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23.8.23

Entre 30 capitais mundiais, as rendas em Lisboa foram as que mais subiram

Ana Petronilho, in ECO


Entre janeiro e junho deste ano, as rendas em habitações premium subiram 13,9%, de acordo com estudo da consultora Savills. Em junho, em termos homólogos, o aumento foi de 32,7%.

Lisboa é a capital mundial onde se registou a maior subida de rendas, sobretudo em casas premium, quer seja no primeiro semestre do ano como em termos homólogos.

De acordo com o estudo da consultora Savills internacional “Índice Mundial do mercado Residencial Prime”, a que o ECO teve acesso, entre as 30 cidades analisadas, no primeiro semestre deste ano o valor das rendas em Lisboa subiu 13,9%. E em junho o aumento ascendeu a 32,7% em termos homólogos.


Com esta escalada nos preços das casas premium, o aumento das rendas em Lisboa, no primeiro semestre do ano, ultrapassa os valores registados em cidades como Singapura (13,6%), onde se registou a segunda maior subida, ou Berlim (9,2%), com o terceiro maior aumento. E é mais do dobro da subida registada em cidades como Dubai, onde o aumento foi de 5,4% entre janeiro e junho deste ano, ou em Kuala Lumpur com uma subida de 4,3%.

O estudo da Savills internacional sublinha que os mercados de arrendamento de Lisboa e Singapura “assistiram a níveis significativos de crescimento de preços ao longo dos últimos 18 meses, com os rendas a subir acima de 40%” à medida que “houve uma maior procura de inquilinos internacionais que impulsionaram o mercado de residências premium”.

Mas o Financial Times, que escreveu sobre o tema, aponta uma outra razão para a subida vertiginosa nas rendas em Lisboa. O jornal refere que este será um resultado das “políticas iminentes de controlo das rendas, que levaram alguns proprietários a aumentar preventivamente as rendas”. Em causa está o limite de 2% na atualização do valor das rendas, em vez de refletir o valor da inflação, em vigor desde janeiro deste ano. Para os novos contratos de arrendamento, o travão de 2% na atualização irá entrar em vigor com o diploma Mais Habitação, vetado esta segunda-feira pelo Presidente da República mas que o PS irá aprovar novamente no Parlamento.


Entre as dez cidades europeias analisadas no estudo, a que o ECO teve acesso, depois de Lisboa e Berlim surge Amesterdão na oitava posição, onde no primeiro semestre deste ano as rendas subiram 3,3%, logo seguida de Barcelona com um aumento de 3% e de Milão e Madrid com 2,9%.

Em Londres e Roma o aumento semestral foi de 1,9% e em Atenas de 1,8%. Paris foi onde a subida foi menos acentuada com 0,2%.

25.5.23

Preço das casas em Lisboa aumenta quase 8% no primeiro trimestre

Sónia Santos Pereira, in Dinheiro Vivo


Na Área Metropolitana de Lisboa, a maioria dos concelhos registou uma subida de mais de 15% no preço de venda.

Os preços de venda das casas em Lisboa registaram um aumento homólogo de 7,7% no primeiro trimestre deste ano, um sinal que a tão aguardada desaceleração dos valores dos imóveis não está afinal a ocorrer. Na comparação com o trimestre anterior (os últimos três meses de 2022), a subida é de 1,9%.

Os dados estatísticos da Confidencial Imobiliário dão nota disso. No quarto trimestre do ano passado, a taxa de variação trimestral dos preços de venda da habitação na capital foi de 1,2% e a homóloga de 7,1%.

Em comunicado, a consultora frisa que "a variação registada neste trimestre apresenta uma intensificação face ao quarto trimestre de 2022, o que significa que os preços em Lisboa estão a crescer a um ritmo mais forte do que no final do ano". A trajetória de arrefecimento registada na última metade do ano passado está portanto a inverter.

Lisboa é, no entanto, o concelho da Área Metropolitana com o aumento menos expressivo dos preços da habitação. A valorização homóloga no primeiro trimestre deste ano supera os 15% na esmagadora maioria dos concelhos, ficando acima de 20% em cinco mercados. Por exemplo, Setúbal regista uma subida de 25,5%.

No primeiro trimestre deste ano, o preço médio de venda das casas em Lisboa atingiu os 4.203€/m2, o sexto trimestre consecutivo em que o mercado residencial da capital transaciona acima dos 4.000€/m2.

As estatísticas divulgadas pela Confidencial Imobiliário têm por base os resultados do Índice de Preços Residenciais.