensões, objetos de arte pública, cujo objetivo é envolver as pessoas para as grandes causas da humanidade e para problemáticas que são ignoradas no nosso dia a dia.
No Arquivo Municipal, em Fafe, vão estar patentes exposições dedicadas a António Guterres, Agenzia Habeshia, Fundação Calouste Gulbenkian e às enfermeiras paraquedistas portuguesas.
Mural das Causas…
Em plena cidade, o monumento, feito a partir de um bloco de granito, desenhado pelos arquitetos da Câmara Municipal de Fafe, vai continuar a guardar, durante 25 anos, as mensagens de grandes individualidades que passaram por Fafe.
Recorde-se que já se encontram no mural as mensagens do Cardeal Óscar Maradiaga, ex-Presidente da Cáritas Internacional e braço direito do Papa Francisco para a reforma da Igreja, Maria de Jesus Barroso Soares, da Fundação Pro-Dignitate, e das ONG´s Amnistia Internacional e Médicos do Mundo. A ideia é perceber, em 2041, como era o mundo, as ideias e a visão da sociedade, nomeadamente ao nível dos valores humanos e das grandes causas globais.
Entre os dias 5 e 9 de Abril, Fafe volta a receber o “Terra Justa- Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade.”, que, este ano, tem como tema central os refugiados e imigrantes, a cultura como valor, e os direitos humanos em tempo de conflito.
Além de António Guterres, candidato a secretário-geral das Nações Unidas (ONU) e que foi, até dezembro de 2015, alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a II edição da Terra Justa - Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade vai ainda homenagear a Agenzia Habeshiaa, a Fundação Calouste Gulbenkian e ainda recordar o papel das enfermeiras paraquedistas portuguesas.
Em 1961, foi criado o corpo de Enfermeiras Paraquedistas, integrado na Força Aérea Portuguesa, que teve a sua origem nos mesmos princípios humanitários defendidos pela Cruz Vermelha Internacional, cuja organização sempre se destacou pela importância do papel das mulheres nas missões de socorro às populações, nomeadamente perante as grandes catástrofes naturais. Foi esse o espírito, primeiro, da sua mentora, Isabel Rilvas, e, depois, das autoridades portuguesas, confrontadas com a necessidade de terem profissionais competentes para socorrerem as populações civis afetadas no contexto da guerra e também para tratarem dos militares portugueses feridos.
Durante 14 anos, 46 mulheres portuguesas estiveram diretamente envolvidas na guerra do Ultramar, em inúmeras missões de recuperação e evacuação de feridos do campo de batalha, em cenários como Angola, Guiné- Bissau e Moçambique.
O “Terra Justa”, Encontro internacional de Causas e Valores da Humanidade, é um evento internacional que ocorre na cidade de Fafe, com o objetivo alertar, provocar e envolver as pessoas a refletir sobre a importância das causas e valores da humanidade.
De 5 a 9 de Abril, a cidade vai acolher conferências, tertúlias de café com convidados nacionais e internacionais, exposições de rua, teatro de rua, debates, música, arte pública, entre muitas outras atividades.
Além da questão dos refugiados, vão ser ainda abordados temas como os direitos humanos em cenários de conflito, o valor da cultura e questões relacionadas com a religião.
A Fundação Calouste Gulbenkian e Agenzia Internacional Habeshia serão duas instituições em destaque e a homenagear durante a Terra Justa.
As causas entre as pessoas…
O centro da cidade de Fafe será palco de um “caminho das causas” e de um túnel de grandes dimensões, objetos de arte pública, cujo objetivo é envolver as pessoas para as grandes causas da humanidade e para problemáticas que são ignoradas no nosso dia a dia.
No Arquivo Municipal, em Fafe, vão estar patentes exposições dedicadas a António Guterres, Agenzia Habeshia, Fundação Calouste Gulbenkian e às enfermeiras paraquedistas portuguesas.
Mural das Causas…
Em plena cidade, o monumento, feito a partir de um bloco de granito, desenhado pelos arquitetos da Câmara Municipal de Fafe, vai continuar a guardar, durante 25 anos, as mensagens de grandes individualidades que passaram por Fafe.
Recorde-se que já se encontram no mural as mensagens do Cardeal Óscar Maradiaga, ex-Presidente da Cáritas Internacional e braço direito do Papa Francisco para a reforma da Igreja, Maria de Jesus Barroso Soares, da Fundação Pro-Dignitate, e das ONG´s Amnistia Internacional e Médicos do Mundo. A ideia é perceber, em 2041, como era o mundo, as ideias e a visão da sociedade, nomeadamente ao nível dos valores humanos e das grandes causas globais.
3.3.16
Fundação Montepio celebra 20 anos a falar da economia social
In "Sábado"
Especialistas em economia social e parceiros da associação foram os protagonistas da conferência comemorativa dos 20 anos da Fundação Montepio. O director da SÁBADO, Rui Hortelão, moderou um dos painéis
A Fundação do Montepio Geral celebrou 20 anos, esta quarta-feira, com uma conferência comemorativa intitulada 20 anos de Intervenção Social em Portugal, em Lisboa, onde reuniu especialistas da área da economia social e parceiros da organização, como a Fundação EDP, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação PT e Cases.
Carlos Beato, membro do Conselho de Administração do Montepio Geral - Associação Mutualista, iniciou a sessão com uma "palavra de enorme apreço" às entidades que têm vindo a trabalhar com a Fundação Montepio e também "uma palavra de agradecimento aos voluntários" sem os quais não teria sido possível fazer "o foi possível ao longo dos últimos 20 anos". Veja o vídeo aqui.
O debate iniciou-se com o painel A Visão dos Protagonistas, moderado pelo director da SÁBADO, Rui Hortelão, onde participou o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza. Sérgio Aires lamentou a falta de respostas do Estado relativamente à protecção social e aproveitou para criticar os que pensam que "toda a protecção social pode ser privada, que a água pode ser privada". O desejável, defendeu, é que haja "mais responsabilidade social do Estado". E alertou: "Os espaços vazios agigantaram-se muito nos últimos anos e, portanto, os buracos da protecção social são tão grandes que não chegam 100 Fundações Montepio para os cobrir". Veja o vídeo aqui.
No mesmo painel, Dulce Rocha chamou a atenção para as principais ameaças ao bem-estar das crianças, lembrando que estas são "o elo mais fraco" de uma sociedade com problemas sociais. "Se nos enredamos numa malha burocrática e perdemos a capacidade de escutar e falar com as pessoas, não estamos a cumprir a nossa missão. O primeiro dever é ouvir para diagnosticar melhor", sublinhou a directora-executiva do Instituto de Apoio à Criança.
Já Domingos Rosa, presidente da AFID Diferença, defendeu que, entre as áreas sociais, a da deficiência "tem sido aquela que mais tem evoluído". Quando comparada com a área dos idosos, a da deficiência "está muito mais evoluída, quer sobre o ponto de vista técnico de intervenção, quer sobre o ponto de vista da capacidade instalada e de organizações", exemplificou. Uma opinião partilhada por Maria Joaquina Madeira, para quem "não é fácil envelhecer nas sociedades modernas, nas quais a indiferença e o preconceito são comuns no que se refere aos idosos". "Quer-se viver muitos anos, mas ninguém quer ser velho", frisou a coordenadora a nível nacional o Ano Europeu do Envelhecimento, em 2012.
Da parte da tarde, Margarida Pinto Correia (Fundação EDP), Luísa Valle (Fundação Calouste Gulbenkian), Graça Rebocho (Fundação PT) e Carla Pinto (Cases) participaram no painel A Visão dos Parceiros da Fundação Montepio, moderado por Rui Marques. A responsável da Fundação EDP argumentou que é fundamental que se ultrapassem os "egos, que eram culturalmente o nosso espelho", e que as fundações e outras instituições do sector social trabalhem em conjunto. "Deveríamos ser um exemplo para o resto da sociedade de aprender a partilhar os equipamentos, a optimizar os recursos, deveríamos poder construir, de facto, em conjunto", defendeu. Veja o vídeo aqui.
No terceiro e último painel, Paula Guimarães (GRACE), Eugénio da Fonseca (Confederação Portuguesa de Voluntariado), Sofia Santos (BCSD), Fernando Adão da Fonseca (em representação da UNICER) e Mário Curveira Santos (Centro Português de Fundações) apresentaram A Visão das Entidades que a Fundação Montepio Integra. No debate, moderado por Fernanda Freitas, Eugénio da Fonseca garantiu que "é graças à Fundação Montepio que muitas vezes se consegue concretizar a inovação social." Veja o vídeo aqui.
No discurso de encerramento, o presidente do Conselho de Administração da Fundação Montepio, Tomás Correia, assumiu que "a esperança e a confiança são e serão decisivas para os próximos 20 anos". Para o futuro, garantiu que "a Fundação Montepio continuará a trilhar o seu caminho, com sentido de responsabilidade mas, sobretudo, com muita humildade, com humildade de querer fazer mais e melhor, mais com menos, em conjunto com todos os outros".
Especialistas em economia social e parceiros da associação foram os protagonistas da conferência comemorativa dos 20 anos da Fundação Montepio. O director da SÁBADO, Rui Hortelão, moderou um dos painéis
A Fundação do Montepio Geral celebrou 20 anos, esta quarta-feira, com uma conferência comemorativa intitulada 20 anos de Intervenção Social em Portugal, em Lisboa, onde reuniu especialistas da área da economia social e parceiros da organização, como a Fundação EDP, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação PT e Cases.
Carlos Beato, membro do Conselho de Administração do Montepio Geral - Associação Mutualista, iniciou a sessão com uma "palavra de enorme apreço" às entidades que têm vindo a trabalhar com a Fundação Montepio e também "uma palavra de agradecimento aos voluntários" sem os quais não teria sido possível fazer "o foi possível ao longo dos últimos 20 anos". Veja o vídeo aqui.
O debate iniciou-se com o painel A Visão dos Protagonistas, moderado pelo director da SÁBADO, Rui Hortelão, onde participou o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza. Sérgio Aires lamentou a falta de respostas do Estado relativamente à protecção social e aproveitou para criticar os que pensam que "toda a protecção social pode ser privada, que a água pode ser privada". O desejável, defendeu, é que haja "mais responsabilidade social do Estado". E alertou: "Os espaços vazios agigantaram-se muito nos últimos anos e, portanto, os buracos da protecção social são tão grandes que não chegam 100 Fundações Montepio para os cobrir". Veja o vídeo aqui.
No mesmo painel, Dulce Rocha chamou a atenção para as principais ameaças ao bem-estar das crianças, lembrando que estas são "o elo mais fraco" de uma sociedade com problemas sociais. "Se nos enredamos numa malha burocrática e perdemos a capacidade de escutar e falar com as pessoas, não estamos a cumprir a nossa missão. O primeiro dever é ouvir para diagnosticar melhor", sublinhou a directora-executiva do Instituto de Apoio à Criança.
Já Domingos Rosa, presidente da AFID Diferença, defendeu que, entre as áreas sociais, a da deficiência "tem sido aquela que mais tem evoluído". Quando comparada com a área dos idosos, a da deficiência "está muito mais evoluída, quer sobre o ponto de vista técnico de intervenção, quer sobre o ponto de vista da capacidade instalada e de organizações", exemplificou. Uma opinião partilhada por Maria Joaquina Madeira, para quem "não é fácil envelhecer nas sociedades modernas, nas quais a indiferença e o preconceito são comuns no que se refere aos idosos". "Quer-se viver muitos anos, mas ninguém quer ser velho", frisou a coordenadora a nível nacional o Ano Europeu do Envelhecimento, em 2012.
Da parte da tarde, Margarida Pinto Correia (Fundação EDP), Luísa Valle (Fundação Calouste Gulbenkian), Graça Rebocho (Fundação PT) e Carla Pinto (Cases) participaram no painel A Visão dos Parceiros da Fundação Montepio, moderado por Rui Marques. A responsável da Fundação EDP argumentou que é fundamental que se ultrapassem os "egos, que eram culturalmente o nosso espelho", e que as fundações e outras instituições do sector social trabalhem em conjunto. "Deveríamos ser um exemplo para o resto da sociedade de aprender a partilhar os equipamentos, a optimizar os recursos, deveríamos poder construir, de facto, em conjunto", defendeu. Veja o vídeo aqui.
No terceiro e último painel, Paula Guimarães (GRACE), Eugénio da Fonseca (Confederação Portuguesa de Voluntariado), Sofia Santos (BCSD), Fernando Adão da Fonseca (em representação da UNICER) e Mário Curveira Santos (Centro Português de Fundações) apresentaram A Visão das Entidades que a Fundação Montepio Integra. No debate, moderado por Fernanda Freitas, Eugénio da Fonseca garantiu que "é graças à Fundação Montepio que muitas vezes se consegue concretizar a inovação social." Veja o vídeo aqui.
No discurso de encerramento, o presidente do Conselho de Administração da Fundação Montepio, Tomás Correia, assumiu que "a esperança e a confiança são e serão decisivas para os próximos 20 anos". Para o futuro, garantiu que "a Fundação Montepio continuará a trilhar o seu caminho, com sentido de responsabilidade mas, sobretudo, com muita humildade, com humildade de querer fazer mais e melhor, mais com menos, em conjunto com todos os outros".
12.1.16
Projeto (in)eet: capacitação local para a empregabilidade jovem
Manuel Barros, in "Correio do Minho"
o âmbito do projeto (IN)EET: Capacitação Local para a Empregabilidade Jovem, que a Delegação de Braga da OIKOS desenvolveu com apoio do Programa Cidadania Ativa da Fundação Calouste Gulbenkian, um instrumento de apoio às Organizações Não Governamentais (ONG), em vigor entre 2013 e 2016, e financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEAGrants), que integra a Noruega, Islândia e o Liechtenstein. Uma parceria com o Direção Regional do Norte do Instituto Português do Desporto e da Juventude e com o Município de Braga Teve lugar do dia 8 de Janeiro no auditório do IPDJ, uma sessão de apresentação pública dos projetos dos jovens participantes, com o propósito de dar a conhecer o conjunto de ideias de negócio, que emergiram dos cursos de formação para o empreendedorismo jovem “Empresariarte”. Iniciativa que contou com a participação, para além dos jovens empreendedores, que apresentaram os seus projetos, com os parceiros, os formadores, a Equipa Técnica (IN)EET e, com os técnicos responsáveis pela área do empreendedorismo e da empregabilidade, do Município e do serviço de Braga do IPDJ.
Uma parceria que consubstancia um contributo simbólico, entre muitos outros, assumido por uma Organização Não Governamental, com créditos firmados ao nível nacional e internacional, centrado na solidariedade social, formação profissional e na promoção da empregabilidade, através da intervenção cultural, educativa, e do desenvolvimento comunitário de base local. Um desafio de intervenção inovador, virado para implementação de novos caminhos, que está a ser assumido pelas organizações de natureza associativa, onde o associatismo jovem em particular, têm vindo a desempenhar um papel cada vez mais interventivo, que implica sair dos esquemas tradicionais, superando os preconceitos bloqueadores da tradição.
Uma excelente oportunidade, para explorar os resultados do relatório, apresentado gestor do Eurofound, na Cimeira do Grupo da Juventude, acerca doa "Inclusão social dos jovens". Documento recente, que faz uma análise da situação atual, e indica as futuras medidas prioritárias, na âmbito da inclusão social dos jovens na União Europeia. Avaliação que inclui a várias vertentes destinadas à capacitação da juventude e à participação cívica e social, como formas de promover a sua empregabilidade na Europa, de forma a ultrapassar as desvantagens decorrentes do desfasamento do mercado de trabalho e da educação, para apoiar a inclusão social.
Apesar do grande investimento na qualificação das novas gerações, que se consubstanciou, no POPH – Programa Operacional do Potencial Humano, em que a educação se assumiu como uma prioridade estrutural, verificam-se alguns insucessos nas áreas relacionadas com os modelos de organização do trabalho. Ocupando a empregabilidade um lugar de destaque, enquanto interface entre o sistema educativo e a sociedade e o mercado de trabalho, através da valorização das competências transversais adquiridas no contexto associativo, como se verifica na rede crescente de entidades, com o perfil da OIKOS.
Neste caso concreto, os participantes apresentaram oito ideias de negócio, dos foram seleccionadas as cinco melhores ideias empreendedoras, que vão aceder a assessoria técnica gratuita, prestada pelo projeto (IN)EET, através de um conjunto de consultores especializados, com a designação LANÇAR-TE. Um grupo jovens até aos 30 anos, em situação de inatividade, com escolaridade diversificado, entre o 12º ano e o mestrado, que integrou a formação estava dividido em duas turmas que decorreram nas instalações do IPDJ, durante os meses de Novembro e dezembro.
Percursos de capacitação que ditaram a conceção de oito ideias de negócio nas áreas da promoção dos produtos locais de excelência, da doçaria e da gastronomia, da construção de plataformas de apoio ao turismo e promoção da dinâmica cultural, do património de Braga, do apoio social e da agricultura biológica.
Uma intervenção na área geográfica do Distrito Braga que integrou os cursos de formação para o empreendedorismo EMPRESARIAR-TE e a atividade de assessoria técnica gratuita LANÇARTE, integram os percurso de capacitação o percurso de capacitação para a procura de emprego e o percurso de encaminhamento institucional.
Abordagem, que incorpora um conjunto de respostas para problemas, que pressupõem metodologias de intervenção, assentes no protagonismo e na responsabilização dos jovens, focadas em políticas integradas de inserção social, potenciando a atitude empreendedora e a sua empregabilidade, com a visão de identificar e estimular os jovens a desenvolverem os seu próprio emprego.
Um contributo que representa, simbolicamente, a nova abordagem preconizada pelo programa regional Roteiro Associativo para a Empregabilidade, em fase de implementação. Numa identificação de propósitos, que assenta na relação de proximidade e confiança, focada na responsabilização dos jovens nos mais diversos contex
o âmbito do projeto (IN)EET: Capacitação Local para a Empregabilidade Jovem, que a Delegação de Braga da OIKOS desenvolveu com apoio do Programa Cidadania Ativa da Fundação Calouste Gulbenkian, um instrumento de apoio às Organizações Não Governamentais (ONG), em vigor entre 2013 e 2016, e financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEAGrants), que integra a Noruega, Islândia e o Liechtenstein. Uma parceria com o Direção Regional do Norte do Instituto Português do Desporto e da Juventude e com o Município de Braga Teve lugar do dia 8 de Janeiro no auditório do IPDJ, uma sessão de apresentação pública dos projetos dos jovens participantes, com o propósito de dar a conhecer o conjunto de ideias de negócio, que emergiram dos cursos de formação para o empreendedorismo jovem “Empresariarte”. Iniciativa que contou com a participação, para além dos jovens empreendedores, que apresentaram os seus projetos, com os parceiros, os formadores, a Equipa Técnica (IN)EET e, com os técnicos responsáveis pela área do empreendedorismo e da empregabilidade, do Município e do serviço de Braga do IPDJ.
Uma parceria que consubstancia um contributo simbólico, entre muitos outros, assumido por uma Organização Não Governamental, com créditos firmados ao nível nacional e internacional, centrado na solidariedade social, formação profissional e na promoção da empregabilidade, através da intervenção cultural, educativa, e do desenvolvimento comunitário de base local. Um desafio de intervenção inovador, virado para implementação de novos caminhos, que está a ser assumido pelas organizações de natureza associativa, onde o associatismo jovem em particular, têm vindo a desempenhar um papel cada vez mais interventivo, que implica sair dos esquemas tradicionais, superando os preconceitos bloqueadores da tradição.
Uma excelente oportunidade, para explorar os resultados do relatório, apresentado gestor do Eurofound, na Cimeira do Grupo da Juventude, acerca doa "Inclusão social dos jovens". Documento recente, que faz uma análise da situação atual, e indica as futuras medidas prioritárias, na âmbito da inclusão social dos jovens na União Europeia. Avaliação que inclui a várias vertentes destinadas à capacitação da juventude e à participação cívica e social, como formas de promover a sua empregabilidade na Europa, de forma a ultrapassar as desvantagens decorrentes do desfasamento do mercado de trabalho e da educação, para apoiar a inclusão social.
Apesar do grande investimento na qualificação das novas gerações, que se consubstanciou, no POPH – Programa Operacional do Potencial Humano, em que a educação se assumiu como uma prioridade estrutural, verificam-se alguns insucessos nas áreas relacionadas com os modelos de organização do trabalho. Ocupando a empregabilidade um lugar de destaque, enquanto interface entre o sistema educativo e a sociedade e o mercado de trabalho, através da valorização das competências transversais adquiridas no contexto associativo, como se verifica na rede crescente de entidades, com o perfil da OIKOS.
Neste caso concreto, os participantes apresentaram oito ideias de negócio, dos foram seleccionadas as cinco melhores ideias empreendedoras, que vão aceder a assessoria técnica gratuita, prestada pelo projeto (IN)EET, através de um conjunto de consultores especializados, com a designação LANÇAR-TE. Um grupo jovens até aos 30 anos, em situação de inatividade, com escolaridade diversificado, entre o 12º ano e o mestrado, que integrou a formação estava dividido em duas turmas que decorreram nas instalações do IPDJ, durante os meses de Novembro e dezembro.
Percursos de capacitação que ditaram a conceção de oito ideias de negócio nas áreas da promoção dos produtos locais de excelência, da doçaria e da gastronomia, da construção de plataformas de apoio ao turismo e promoção da dinâmica cultural, do património de Braga, do apoio social e da agricultura biológica.
Uma intervenção na área geográfica do Distrito Braga que integrou os cursos de formação para o empreendedorismo EMPRESARIAR-TE e a atividade de assessoria técnica gratuita LANÇARTE, integram os percurso de capacitação o percurso de capacitação para a procura de emprego e o percurso de encaminhamento institucional.
Abordagem, que incorpora um conjunto de respostas para problemas, que pressupõem metodologias de intervenção, assentes no protagonismo e na responsabilização dos jovens, focadas em políticas integradas de inserção social, potenciando a atitude empreendedora e a sua empregabilidade, com a visão de identificar e estimular os jovens a desenvolverem os seu próprio emprego.
Um contributo que representa, simbolicamente, a nova abordagem preconizada pelo programa regional Roteiro Associativo para a Empregabilidade, em fase de implementação. Numa identificação de propósitos, que assenta na relação de proximidade e confiança, focada na responsabilização dos jovens nos mais diversos contex
10.9.15
8ª edição vem provar que, de facto, cada cidadão tem o "Poder" para mudar
Sónia Bexiga, in Semanário Oje
As grandes novidades deste ano passam pela atenção dedicada à sustentabilidade na área da Saúde e particularmente à Diabetes tipo 2 e ainda pela organização da primeira Feira das Organizações Não Governamentais (ONG).
“Seja a mudança que quer ver no mundo”, começou por sublinhar, citando Gandhi, Pedro Norton de Matos, o mentor do GreenFest, na apresentação daquele que é considerado por muitos como o maior evento sobre sustentabilidade em Portugal.
A apresentação da 8.ª edição, dedicada ao tema da cidadania ativa e batizada de “Tenho o Poder”, decorreu ontem, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, também ela parceira desta iniciativa, e contou com a presença dos principais parceiros, ou seus representantes, nomeadamente da Câmara Municipal de Cascais, através do vice-presidente, Miguel Luz, da Câmara de Comércio Luso-Sueca, com o seu presidente Hans-Erhard Reiter (a Suécia é o país convidado este ano), do Embaixador da Noruega em Portugal. Ove Thorsheim, e ainda de um vasto conjunto de personalidades (do Teatro, à televisão, passando pelo desporto e pela comunicação) escolhidos para serem os embaixadores do evento e da sua causa. Aproveitando a presença dos jovens embaixadores. Norton de Matos fez questão de sublinhar a importância da dimensão intergeracional alcançada pelo GreenFest, pois já conseguiu envolver ativamente no evento, em mais de uma família, quatro gerações.
Uma vez mais, o Centro de Congressos do Estoril será o palco principal, para conferências e debates, bem como para iniciativas pioneiras como a “Univercity”, dedicada aos estudantes universitários e que traduz também o envolvimento da Universidade Técnica de Lisboa e do ISCTE. Mas o programa passa também pelo habitual espaço Fiartil que, com o apoio da Gulbenkian e dos EEA Grants, acolhe a 1.ª Feira das ONG, na qual marcarão presença cerca de 150 entidades. Este ano, a ligar estes dois pontos, estará o “Greenwalk”, uma zona de receção que contará com várias iniciativas sobre mobilidade e cidades, com a exibição de carros elétricos, nos quais será possível fazer um test drive.
Para Norton de Matos, outro dos pontos altos será a receção a cerca de 2 mil alunos dos 1.°, 2.°e 3.° ciclos e ensino secundário, que farão visitas didáticas, organizadas no sentido de os sensibilizar para as grandes questões inerentes a um futuro sustentável.
As grandes novidades deste ano passam pela atenção dedicada à sustentabilidade na área da Saúde e particularmente à Diabetes tipo 2 e ainda pela organização da primeira Feira das Organizações Não Governamentais (ONG).
“Seja a mudança que quer ver no mundo”, começou por sublinhar, citando Gandhi, Pedro Norton de Matos, o mentor do GreenFest, na apresentação daquele que é considerado por muitos como o maior evento sobre sustentabilidade em Portugal.
A apresentação da 8.ª edição, dedicada ao tema da cidadania ativa e batizada de “Tenho o Poder”, decorreu ontem, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, também ela parceira desta iniciativa, e contou com a presença dos principais parceiros, ou seus representantes, nomeadamente da Câmara Municipal de Cascais, através do vice-presidente, Miguel Luz, da Câmara de Comércio Luso-Sueca, com o seu presidente Hans-Erhard Reiter (a Suécia é o país convidado este ano), do Embaixador da Noruega em Portugal. Ove Thorsheim, e ainda de um vasto conjunto de personalidades (do Teatro, à televisão, passando pelo desporto e pela comunicação) escolhidos para serem os embaixadores do evento e da sua causa. Aproveitando a presença dos jovens embaixadores. Norton de Matos fez questão de sublinhar a importância da dimensão intergeracional alcançada pelo GreenFest, pois já conseguiu envolver ativamente no evento, em mais de uma família, quatro gerações.
Uma vez mais, o Centro de Congressos do Estoril será o palco principal, para conferências e debates, bem como para iniciativas pioneiras como a “Univercity”, dedicada aos estudantes universitários e que traduz também o envolvimento da Universidade Técnica de Lisboa e do ISCTE. Mas o programa passa também pelo habitual espaço Fiartil que, com o apoio da Gulbenkian e dos EEA Grants, acolhe a 1.ª Feira das ONG, na qual marcarão presença cerca de 150 entidades. Este ano, a ligar estes dois pontos, estará o “Greenwalk”, uma zona de receção que contará com várias iniciativas sobre mobilidade e cidades, com a exibição de carros elétricos, nos quais será possível fazer um test drive.
Para Norton de Matos, outro dos pontos altos será a receção a cerca de 2 mil alunos dos 1.°, 2.°e 3.° ciclos e ensino secundário, que farão visitas didáticas, organizadas no sentido de os sensibilizar para as grandes questões inerentes a um futuro sustentável.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

