in Público on-line
A consultora DBK publicou esta segunda-feira um estudo no qual afirma que o sector da construção vai acentuar a quebra na produção até aos 9% antes do fim do ano, e defende que a recuperação do sector só deve acontecer em 2014.
De acordo com o estudo da consultora, a tendência de 2011 para a quebra na actividade do sector da construção em Portugal vai continuar a registar-se durante 2012 e 2013.
O ano passado marcou um momento particularmente severo para a construção em Portugal: o sector caiu 9,4%, tendo-se registado uma queda de 10,5% na construção de edifícios – 26,9% apenas no segmento da construção residencial.
A quebra no número de licenças para a construção residencial continuou a verificar-se nos primeiros meses de 2012, defende a DBK. A par das residências, também o número de projectos para edifícios não residenciais vai sofrer uma redução este ano.
Sobre a actividade de engenharia civil, que em 2011 terá caído 2,2% - cerca de 7,7 mil milhões de euros – a consultora afirma que “será penalizada pelos ajustamentos orçamentais da administração pública”.
Para a DBK, os países em desenvolvimento continuam a ser uma oportunidade para as construtoras portuguesas. Segundo o estudo, “a curto e médio prazo irá intensificar-se a tendência de internacionalização do sector”, que deve aproveitar o défice de infraestruturas destes países.
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5.11.12
11.7.12
Quebra de 17% na construção em maio foi a maior num ano
in Jornal de Notícias
A quebra no setor da construção voltou a agravar-se em maio com o índice de produção a descer 17,3% face ao mês homólogo, a maior descida num ano, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
A variação negativa de maio, mais acentuada face aos 16,1% de abril, resulta da diminuição de 17,4 % no segmento da construção de edifícios (-16,2% em abril) e da descida de 17,2% nas obras de engenharia civil (-16,1% no mês anterior).
O volume de emprego baixou 16,1% em termos homólogos (15,7% em abril), enquanto as remunerações registaram uma variação homóloga negativa de 18,4 (-18,6% em abril).
A quebra no setor da construção voltou a agravar-se em maio com o índice de produção a descer 17,3% face ao mês homólogo, a maior descida num ano, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
A variação negativa de maio, mais acentuada face aos 16,1% de abril, resulta da diminuição de 17,4 % no segmento da construção de edifícios (-16,2% em abril) e da descida de 17,2% nas obras de engenharia civil (-16,1% no mês anterior).
O volume de emprego baixou 16,1% em termos homólogos (15,7% em abril), enquanto as remunerações registaram uma variação homóloga negativa de 18,4 (-18,6% em abril).
19.6.12
Construção cai em Portugal quase três vezes mais do que na zona euro
in Público on-line
A produção da construção em Portugal caiu 14,3% em Abril face ao mesmo período do ano passado, o que representa uma quebra quase três vezes superior à verificada na zona euro, de 5%, assinala esta terça-feira o Eurostat.
A evolução do sector na zona euro continua bastante deprimida. Face ao período homólogo, a produção da construção registou uma quebra de 5% em Abril passado e de 6,4% no primeiro trimestre de 2012. Esta tendência prolonga a trajectória que se verifica desde 2007.
Mas para Portugal, a quebra de actividade é ainda mais pronunciada. Os valores hoje publicados pelo organismo estatístico europeu dão conta de um afundamento da actividade. No segundo trimestre de 2011, a quebra homóloga foi de 8,5% e tem vindo a acentuar-se. No primeiro trimestre de 2012, a quebra já foi de 13,8%. Só em Abril, a retracção de actividade no período homólogo foi de 14,3%. Quando se compara os valores face ao ano base de 2005, verifica-se que, na zona euro, o sector sofreu uma quebra de 28%. Mas em Portugal foi de quase 40%.
Este valor para a construção portuguesa segue de perto a evolução do sector para a generalidade dos países. Mas há excepções: é o caso da Bélgica, Bulgária, Malta, Polónia, Finlândia e Suécia que verificaram subidas dos índices de produção desde 2005. No primeiro trimestre de 2012, apenas sete países registaram subidas de actividade – Bélgica, Letónia, Lituânia, Polónia, Roménia, Finlândia e Suécia. Em Abril passado, igualmente a França começou a registar valores positivos.
A produção da construção em Portugal caiu 14,3% em Abril face ao mesmo período do ano passado, o que representa uma quebra quase três vezes superior à verificada na zona euro, de 5%, assinala esta terça-feira o Eurostat.
A evolução do sector na zona euro continua bastante deprimida. Face ao período homólogo, a produção da construção registou uma quebra de 5% em Abril passado e de 6,4% no primeiro trimestre de 2012. Esta tendência prolonga a trajectória que se verifica desde 2007.
Mas para Portugal, a quebra de actividade é ainda mais pronunciada. Os valores hoje publicados pelo organismo estatístico europeu dão conta de um afundamento da actividade. No segundo trimestre de 2011, a quebra homóloga foi de 8,5% e tem vindo a acentuar-se. No primeiro trimestre de 2012, a quebra já foi de 13,8%. Só em Abril, a retracção de actividade no período homólogo foi de 14,3%. Quando se compara os valores face ao ano base de 2005, verifica-se que, na zona euro, o sector sofreu uma quebra de 28%. Mas em Portugal foi de quase 40%.
Este valor para a construção portuguesa segue de perto a evolução do sector para a generalidade dos países. Mas há excepções: é o caso da Bélgica, Bulgária, Malta, Polónia, Finlândia e Suécia que verificaram subidas dos índices de produção desde 2005. No primeiro trimestre de 2012, apenas sete países registaram subidas de actividade – Bélgica, Letónia, Lituânia, Polónia, Roménia, Finlândia e Suécia. Em Abril passado, igualmente a França começou a registar valores positivos.
28.5.12
Há menos 10 mil postos de trabalho na construção todos os meses
in Jornal de Notícias
O presidente do Sindicato da Construção de Portugal disse, este sábado, que "todos os dias desaparecem 15 empresas e todos os meses desaparecem cerca de 10 mil postos de trabalho" porque o setor está praticamente paralisado.
"Se o atual Governo persistir na mesma direção e não lançar o Hospital de Todos os Santos (Lisboa), as barragens, a reestruturação dos caminhos-de-ferro até ao final do ano este setor é mesmo varrido", vaticinou Albano Ribeiro, numa conferência de imprensa no Porto, focada no desemprego crescente na construção, em boa parte devido a um forte desinvestimento público.
Albano Ribeiro deu com exemplo a suspensão da construção do túnel rodoviário e da autoestrada do Marão, entre os concelhos de Amarante e Vila Real, que se prolonga há um ano e "afetou 1400 postos de trabalho".
"Todos os dias, há empresas que abandonam os trabalhadores", deixando-os "em situações muito fragilizadas" no que toca aos seus direitos, afirmou.
Muitos trabalhadores "entregaram as suas casas" aos bancos por não terem meios financeiros, mas o sindicato é da opinião que, "muito rapidamente, os números irão aumentar vertiginosamente".
Albano Ribeiro referiu haver vários casos em que o desemprego atinge "marido, mulher e filhos" e nesta conferência de imprensa estiveram presentes trabalhadores a braços com esse problema.
Luís Adriano Silva é um exemplo: tem "quase 62 anos", trabalhou "mais de 40 anos na construção civil" e encontra-se "desempregado há um ano, vai fazer em junho".
"O patrão ficou a dever dois meses de ordenado e quatro de subsídios", contou à Agência Lusa.
A mulher, de 57 anos, e o filho, de 23 anos, estão também desempregados.
O que lhes vai valendo é o subsídio de desemprego que Luís e a mulher recebem, 450 euros por mês, cada um.
"Tenho ido a obras procurar, mas não há trabalho", afirmou.
Explicou que a sua empresa "pediu a insolvência e ninguém trouxe nada". "Nem carta deram para o desemprego", realçou Luís.
O operário lembrou que a construtora a que esteve ligado "39 anos" fez "meia cidade em Vila Pouca de Aguiar" e nos últimos tempos realizou "muitas obras de restauro".
"Fomos nós que fizemos o restauro do Teatro São João, andamos na sé do Porto, na Assembleia da República, em Bragança. Andei muitos anos por fora, ia à segunda-feira e vinha à sexta" recordou.
Para Albano Ribeiro, o Governo tem de "fazer tudo ao contrário" e promover o "relançamento do setor e da economia" para inverter a situação que o setor vive.
Segundo o sindicalista, "só haverá crescimento económico se este Governo, de uma vez por todas, olhar para construção civil e obras públicas como motor da economia", o que "criaria cerca de 100 mil postos de trabalho neste setor e nos da cerâmica, do vidro, das pedreiras, da metalurgia, dos têxteis e dos materiais de construção, entre outros".
O presidente do Sindicato da Construção de Portugal disse, este sábado, que "todos os dias desaparecem 15 empresas e todos os meses desaparecem cerca de 10 mil postos de trabalho" porque o setor está praticamente paralisado.
"Se o atual Governo persistir na mesma direção e não lançar o Hospital de Todos os Santos (Lisboa), as barragens, a reestruturação dos caminhos-de-ferro até ao final do ano este setor é mesmo varrido", vaticinou Albano Ribeiro, numa conferência de imprensa no Porto, focada no desemprego crescente na construção, em boa parte devido a um forte desinvestimento público.
Albano Ribeiro deu com exemplo a suspensão da construção do túnel rodoviário e da autoestrada do Marão, entre os concelhos de Amarante e Vila Real, que se prolonga há um ano e "afetou 1400 postos de trabalho".
"Todos os dias, há empresas que abandonam os trabalhadores", deixando-os "em situações muito fragilizadas" no que toca aos seus direitos, afirmou.
Muitos trabalhadores "entregaram as suas casas" aos bancos por não terem meios financeiros, mas o sindicato é da opinião que, "muito rapidamente, os números irão aumentar vertiginosamente".
Albano Ribeiro referiu haver vários casos em que o desemprego atinge "marido, mulher e filhos" e nesta conferência de imprensa estiveram presentes trabalhadores a braços com esse problema.
Luís Adriano Silva é um exemplo: tem "quase 62 anos", trabalhou "mais de 40 anos na construção civil" e encontra-se "desempregado há um ano, vai fazer em junho".
"O patrão ficou a dever dois meses de ordenado e quatro de subsídios", contou à Agência Lusa.
A mulher, de 57 anos, e o filho, de 23 anos, estão também desempregados.
O que lhes vai valendo é o subsídio de desemprego que Luís e a mulher recebem, 450 euros por mês, cada um.
"Tenho ido a obras procurar, mas não há trabalho", afirmou.
Explicou que a sua empresa "pediu a insolvência e ninguém trouxe nada". "Nem carta deram para o desemprego", realçou Luís.
O operário lembrou que a construtora a que esteve ligado "39 anos" fez "meia cidade em Vila Pouca de Aguiar" e nos últimos tempos realizou "muitas obras de restauro".
"Fomos nós que fizemos o restauro do Teatro São João, andamos na sé do Porto, na Assembleia da República, em Bragança. Andei muitos anos por fora, ia à segunda-feira e vinha à sexta" recordou.
Para Albano Ribeiro, o Governo tem de "fazer tudo ao contrário" e promover o "relançamento do setor e da economia" para inverter a situação que o setor vive.
Segundo o sindicalista, "só haverá crescimento económico se este Governo, de uma vez por todas, olhar para construção civil e obras públicas como motor da economia", o que "criaria cerca de 100 mil postos de trabalho neste setor e nos da cerâmica, do vidro, das pedreiras, da metalurgia, dos têxteis e dos materiais de construção, entre outros".
17.5.12
Construção e imobiliário perdem 400 postos de trabalho por dia
in Jornal de Notícias
A construção e o imobiliário perderam 38 mil postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano, cerca de 400 empregos por dia, de acordo com os cálculos da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.
A estrutura liderada por Reis Campos garante que o setor já soma mais de dez anos de crise com a perda de mais de 300 mil efetivos, desde 2002, mas que a situação está a agravar-se.
No seguimento dos dados do desemprego avançados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) afirma que os números "refletem a total ausência de soluções capazes de dinamizar a atividade".
Assim, a confederação exige uma "atuação imediata" do Governo, uma vez que a eliminição de postos de trabalho neste setor irá fazer com que a taxa de desemprego nacional fique "inevitavelmente" acima de 20%.
"Mais de metade dos postos de trabalho perdidos no primeiro trimestre de 2012 são oriundos da construção e do imobiliário", reforçou.
A taxa de desemprego portuguesa atingiu os 14,9% da população ativa no primeiro trimestre de 2012, o nível mais alto de sempre, segundo dados esta quarta-feira divulgados pelo INE.
O governo prevê que a taxa de desemprego média, em 2012, seja 14,5%. No entanto, o ministro das Finanças anunciou já uma revisão do método de previsão, cujos resultados serão revelados no início de Junho.
A construção e o imobiliário perderam 38 mil postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano, cerca de 400 empregos por dia, de acordo com os cálculos da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.
A estrutura liderada por Reis Campos garante que o setor já soma mais de dez anos de crise com a perda de mais de 300 mil efetivos, desde 2002, mas que a situação está a agravar-se.
No seguimento dos dados do desemprego avançados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) afirma que os números "refletem a total ausência de soluções capazes de dinamizar a atividade".
Assim, a confederação exige uma "atuação imediata" do Governo, uma vez que a eliminição de postos de trabalho neste setor irá fazer com que a taxa de desemprego nacional fique "inevitavelmente" acima de 20%.
"Mais de metade dos postos de trabalho perdidos no primeiro trimestre de 2012 são oriundos da construção e do imobiliário", reforçou.
A taxa de desemprego portuguesa atingiu os 14,9% da população ativa no primeiro trimestre de 2012, o nível mais alto de sempre, segundo dados esta quarta-feira divulgados pelo INE.
O governo prevê que a taxa de desemprego média, em 2012, seja 14,5%. No entanto, o ministro das Finanças anunciou já uma revisão do método de previsão, cujos resultados serão revelados no início de Junho.
3.2.12
Fecham duas empresas por dia em Braga e Viana
Pedro Vila-Chã, in Jornal de Notícias
Minho 20 a 30 por cento do PIB gerado na região depende da construção
A Associação industrial do Minho antevê um "cataclismo social", caso o Estado não liquide, nos próximos três meses, as dívidas que tem às empresas de construção civil. 60% dos activosdas construtoras são dívidas de clientes, promessas de pagamento.
"Vamos assistir a um cataclismo social na região, se nos próximos três meses o Estado central, regional e local não pagarem o que devem às empresas de construção civil. O número de insolvências em Braga e Viana do Castelo é superior a duas por dia e algumas até tinham viabilidade, mas o cenário pode agravar-se", garante o presidente da Associação Industrial do Minho, António Marques.
Minho 20 a 30 por cento do PIB gerado na região depende da construção
A Associação industrial do Minho antevê um "cataclismo social", caso o Estado não liquide, nos próximos três meses, as dívidas que tem às empresas de construção civil. 60% dos activosdas construtoras são dívidas de clientes, promessas de pagamento.
"Vamos assistir a um cataclismo social na região, se nos próximos três meses o Estado central, regional e local não pagarem o que devem às empresas de construção civil. O número de insolvências em Braga e Viana do Castelo é superior a duas por dia e algumas até tinham viabilidade, mas o cenário pode agravar-se", garante o presidente da Associação Industrial do Minho, António Marques.
1.2.12
Jorge Coelho: "Construção pode provocar tragédia social"
in Dinheiro Vivo
Jorge Coelho considera que a situação por que atravessa o setor da construção pode ter graves consequências. Para o CEO da Mota Engil, o número de desempregados no setor, que ronda os 750 mil, pode rapidamente atingir um milhão.
"Quem de direito deve olhar para este setor, que pode provocar uma verdadeira tragédia social", afirmou o empresário ao Dinheiro Vivo, assegurando que não tem dúvidas que milhares de trabalhadores serão despedidos nos próximos meses.
O antigo ministro de António Guterres destacou a internacionalização como a chave para sobreviver à crise do mercado da construção, mas adiantou que "mesmo as empresas internacionalizadas terão muitas dificuldades".
Sobre a Mota Engil, Jorge Coelho garante estar confiante que irá ultrapassar a crise, mas que também enfrentará dificuldades. Além da internacionalização, a empresa apostará nas políticas de mobilidade entres os vários mercados onde está integrada.
Nas últimas semanas, têm-se multiplicado os casos de empresas do ramos da construção com dificuldades em pagar salários aos seus trabalhadores. A Edifer e a FDO foram duas das empresas afetadas, sendo que a segunda foi mesmo a interromper o projeto para a construção de um centro comercial.
Jorge Coelho destacou a internacionalização como a chave para sobreviver à crise do mercado da construção
Jorge Coelho considera que a situação por que atravessa o setor da construção pode ter graves consequências. Para o CEO da Mota Engil, o número de desempregados no setor, que ronda os 750 mil, pode rapidamente atingir um milhão.
"Quem de direito deve olhar para este setor, que pode provocar uma verdadeira tragédia social", afirmou o empresário ao Dinheiro Vivo, assegurando que não tem dúvidas que milhares de trabalhadores serão despedidos nos próximos meses.
O antigo ministro de António Guterres destacou a internacionalização como a chave para sobreviver à crise do mercado da construção, mas adiantou que "mesmo as empresas internacionalizadas terão muitas dificuldades".
Sobre a Mota Engil, Jorge Coelho garante estar confiante que irá ultrapassar a crise, mas que também enfrentará dificuldades. Além da internacionalização, a empresa apostará nas políticas de mobilidade entres os vários mercados onde está integrada.
Nas últimas semanas, têm-se multiplicado os casos de empresas do ramos da construção com dificuldades em pagar salários aos seus trabalhadores. A Edifer e a FDO foram duas das empresas afetadas, sendo que a segunda foi mesmo a interromper o projeto para a construção de um centro comercial.
Jorge Coelho destacou a internacionalização como a chave para sobreviver à crise do mercado da construção
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