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7.4.15

Ministério da Saúde desvaloriza dados do INE sobre internamento

in TSF

O Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde participou no Fórum TSF, esta manhã. Fernando Leal da Costa desvalorizou os dados do INE que dizem que diminuiu o número de camas de internamento nos hospitais públicos, mas nos privados aumentou entre 2002 e 2013.

Fernando Leal da Costa admite que há uma transferência dos utentes para os serviços privados, mas o Secretário de Estado Adjunto do Ministério da Saúde, convidado do Fórum TSF, desvaloriza os dados que o Instituto Nacional de Estatística revelou ontem, e que vão nesse sentido.

Depois de analisar os dados registados entre 2002 e 2013, o INE diz que há menos camas de internamento nos hospitais públicos e mais nas unidades privadas.

Resulta ainda desta análise a conclusão de que diminuíram também os serviços de urgência básica e de atendimento permanente nos centros de saúde.

Leal da Costa, no Fórum TSF, admitiu que existe de facto uma transferência para os hospitais privados, mas esclareceu que parte dessas transferências é suportada pelo Estado, demonstrando assim que este cenário não se deve a um esforço de alívio das contas públicas.

Na TSF, o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde reafirmou, ainda, a necessidade de ser repensado o modelo de financiamento da saúde pública.

Para o Ministro da Saúde, não se devem compararar dados que não são comparáveis.

Paulo Macedo desvaloriza também os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e prefere falar nos ganhos em saúde, dos últimos 13 anos, dizendo ainda que a modernização no setor no ano passado representou uma poupança de 95 milhões de euros.

4.3.12

Demora na reposta da Segurança Social aumenta dias de internamento

in Diário de Notícias

Uma maior demora na resposta da Segurança Social aos casos de internamentos por motivos sociais obriga a um acréscimo de dias dos doentes nos hospitais, segundo algumas instituições hospitalares.

As situações de protelamento de alta clínica por motivos sociais têm vindo a aumentar em muitos hospitais do país, como é o caso do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra).

Além do aumento do número de situações, tem-se "registado também atualmente uma demora maior, por parte da Segurança Social, na resposta a estas situações, o que traz um acréscimo de dias de internamento apenas por motivo social", disse à Lusa a coordenadora do Serviço Social do hospital.

"Trata-se de situações em que o apoio domiciliário (prestado por instituições da comunidade) se revela insuficiente face às necessidades de suporte social dos utentes" ou em que os doentes e os familiares não têm meios para suportar a mensalidade de um lar, explica Adélia Gomes.

Os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) referem que muitos destes casos são idosos que vivem sozinhos e sem familiares com condições para os acolher.

"Nesses casos, o ingresso em lar, comparticipado pela Segurança Social, é muito difícil e alguns ficam internados demasiado tempo", lamentam.

O Centro Hospitalar de Lisboa Central (São José, Capuchos, Santa Marta e Dona Estefânia) refere que, neste processo, há vários constrangimentos a considerar: "insuficiência económica do doente para se organizar uma resposta imediata, inexistência de uma rede suporte familiar, falta de condições habitacionais, estruturas comunitárias saturadas, a burocracia relacionada com autorização de subsídios sociais para integração em lar ou a própria dependência cognitiva do doente".

Contactado pela agência Lusa, o Instituto de Segurança Social (ISS) adiantou que, "apesar de existir uma grande preocupação por parte da Segurança Social no alargamento da rede de lar de idosos, nomeadamente através da celebração de acordos de cooperação com Instituições Particulares de Solidariedade Social, verifica-se que a procura tem sido superior ao número de vagas disponíveis".

Contudo, assegura, "nenhuma situação fica por responder quando se trata de intervir para colmatar uma necessidade de cariz social".

O ISS refere que "existe uma articulação direta e permanente entre os serviços sociais dos hospitais e os serviços sociais da Segurança Social no sentido de encontrar resposta aos casos que carecem de intervenção".

A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) tem sido uma resposta para muitos destes casos, segundo os hospitais.

O ISS salienta que "a forma como a alta é gerida condiciona o sucesso da intervenção e a manutenção dos resultados obtidos" e que, por essa razão, "importa proceder à avaliação das necessidades dos doentes, atempadamente, envolvendo no processo de preparação os familiares/cuidadores dos mesmos de modo a garantir a continuidade de cuidados".

Relativamente aos processos de admissão e gestão de listas de espera, o ISS refere que estas instituições têm autonomia nesses processos, uma vez que a Segurança Social não procede à gestão direta das vagas.

"São as instituições que, pela proximidade geográfica e conhecimento aprofundado que têm das comunidades, melhor estão habilitadas a identificar as situações prioritárias para acolhimento nesta resposta social", acrescenta.