in Jornal de Notícias
A construção e o imobiliário perderam 38 mil postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano, cerca de 400 empregos por dia, de acordo com os cálculos da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.
A estrutura liderada por Reis Campos garante que o setor já soma mais de dez anos de crise com a perda de mais de 300 mil efetivos, desde 2002, mas que a situação está a agravar-se.
No seguimento dos dados do desemprego avançados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) afirma que os números "refletem a total ausência de soluções capazes de dinamizar a atividade".
Assim, a confederação exige uma "atuação imediata" do Governo, uma vez que a eliminição de postos de trabalho neste setor irá fazer com que a taxa de desemprego nacional fique "inevitavelmente" acima de 20%.
"Mais de metade dos postos de trabalho perdidos no primeiro trimestre de 2012 são oriundos da construção e do imobiliário", reforçou.
A taxa de desemprego portuguesa atingiu os 14,9% da população ativa no primeiro trimestre de 2012, o nível mais alto de sempre, segundo dados esta quarta-feira divulgados pelo INE.
O governo prevê que a taxa de desemprego média, em 2012, seja 14,5%. No entanto, o ministro das Finanças anunciou já uma revisão do método de previsão, cujos resultados serão revelados no início de Junho.