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16.9.14

Custo da mão-de-obra em Portugal sobe 3,1%

por Texto da Lusa, publicado por Lina Santos, in Diário de Notícias

O custo da mão-de-obra aumentou 3,1% em Portugal no segundo trimestre, face ao mesmo período do ano passado, enquanto tanto na zona euro como no total da União Europeia estes custos subiram 1,2%.

Segundo os dados hoje divulgados pelo Eurostat, o preço por hora da mão-de-obra cresceu na Europa entre abril e junho (1,2%) acima do registado no primeiro trimestre deste ano, quando subiu 0,6% nos 18 países da zona euro e 1,0% nos 28 Estados-membros da UE.

O Eurostat reviu ainda hoje em baixo os dados para Portugal relativos ao trimestre anterior, apontando agora que o custo da mão-de-obra caiu 1,4% entre janeiro e março. Em junho, o Eurostat tinha indicado que os custos do trabalho por hora tinha subido 1,5% no primeiro trimestre em termos homólogos.

O índice de custo da mão-de-obra é um indicador conjuntural da evolução dos custos horários suportados pelos empregadores e é calculado dividindo o custo da mão-de-obra pelo número de horas trabalhadas.

Os dois principais componentes dos custos de trabalho são os salários e outras despesas, como obrigações sociais a cargo do empregador.

Em Portugal, no segundo trimestre e para o total da economia, os salários subiram 2,6%% e as "outras despesas" 4,9%.

27.3.14

2013. Custo da mão-de-obra por hora foi de 11,6 euros em Portugal. Menos 12,1 que na Zona Euro

in iOnline

Bulgária é o país onde a mão-de-obra é mais mal paga à hora (3,7 euros)

A mão-de-obra custava na zona euro 23,7 euros por hora em 2013 e 28,4 euros no conjunto da União Europeia, com os 11,6 euros de Portugal abaixo da média, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.

Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), a Bulgária é o país onde a mão-de-obra é mais mal paga à hora (3,7 euros), seguindo-se a Roménia (4,6 euros), a Letónia (6,3 euros) e a Lituânia (6,2 euros).

Os países onde os custos da mão-de-obra são mais elevados são a Suécia (40,1 euros), a Dinamarca (38,4 euros), a Bélgica (38,0 euros), o Luxemburgo (35,7 euros) e a França (34,3 euros).

O Eurostat, neste indicador, não leva em conta os setores agrícola e administração pública.

A indústria é o setor onde a média é mais alta (24,6 euros na UE e 31,0 euros na zona euro), seguindo-se os serviços (23,9 euros e 28,0, respetivamente) e a construção (21,0 euros e 24,5).

Os custos da mão-de-obra incluem os salários e outras despesas, como obrigações sociais a cargo do empregador.

A fatia dos custos não-salariais chegava aos 23,7% na UE e aos 25,9% na zona euro – variando entre os 8,0% em Malta e os 33,3% na Suécia, com Portugal nos 19,3%.

O Eurostat indica ainda que o indicador cresceu 10,4% na zona euro e 10,2% na UE, entre 2008 e 2013, tendo contraído 5,1% em Portugal.

A Grécia (-18,6%), a Hungria (-5,2%), a Croácia (-4,0%) e o Reino Unido (-0,3%) são os outros países onde os custos da mão-de-obra baixaram entre 2008 e 2013.