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6.7.15

EAPN activa competências de empregabilidade em Santarém

in Correio do Ribatejo

O concelho de Santarém acolhe, desde o passado mês de Abril e até Novembro, um projecto da EAPN - Rede Europeia Anti
-Pobreza - que visa “activar competências de empregabilidade fazendo a ponte entre duas realidades cada vez mais distintas: a oferta e a procura de emprego.

O projecto baseia-se em sessões de coaching desenvolvidas através de um protocolo entre a EAPN Portugal e o IEFP. Participam deste “CLICK!» 15 pessoas em situação de desemprego, oriundas do concelho de Santarém, e que no âmbito desta iniciativa esperam poder desenvolver as suas competências comunicacionais e relacionais, ajudando-as na busca activa de emprego e, ainda, na sua requalificação profissional.

Segundo Cláudia Albergaria, coordenadora do projecto, trata-se de fazer a mediação entre oferta e procura de emprego, desenvolvendo “um instrumento de complementaridade aos serviços de emprego públicos, através da dinamização de sessões que promovam o aprofundamento e desenvolvimento das soft skills de públicos desempregados vulneráveis e na sensibilização e capacitação para a responsabffidade social de potenciais entidades empregadoras.

“No lado da procura, através da dinamização de 12 sessões de coaching, desenvolvemos uma gestão individualizada e participativa do processo de procura de emprego de desempregados vulneráveis, contribuindo com ferramentas que a tornam numa procura mais activa, indo sempre ao encontro das suas motivações e competências refere a técnica da EAPN.

“No lado da oferta, apresentamos a empregadores formas activas de promoverem empregabilidade, actuando na dimensão da responsabilidade social”, acrescentou ainda.
Na passada quinta-feira, os técnicos da EAPN desenvolveram contactos com potenciais empregadores do concelho com o intuito de conhecerem o tecido empresarial local e apresentarem o perfil dos jovens que se encontram actualmente no projecto em Santarém.

No distrito, este grupo é composto por 15 pessoas entre os 18 e os 30 anos, todas com formação superior, em áreas que vão desde a magiologia ao design passando pelo marketing, gestãõ de recursos humanos e psicologia.

“A taxa de desemprego jovem em Portugal é de mais de 35 por cento”, disse Graça Costa, outra das técnicas da EAPN nesta reunião que serviu para formar uma “Comissão Regional de Acompanhamento” do projecto, da qual o Correio do Ribatejo faz parte.

“O projecto implica um contacto permanente com potenciais agentes empregadores de um território, conhecendo o perfil que procuram quando recrutam colaboradores. Este perfil é simultaneamente trabalhado com o grupo de desempregados referidos, desenvolvendo as suas competências pessoais e reforçando a sua motivação nas sessões de coaching”, concretizou Graça Costa.

“Este projecto não pretende apenas fazer uma ligação directa entre o que o mercado de trabalho procura e o que o potencial colaborador tem para oferecer”, sublinhou.

“Pretendemos aprofundar e levar mais longe esta ligação, construindo-a de uma forma conjunta, com contributos de parte a parte, num processo em que ambos os lados se adeqúem à evolução do processo”, diz Cláudia Albergaria, acrescentando que “desta forma facultamos uma gestão mais individualizada e participativa da procu ra de emprego, promovendo o encontro dos participantes, levando à dinamização de ferramentas que tornem a procura de trabalho cada vez mais activa e, acima de tudo, que ajude a clarificar as motivações e competências de cada pessoa”.
São, ainda, parceiros da iniciativa o Centro de Emprego e Formação Profissional de Santarém, a Associação Comercial de Santarém, o Hospital de Santarém, a Santa Casa da Misericórdia, APPACDM e o Centro Social Interparoquial de Santarém, entre outras instituições e empresas.

24.2.15

10 Ideias para o Impacto Social

in Pravda.ru

Estão selecionados os 10 projetos que vão participar no Programa Impacto Social 2015, que registou um aumento de 78% no número de candidatos. Os selecionados refletem a diversidade de candidaturas: há de norte a sul do país, incluindo Açores; servem desde jovens a idosos e trabalham temas como saúde mental, cultura ou empregabilidade.

Os 10 finalistas são: Associação Alzheimer Portugal, com o projeto "Cuidar Melhor"; CRESAÇOR - Cooperativa Regional de Economia Solidária, com o projeto "Açores+: Promoção da Economia Solidária"; Cruz Vermelha Portuguesa, com o projeto "Estado Puro"; Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação de Fafe, com o projeto "Família + Feliz"; EAPN Portugal, com o projeto "Click-ativar competências de empregabilidade"; Espaço t - Associação para o Apoio à Integração Social e Comunitária, com o projeto "Palcos Para a Inclusão"; FISOOT, Cooperativa de Solidariedade Social, com o projeto "Mãos à Obra"; Raríssimas - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras, com o projeto "Mães de Sucesso - Motivar, Apoiar e Empoderar - Sempre"; Silêncio Sonoro, Associação Cultural e Juvenil, com o projeto "Experiencing Azores" e Via Hominis, CRL, com o projeto "Snoezelen-idosos".

Dos 117 projetos acolhidos, foram os seguintes os distritos mais representados, por esta ordem: Lisboa (35%), Porto (8.5%), Aveiro, Braga, Santarém (6.8% cada) e Coimbra (6%). Com menor expressão, mas igualmente representados, estiveram os distritos de Leiria, Setúbal, Vila Real, Bragança, Évora, Castelo Branco, Faro, Guarda, Beja e Viana do Castelo e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

De realçar que, quanto à tipologia das entidades da economia social, as Associações e outras entidades da economia social (Centros Sociais Paroquiais, Institutos de Organização Religiosa) representaram 70 % das candidaturas, sendo que as Cooperativas, com 12 %, constituíram o segundo grupo com maior peso relativo. Em terceiro surgem as Fundações (9 %) e, em quarto lugar, as Associações Mutualistas e Misericórdias com cerca de 2%. Do total de candidaturas cerca de 39% foram submetidas por entidades com estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).

Os 10 melhores projetos começam agora a "aventura" de demonstração do seu impacto a 26 de fevereiro, quando arrancam as 500 horas de mentoria, enriquecidas por três workshops. Nesta fase - que se prolonga até 23 de junho - as equipas criam protótipos de impacto social, usando a metodologia de análise SROI - Social Return on Investment.

Estes protótipos são depois apresentados perante um painel de eventuais parceiros e investidores, na Conferência Internacional Impacto Social (30 de junho).

Os promotores do Programa - CASES e Fundação Montepio -, consideram que a medição e a demonstração do impacto social são elementos decisivos para as entidades que pretendem distinguir-se no atual contexto socioeconómico, apostando na sua sustentabilidade.

Informações | info@impactosocial.pt