Por Marisa David *, in Notícias de Aveiro
A ONGD Oikos pede que se encontrem 100 formas de agir para um Mundo mais justo para assinalar o 17 de outubro: Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Em escolas, no trabalho ou em casa, todos podem fazer parte da iniciativa partilhando nas redes sociais pequenos gestos do dia-a-dia para que, num futuro próximo, nos possamos orgulhar de dizer que vivemos num mundo idealizado por todos.
Num mundo com um nível de desenvolvimento económico sem precedentes, meios tecnológicos e recursos financeiros, milhões de pessoas viverem em pobreza extrema é um ultraje moral.
Dados do Banco Mundial e da ONU, publicados nos últimos dias no relatório “Pobreza e Prosperidade”, revelam os grandes retrocessos dos últimos tempos na luta contra a pobreza extrema. Os indicadores mostram que as metas estabelecidas através dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) dificilmente serão cumpridas até 2030. 17 de outubro marca o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, é preciso agir.
Os grandes retrocessos na luta contra a pobreza extrema foram reforçados pela pandemia COVID19 e, mais recentemente, pela guerra na Ucrânia. Porém, uma das causas profundas reside na crónica desigualdade. Com efeito, as disparidades têm vindo a aumentar substancialmente, sendo que se estima que a pandemia levou, aproximadamente, 70 milhões de pessoas à pobreza extrema em 2020 – o maior aumento ocorrido num único ano desde 1990. Isso leva a que 11% da população mundial esteja atualmente em situação de pobreza extrema, comprometendo o objetivo das Nações Unidas de a eliminar até 3% em 2030.
A maioria destas desigualdades concentram-se nas áreas afetadas por conflitos, nas áreas rurais, e na África Subsaariana (que, atualmente, detém 60% de todas as pessoas em situação de pobreza extrema).
Os Países em desenvolvimento são os mais afetados pelo aumento da inflação, pela depreciação significativa da moeda, pelo colapso na produção e aumentos dos custos relacionados com o serviço da dívida externa. Para além de todos estes fatores, as alterações climáticas são também um fenómeno global, mas com impactos sentidos de forma mais severa exatamente pelos mesmos países e comunidades. Locais onde as vulnerabilidades já eram alarmantes, agravam hoje a falta de acesso à água potável, causam perdas de produtividade agrícola, uma forte insegurança alimentar e o acesso a condições de habitação.
Ainda é possível uma mudança?
Todos os dias acordamos com notícias alarmantes sobre o estado do mundo, mas será que estamos a dar o nosso contributo para que tal realidade se altere?
A fórmula para erradicar a pobreza já foi repensada milhares de vezes por milhares de organizações em todo o Mundo, pessoas, entidades e Governos. As metas estão traçadas com os ODS e este é um compromisso que nos toca a tod@s: está na hora de lutarmos por uma mudança, de forma a garantir que todos os seres humanos podem alcançar o seu potencial em dignidade e igualdade, num ambiente saudável.
Neste sentido, a ONGD Oikos pretende incentivar à ação pedindo que se encontrem 100 formas de agir para um Mundo mais justo. Em escolas, no trabalho ou em casa, todos podem fazer parte da iniciativa partilhando nas redes sociais pequenos gestos do dia-a-dia para que, num futuro, nos possamos orgulhar de dizer que vivemos num mundo idealizado por todos: 100pobreza.
* Coordenadora de Comunicação da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento portuguesa, voltada para o Mundo.
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21.10.22
17.11.20
Solidariedade: Presidente da OIKOS destaca mudança de paradigma sobre a pobreza promovida pelo Papa
in Agência Ecclesia
Lisboa, 16 nov 2020 (Ecclesia) – O presidente da OIKOS – Cooperação e Desenvolvimento disse à Agência ECCLESIA que o Papa Francisco tem ajudado a uma mudança de paradigma em relação à pobreza, procurando que o centro das atenções seja “olhar para o pobre”.
João José Fernandes, entrevistado hoje no programa ECCLESIA (RTP2) lamentou que as sociedades ocidentais tenham formado as pessoas para “desviar o olhar e ficar indiferentes ao pobre”, o que levou o Papa a insistir na tecla da “luta contra a indiferença”.
O presidente da OIKOS – uma organização que trabalha na promoção das pessoas e no combate à pobreza – reconheceu que olhar para a pobreza na perspetiva dos decisores públicos “perde em relação ao olhar para a riqueza, para o crescimento económico e para o aumento das exportações”.
“E depois lá ficam alguns milhões de euros para o combate à pobreza”, observou.
A entrevista abordou a mensagem de Francisco para o IV Dia Mundial dos Pobres, que a Igreja Católica celebrou este domingo, realçando que é “preciso conhecer as pessoas para as ajudar”.
O Papa, acrescenta João José Fernandes, pede que os mais pobres participem no “desenho das políticas públicas e nas ações concretas na erradicação da pobreza”.
O responsável espera que a comissão de estratégia para combater a pobreza, criada no final de outubro, promova “ações concretas com as pessoas mais vulneráveis”.
“Todas as representações do pobre deviam estar presentes” nestas reflexões, solicitou o presidente da OIKOS.
Para o entrevistado, “escutar os pobres faz toda a diferença”.
As pessoas “não necessitam apenas de se alimentar, mas de confraternizar e de se sentirem dignas”, sublinhou.
João José Fernandes assinala que trabalhar na área social é “difícil”, especialmente nos momentos atuais, e pode “haver a tendência para as pessoas se fecharem num gabinete”,
“Não basta fazer programas pastorais e sociais”, mas é “fundamental falar e trabalhar com o pobre”, insiste.
Para o responsável, na concretização dos projetos é fundamental “dialogar com as pessoas” e na “forma como estes se desenham”, para que todos se sintam participantes.
PR/LFS/OC
Lisboa, 16 nov 2020 (Ecclesia) – O presidente da OIKOS – Cooperação e Desenvolvimento disse à Agência ECCLESIA que o Papa Francisco tem ajudado a uma mudança de paradigma em relação à pobreza, procurando que o centro das atenções seja “olhar para o pobre”.
João José Fernandes, entrevistado hoje no programa ECCLESIA (RTP2) lamentou que as sociedades ocidentais tenham formado as pessoas para “desviar o olhar e ficar indiferentes ao pobre”, o que levou o Papa a insistir na tecla da “luta contra a indiferença”.
O presidente da OIKOS – uma organização que trabalha na promoção das pessoas e no combate à pobreza – reconheceu que olhar para a pobreza na perspetiva dos decisores públicos “perde em relação ao olhar para a riqueza, para o crescimento económico e para o aumento das exportações”.
“E depois lá ficam alguns milhões de euros para o combate à pobreza”, observou.
A entrevista abordou a mensagem de Francisco para o IV Dia Mundial dos Pobres, que a Igreja Católica celebrou este domingo, realçando que é “preciso conhecer as pessoas para as ajudar”.
O Papa, acrescenta João José Fernandes, pede que os mais pobres participem no “desenho das políticas públicas e nas ações concretas na erradicação da pobreza”.
O responsável espera que a comissão de estratégia para combater a pobreza, criada no final de outubro, promova “ações concretas com as pessoas mais vulneráveis”.
“Todas as representações do pobre deviam estar presentes” nestas reflexões, solicitou o presidente da OIKOS.
Para o entrevistado, “escutar os pobres faz toda a diferença”.
As pessoas “não necessitam apenas de se alimentar, mas de confraternizar e de se sentirem dignas”, sublinhou.
João José Fernandes assinala que trabalhar na área social é “difícil”, especialmente nos momentos atuais, e pode “haver a tendência para as pessoas se fecharem num gabinete”,
“Não basta fazer programas pastorais e sociais”, mas é “fundamental falar e trabalhar com o pobre”, insiste.
Para o responsável, na concretização dos projetos é fundamental “dialogar com as pessoas” e na “forma como estes se desenham”, para que todos se sintam participantes.
PR/LFS/OC
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