9.5.11

Cavaco diz que o país tem que começar a pensar “além da situação de emergência de curto prazo”

Por Samuel Silva, in Público on-line

O Presidente da República entende que Portugal deve ser capaz de pensar a médio-prazo e a antecipar o que quer ser dentro de dez a 20 anos. Para Cavaco Silva, o futuro do país não pode deixar de lado a investigação científica, sublinhou na manhã desta sexta-feira, em Braga. Cavaco diz que a ciência deve ser “uma prioridade, de forma clara e inequívoca”.

A ciência deve ser “uma prioridade, de forma clara e inequívoca”, quando olharmos “mais ao longe, além da situação de emergência de curto prazo”, destaca Cavaco. O chefe de Estado considera que Portugal “tem que conseguir pensar o futuro” e pensar naquilo que quer ser “dentro de dez ou 20 anos”.

Para o Presidente da República, “as ciências não podem deixar de desempenhar um papel essencial” no futuro do país, uma vez que existem “investigadores de grande qualidade e instituições de excelência”, pelo que Portugal tem que ser capaz de manter essa aposta.

“Neste tempo difícil não podemos deixar de valorizar a importância do trabalho dos cientistas para resolver as dificuldades e para encontrar soluções”, acrescenta Cavaco Silva, sublinhando que o investimento na valorização dos recursos humanos e no conhecimento “são estratégicos”.

O chefe de Estado falava na Universidade do Minho onde entregou o Prémio Bial 2010. “A fundação Bial tem vindo a desempenhar um papel da maior importância e tem contribuído para estimular os jovens investigadores, que encontram na área das biociências um estímulo”, elogia, lembrando que esta área científica é aquele em que os investigadores portugueses mais se têm distinguido internacionalmente.

“Temos que chamar a atenção para a importância do investimento em I&D”, aponta, sublinhando que este “é o caminho certo”. Cavaco lembra também que é esse o sinal que tem tentado dar com os roteiros para a Ciência, que instituiu no seu primeiro mandato.