19.1.21

Preço das casas fechou o mês de Dezembro a valorizar 4,8%

Luisa Pinto, in Público on-line

Índice de preços residenciais apurado pela Confidencial Imobiliário mostra que houve uma grande travagem na variação homóloga das casas, mas elas seguem em terreno positivo

O mês de Dezembro proporcionou a maior variação mensal acumulada no preço de venda das casas em tempos de pandemia, registando um aumento de 1% face ao mês de Novembro, e 4,8% face ao mês homólogo, Dezembro de 2019. Os dados foram apurados pela Confidencial Imobiliário, no âmbito da análise ao Índice de Preços Residenciais, um indicador que tem vindo a monitorizar desde 2007.

A análise a este índice permite perceber que durante o ano de 2020, o mês de Setembro foi a excepção que confirma a regra de que as variações mensais se fazem sempre em terreno positivo. Demorou cinco anos – e praticamente sete meses, desde que foi declarada a pandemia de covid-19 – para que os proprietários cedessem na resistência que têm demonstrado em baixar os preços das casas que pretendiam colocar no mercado. Isso aconteceu em Setembro de 2020, mas não se voltou a repetir.

“Apesar da resistência ao choque pandémico, o comportamento de curto prazo dos preços durante a pandemia evidencia uma desaceleração face ao anterior ritmo do mercado. Em 2019, os preços tinham crescido a uma média de 1,2% por mês, tendência que os dois primeiros meses de 2020 confirmaram”, explica a Confidencial Imobiliário, na informação onde dá conta da evolução do índice.

Depois dos meses de Janeiro e Fevereiro, com as taxas de variação mensais a registarem aumentos de 1,2% e 1,8% em cadeia, e 17,4% e 17,6% em termos homólogos, o índice travou a fundo em Março, mas nunca deixou o terreno positivo. Tal só aconteceu em Setembro, quando perdeu 2,1% face a Agosto, mas manteve uma variação positiva, em termos homólogos, de 7,9%.

De acordo com a Confidencial Imobiliário, a valorização homóloga travou de forma clara ao longo de 2020, e fechou o ano em 4,8%, “ou seja, quase 13 pontos percentuais menos do que os 17,4% a que os preços subiam em Janeiro”, sublinha a empresa especializada em estatísticas do sector.