in Rádio Sintonia
Em Águeda, mais concretamente em Mourisca do Vouga, a associação “Os Pioneiros” distingue-se pela inovação que tem introduzido no setor social. O projeto ‘Casinhas Autónomas’, com mais de uma década de existência, permite aos seniores viverem numa espécie de “aldeia social”, estimulando a autonomia e combatendo a solidão.
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13.6.22
8.6.22
Portugal: Presidente da Cáritas destaca preocupação com problema da solidão dos idosos (c/vídeo)
in Ecclesia
«Há pessoas que estão isoladas e não sofrem de solidão, e há pessoas que sofrem de solidão e não estão isoladas» – Rita Valadas
Lisboa, 02 jun 2022 (Ecclesia) – A presidente da Cáritas Portuguesa afirmou que a questão da solidão dos idosos “é uma das mais preocupantes”, para a instituição e a nível da sociedade nacional.
“A solidão é um sentimento muito pessoal, é um desalento da sua situação pessoal, do não terem a oportunidade de ter uma conversa, de ter alguma pessoa de referência emocional”, precisou Rita Valadas, em declarações à Agência ECCLESIA.
A responsável afirmou que “não bastam” as respostas sociais para este problema, mas importa que estas situações “sejam identificadas e essa proximidade e capilaridade da rede Cáritas” permite que possam perceber essa situação, “quase fazendo radar e tentando acompanhar em cada uma a sua necessidade”.
“Ao contrário do que se pensa, esta situação não é só dos idosos, é também das crianças e jovens. O que ficou muito visível neste momento da pandemia”, realçou.
A entrevistada explicou que há pessoas que “estão isoladas e não sofrem de solidão” e há quem sofra de solidão “e não estão isoladas”, e sublinhou que “este tempo de pandemia agravou muito esta situação”.
Entre 25 e 27 de maio, a Rádio Renascença promoveu a iniciativa solidária ‘Três Por Todos’, que recolheu donativos para projetos que a Cáritas desenvolve com a população sénior.
«Há pessoas que estão isoladas e não sofrem de solidão, e há pessoas que sofrem de solidão e não estão isoladas» – Rita Valadas
Lisboa, 02 jun 2022 (Ecclesia) – A presidente da Cáritas Portuguesa afirmou que a questão da solidão dos idosos “é uma das mais preocupantes”, para a instituição e a nível da sociedade nacional.
“A solidão é um sentimento muito pessoal, é um desalento da sua situação pessoal, do não terem a oportunidade de ter uma conversa, de ter alguma pessoa de referência emocional”, precisou Rita Valadas, em declarações à Agência ECCLESIA.
A responsável afirmou que “não bastam” as respostas sociais para este problema, mas importa que estas situações “sejam identificadas e essa proximidade e capilaridade da rede Cáritas” permite que possam perceber essa situação, “quase fazendo radar e tentando acompanhar em cada uma a sua necessidade”.
“Ao contrário do que se pensa, esta situação não é só dos idosos, é também das crianças e jovens. O que ficou muito visível neste momento da pandemia”, realçou.
A entrevistada explicou que há pessoas que “estão isoladas e não sofrem de solidão” e há quem sofra de solidão “e não estão isoladas”, e sublinhou que “este tempo de pandemia agravou muito esta situação”.
Entre 25 e 27 de maio, a Rádio Renascença promoveu a iniciativa solidária ‘Três Por Todos’, que recolheu donativos para projetos que a Cáritas desenvolve com a população sénior.
3.3.22
Voluntários ajudam carenciados e quebram a solidão de idosos em Alijó
A missão é ajudar os mais carenciados, mas os estudantes de medicina que esta semana estão nas aldeias do concelho de Alijó querem também arrancar sorrisos e quebrar a solidão dos dias dos mais idosos.
Na aldeia de Pegarinhos os jovens da "Missão País" separaram-se em dois grupos. Uns ajudam a recuperar a casa de uma família e outros batem às portas dos idosos para levar um pouco de companhia a quem vive sozinho.
Na habitação do bairro da Casa do Povo, inaugurado em 1972 por Baltazar Rebelo de Sousa, pai do atual Presidente da República, os estudantes vestiram os fatos de trabalho para retirar móveis, pintar paredes e reparar uma porta que não veda bem e deixa entrar o frio.
Nesta altura estariam a começar o segundo semestre no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, mas optaram por abraçar a missão em Alijó, no distrito de Vila Real.
"O que nos orienta todos os dias é ajudar as pessoas, de qualquer forma que seja, mesmo que estejamos aqui só a pintar uma casa", afirmou à agência Lusa Francisco Silva, 22 anos e a frequentar o 5.º ano do curso de medicina.
São dias de aprendizagem e de crescimento para estes futuros médicos.
Depois de ajudar com a recuperação da casa, Francisco foi para a iniciativa porta a porta. "Fazer companhia às pessoas que estão mais isoladas e trazer um bocadinho de alegria aos seus dias", acrescentou o estudante.
A "Missão País" é um projeto universitário e católico e, por isso, os jovens carregam uma imagem da "Mãe peregrina" que abre portas e corações dos mais velhos.
Com 19 anos, Guilherme Lopes está no segundo ano de medicina. "Estamos aqui para tratar desta casa, é uma atividade em que tenho particular interesse, por isso acho que vai ser um dia engraçado e em que vamos estar todos aqui a trabalhar em equipa", salientou o jovem.
A recuperação da habitação foi feita em colaboração com a associação "Just a Change".
A família beneficiada disse que a ajuda "foi muito bem-vinda". O marido está gravemente doente, o filho tem 10 anos e a mulher desdobra-se em trabalho.
"Acho que vou conseguir sentir um pouco mais de alegria com as paredes pintadas, a porta arranjadinha. É um passo de cada vez", salientou a mulher, que preferiu não se identificar.
Na rua, um menino de 9 anos conversa com a vizinha Maria Dulcídia, de 84 anos, e o assunto guerra na Ucrânia acaba por surgir. Ele conta que vê as notícias na televisão e não tem dúvidas em apontar o dedo à invasora Rússia. "Ele (o presidente russo, Putin) não quer vizinhos que pertençam à NATO e agora vão ficar sem tudo", referiu.
Dulcídia gosta de ver a rua mais animada pelos "meninos que andam a aprender para médicos" e que "são muito simpáticos", em contraste com os restantes dias e noites de solidão.
"Acho que está a correr muito bem, porque todas as pessoas com quem falamos acabam por ficar com um sorriso. Todos viemos com um objetivo comum que é trazer um pouco de alegria a estas pessoas que vivem sozinhas e não têm com quem falar", afirmou Mariana Rodrigues, 22 anos e a frequentar o 5.º ano.
O padre Luís Miguel está a acompanhar o trabalho dos jovens e é o assistente espiritual desta missão. No terreno ajuda a fazer o trabalho de aproximação às pessoas.
"Trazer uma mensagem de esperança, um sorriso, uma brincadeira que faça com que as pessoas saiam do seu ritmo e da sua solidão diária, para sentirem um pouco de proximidade desta juventude", salientou o sacerdote.
A presidente da Junta de Pegarinhos, Cármen Pinto, disse que nesta aldeia, de 230 residentes, muitos são idosos e vivem sozinhos, já que os familiares emigraram. "Isto é uma forma de eles também se sentirem mais libertos a conversar com os jovens", referiu, apontando a "ajuda importante" trazida pelos estudantes.
Espalhados pelo concelho de Alijó, os jovens estão também a fazer voluntariado em lares, passam pelas escolas para dar a conhecer o seu projeto e vão atuar numa peça de teatro aberta à comunidade.
A iniciativa decorre pela primeira vez neste município e conta com o apoio da câmara, que já disse que a pretende alargar a todas a todas as freguesias do concelho no próximo ano.
Para 2022 estão previstas 63 missões em 58 faculdades diferentes desde Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Aveiro, Braga, Leiria, Santarém, Algarve, Madeira, Covilhã e Setúbal.
Leia Também: Bruxelas aconselha Portugal a "cautela na despesa pública"
4.10.21
Ovar reforça programa que visa combater a solidão dos seniores
in Diário de Aveiro
A importância de combater a solidão e o isolamento das pessoas seniores que residem sozinhas ou sem retaguarda familiar levou a a Câmara Municipal de Ovar a alargar o projecto de voluntariado “Menos Sós… Mais Nós”, lançando, entretanto, o programa “conectivIDADE".
Através deste novo programa, para além das periódicas visitas de voluntários ao domicílio, os seniores passam a dispor de “tablets” adaptados às suas necessidades, como forma de promover a sua inclusão digital e o envelhecimento activo no seu próprio domicílio.
Trata-se de uma plataforma digital simples e intuitiva, sendo especificamente concebida para ser acessível a todas as pessoas seniores do Município de Ovar.
A importância de combater a solidão e o isolamento das pessoas seniores que residem sozinhas ou sem retaguarda familiar levou a a Câmara Municipal de Ovar a alargar o projecto de voluntariado “Menos Sós… Mais Nós”, lançando, entretanto, o programa “conectivIDADE".
Através deste novo programa, para além das periódicas visitas de voluntários ao domicílio, os seniores passam a dispor de “tablets” adaptados às suas necessidades, como forma de promover a sua inclusão digital e o envelhecimento activo no seu próprio domicílio.
Trata-se de uma plataforma digital simples e intuitiva, sendo especificamente concebida para ser acessível a todas as pessoas seniores do Município de Ovar.
23.8.21
Mação | Seniores do concelho dão baile à solidão em prol da saúde física e mental (C/VIDEO)
Por Joana Rita Santos, in MediaTejo
Costuma dizer-se que quem canta seus males espanta… mas a dançar também se pode espantar muita coisa, nomeadamente a tristeza e a solidão. Cientes do isolamento agudizado pela pandemia, a equipa de CLDS 4G Mação Mais Social dinamizou um ciclo de iniciativas “Toca a Balhar”, convidando seniores das várias freguesias do concelho a darem um pé de dança entre vizinhos e amigos da terra, acompanhados pela psicomotricista Ana Santos. A iniciativa teve como ponto alto um último bailarico, na quarta-feira, dia 11 de agosto, com cerca de cem participantes das várias freguesias do concelho a juntarem-se no Pavilhão Municipal de Mação, para um final em grande.
Chegaram de autocarro, em carro próprio, de boleia ou a pé, vindos de diversos pontos do concelho e da própria vila, a fazer lembrar os alunos mais novos na escola, que se iam juntando em pequenos grupos, aguardando indicações e o arranque do evento.
A timidez rapidamente começou a dar lugar a cumprimentos, a lançar um adeus com a mão e um beijo para o ar. Vêm desertos para “balhar”, forma popular de se referir aos bailes, como os de antigamente.
Cada um levava consigo uma garrafa de água, sendo depois convidado a ocupar o seu lugar, num dos bancos distribuídos com espaçamento pelo pavilhão, cumprindo as normas das autoridades de saúde devido à covid-19. A máscara envergada no rosto não impedia que, com menor ou maior dificuldade, as pessoas se fossem reconhecendo e falando umas com as outras.
Homens e mulheres, com idades a rondar entre os 60 e os 95 anos, vieram dar uma lição de resiliência, força de vontade e boa disposição, mostrando que ainda têm muito para viver… ativamente.
É também por isto que, com diversos ritmos e estilos de música, se aposta na psicomotricidade e dança sénior, para servir de estímulo e aumentar a qualidade de vida desta franja da população, que com a idade tem tendência a acomodar-se e a ficar mais parada.
Houve quem até trouxesse netos, os companheiros, outros vieram com os vizinhos e vizinhas. Outros já são conhecidos destas andanças, precisamente por, independentemente da idade, serem pessoas ativas e participativas.
Passo para a esquerda, em frente, agora vira à direita. Troca de par, salva de palmas. Roda para um lado, e depois gira para o outro. Chega um pé à frente, volta para trás. Braços no ar e siga o baile ao jeito tradicional do folclore português. E assim se recordam os tempos dos ranchos folclóricos que antes existiam no concelho, caso do de Ortiga, de onde nasceu o “Passo Lento”. Assim se vai fazendo exercício físico enquanto se dança e aliviando as dores que chegaram com a idade.Foto: mediotejo.net
Que o diga Florinda Moleiro, de 70 anos, residente há 10 anos em Mação mas natural de Rosmaninhal. É frequente encontrá-la em atividades e iniciativas na vila e no concelho, uma vez que integra a Universidade Sénior e o Clube Sénior, e tenta participar ao máximo em tudo o que lhe é proposto ou tudo o que lhe chega divulgação
A sua boa disposição é contagiante, tal como a sua energia. Apesar das maleitas que lhe afetam as pernas, Florinda não se nega a um bom convívio, um momento de aprendizagem, a uma boa dança ou a cantares, e até leituras e apresentações de palco. É mesmo movida a boa disposição e alegria, uma mulher que gosta de (e quer continuar a) gozar a vida.
“Não falho uma, como diz o outro!”, exclama, sorridente e entusiasmada.
Florinda reconhece que este tipo de iniciativas são muito importantes. “São muito boas e eu adoro”, afirma, referindo que é também uma forma de convívio e de conhecer outras pessoas.
Com a pandemia, as atividades presenciais foram suspensas e isso fez-lhe falta.
“Fui muito abaixo por causa disso. Ter de estar em casa fechada, sozinha. O neto vive comigo, mas ia para o trabalho dele. E eu ali ficava sozinha, todo o dia. Agora não! Agora já saio. Estas atividades fazem muita falta”, confessa, desfazendo-se em elogios a estas iniciativas que promovem o envelhecimento ativo e que convidam a sair de casa.
O mesmo acontece com José Lopes, que vem de S. José das Matas, em Envendos. Do alto dos seus 84 anos, tem queda para o humor. De forma simpática e afável diz que são 48 ao contrário e, na verdade, dado o seu espírito e disposição, é possível que seja assim que se sente na maior parte do tempo.
Também é aluno da Universidade Sénior desde a sua fundação, há cerca de sete anos, tal como Florinda, e também integra o Clube Sénior. Assume ser uma pessoa ativa, porque “faz para isso”.
Assim que começou a ter conhecimento das atividades do CLDS 4G, também quis inscrever-se. Quando soube da dança sénior, quis participar porque sempre gostou de dançar, ainda que considere que já não tem a destreza que tinha antes. “Já não sei dançar agora… mas venho”, diz.
Também concorda que estas atividades são importantes para promover o convívio de forma segura, em tempo de pandemia, crendo que é “preciso ter cuidado e usar as máscaras, porque há muita gente que não faz isso e abusa um bocadinho”.
Elogia a organização do evento, e as condições de segurança. “Gostei da dança, gostei de tudo e correu tudo muito bem”, afirma.
Ao longo do mês de julho em atividades descentralizadas, e com o fecho da iniciativa em agosto, os grupos puderam não só aumentar a sua saúde física, como também criar e fortalecer laços com os outros participantes, conversando, partilhando experiências e preocupações, ouvindo e sendo ouvidos, porque voltar a conviver é importante para a reforçar a vida em comunidade e por questões de saúde mental.
Num concelho envelhecido como Mação, muito extenso e com muita população mais isolada, todas as iniciativas que se possam promover para tirar de casa as pessoas e envolvê-las em atividades de grupo e em sociedade são poucas.
Mação tem diversa oferta para o público sénior, nomeadamente a Universidade Sénior, o Clube Sénior entre outras iniciativas na área social, nomeadamente de apoio e visitas de proximidade pelos serviços de ação social do Município e pelas próprias freguesias e IPSS do concelho, contando ainda com patrulhas da Guarda Nacional Republicana que apoiam na sinalização e acompanhamento de seniores mais isolados em aldeias recônditas do concelho.
No caso do projeto do CLDS 4G Mação Mais Social, cuja entidade responsável é o Centro de Proteção à Terceira Idade de S. Silvestre em Aboboreira, um dos eixos do plano de ação é precisamente a “promoção do envelhecimento ativo e apoio à população idosa”, e é nesse aspecto que têm sido dinamizadas iniciativas como a Dança Sénior, mas também o Ginásio da Mente, as visitas de proximidade e combate ao isolamento e solidão “Aproxi|Mação” e ações de sensibilização e consciencialização sobre temas de atualidade, entre outros.
O projeto conta ainda com um Banco Local de Mobiliário e Electrodomésticos para doação a famílias e pessoas necessitadas, que sejam sinalizadas ou que peçam ajuda para tal.
Este é o ponto de partida do CLDS 4G Mação Mais Social, reconhecendo-se que apesar da pandemia “a vida tem que continuar”, sobretudo para a população idosa que precisa ser estimulada e incentivada a uma vida mais ativa – situação que a pandemia veio travar por impor maior distanciamento social e maior isolamento.
“Não queremos atuar só na vila em si, porque as pessoas aqui já têm diversidade grande de oportunidades e oferta. Queremos ir buscar as pessoas mais isoladas, para combater esse isolamento e solidão. É esse o nosso objetivo central”, reconhece o coordenador.
Por outro lado, as iniciativas são gratuitas e vão variando, permitindo que as pessoas participem quando entenderem ou mais lhes aprouver, havendo sempre grupos descentralizados, percorrendo o CLDS 4G todas as freguesias para dar oportunidade a todos em participar.
Afinal, como costuma lembrar Daniel aos mais velhos, “o que importa não são os anos que passaram, mas sim os que ainda estão pela frente”. Basta dizer que sim, e alinhar nos desafios que a equipa propõe. A partir daí estão reunidas condições para se proporcionar bons momentos, muitas aprendizagens, partilha intergeracional e grandes doses de felicidade.
Costuma dizer-se que quem canta seus males espanta… mas a dançar também se pode espantar muita coisa, nomeadamente a tristeza e a solidão. Cientes do isolamento agudizado pela pandemia, a equipa de CLDS 4G Mação Mais Social dinamizou um ciclo de iniciativas “Toca a Balhar”, convidando seniores das várias freguesias do concelho a darem um pé de dança entre vizinhos e amigos da terra, acompanhados pela psicomotricista Ana Santos. A iniciativa teve como ponto alto um último bailarico, na quarta-feira, dia 11 de agosto, com cerca de cem participantes das várias freguesias do concelho a juntarem-se no Pavilhão Municipal de Mação, para um final em grande.
Chegaram de autocarro, em carro próprio, de boleia ou a pé, vindos de diversos pontos do concelho e da própria vila, a fazer lembrar os alunos mais novos na escola, que se iam juntando em pequenos grupos, aguardando indicações e o arranque do evento.
A timidez rapidamente começou a dar lugar a cumprimentos, a lançar um adeus com a mão e um beijo para o ar. Vêm desertos para “balhar”, forma popular de se referir aos bailes, como os de antigamente.
Cada um levava consigo uma garrafa de água, sendo depois convidado a ocupar o seu lugar, num dos bancos distribuídos com espaçamento pelo pavilhão, cumprindo as normas das autoridades de saúde devido à covid-19. A máscara envergada no rosto não impedia que, com menor ou maior dificuldade, as pessoas se fossem reconhecendo e falando umas com as outras.
Homens e mulheres, com idades a rondar entre os 60 e os 95 anos, vieram dar uma lição de resiliência, força de vontade e boa disposição, mostrando que ainda têm muito para viver… ativamente.
É também por isto que, com diversos ritmos e estilos de música, se aposta na psicomotricidade e dança sénior, para servir de estímulo e aumentar a qualidade de vida desta franja da população, que com a idade tem tendência a acomodar-se e a ficar mais parada.
Houve quem até trouxesse netos, os companheiros, outros vieram com os vizinhos e vizinhas. Outros já são conhecidos destas andanças, precisamente por, independentemente da idade, serem pessoas ativas e participativas.
Passo para a esquerda, em frente, agora vira à direita. Troca de par, salva de palmas. Roda para um lado, e depois gira para o outro. Chega um pé à frente, volta para trás. Braços no ar e siga o baile ao jeito tradicional do folclore português. E assim se recordam os tempos dos ranchos folclóricos que antes existiam no concelho, caso do de Ortiga, de onde nasceu o “Passo Lento”. Assim se vai fazendo exercício físico enquanto se dança e aliviando as dores que chegaram com a idade.Foto: mediotejo.net
Que o diga Florinda Moleiro, de 70 anos, residente há 10 anos em Mação mas natural de Rosmaninhal. É frequente encontrá-la em atividades e iniciativas na vila e no concelho, uma vez que integra a Universidade Sénior e o Clube Sénior, e tenta participar ao máximo em tudo o que lhe é proposto ou tudo o que lhe chega divulgação
A sua boa disposição é contagiante, tal como a sua energia. Apesar das maleitas que lhe afetam as pernas, Florinda não se nega a um bom convívio, um momento de aprendizagem, a uma boa dança ou a cantares, e até leituras e apresentações de palco. É mesmo movida a boa disposição e alegria, uma mulher que gosta de (e quer continuar a) gozar a vida.
“Não falho uma, como diz o outro!”, exclama, sorridente e entusiasmada.
Florinda reconhece que este tipo de iniciativas são muito importantes. “São muito boas e eu adoro”, afirma, referindo que é também uma forma de convívio e de conhecer outras pessoas.
Com a pandemia, as atividades presenciais foram suspensas e isso fez-lhe falta.
“Fui muito abaixo por causa disso. Ter de estar em casa fechada, sozinha. O neto vive comigo, mas ia para o trabalho dele. E eu ali ficava sozinha, todo o dia. Agora não! Agora já saio. Estas atividades fazem muita falta”, confessa, desfazendo-se em elogios a estas iniciativas que promovem o envelhecimento ativo e que convidam a sair de casa.
O mesmo acontece com José Lopes, que vem de S. José das Matas, em Envendos. Do alto dos seus 84 anos, tem queda para o humor. De forma simpática e afável diz que são 48 ao contrário e, na verdade, dado o seu espírito e disposição, é possível que seja assim que se sente na maior parte do tempo.
Também é aluno da Universidade Sénior desde a sua fundação, há cerca de sete anos, tal como Florinda, e também integra o Clube Sénior. Assume ser uma pessoa ativa, porque “faz para isso”.
Assim que começou a ter conhecimento das atividades do CLDS 4G, também quis inscrever-se. Quando soube da dança sénior, quis participar porque sempre gostou de dançar, ainda que considere que já não tem a destreza que tinha antes. “Já não sei dançar agora… mas venho”, diz.
Também concorda que estas atividades são importantes para promover o convívio de forma segura, em tempo de pandemia, crendo que é “preciso ter cuidado e usar as máscaras, porque há muita gente que não faz isso e abusa um bocadinho”.
Elogia a organização do evento, e as condições de segurança. “Gostei da dança, gostei de tudo e correu tudo muito bem”, afirma.
Ao longo do mês de julho em atividades descentralizadas, e com o fecho da iniciativa em agosto, os grupos puderam não só aumentar a sua saúde física, como também criar e fortalecer laços com os outros participantes, conversando, partilhando experiências e preocupações, ouvindo e sendo ouvidos, porque voltar a conviver é importante para a reforçar a vida em comunidade e por questões de saúde mental.
Num concelho envelhecido como Mação, muito extenso e com muita população mais isolada, todas as iniciativas que se possam promover para tirar de casa as pessoas e envolvê-las em atividades de grupo e em sociedade são poucas.
Mação tem diversa oferta para o público sénior, nomeadamente a Universidade Sénior, o Clube Sénior entre outras iniciativas na área social, nomeadamente de apoio e visitas de proximidade pelos serviços de ação social do Município e pelas próprias freguesias e IPSS do concelho, contando ainda com patrulhas da Guarda Nacional Republicana que apoiam na sinalização e acompanhamento de seniores mais isolados em aldeias recônditas do concelho.
No caso do projeto do CLDS 4G Mação Mais Social, cuja entidade responsável é o Centro de Proteção à Terceira Idade de S. Silvestre em Aboboreira, um dos eixos do plano de ação é precisamente a “promoção do envelhecimento ativo e apoio à população idosa”, e é nesse aspecto que têm sido dinamizadas iniciativas como a Dança Sénior, mas também o Ginásio da Mente, as visitas de proximidade e combate ao isolamento e solidão “Aproxi|Mação” e ações de sensibilização e consciencialização sobre temas de atualidade, entre outros.
O projeto conta ainda com um Banco Local de Mobiliário e Electrodomésticos para doação a famílias e pessoas necessitadas, que sejam sinalizadas ou que peçam ajuda para tal.
Este é o ponto de partida do CLDS 4G Mação Mais Social, reconhecendo-se que apesar da pandemia “a vida tem que continuar”, sobretudo para a população idosa que precisa ser estimulada e incentivada a uma vida mais ativa – situação que a pandemia veio travar por impor maior distanciamento social e maior isolamento.
A equipa de CLDS 4G Mação Mais Social com José Fernando Martins, presidente da direção do Centro de dia de Aboboreira, entidade responsável pelo projeto e com a psicomotricista Ana Santos que tem dinamizado esta atividade de dança sénior. Foto: mediotejo.net
“A pandemia trouxe solidão e isolamento, as pessoas tiveram que recolher a casa e isto é um recomeçar, com as pessoas a voltarem à sua vida normal, porque aquele isolamento da pandemia traz outros problemas, nomeadamente na saúde mental, e estamos a fazer um trabalho, dentro das possibilidades e do que é permitido dadas as circunstâncias que vivemos, para não deixar ir longe de mais este tipo de problemas, que podem gerar outros de maior envergadura no futuro. É isso que queremos tentar combater e atenuar o máximo possível”, explica Daniel Jana, coordenador do projeto do Contrato Local de Desenvolvimento Social de 4ª Geração (CLDS 4G).
Quanto à iniciativa de dança sénior é dedicada à psicomotricidade dos mais velhos, mas também é convidativa à intergeracionalidade, uma vez que muitas vezes os netos acompanham os avós.
“Estamos, através da dança e da música, a fazer um trabalho para as pessoas se tornarem mais autónomas. A contrariar a ideia de que já se tem muita idade e que isso é motivo para desistir. Não… os anos que passaram não contam; pretendemos que as pessoas vivam os anos que ainda têm pela frente com maior autonomia, mais saúde e que se sintam cada vez melhor no que ainda lhes falta da vida, não do que já passou”, admite Daniel Jana.
Este projeto pretende chegar à população sénior que está mais isolada e que não faz questão de sair da zona de conforto do lar, e para isso as ações de proximidade assumem importância para divulgar junto dessas pessoas as vantagens em fazer parte destes grupos seniores.
“A pandemia trouxe solidão e isolamento, as pessoas tiveram que recolher a casa e isto é um recomeçar, com as pessoas a voltarem à sua vida normal, porque aquele isolamento da pandemia traz outros problemas, nomeadamente na saúde mental, e estamos a fazer um trabalho, dentro das possibilidades e do que é permitido dadas as circunstâncias que vivemos, para não deixar ir longe de mais este tipo de problemas, que podem gerar outros de maior envergadura no futuro. É isso que queremos tentar combater e atenuar o máximo possível”, explica Daniel Jana, coordenador do projeto do Contrato Local de Desenvolvimento Social de 4ª Geração (CLDS 4G).
Quanto à iniciativa de dança sénior é dedicada à psicomotricidade dos mais velhos, mas também é convidativa à intergeracionalidade, uma vez que muitas vezes os netos acompanham os avós.
“Estamos, através da dança e da música, a fazer um trabalho para as pessoas se tornarem mais autónomas. A contrariar a ideia de que já se tem muita idade e que isso é motivo para desistir. Não… os anos que passaram não contam; pretendemos que as pessoas vivam os anos que ainda têm pela frente com maior autonomia, mais saúde e que se sintam cada vez melhor no que ainda lhes falta da vida, não do que já passou”, admite Daniel Jana.
Este projeto pretende chegar à população sénior que está mais isolada e que não faz questão de sair da zona de conforto do lar, e para isso as ações de proximidade assumem importância para divulgar junto dessas pessoas as vantagens em fazer parte destes grupos seniores.
“Não queremos atuar só na vila em si, porque as pessoas aqui já têm diversidade grande de oportunidades e oferta. Queremos ir buscar as pessoas mais isoladas, para combater esse isolamento e solidão. É esse o nosso objetivo central”, reconhece o coordenador.
Por outro lado, as iniciativas são gratuitas e vão variando, permitindo que as pessoas participem quando entenderem ou mais lhes aprouver, havendo sempre grupos descentralizados, percorrendo o CLDS 4G todas as freguesias para dar oportunidade a todos em participar.
Afinal, como costuma lembrar Daniel aos mais velhos, “o que importa não são os anos que passaram, mas sim os que ainda estão pela frente”. Basta dizer que sim, e alinhar nos desafios que a equipa propõe. A partir daí estão reunidas condições para se proporcionar bons momentos, muitas aprendizagens, partilha intergeracional e grandes doses de felicidade.
9.6.21
Constância | Projeto “Mais Vida” nasce para combater a solidão e promover envelhecimento ativo
Ana Rita Cristóvão, in Media Tejo
Intitula-se “Projeto Mais Vida” e é um projeto comunitário de combate ao isolamento que a pandemia de Covid-19 veio trazer aos idosos das freguesias do concelho de Constância. Num apoio que pode ir desde um momento de dois dedos de conversa até aconselhamento psicológico, de saúde ou de fisioterapia, o acompanhamento é gratuito e o pagamento faz-se em sorrisos.A ideia surgiu de três jovens adultas – Ana Botas (fisioterapeuta) Micaela Moreira (estudante de enfermagem) e Tatiana Lopes (psicóloga) – e é hoje um projeto comunitário inserido no âmbito da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Constância.
Com o apoio das freguesias de Constância, Montalvo e Santa Margarida da Coutada, o “Mais Vida” tem como objetivo prestar apoio multidisciplinar aos munícipes constancienses em risco de isolamento social ou que necessitem de acompanhamento psicólogo, de saúde ou de fisioterapia.
Destinado essencialmente a pessoas idosas e vulneráveis mas aberto a toda a comunidade constanciense, o acompanhamento aos munícipes é gratuito e o único pagamento aceitável é o dos sorrisos”. Visita a idosa no âmbito do projeto Mais Vida. Foto: Projeto Mais Vida
Desde visitas para dois dedos de conversa ou para prática de exercícios com vista à estimulação cognitiva, até ao apoio na mobilidade e cuidados de saúde, o projeto tem como objetivo contribuir para o envelhecimento ativo e saudável da população constanciense e rege-se por eixos como a promoção do bem-estar físico, da mobilidade e do bem-estar emocional, ocupacional, social e cultural.
A equipa realiza as intervenções junto dos inscritos semanalmente, mediante o cumprimento das indicações da Direção-Geral da Saúde, com a entrega, à porta de casa, de exercícios lúdicos de estimulação motora e cognitiva por parte da psicóloga, promoção de atividade física e movimento por parte da fisioterapeuta e promoção de saúde e prevenção da doença com a estudante de enfermagem. Equipa do Projeto Mais Vida e presidente da direção da AHBVC, Adelino Gomes. Foto:
Projeto Mais Vida
As inscrições para beneficiar deste apoio podem ser efetuadas por familiares ou pelos próprios requerentes através do email projetomaisvida.2021@gmail.com ou do número 938 663 443 (que funciona também como linha de apoio SOS de segunda a sexta-feira das 09h00 às 13h00).
Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.
As inscrições para beneficiar deste apoio podem ser efetuadas por familiares ou pelos próprios requerentes através do email projetomaisvida.2021@gmail.com ou do número 938 663 443 (que funciona também como linha de apoio SOS de segunda a sexta-feira das 09h00 às 13h00).
Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.
Cruz Vermelha aposta em “Netos de Companhia” para combater a solidão
in RadioBoaNova
Em Seia, está a ser desenvolvido um projeto de promoção do envelhecimento ativo, junto de pessoas que vivem sozinhas ou se encontram em situação de isolamento. Chama-se “Netos de Companhia” é está a ser promovido pela Delegação de Seia da Cruz Vermelha Portuguesa.
A atuar desde 9 de outubro de 2009 na área social, a Delegação de Seia da Cruz Vermelha Portuguesa tem vindo a ampliar as respostas que presta junto da comunidade também ao nível da saúde.
A Delegação, com sede na antiga escola primária de Seia e uma loja social no centro da cidade, voltou-se mais recentemente para o combate à solidão através de um projeto de proximidade, a que deu o nome de “Netos de Companhia”.
A participar, esta manhã, na rubrica “10 minutos para a comunidade”, numa parceria entre a Rádio Boa Nova e a Cruz Vermelha Portuguesa, Orlando Baptista, presidente da Delegação de Seia contou que este projeto já tinha sido idealizado no ano passado, mas que só foi possível iniciar no passado dia 1 de março.
“É uma iniciativa que promove o envelhecimento ativo, nomeadamente nas freguesias mais isoladas do concelho de Seia, bem como também de Oliveira do Hospital e Gouveia. Para já é só em Seia, onde estão sinalizadas cerca de 300 pessoas que vivem em situação de isolamento ou mesmo a viver sozinhas”, explicou.
“Netos de Companhia” é um projeto “de proximidade e de combate à solidão que se desenvolve a partir de uma situação de itinerância”. “Deslocamo-nos a casa dos idosos, que foram previamente sinalizados pelos censos sénior e a GNR e, depois, vamos ao local e acompanhamo-los a partir daí. Temos feito atividades, indo lá várias vezes, para saber como estão e com uma ajuda que podemos levar”, adiantou Orlando Baptista, notando que o projeto “Netos de Companhia” se afigura como “uma retaguarda que, muitas vezes, os idosos não têm porque os filhos estão no estrangeiro”, entre outros motivos.
A freguesia de Alvôco da Serra foi a primeira a receber os “Netos de Companhia” e o projeto, que também já passou por Loriga, deverá evoluir para uma linha de apoios psicossocial. “Iniciámos numa das freguesias sinalizadas, como tendo o maior número de idosos sozinhos ou isolados, que foi Alvôco da Serra e as anexas. Vai evoluir para uma linha de apoio psicossocial, que vai servir como “call centre” para o projeto dos “Netos de companhia”, contou Orlando Baptista, verificando que “mesmo que não se possa ir ao terreno todos os dias, porque não temos gente para chegar às localidades todas ao mesmo tempo, a linha vai servir para colmatar a não ida ao local. Ligamos para fazer acompanhamento, mesmo sem estar presente”, frisou o responsável, destacando que o projeto só é possível graças ao bom envolvimento de voluntários.
Em Seia, está a ser desenvolvido um projeto de promoção do envelhecimento ativo, junto de pessoas que vivem sozinhas ou se encontram em situação de isolamento. Chama-se “Netos de Companhia” é está a ser promovido pela Delegação de Seia da Cruz Vermelha Portuguesa.
A atuar desde 9 de outubro de 2009 na área social, a Delegação de Seia da Cruz Vermelha Portuguesa tem vindo a ampliar as respostas que presta junto da comunidade também ao nível da saúde.
A Delegação, com sede na antiga escola primária de Seia e uma loja social no centro da cidade, voltou-se mais recentemente para o combate à solidão através de um projeto de proximidade, a que deu o nome de “Netos de Companhia”.
A participar, esta manhã, na rubrica “10 minutos para a comunidade”, numa parceria entre a Rádio Boa Nova e a Cruz Vermelha Portuguesa, Orlando Baptista, presidente da Delegação de Seia contou que este projeto já tinha sido idealizado no ano passado, mas que só foi possível iniciar no passado dia 1 de março.
“É uma iniciativa que promove o envelhecimento ativo, nomeadamente nas freguesias mais isoladas do concelho de Seia, bem como também de Oliveira do Hospital e Gouveia. Para já é só em Seia, onde estão sinalizadas cerca de 300 pessoas que vivem em situação de isolamento ou mesmo a viver sozinhas”, explicou.
“Netos de Companhia” é um projeto “de proximidade e de combate à solidão que se desenvolve a partir de uma situação de itinerância”. “Deslocamo-nos a casa dos idosos, que foram previamente sinalizados pelos censos sénior e a GNR e, depois, vamos ao local e acompanhamo-los a partir daí. Temos feito atividades, indo lá várias vezes, para saber como estão e com uma ajuda que podemos levar”, adiantou Orlando Baptista, notando que o projeto “Netos de Companhia” se afigura como “uma retaguarda que, muitas vezes, os idosos não têm porque os filhos estão no estrangeiro”, entre outros motivos.
A freguesia de Alvôco da Serra foi a primeira a receber os “Netos de Companhia” e o projeto, que também já passou por Loriga, deverá evoluir para uma linha de apoios psicossocial. “Iniciámos numa das freguesias sinalizadas, como tendo o maior número de idosos sozinhos ou isolados, que foi Alvôco da Serra e as anexas. Vai evoluir para uma linha de apoio psicossocial, que vai servir como “call centre” para o projeto dos “Netos de companhia”, contou Orlando Baptista, verificando que “mesmo que não se possa ir ao terreno todos os dias, porque não temos gente para chegar às localidades todas ao mesmo tempo, a linha vai servir para colmatar a não ida ao local. Ligamos para fazer acompanhamento, mesmo sem estar presente”, frisou o responsável, destacando que o projeto só é possível graças ao bom envolvimento de voluntários.
29.3.21
Solidariedade: Programa «Mais Ajuda» promove novas respostas para os idosos
in Agência Ecclesia
Iniciativa distingue 10 projetos de inovação social
Lisboa, 26 mar 2021 (Ecclesia) – O Programa ‘Mais Ajuda’ vai ajudar em 2021 dez projetos de inovação social, procurando novas respostas aos desafios da população idosa, a nível de combate a solidão e e apoio aos cuidadores.
Os vencedores da segunda edição foram anunciados esta quinta-feira, escolhidos de entre mais de 730 candidaturas recebidas, e vão receber 333 mil euros para projetos de inovação social – de IPSS (ou equiparadas) e de startups (ou empresas de empreendedorismo social).
O programa ‘Mais Ajuda’ junta o Lidl e as Rádios Renascença, RFM e Mega Hits, em parceria com a Beta-i.
A organização informa, em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, que o anúncio dos vencedores contou com a participação do Secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, o qual frisou que “o programa Mais Ajuda está totalmente alinhado com o plano de ação do Governo para a transição digital, na medida em que traz respostas a problemas sociais, promove a inclusão e ajuda a combater as desigualdades”.
Os projetos vencedores são a AMARA– Associação pela Dignidade na Vida e na Morte; Associação Rede de Universidades da Terceira Idade ( RUTIS); Centro Social Paroquial de Meãs do Campo – Projeto Quinta dos Avós; Cruz Vermelha Portuguesa – Programa de Apadrinhamento entre jovens e seniores: combate à exclusão digital; e a Misericórdia de Pampilhosa da Serra – Projeto Rádio Sénior.
Já as startups vencedoras foram a Associação 55 Mais – Plataforma humana de base tecnológica com oferta de serviços comunitários; Associação Juvenil Transformers – Projeto Escolas de Superpoderes: dinamização de aulas semanais de diferentes talentos; Careceiver – App: simplificação do processo de partilha de informações vitais entre a rede de cuidadores informais; SeniorBiz Simplio Plataforma digital: acompanhamento/organização de cuidados prestados a idosos por estruturas residenciais; Wisify Tech Solutions – Wisify Tech Solutions Tecnologia digital: avaliação preventiva da Sarcopenia (desnutrição e perda de massa muscular).
O painel de júris responsável pela escolha dos projetos foi composto por Filipe Almeida, presidente da iniciativa Portugal Inovação Social; Isabel Figueiredo, adjunta do presidente do Grupo Renascença Multimédia; Luís de Melo Jerónimo, diretor Social Cohesion Programme da Fundação Calouste Gulbenkian; Pedro Rocha Vieira, CEO e Co-fundador da Beta-i; e Vanessa Romeu, diretora de Comunicação Corporativa do Lidl Portugal.
Para Isabel Figueiredo, esta segunda edição do Programa Mais Ajuda “comprovou, da melhor forma, que o caminho da solidariedade não conhece limites na capacidade de inovação, de cuidado com o próximo, de trazer à comunidade o melhor de si própria”.
OC
Iniciativa distingue 10 projetos de inovação social
Lisboa, 26 mar 2021 (Ecclesia) – O Programa ‘Mais Ajuda’ vai ajudar em 2021 dez projetos de inovação social, procurando novas respostas aos desafios da população idosa, a nível de combate a solidão e e apoio aos cuidadores.
Os vencedores da segunda edição foram anunciados esta quinta-feira, escolhidos de entre mais de 730 candidaturas recebidas, e vão receber 333 mil euros para projetos de inovação social – de IPSS (ou equiparadas) e de startups (ou empresas de empreendedorismo social).
O programa ‘Mais Ajuda’ junta o Lidl e as Rádios Renascença, RFM e Mega Hits, em parceria com a Beta-i.
A organização informa, em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, que o anúncio dos vencedores contou com a participação do Secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, o qual frisou que “o programa Mais Ajuda está totalmente alinhado com o plano de ação do Governo para a transição digital, na medida em que traz respostas a problemas sociais, promove a inclusão e ajuda a combater as desigualdades”.
Os projetos vencedores são a AMARA– Associação pela Dignidade na Vida e na Morte; Associação Rede de Universidades da Terceira Idade ( RUTIS); Centro Social Paroquial de Meãs do Campo – Projeto Quinta dos Avós; Cruz Vermelha Portuguesa – Programa de Apadrinhamento entre jovens e seniores: combate à exclusão digital; e a Misericórdia de Pampilhosa da Serra – Projeto Rádio Sénior.
Já as startups vencedoras foram a Associação 55 Mais – Plataforma humana de base tecnológica com oferta de serviços comunitários; Associação Juvenil Transformers – Projeto Escolas de Superpoderes: dinamização de aulas semanais de diferentes talentos; Careceiver – App: simplificação do processo de partilha de informações vitais entre a rede de cuidadores informais; SeniorBiz Simplio Plataforma digital: acompanhamento/organização de cuidados prestados a idosos por estruturas residenciais; Wisify Tech Solutions – Wisify Tech Solutions Tecnologia digital: avaliação preventiva da Sarcopenia (desnutrição e perda de massa muscular).
O painel de júris responsável pela escolha dos projetos foi composto por Filipe Almeida, presidente da iniciativa Portugal Inovação Social; Isabel Figueiredo, adjunta do presidente do Grupo Renascença Multimédia; Luís de Melo Jerónimo, diretor Social Cohesion Programme da Fundação Calouste Gulbenkian; Pedro Rocha Vieira, CEO e Co-fundador da Beta-i; e Vanessa Romeu, diretora de Comunicação Corporativa do Lidl Portugal.
Para Isabel Figueiredo, esta segunda edição do Programa Mais Ajuda “comprovou, da melhor forma, que o caminho da solidariedade não conhece limites na capacidade de inovação, de cuidado com o próximo, de trazer à comunidade o melhor de si própria”.
OC
14.12.20
Chegou a Bibliomóvel, a carrinha que combate a solidão dos idosos em Castro Marim
O veículo já está a percorrer o concelho de Castro Marim e, para já, o itinerário passa por Altura, Monte Francisco, Furnazinhas e Alta Mora
A carrinha itinerante “Bibliomóvel Perto de Si” já está a percorrer o concelho de Castro Marim para ajudar a combater o isolamento e a solidão dos idosos com a ocupação de tempos livres.
«O agravamento da situação pandémica tem levado a população em risco, nomeadamente os idosos, a situações de isolamento social e geográfico, à solidão, e, em casos mais graves, à depressão. O projeto “Castro Marim (COM) Vida”, com o intuito de gerar convívio aos mais isolados, e em simultâneo ultrapassar os constrangimentos das ações em grupo, criou uma alternativa: a “Bibliomóvel Perto de Si”», diz a associação Odiana.
O veículo conhecido por “Bibliomóvel” (Biblioteca itinerante), pertencente ao Município de Castro Marim, vai percorrer as localidades do concelho promovendo ateliers de artes manuais, como costura e pintura, bem como outros, mais dinâmicos, que incluem tertúlias, leitura, e outras surpresas.
Salvaguardando as restrições preventivas de Covid-19, a equipa prepara kits individuais com todos os moldes e materiais necessários à atividade. Nesta primeira visita são entregues os kits e 15 dias depois há nova reunião para apresentação do produto final. Esta atividade conta com a participação de uma monitora especializada em costura.
A “Bibliomóvel Perto de Si” é dirigida a todos os seniores do concelho de Castro Marim que queiram integrar momentos de convívio e interação social. O veículo já está a percorrer o concelho de Castro Marim e, para já, o itinerário passa por Altura, Monte Francisco, Furnazinhas e Alta Mora.
A iniciativa é gratuita, mas é de inscrição obrigatória a enviar para clds4g.castromarim@odiana.pt ou o 281 531 171.
Esta iniciativa é dinamizada pela Equipa Técnica do Castro Marim (COM)Vida, em colaboração com monitores especializados, e respeita as normas de normas de segurança, higienização e distanciamento recomendadas pelas autoridades competentes.
Segundo a Odiana, «esta iniciativa pretende promover o envelhecimento ativo e a autonomia das pessoas idosas através de atividades que promovam o convívio, com vista à manutenção do bem estar físico e mental, complementares às já existentes no concelho, e de forma a colmatar as fragilidades do isolamento geográfico/social».
O projeto enquadra-se na atividade 6 «Sénior Ativo», do projeto CLDS 4G «Castro Marim (COM)Vida», promovido pelo Município de Castro Marim e coordenado pela associação Odiana, cofinanciado pelo CRESC Algarve 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu.
A carrinha itinerante “Bibliomóvel Perto de Si” já está a percorrer o concelho de Castro Marim para ajudar a combater o isolamento e a solidão dos idosos com a ocupação de tempos livres.
«O agravamento da situação pandémica tem levado a população em risco, nomeadamente os idosos, a situações de isolamento social e geográfico, à solidão, e, em casos mais graves, à depressão. O projeto “Castro Marim (COM) Vida”, com o intuito de gerar convívio aos mais isolados, e em simultâneo ultrapassar os constrangimentos das ações em grupo, criou uma alternativa: a “Bibliomóvel Perto de Si”», diz a associação Odiana.
O veículo conhecido por “Bibliomóvel” (Biblioteca itinerante), pertencente ao Município de Castro Marim, vai percorrer as localidades do concelho promovendo ateliers de artes manuais, como costura e pintura, bem como outros, mais dinâmicos, que incluem tertúlias, leitura, e outras surpresas.
Salvaguardando as restrições preventivas de Covid-19, a equipa prepara kits individuais com todos os moldes e materiais necessários à atividade. Nesta primeira visita são entregues os kits e 15 dias depois há nova reunião para apresentação do produto final. Esta atividade conta com a participação de uma monitora especializada em costura.
A “Bibliomóvel Perto de Si” é dirigida a todos os seniores do concelho de Castro Marim que queiram integrar momentos de convívio e interação social. O veículo já está a percorrer o concelho de Castro Marim e, para já, o itinerário passa por Altura, Monte Francisco, Furnazinhas e Alta Mora.
A iniciativa é gratuita, mas é de inscrição obrigatória a enviar para clds4g.castromarim@odiana.pt ou o 281 531 171.
Esta iniciativa é dinamizada pela Equipa Técnica do Castro Marim (COM)Vida, em colaboração com monitores especializados, e respeita as normas de normas de segurança, higienização e distanciamento recomendadas pelas autoridades competentes.
Segundo a Odiana, «esta iniciativa pretende promover o envelhecimento ativo e a autonomia das pessoas idosas através de atividades que promovam o convívio, com vista à manutenção do bem estar físico e mental, complementares às já existentes no concelho, e de forma a colmatar as fragilidades do isolamento geográfico/social».
O projeto enquadra-se na atividade 6 «Sénior Ativo», do projeto CLDS 4G «Castro Marim (COM)Vida», promovido pelo Município de Castro Marim e coordenado pela associação Odiana, cofinanciado pelo CRESC Algarve 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu.
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