In Esquerda.pt
Apesar da taxa de natalidade ter aumentado em 2014, nasceram menos 420 bebés do que em 2013. As políticas de precarização, despedimentos e empobrecimento do governo PSD/CDS provocaram esta diminuição.
As estatísticas publicadas pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) revelam que, apesar de terem nascido menos bebés do que 2013, a taxa de natalidade aumentou. Esta aparente contradição é explicada pela forma como se calcula a taxa de natalidade: o número de nado-vivos é dividido pela população total e multiplicado por 1000. A matemática é simples, a taxa de natalidade aumentou e nasceram menos bebés, o que se passou foi que a população emigrou em números ainda maiores. Ou seja, em 2013 a população residente em Portugal diminuiu em 56.233 habitantes. Entre 2009 e 2014 emigraram mais pessoas e menos imigrantes vieram para Portugal, como consequência, em 2014 havia menos 245.676 pessoas entre os 15 e os 64 anos do que em 2009 a viver no país.
As promessas vãs do governo da coligação PSD/CDS em política de natalidade apenas aceleraram esta tendência, agravada pelas decisões governamentais, essas sim, concretizadas, de precarização, despedimentos em massa e empobrecimento da população.
Por um lado, em matéria familiar, em 2014 o governo PSD/CDS prometeu um plano de incentivo à natalidade. Concretizou-o da pior maneira, com a aprovação de um quociente familiar no pagamento do IRS que prejudicou o rendimento das famílias, cortou no RSI (203 milhões), no abono de família (437 milhões). O CDS inventou um “visto familiar” nunca saiu do papel.
Por outro lado, o governo baixou os salários médios brutos em 400€ por ano, perderam-se nos últimos quatro anos uma média de 204 empregos por dia e 55% da população ativa é precária ou está desempregada (segundo dados do INE). Uma em cada cinco pessoas vive em risco de pobreza e, segundo dados do Observatório das Desigualdades, ter filhos em Portugal significa, em muitos casos, cair na pobreza. Os números são claros: um país governado pela coligação PSD/CDS não tem futuro.
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11.11.15
19.6.14
Portugal registou menos 7.054 nascimentos em 2013
in Jornal de Notícias
Portugal registou menos 7054 nascimentos em 2013, ano em que a queda do número de mortes foi menos acentuada (1055), agravando o envelhecimento da população, segundo estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgadas esta segunda-feira.
De acordo com as Estimativas da População Residente em Portugal, o número de nascimentos com vida voltou a diminuir no passado, atingindo o valor de 82787, menos 7,9% face a 2012 (89841).
Devido, sobretudo, a um novo decréscimo do número de nados vivos, o saldo natural manteve-se com valor negativo em 2013 (menos 23756 pessoas), quando em 2003 era um saldo positivo de 3720 pessoas.
Já o número óbitos caiu um por cento, passando de 107598 em 2012 para 106543 em 2013.
Na última década, o índice sintético de fecundidade - número médio de crianças nascidas vivas por mulher ao longo de um ano - apresentou "uma tendência de declínio, ainda que com ligeiras oscilações", atingindo no ano passado um novo mínimo: 1,21 filhos por mulher", adianta o INE.
Já a esperança de vida tem vindo a aumentar continuadamente, tendo passado, no caso das mulheres, de 80,21 anos no triénio 2001-2003 para 82,79 anos em 2011-2013.
Nos homens, a esperança de vida à nascença, embora mais baixa, também aumentou, tendo passado de 73,55 para 76,91 anos, respetivamente.
Os dados do INE referem também que continua a acentuar-se o envelhecimento demográfico em consequência "da descida da natalidade, do aumento da longevidade e, mais recentemente, do impacto da emigração".
Entre 2003 e 2013, aumentou o número de pessoas com 65 ou mais anos, diminuiu o número de jovens até 15 anos e o número de pessoas com idades entre os 15 e os 64 anos.
Segundo o INE, o índice de envelhecimento passou de 106 para 136 idosos por cada 100 jovens.
Em 2013 a população residente em Portugal foi estimada em 10.427.301 pessoas (4958020 homens e 5469281 mulheres), o que representa uma diminuição da população residente de 59988 habitantes face ao ano anterior.
Portugal registou menos 7054 nascimentos em 2013, ano em que a queda do número de mortes foi menos acentuada (1055), agravando o envelhecimento da população, segundo estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgadas esta segunda-feira.
De acordo com as Estimativas da População Residente em Portugal, o número de nascimentos com vida voltou a diminuir no passado, atingindo o valor de 82787, menos 7,9% face a 2012 (89841).
Devido, sobretudo, a um novo decréscimo do número de nados vivos, o saldo natural manteve-se com valor negativo em 2013 (menos 23756 pessoas), quando em 2003 era um saldo positivo de 3720 pessoas.
Já o número óbitos caiu um por cento, passando de 107598 em 2012 para 106543 em 2013.
Na última década, o índice sintético de fecundidade - número médio de crianças nascidas vivas por mulher ao longo de um ano - apresentou "uma tendência de declínio, ainda que com ligeiras oscilações", atingindo no ano passado um novo mínimo: 1,21 filhos por mulher", adianta o INE.
Já a esperança de vida tem vindo a aumentar continuadamente, tendo passado, no caso das mulheres, de 80,21 anos no triénio 2001-2003 para 82,79 anos em 2011-2013.
Nos homens, a esperança de vida à nascença, embora mais baixa, também aumentou, tendo passado de 73,55 para 76,91 anos, respetivamente.
Os dados do INE referem também que continua a acentuar-se o envelhecimento demográfico em consequência "da descida da natalidade, do aumento da longevidade e, mais recentemente, do impacto da emigração".
Entre 2003 e 2013, aumentou o número de pessoas com 65 ou mais anos, diminuiu o número de jovens até 15 anos e o número de pessoas com idades entre os 15 e os 64 anos.
Segundo o INE, o índice de envelhecimento passou de 106 para 136 idosos por cada 100 jovens.
Em 2013 a população residente em Portugal foi estimada em 10.427.301 pessoas (4958020 homens e 5469281 mulheres), o que representa uma diminuição da população residente de 59988 habitantes face ao ano anterior.
19.9.12
Descida "brutal" dos nascimentos em Portugal nos primeiros oito meses
in Jornal de Notícias
O número de crianças que nascem em Portugal continua a baixar, tendo este ano sido registados, no final de agosto, menos 5.235 nascimentos do que em igual período do ano passado, segundo dados do rastreio neonatal.
Laura Vilarinho, responsável da Unidade de Rastreio Neonatal do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), revelou à Lusa que, até ao final de agosto, tinham nascido 59603 crianças.
Nos primeiros oito meses do ano passado, o número de nascimentos foi de 64838, o que indica uma diminuição de 5235 crianças.
Esta descida, que Laura Vilarinho classifica de "brutal", acentua a diminuição de nascimentos que tem vindo a registar-se nos últimos anos.
Em 2011, a barreira dos 100 mil nascimentos não foi ultrapassada em Portugal, situando-se nos 97200.
Laura Vilarinho acredita que, a continuar esta tendência de diminuição, dificilmente os nascimentos irão muito além dos 90 mil este ano.
Esta contabilidade é feita através do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, conhecido como o "teste do pezinho" e que consiste no rastreio a 25 doenças através de uma amostra de sangue.
A amostra de sangue é colhida no pé da criança entre o seu terceiro e sexto dia de vida.
O número de crianças que nascem em Portugal continua a baixar, tendo este ano sido registados, no final de agosto, menos 5.235 nascimentos do que em igual período do ano passado, segundo dados do rastreio neonatal.
Laura Vilarinho, responsável da Unidade de Rastreio Neonatal do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), revelou à Lusa que, até ao final de agosto, tinham nascido 59603 crianças.
Nos primeiros oito meses do ano passado, o número de nascimentos foi de 64838, o que indica uma diminuição de 5235 crianças.
Esta descida, que Laura Vilarinho classifica de "brutal", acentua a diminuição de nascimentos que tem vindo a registar-se nos últimos anos.
Em 2011, a barreira dos 100 mil nascimentos não foi ultrapassada em Portugal, situando-se nos 97200.
Laura Vilarinho acredita que, a continuar esta tendência de diminuição, dificilmente os nascimentos irão muito além dos 90 mil este ano.
Esta contabilidade é feita através do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, conhecido como o "teste do pezinho" e que consiste no rastreio a 25 doenças através de uma amostra de sangue.
A amostra de sangue é colhida no pé da criança entre o seu terceiro e sexto dia de vida.
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