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6.10.22

Reportagens do PÚBLICO distinguidas com prémio “Analisar a Pobreza na Imprensa”

Nina Muschketat, in Público on-line

Foram premiados os trabalhos “Os 25 anos do Rendimento Social de Inserção: ‘O RSI não é o sítio onde queira voltar’” e “’Ali há pessoas geniais’: Jovens com deficiência ou doença mental transformam roupas usadas e criam uma marca”.

Dois trabalhos publicados no ano passado no PÚBLICO ficaram no topo da lista da Categoria de Imprensa Nacional da quarta edição dos prémios de jornalismo “Analisar a Pobreza na Imprensa”, que distingue reportagens e peças jornalísticas que tratem os temas da pobreza e da exclusão social de uma forma “digna e livre de preconceito”. Os prémios são promovidos pela organização não-governamental EAPN Portugal/Rede Europeia Antipobreza.

De entre os 25 trabalhos que foram a concurso na Categoria de Imprensa Nacional, em primeiro lugar ficou o trabalho do PÚBLICO “Os 25 anos do Rendimento Social de Inserção: ‘O RSI não é o sítio onde queira voltar'”, da autoria da jornalista Natália Faria e do fotojornalista Paulo Pimenta. Publicado no dia 16 de Outubro de 2021, o artigo conta histórias de pessoas que recebem o Rendimento Social de Inserção, mostrando como este apoio, apesar de reduzir a intensidade da pobreza, falha na inclusão social dos beneficiários.

O segundo lugar foi atribuído à jornalista Filipa Almeida Mendes e ao fotojornalista Nélson Garrido, também do PÚBLICO, pelo trabalho “'Ali há pessoas geniais': Jovens com deficiência ou doença mental transformam roupas usadas e criam uma marca”. O texto, que saiu no dia 2 de Julho de 2021, retrata um projecto na cidade do Porto que aproveita a reutilização de roupas usadas para dar oportunidades de trabalho a jovens adultos com deficiência ou doença mental.

Já o jornalista Hugo Franco e o fotojornalista Tiago Miranda, do jornal Expresso, ficaram em terceiro lugar, com o artigo “O lado oculto das estufas de Torres Vedras”.

Na Categoria de Imprensa Regional foi distinguido o trabalho de Bruno Filipe Pires “Pauliana Valente Pimentel mostra comunidades ciganas em Faro-oeste”, publicado no jornal Barlavento. Seguem-se “Vive há meses numa paragem de autocarro, quase invisível a quem passa”, de Sandra Simões, do Diário de Aveiro, e “Fátima Messias: estamos a criar pobres tolerando a desigualdade”, uma vez mais por Bruno Filipe Pires.

Todos os trabalhos propostos a concurso foram escolhidos por um grupo de cidadãos que já experienciaram situações de pobreza ou exclusão social e que integram os Conselhos Locais de Cidadãos (ao todo existem 19: um por cada distrito, assim como da Região Autónoma da Madeira). No final, os 48 trabalhos propostos foram avaliados por quatro representantes deste mesmo grupo de cidadãos, com apoio de Paulo Alves, da Universidade do Algarve, e Fernando Zamith, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

O prémio de jornalismo “Analisar a Pobreza na Imprensa” é promovido pela EAPN-European Anti-Poverty Network (Rede Europeia Antipobreza), a maior rede europeia que junta organizações não-governamentais nacionais, regionais e locais empenhadas na luta contra a pobreza. A EAPN Portugal, com sede no Porto e espalhada por 18 núcleos no país, atribui esta distinção em Portugal.

Os prémios serão entregues a 17 de Outubro, dia em que se celebra o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

3.5.22

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Marcelo Rebelo de Sousa recorda precariedade no jornalismo

in Revista sol

O Presidente da República compara "uma imprensa forte e livre" a uma "democracia forte e livre" e considera que "este desígnio foi, é, e sempre será um princípio que, mais que inscrito e salvaguardado pela constituição, corresponde a uma efetiva realidade pela qual devemos todos os dias lutar".Marcelo Rebelo de Sousa alertou esta terça-feira através de uma mensagem publicada na página oficial da Presidência da República para as dificuldades económico-financeiras da comunicação social, situações de precariedade no jornalismo e para o consumo de "informação desvirtuada, sem contraditório ou mesmo falsa" nas redes sociais. A mensagem é escrita no âmbito do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, instituido pelas Nações Unidas em 1993.

O Presidente da República compara "uma imprensa forte e livre" a uma "democracia forte e livre" e considera que "este desígnio foi, é, e sempre será um princípio que, mais que inscrito e salvaguardado pela constituição, corresponde a uma efetiva realidade pela qual devemos todos os dias lutar".

O chefe de Estado recordou as dificuldades por que passam os órgãos de comunicação, tanto no âmbito financeiro cmo no âmbito literário, dizendo que "um dos problemas a que temos vindo a assistir é a substituição da leitura de notícias pelo consumo de conteúdos nas redes sociais".

"Estes são conteúdos, rápidos, simplistas e condicionados, muitas vezes com informação desvirtuada, sem contraditório ou mesmo falsa", escreve.

Marcelo Rebelo de Sousa termina a sua mensagem deixando um palavra "de determinação, de incentivo e de admiração a toda a imprensa portuguesa" e lembrando que tanto na situação pandémica, como com a "nova crise associada à guerra" foi "a imprensa a responsável por fazer chegar a informação a todas e a todos os portugueses" e o "meio fundamental e determinante para a transmissão da verdade dos factos".