4.4.11

Sector perdeu 50 mil empregos em cinco anos

in Destak

O sector do comércio em Portugal, que emprega cerca de 750 mil pessoas, perdeu nos últimos cinco anos 50 mil empregos com a crise económica, disse à Lusa o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

Em entrevista à Lusa, um ano depois de ter tomado posse como presidente da Confederação, João Vieira Lopes faz o retrato do sector do Comércio e dos Serviços, este último com 1.800 postos de trabalho.

Segundo João Vieira Lopes, o número de empresas diminuiu, tendo a área do comércio perdido nos últimos cinco anos cerca de 50 mil postos de trabalho e só no último ano essa perda foi na ordem dos 40 mil.

Algarve, zona norte do Douro, Lisboa e Porto, são as zonas do pais mais críticas. A crise e o fenómeno da concentração, explicou, contribuíram para este cenário, indiciando assim “uma necessidade de regulação por parte Governo” há muito reivindicada pela CCP.

“Quatro milhões de metros quadrados de grandes superfícies e três milhões e meio de metros quadrados de centros comerciais é um exagero em termos europeus e não gerou mais emprego ao contrário do que se apregoa”, frisou.

As duas áreas defendidas pela Confederação (comércio e serviços), adiantou, representam um total de 200 mil empresas ligadas à CCP e 50 por cento do Produto Interno Bruto e, se por um lado o comércio tradicional está a sofrer alguma quebra, já a área dos serviços tem vindo a aumentar.

Na CCP, das 104 associações que a compõem, cerca de 40 já são da área de serviços e aumentar este número é um dos desafios da direNa CCP, das 104 associações que a compõem, cerca de 40 já são da área de serviços e aumentar este número é um dos desafios da direcção da confederação liderada por João Vieira Lopes.

“Sem renegar a nossa génese, o comércio, não há dúvida alguma que Portugal esta a ter uma evolução significativa com peso maior no sector terciário, áreas novas com dificuldades de organização. Temos feito um esforço para posicionar a confederação como interlocutor”.

A área dos serviços inclui, por exemplo, empresas de mão de obra intensiva, limpezas e de segurança, áreas que, assegura, estão a registar um crescimento considerável.