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30.5.23

Direcção executiva do SNS há oito meses sem regras de funcionamento. Governo promete estatutos até Junho

Ana Maia e Marta Moitinho Oliveira, in Público


A entidade liderada por Fernando Araújo nasceu a 1 de Outubro, mas ainda não tem definida a organização interna. O Ministério da Saúde quer os estatutos aprovados até ao final do primeiro semestre.

A Direcção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) nasceu a 1 de Outubro do ano passado, mas até agora ainda não tem definida a sua forma de organização interna, que depende da aprovação de uma portaria que tem de ser assinada pelos ministros da Saúde, Finanças e da Presidência. Em Fevereiro, o Ministério da Saúde disse ao PÚBLICO que a aprovação deste diploma estava para breve, mas oito meses depois da criação da DE-SNS os estatutos ainda não viram a luz do dia. Agora, o Governo promete aprová-los até ao final do primeiro semestre de 2023. Se este prazo for todo esgotado, terão passado nove meses desde o nascimento da entidade criada para melhorar a gestão do SNS.

O compromisso com o novo prazo foi revelado pelo ministério liderado por Manuel Pizarro ao PÚBLICO quando confrontado com a demora, tendo em conta a resposta dada em Fevereiro. "Prevê-se que os estatutos da DE-SNS estejam aprovados até ao final do primeiro semestre de 2023", diz o Ministério da Saúde.


Segundo a orgânica da DE-SNS, a aprovação dos estatutos seria uma das primeiras tarefas da nova estrutura – a apoiar o director executivo, está o conselho de gestão com cinco elementos que entraram em funções a 2 de Janeiro deste ano -, contribuindo para garantir a plenitude de funções da DE-SNS, que aconteceu com a entrada em vigor do Orçamento do Estado (OE) para 2023, a 1 de Janeiro. Mas até agora não aconteceu, prevendo o Ministério da Saúde que aconteça até ao final de Junho.

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25.5.23

Dois blocos de partos públicos fecham para obras no Verão. Privados darão ajuda

Alexandra Campos, in Público


Grávidas da área do Hospital de Santa Maria vão para o São Francisco Xavier a partir de Agosto. Três hospitais privados de Lisboa deverão apoiar os públicos na capital, entre Junho e Setembro.


Já está fechado o plano de funcionamento dos blocos de partos dos hospitais públicos para o difícil período de Verão que se aproxima. Dois blocos de partos dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) – o do Santa Maria (Lisboa) e o das Caldas da Rainha - vão encerrar em breve para beneficiarem de grandes obras de remodelação, passando as grávidas das respectivas áreas a ser atendidas nos dois hospitais públicos mais próximos.

A maternidade do Hospital de Santa Maria fecha em Agosto para obras que se prevê demorem um ano, e as grávidas serão encaminhadas neste período para o São Francisco Xavier (Lisboa), que será reforçado com profissionais de saúde e equipamentos do primeiro. Na área das Caldas da Rainha – cujo bloco de partos encerra para obras já em 1 de Junho, previsivelmente até Novembro -, o atendimento passa a ser assegurado pelo Hospital de Leiria.

Para garantir um apoio extra em Lisboa - e apenas nos casos de grávidas com mais de 36 semanas e sem factores de risco -, os três grandes hospitais privados da capital (Cuf, Lusíadas e Luz) foram convidados a dar uma ajuda temporária no Verão, mas apenas se tal se revelar necessário, ou seja, caso haja picos de procura no SNS. E receberão pela tabela da ADSE lhes paga.


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