7.11.11

Bispos analisam crise. “Economia deve estar ao serviço da pessoa humana"Até quinta-feira, assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) prepara nota pastoral intitulada “Crise, Discernimento e Compromisso”.

in RR

Os bispos portugueses reúnem-se a partir de hoje, em Fátima, para discutir novas respostas à crise.

Na agenda da assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorre até quinta-feira, está a publicação de uma nota pastoral intitulada "Crise, Discernimento e Compromisso”.

“É um novo documento para dar uma resposta às presentes circunstâncias. É fácil ver que as pessoas não vivem no entusiasmo, há uma certa depressão psicológica social nacional. A Igreja quer dizer uma palavra de ânimo e de esperança. Além de procurar soluções pragmáticas”, explica à Renascença o porta-voz da CEP, padre Manuel Morujão.

“Bem sabemos que, por baixo dos cifrões, existe um coração e uma alma e é a esse nível que a Igreja deve trabalhar de uma maneira particular. A pessoa humana tem que estar em primeiro lugar. Não é a pessoa humana para a economia, mas a economia que deve estar ao serviço da pessoa humana”, defende ainda Manuel Morujão.

Outra questão que estará em análise na reunião é a da capacidade do Fundo Solidário criado pela CEP para ajudar os mais carenciados. Na última semana, o porta-voz da CEP alertou para o facto de a liquidez se estar a esgotar, face ao elevado número de apoios concedidos.

"É verdade que há perigo de haver ruptura. Vemos que a Caritas, os centros sociais paroquiais, sentem já a impossibilidade de responder a todos os pedidos e, às vezes, são pedidos urgentes - pessoas que estão em vias de ver a casa a ir para hasta pública, pessoas que não conseguem dar de comer aos filhos", disse, na última sexta-feira, o padre Manuel Morujão.