por Lusa, publicado por Marina Almeida, in Diário de Notícias
A Suíça registou um número recorde de 13 mil chegadas de emigrantes portugueses em 2013, segundo dados da Secretaria de Estado da Economia suíça (SECO) que constam de um relatório divulgado hoje em Berna.
No contexto de recessão de 2009, a imigração estava a diminuir sensivelmente, mas esta tendência mudou novamente em 2010 e "o saldo migratório atingiu um pico recorde em 2013 com um aumento de 13.000 pessoas", refere a SECO, que publicou hoje o seu 10.º relatório sobre a livre circulação das pessoas (ALCP) entre a Suíça e a União Europeia (UE).
O relatório indica que nos anos 1990 a imigração era quase nula (0,59%), mas desde 2002 a população residente na Suíça aumentou 0,96% ao ano.
Entre 2002 e 2013, cerca de 40.700 pessoas emigraram por ano para Suíça e só no ano passado entraram 66.200 imigrantes oriundos da zona UE/AELE, ultrapassando o recorde de 61.200 imigrantes em 2008.
De maneira geral a imigração da Europa do sul aumento sensivelmente desde 2008.
Em 2013, os cidadãos portugueses no saldo migratório de todos os Estados da UE-27/AELC (Associação Europeia de Livre Comércio) era de 20%, enquanto 50% do total de imigrantes era oriundo dos países mais afetados pela crise do euro (Grécia, Itália, Portugal e Espanha).
De acordo com o Observatório Suíço das Migrações (ODM), a população estrangeira contabilizava 1.949.000 de pessoas até dezembro 2013, um aumento de 70.000 pessoas em relação ao ano anterior.
Hoje, uma em cada quatro pessoas residentes na Suíça é estrangeira, diz o documento.
Os italianos e os alemães representam 16% (cada um) dos estrangeiros, seguidos pelos portugueses (13%).
A população estrangeira na Suíça, residente permanente e residente temporária, passou de um aumento de 26.000 pessoas por ano entre 1991-2001 para 40.500 pessoas por ano entre 2001-2013.
Inicialmente, este aumento devia-se à entrada de cidadãos fora de Europa, mas depois o crescimento da população estrangeira começou a ser gerado em grande parte pelos cidadãos europeus desde da entrada em vigor do acordo sobre a livre circulação (ALCP).
Os europeus constituíam 89% do crescimento da população estrangeira na Suíça, distribuída entre os alemães (36%), portugueses (23%), franceses (10%) e britânicos (4%).
O relatório refere ainda que os portugueses, os italianos e os espanhóis trabalham principalmente no setor da construção, da hotelaria-restauração e da agricultura.
Em 2013, com 31% de estrangeiros, o setor da construção registou a maior aumento de mão-de-obra estrangeira dado a boa conjuntura no país. No caso do setor hoteleiro, o número de trabalhadores imigrantes diminui para 33% em 2013.
No caso dos cidadãos portugueses, a taxa de desemprego é mais elevada porque essa comunidade é bastante ativa naqueles setores e porque trabalham em regiões da Suíça onde o desemprego é estruturalmente superior.
Este relatório analisa as consequências do acordo sobre a livre circulação das pessoas no mercado de trabalho suíço e nas prestações da segurança social, como o desemprego ou o apoio social.
Este relatório do SECO, realizado em conjunto com ODM, OFS (Gabinete Federal das Estatísticas) e OFAS (Gabinete das Seguranças Sociais), conclui que o balanço da imigração europeia para a economia suíça é globalmente positivo.
No entanto, o ODM encomendou um estudo externo para continuar a observar a evolução da imigração e compreender o impacto no mercado do trabalho com mais precisão. Os resultados deste estudo deverão ser publicados no próximo outono.
O relatório hoje divulgado alerta também sobre a modificação do artigo 121.º da Constituição federal na sequência da iniciativa contra a imigração, aprovada em referendo dia 09 de fevereiro deste ano, a qual prevê a introdução de contingentes e a prioridade para os trabalhadores locais.
"Em caso de uma limitação importante da imigração nas condições conjunturais e atuais, as perdas a nível de potencial de crescimento e também de consequências negativas sobre o mercado de trabalho poderiam ser sentidas", conclui o documento.
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9.7.14
21.2.14
Comunidade portuguesa foi a segunda que mais cresceu na Suíça em 2013
in Jornal de Notícias
A comunidade portuguesa na Suíça registou o segundo maior aumento em 2013, com 15.337 novos emigrantes, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Gabinete Federal das Migrações, em Berna.
No final do ano 2013, havia 253.769 portugueses na Suíça, sendo a terceira maior comunidade estrangeira do país, a seguir aos italianos, com 301.254 pessoas, e aos alemães, com 293.156.
O maior aumento de imigrantes registou-se na comunidade kosovar, com 15.703 pessoas, mas este número deve-se ao novo registo depois da independência do Kosovo, uma vez que antes estes cidadãos eram registados como sérvios.
Segundo os dados do ODM, a população estrangeira de Suíça contabilizava 1.886.630 pessoas em 2013, a qual conheceu um aumento de 61.570 (3,4%) em relação ao ano anterior.
A maioria dos estrangeiros na Suíça (66%) é oriunda da Europa, cerca de 1,2 milhões de pessoas, tendo-se registado uma aumento de 4,5% em relação ao ano 2012.
Em 2013, 155.401 estrangeiros emigraram para a Suíça, sendo um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, mas 70.023 pessoas saíram do país, um aumento de 6,3% em relação a 2012.
A comunidade portuguesa na Suíça registou o segundo maior aumento em 2013, com 15.337 novos emigrantes, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Gabinete Federal das Migrações, em Berna.
No final do ano 2013, havia 253.769 portugueses na Suíça, sendo a terceira maior comunidade estrangeira do país, a seguir aos italianos, com 301.254 pessoas, e aos alemães, com 293.156.
O maior aumento de imigrantes registou-se na comunidade kosovar, com 15.703 pessoas, mas este número deve-se ao novo registo depois da independência do Kosovo, uma vez que antes estes cidadãos eram registados como sérvios.
Segundo os dados do ODM, a população estrangeira de Suíça contabilizava 1.886.630 pessoas em 2013, a qual conheceu um aumento de 61.570 (3,4%) em relação ao ano anterior.
A maioria dos estrangeiros na Suíça (66%) é oriunda da Europa, cerca de 1,2 milhões de pessoas, tendo-se registado uma aumento de 4,5% em relação ao ano 2012.
Em 2013, 155.401 estrangeiros emigraram para a Suíça, sendo um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, mas 70.023 pessoas saíram do país, um aumento de 6,3% em relação a 2012.
11.2.14
Suíços não podem querer "chuva no nabal e sol na eira"
por João Francisco Guerreiro, in Diário de Notícias
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete diz que a Suíça deve sofrer "consequências" dos resultados "preocupantes" do referendo à entrada de imigrantes no país, defendendo que os "suíços não podem querer chuva no nabal e sol na eira".
Em declarações registadas, em Bruxelas, à margem de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, Machete lançou um alerta aos emigrantes com a situação por regularizar, considerando que estes "têm um motivo de preocupação". Já os que se encontram dentro da regularidade "não têm" de ter preocupações.
"O portugueses que vivem na Suíça e que têm a sua situação regularizada não têm de estar preocupados. Agora os portugueses que ainda não têm a sua situação estabilizada [e] regularizada, esses têm um motivo de preocupação e por isso mesmo, nós também estamos preocupados", afirmou Rui Machete.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete diz que a Suíça deve sofrer "consequências" dos resultados "preocupantes" do referendo à entrada de imigrantes no país, defendendo que os "suíços não podem querer chuva no nabal e sol na eira".
Em declarações registadas, em Bruxelas, à margem de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, Machete lançou um alerta aos emigrantes com a situação por regularizar, considerando que estes "têm um motivo de preocupação". Já os que se encontram dentro da regularidade "não têm" de ter preocupações.
"O portugueses que vivem na Suíça e que têm a sua situação regularizada não têm de estar preocupados. Agora os portugueses que ainda não têm a sua situação estabilizada [e] regularizada, esses têm um motivo de preocupação e por isso mesmo, nós também estamos preocupados", afirmou Rui Machete.
Europa contra Suíça. Acordo de livre circulação em risco
Por Catarina Falcão, in iOnline
Após o sim às quotas, governo suíço pretende iniciar negociações com a União Europeia. Portugal vê a situação "com preocupação"
A aprovação em referendo, na Suíça, de quotas para imigrantes oriundos da União Europeia (UE) está a causar desconforto entre os 28 estados-membros e no seio das instituições europeias. O governo suíço vai agora iniciar um périplo pelas capitais europeias para explicar aos executivos as implicações das restrições a aplicar e tentar chegar a novo acordo sobre a manutenção do acordo bilateral sobre a livre circulação de trabalhadores na UE. A primeira paragem é em Berlim e Schäuble, ministro das Finanças alemão, já veio dizer que o resultado do referendo "vai criar muitos problemas à Suíça". Portugal assegura que vai seguir as negociações "atentamente".
Os suíços votaram favoravelmente no domingo para "Parar a imigração em massa" - nome da petição posta a circular pelo Partido do Povo Suíço, que, como conseguiu mais de 100 mil assinaturas, é elegível para ser votada em referendo segundo a lei do país. Embora a margem do "sim" tenha sido relativamente curta (50,3%), o governo suíço vai ter de rever o actual acordo com a União Europeia sobre a livre circulação dos cidadãos entre os vários países. A Comissão Europeia já se pronunciou dizendo que terá de "examinar as implicações" desta decisão e muitos políticos europeus mostraram descontentamento com este resultado.
Os bancos suíços prevêem já que esta alteração ao acordo pode abrandar o investimento no país, com o Crédit Suisse a antever a perda de 80 mil postos de trabalho com as novas restrições à imigração.
Indissociável "As quatro liberdades fundamentais - a livre circulação de pessoas, bens, capitais e serviços - não se podem separar. O mercado único não é um queijo suíço. Não se pode ter um mercado único com buracos", disse Viviane Reding, comissária europeia da Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania. A opinião é partilhada por Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, que aponta que a imigração é parte dos acordos com a União Europeia, que terão agora de ser discutidos com a Suíça.
O executivo suíço vai agora reunir-se com os principais governos dos 28 estados-membros para discutir possíveis alterações, começando por Berlim - os alemães são a segunda maior comunidade imigrante na Suíça. Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros, já veio dizer que pretende seguir "atentamente" as negociações e "participar nessa discussão", consultando a comunidade lusa no país. Há mais de 237 mil portugueses na Suíça, a terceira maior comunidade de imigrantes no país.
Para Carlos Coelho, eurodeputado do PSD, esta situação é "infeliz". "A Suíça cedeu a pressões populistas e demagógicas, que infelizmente se têm vindo a espalhar pela Europa, assistindo-se a um crescimento de sentimentos anti-imigração. É para mim claro que essa decisão põe em causa o acordo bilateral, assinado em 1999, com a União Europeia, que permitiu que desde 2002 exista liberdade de circulação entre a Suíça e a União Europeia. A participação no mercado único não permite uma escolha à la carte", sublinhou em comunicado o social-democrata.
Falta de espaço A iniciativa, encabeçada pelo Partido do Povo Suíço, populista e eurocéptico, visa travar a entrada de cidadãos da União Europeia no país - que em 2013 terá recebido cerca de 80 mil novos imigrantes oriundos dos 28 estados-membros. Foi nas zonas rurais e do Interior que o "sim" teve mais força, enquanto cidades como Zurique, Basileia e Genebra se opuseram à iniciativa. Os cantões - divisões administrativas da Suíça - mais próximos da Alemanha, da Áustria e de Itália foram os mais favoráveis a esta alteração na livre circulação de pessoas, enquanto os mais próximos de França se opuseram à iniciativa (ver mapa ao lado).
A maior comunidade imigrante continua a ser a italiana, com 291 mil pessoas, seguida pela alemã e pela portuguesa. 23% da população suíça são imigrantes, maioritariamente oriundos da UE. Nos últimos anos, devido à crise, muitos europeus têm optado pela Suíça para viver e trabalhar, o que aumentou exponencialmente o número de imigrantes no país. Por exemplo, os alemães trabalham maioritariamente no sector das novas tecnologias, informática, saúde e engenharias.
O Partido do Povo Suíço alegou a falta de espaço no país e a escassez de empregos para pôr a imigração dos países da UE a votação geral. Com a vitória do "sim", outros partidos conotados com a extrema-direita, como a Frente Nacional em França ou o UKIP no Reino Unido - que já vieram saudar a iniciativa, sublinhando a "lucidez" do povo suíço nesta matéria -, ganham alento nas campanhas anti-Europa e anti-imigração.
A questão é sensível no seio da União, especialmente antes das eleições europeias, e pode levar os políticos europeus a tratar esta questão com alguma prudência, moderando o discurso contra a iniciativa dos Suíços.
Após o sim às quotas, governo suíço pretende iniciar negociações com a União Europeia. Portugal vê a situação "com preocupação"
A aprovação em referendo, na Suíça, de quotas para imigrantes oriundos da União Europeia (UE) está a causar desconforto entre os 28 estados-membros e no seio das instituições europeias. O governo suíço vai agora iniciar um périplo pelas capitais europeias para explicar aos executivos as implicações das restrições a aplicar e tentar chegar a novo acordo sobre a manutenção do acordo bilateral sobre a livre circulação de trabalhadores na UE. A primeira paragem é em Berlim e Schäuble, ministro das Finanças alemão, já veio dizer que o resultado do referendo "vai criar muitos problemas à Suíça". Portugal assegura que vai seguir as negociações "atentamente".
Os suíços votaram favoravelmente no domingo para "Parar a imigração em massa" - nome da petição posta a circular pelo Partido do Povo Suíço, que, como conseguiu mais de 100 mil assinaturas, é elegível para ser votada em referendo segundo a lei do país. Embora a margem do "sim" tenha sido relativamente curta (50,3%), o governo suíço vai ter de rever o actual acordo com a União Europeia sobre a livre circulação dos cidadãos entre os vários países. A Comissão Europeia já se pronunciou dizendo que terá de "examinar as implicações" desta decisão e muitos políticos europeus mostraram descontentamento com este resultado.
Os bancos suíços prevêem já que esta alteração ao acordo pode abrandar o investimento no país, com o Crédit Suisse a antever a perda de 80 mil postos de trabalho com as novas restrições à imigração.
Indissociável "As quatro liberdades fundamentais - a livre circulação de pessoas, bens, capitais e serviços - não se podem separar. O mercado único não é um queijo suíço. Não se pode ter um mercado único com buracos", disse Viviane Reding, comissária europeia da Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania. A opinião é partilhada por Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, que aponta que a imigração é parte dos acordos com a União Europeia, que terão agora de ser discutidos com a Suíça.
O executivo suíço vai agora reunir-se com os principais governos dos 28 estados-membros para discutir possíveis alterações, começando por Berlim - os alemães são a segunda maior comunidade imigrante na Suíça. Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros, já veio dizer que pretende seguir "atentamente" as negociações e "participar nessa discussão", consultando a comunidade lusa no país. Há mais de 237 mil portugueses na Suíça, a terceira maior comunidade de imigrantes no país.
Para Carlos Coelho, eurodeputado do PSD, esta situação é "infeliz". "A Suíça cedeu a pressões populistas e demagógicas, que infelizmente se têm vindo a espalhar pela Europa, assistindo-se a um crescimento de sentimentos anti-imigração. É para mim claro que essa decisão põe em causa o acordo bilateral, assinado em 1999, com a União Europeia, que permitiu que desde 2002 exista liberdade de circulação entre a Suíça e a União Europeia. A participação no mercado único não permite uma escolha à la carte", sublinhou em comunicado o social-democrata.
Falta de espaço A iniciativa, encabeçada pelo Partido do Povo Suíço, populista e eurocéptico, visa travar a entrada de cidadãos da União Europeia no país - que em 2013 terá recebido cerca de 80 mil novos imigrantes oriundos dos 28 estados-membros. Foi nas zonas rurais e do Interior que o "sim" teve mais força, enquanto cidades como Zurique, Basileia e Genebra se opuseram à iniciativa. Os cantões - divisões administrativas da Suíça - mais próximos da Alemanha, da Áustria e de Itália foram os mais favoráveis a esta alteração na livre circulação de pessoas, enquanto os mais próximos de França se opuseram à iniciativa (ver mapa ao lado).
A maior comunidade imigrante continua a ser a italiana, com 291 mil pessoas, seguida pela alemã e pela portuguesa. 23% da população suíça são imigrantes, maioritariamente oriundos da UE. Nos últimos anos, devido à crise, muitos europeus têm optado pela Suíça para viver e trabalhar, o que aumentou exponencialmente o número de imigrantes no país. Por exemplo, os alemães trabalham maioritariamente no sector das novas tecnologias, informática, saúde e engenharias.
O Partido do Povo Suíço alegou a falta de espaço no país e a escassez de empregos para pôr a imigração dos países da UE a votação geral. Com a vitória do "sim", outros partidos conotados com a extrema-direita, como a Frente Nacional em França ou o UKIP no Reino Unido - que já vieram saudar a iniciativa, sublinhando a "lucidez" do povo suíço nesta matéria -, ganham alento nas campanhas anti-Europa e anti-imigração.
A questão é sensível no seio da União, especialmente antes das eleições europeias, e pode levar os políticos europeus a tratar esta questão com alguma prudência, moderando o discurso contra a iniciativa dos Suíços.
19.12.13
Governo confirma que emigração para a Suiça está a aumentar
in Jornal de Notícias
O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, afirmou, esta quarta-feira, que a emigração portuguesa para a Suíça está a aumentar, em particular de quadros superiores, mas lamentou que esta nova vaga não esteja integrada com a comunidade mais antiga.
"Há realmente nota da vinda, para toda a Suíça, de várias pessoas, jovens e não jovens, entre as quais vários quadros e pessoas com licenciaturas", disse à Lusa José Cesário a partir da Suíça, no final de uma visita de dois dias àquele país, onde vivem mais de 250 mil portugueses.
De acordo com o secretário de Estado, a nova vaga de emigração para a Suíça começou há cerca de seis anos, e algumas das pessoas com formação superior trabalham em empresas na área informática, nos serviços ou no setor financeiro, mas também em limpezas, o que mostra que, também naquele país, "é difícil encontrar trabalho".
Os novos emigrantes "não têm grande articulação com a comunidade tradicional", lamentou José Cesário, que manifestou a disponibilidade do Governo português para se associar a iniciativas da comunidade, "até por parte dos empresários portugueses", para "pôr esta gente em contacto, porque isso é benéfico" para eles.
O secretário de Estado referiu ainda que os empresários com quem se encontrou "têm uma vontade muito grande de colaborar para a recuperação económica de Portugal e de divulgar a imagem do país junto dos suíços".
Durante a deslocação à Suíça, José Cesário reuniu-se com a secretária-geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas, que lhe transmitiu "algumas críticas, sobretudo quanto aos manuais, que não se adaptam totalmente aos diferentes alunos".
Isto, acrescentou, obriga a maior cuidado na escolha dos livros para o próximo ano, uma ideia que ficou assente no encontro com a coordenadora do ensino de português naquele país: "É necessário, no início do ano, fazer um diagnóstico adequado dos níveis de proficiência dos alunos, um trabalho feito muito ao nível local", referiu.
Cesário destacou ainda que o consulado-geral em Zurique "está hoje muito longe daquela situação de grandes filas que tinha há um ano", porque os funcionários começaram a atender por marcação, "com uma espera máxima de 10 dias", apesar de se manterem disponíveis para responder a situações urgentes.
O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, afirmou, esta quarta-feira, que a emigração portuguesa para a Suíça está a aumentar, em particular de quadros superiores, mas lamentou que esta nova vaga não esteja integrada com a comunidade mais antiga.
"Há realmente nota da vinda, para toda a Suíça, de várias pessoas, jovens e não jovens, entre as quais vários quadros e pessoas com licenciaturas", disse à Lusa José Cesário a partir da Suíça, no final de uma visita de dois dias àquele país, onde vivem mais de 250 mil portugueses.
De acordo com o secretário de Estado, a nova vaga de emigração para a Suíça começou há cerca de seis anos, e algumas das pessoas com formação superior trabalham em empresas na área informática, nos serviços ou no setor financeiro, mas também em limpezas, o que mostra que, também naquele país, "é difícil encontrar trabalho".
Os novos emigrantes "não têm grande articulação com a comunidade tradicional", lamentou José Cesário, que manifestou a disponibilidade do Governo português para se associar a iniciativas da comunidade, "até por parte dos empresários portugueses", para "pôr esta gente em contacto, porque isso é benéfico" para eles.
O secretário de Estado referiu ainda que os empresários com quem se encontrou "têm uma vontade muito grande de colaborar para a recuperação económica de Portugal e de divulgar a imagem do país junto dos suíços".
Durante a deslocação à Suíça, José Cesário reuniu-se com a secretária-geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas, que lhe transmitiu "algumas críticas, sobretudo quanto aos manuais, que não se adaptam totalmente aos diferentes alunos".
Isto, acrescentou, obriga a maior cuidado na escolha dos livros para o próximo ano, uma ideia que ficou assente no encontro com a coordenadora do ensino de português naquele país: "É necessário, no início do ano, fazer um diagnóstico adequado dos níveis de proficiência dos alunos, um trabalho feito muito ao nível local", referiu.
Cesário destacou ainda que o consulado-geral em Zurique "está hoje muito longe daquela situação de grandes filas que tinha há um ano", porque os funcionários começaram a atender por marcação, "com uma espera máxima de 10 dias", apesar de se manterem disponíveis para responder a situações urgentes.
11.2.13
Portugueses continuam a ser os que emigram mais para a Suíça
in Jornal de Notícias
O número de espanhóis e gregos emigrados na Suíça mais do que duplicou desde 2009, mas os portugueses continuam a ser os mais numerosos de entre os imigrantes dos países do sul da Europa, revelam dados oficiais.
De acordo com dados facultados à agência Lusa pela Agência Federal para a Imigração Suíça (BFM, na sigla em alemão), entre janeiro de novembro de 2012, foram 37625 os emigrantes oriundos de Portugal, Espanha, Itália e Grécia que, pela primeira vez, decidiram emigrar para a Suíça.
Nos doze meses de 2009 o número de "novas entradas" feitas por portugueses, espanhóis, italianos e gregos situava-se nos 25333, refere o BFM.
Em comparação com 2009, o maior aumento percentual em 2012 verificou-se entre os espanhóis (148%) e os gregos (128%), mas os portugueses continuam a ser - em números globais e de entre os quatro países - os que mais emigram para a Suíça.
Entre janeiro e novembro do ano passado, a Agência Federal para a Imigração da Suíça registou um total de "17270 novas entradas" de cidadãos portugueses, o que relativamente a 2009, em que entraram 13670, significa um aumento de 26%.
Contudo, o "aumento real" da imigração portuguesa contabilizado pelas autoridades helvéticas no ano passado (isto é, os cidadãos lusos que permanecíam na Suíça entre janeiro e novembro de 2012), cifrou-se em 12960, esclarece o BFM.
Isto significa que do total de 17270 cidadãos lusos que, pela primeira vez, emigraram no ano passado para a Suíça, 3774 voltaram a deixar o país nesses onze meses de 2012, não sendo assim incluídos ou contabilizados no "contingente real".
A diferença (de 536 portugueses) deve-se a outras situações, tais como a mudança do tipo de vistos ou a outras questões técnicas, precisou a porta-voz do BFM, Sibylle Siegwart.
Travar entradas
A Suíça pondera acionar uma cláusula de salvaguarda no acordo sobre livre circulação de pessoas no espaço europeu para limitar a concessão de novos títulos de residência para efeitos de trabalho a todos os cidadãos dos 17 países da Zona Euro.
A cláusula, precisou a porta-voz do BFM, é uma "opção de controlo" que permite à Suíça "estabilizar de forma unilateral as quotas máximas de títulos de residência, de curta e longa duração, a atribuir aos cidadãos oriundos da UE-17 e de oito países do leste da Europa".
Siegwart explicou que a clásula só pode ser acionada quando o "número de novos títulos de residência para efeitos de trabalho atribuídos, no espaço de um ano, ultrapasse em 10% a média dos últimos três anos".
Em 2011, o "aumento real" dos portugueses que emigraram para a Suíça, pela primeira vez, foi de 10538. Já em 2010 as novas entradas situaram-se nas 7353, sendo que em 2009 o aumento foi de 8864.
De acordo com a mesma fonte, até agosto de 2012 estavam emigrados na Suíça um total de 234074 portugueses, enquanto que em 2011 eram 224171. Em 2010, havia 213153 portugueses emigrados na Suíça e 205255 em 2009.
O número de espanhóis e gregos emigrados na Suíça mais do que duplicou desde 2009, mas os portugueses continuam a ser os mais numerosos de entre os imigrantes dos países do sul da Europa, revelam dados oficiais.
De acordo com dados facultados à agência Lusa pela Agência Federal para a Imigração Suíça (BFM, na sigla em alemão), entre janeiro de novembro de 2012, foram 37625 os emigrantes oriundos de Portugal, Espanha, Itália e Grécia que, pela primeira vez, decidiram emigrar para a Suíça.
Nos doze meses de 2009 o número de "novas entradas" feitas por portugueses, espanhóis, italianos e gregos situava-se nos 25333, refere o BFM.
Em comparação com 2009, o maior aumento percentual em 2012 verificou-se entre os espanhóis (148%) e os gregos (128%), mas os portugueses continuam a ser - em números globais e de entre os quatro países - os que mais emigram para a Suíça.
Entre janeiro e novembro do ano passado, a Agência Federal para a Imigração da Suíça registou um total de "17270 novas entradas" de cidadãos portugueses, o que relativamente a 2009, em que entraram 13670, significa um aumento de 26%.
Contudo, o "aumento real" da imigração portuguesa contabilizado pelas autoridades helvéticas no ano passado (isto é, os cidadãos lusos que permanecíam na Suíça entre janeiro e novembro de 2012), cifrou-se em 12960, esclarece o BFM.
Isto significa que do total de 17270 cidadãos lusos que, pela primeira vez, emigraram no ano passado para a Suíça, 3774 voltaram a deixar o país nesses onze meses de 2012, não sendo assim incluídos ou contabilizados no "contingente real".
A diferença (de 536 portugueses) deve-se a outras situações, tais como a mudança do tipo de vistos ou a outras questões técnicas, precisou a porta-voz do BFM, Sibylle Siegwart.
Travar entradas
A Suíça pondera acionar uma cláusula de salvaguarda no acordo sobre livre circulação de pessoas no espaço europeu para limitar a concessão de novos títulos de residência para efeitos de trabalho a todos os cidadãos dos 17 países da Zona Euro.
A cláusula, precisou a porta-voz do BFM, é uma "opção de controlo" que permite à Suíça "estabilizar de forma unilateral as quotas máximas de títulos de residência, de curta e longa duração, a atribuir aos cidadãos oriundos da UE-17 e de oito países do leste da Europa".
Siegwart explicou que a clásula só pode ser acionada quando o "número de novos títulos de residência para efeitos de trabalho atribuídos, no espaço de um ano, ultrapasse em 10% a média dos últimos três anos".
Em 2011, o "aumento real" dos portugueses que emigraram para a Suíça, pela primeira vez, foi de 10538. Já em 2010 as novas entradas situaram-se nas 7353, sendo que em 2009 o aumento foi de 8864.
De acordo com a mesma fonte, até agosto de 2012 estavam emigrados na Suíça um total de 234074 portugueses, enquanto que em 2011 eram 224171. Em 2010, havia 213153 portugueses emigrados na Suíça e 205255 em 2009.
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