in Diário de Notícias
O Sindicato da Construção de Portugal traçou hoje um cenário negro caso o Governo nada faça para dinamizar o sector, estimando o encerramento de 12 empresas por dia e eliminação de 100 mil postos de trabalho em 2012.
"Se este Governo não investir em três áreas - saneamento, estradas secundárias e requalificação das cidades - , o sector pode perder 100 mil postos de trabalho em 2012", disse à Lusa o presidente do sindicato, Albano Ribeiro. Além do aumento do desemprego no sector, que já conta actualmente com cerca de 100 mil desempregados, o sindicato afirma que a inexistência de uma estratégia para a construção poderá levar ao aumento do número de encerramento de empresas.
Actualmente, fecham portas oito empresas de construção por dia, mas a estrutura sindical teme que a situação se agrave, prevendo o encerramento de 12 empresas por dia logo no início de 2012. Albano Ribeiro disse ainda que o montante total de salários em atraso e processo de insolvência no sector ascende a 2,3 milhões de euros.
Para evitar um agravamento da situação do sector, o sindicato vai pedir hoje uma audiência, com carácter de urgência, ao ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, que tutela o sector da construção. "O senhor ministro da Economia poderá ficar na história como o coveiro do sector se não for sensível às nossas propostas", afirmou o presidente do sindicato.

