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2.4.13

Portugueses pagaram menos pela luz em 2012

in Jornal de Notícias

Os portugueses pagaram menos pela fatura de eletricidade no ano passado pelo facto de uma boa parte das famílias ter deixado a tarifa regulada e ter aderido ao mercado livre, refere um relatório da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

Segundo o relatório do mercado retalhista de eletricidade de 2012, os preços praticados em mercado livre "estão cerca de 10% abaixo das tarifas reguladas em vigor", sendo que "os comercializadores no mercado liberalizado começaram a apresentar ofertas de tarifa bi-horária no quarto trimestre de 2012".

Pedro Verdelho, responsável pela direção de tarifas e preços da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), afirmou à Lusa que os consumidores de baixa tensão normal (BTN), neste caso, um casal com dois filhos com um consumo anual de 5000 kWh e com uma potência contratada de 6,9 kVA e que continuaram na EDP Serviço Universal pagaram durante o ano de 2012 cerca de 1005 euros, enquanto que os que mudaram para o mercado livre tiveram uma fatura anual entre os 905,23 euros e os 985,54 euros.

O responsável refere ainda que durante o ano passado, a quota do mercado regulado - aqueles que pagaram 1005 euros por ano - baixou de 90% para 80%. Ou seja, em 2012 houve uma transferência de 10 pontos percentuais das famílias que passaram a pagar menos na fatura de eletricidade.

Na comparação de ofertas tarifárias, a ERSE indica que um casal sem filhos, com um consumo anual de 1900 kWh e com potência contratada de 3,45kVA, também obteve uma baixa de preços: quem continuou nas tarifas reguladas pagou 404,21 euros, quem saiu para o mercado liberalizado pagou entre 363,91 euros e 396,08 euros por ano.

Já um casal com quatro filhos, com um consumo anual de 10900 kWh e uma potência contratada de 13,8 kVA, a situação mantém-se: quem continuou com a tarifa regulada pagou 2193,45 euros, quem foi para o mercado liberalizado pagou entre 1979,14 euros e 2185,23 euros.

Pedro Verdelho adianta, perante estes dados, que "a liberalização de mercado contribuiu para uma redução da tarifa média paga pelos consumidores domésticos".

O relatório indica também que no segmento doméstico existiam no final de 2012 "seis comercializadores (EDP Comercial, EDP Serviço Universal, Endesa, Galp, Gas Natural Fenosa e Iberdrola)", sendo que "o aumento de ofertas comerciais analisado conduziu a uma crescente transferência de consumidores para o mercado liberalizado".

O responsável da ERSE disse que "os consumidores têm vindo a fazer a transição para o mercado de forma gradual, verificando-se que, até ao final de janeiro deste ano, cerca de 1,5 milhões de consumidores são já fornecidos por comercializadores de mercado".

23.1.13

Mais de um milhão de consumidores de eletricidade no mercado livre

in TSF

Em termos globais, o mercado liberalizado representa já 60% do consumo total. Em dezembro, o número de consumidores de eletricidade no mercado livre ultrapassou um milhão.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) salienta no relatório mensal do mercado liberalizado de eletricidade o facto de, no final do ano de 2012 «e em termos absolutos, o número acumulado de clientes em atividade no mercado livre ter ultrapassado um milhão (1.063.883 clientes)», sendo que o crescimento líquido «foi em dezembro de cerca de 185 mil clientes, o maior verificado até à data».

Durante dezembro de 2012, mudaram para o mercado livre de eletricidade cerca de 6 mil famílias por dia.

De acordo com o relatório da ERSE, o número de clientes no mercado livre cresceu em dezembro cerca de 21%, depois do crescimento de 9,6% registado em novembro, salientando que, desde dezembro de 2011, que o número de consumidores «quase triplicou».

O regulador refere que se registou «uma aceleração das migrações para o regime de mercado desde o início de 2012 e em especial no último semestre, salientando-se este último mês cujo aumento da migração para o mercado liberalizado foi o maior até agora registado».

Em termos globais, o mercado liberalizado «representa já 60% do consumo total», aumentando em 11 pontos percentuais face a dezembro de 2011 no seu peso relativo em termos de consumo abastecido, indica a ERSE.

Enquanto a quase totalidade dos consumos de grandes consumidores (97% do total) está já no mercado livre, o consumo das famílias em mercado livre «é ainda de cerca de 17% do total do segmento, com um crescimento muito visível nos últimos meses», observa o regulador.

A adesão dos consumidores domésticos ao mercado livre decorre do acordo entre a troika e o Governo para extinguir as tarifas reguladas até 31 de dezembro de 2012.

A partir de 1 de janeiro deste ano passaram a vigorar tarifas transitórias para os pequenos consumidores que serão revistas de três em três meses até 31 de dezembro de 2015 pela ERSE.

Segundo o regulador, o último impulso de extinção das tarifas reguladas envolve mais de 5 milhões de consumidores, os quais representam cerca de 57% do consumo global do conjunto de consumidores para os quais ainda existia tarifa regulada.

2.1.13

Famílias têm três anos para optar pelo mercado liberalizado de eletricidade e gás

in Jornal de Notícias

A eletricidade vai subir 2,8% e o gás vai aumentar 2,5% a partir de janeiro, valor que será revisto trimestralmente até ao final de 2015, prazo limite para as famílias portuguesas escolherem um operador no mercado liberalizado.

O aumento de 2,8% nas tarifas de venda a clientes finais para 2013 é de 1,24 euros, para uma fatura média mensal de 47 euros, abrangendo a maioria das famílias portuguesas, cerca de 5,6 milhões de consumidores.

Por seu lado, as tarifas transitórias do gás para os consumidores domésticos e pequenas empresas, com consumos até 10 mil metros cúbicos, que se encontram no mercado regulado, sofrem um acréscimo de 2,5% a partir de 1 de janeiro de 2013.

O regulador do mercado energético (ERSE) vai apresentar tarifas transitórias no gás e na eletricidade de três em três meses até ao dia 31 de dezembro de 2015, altura em que o mercado ficará totalmente liberalizado e em que os consumidores terão de escolher o seu fornecedor de energia.

Os tarifários da ERSE servem de referência a todos os comercializadores do mercado liberalizado, onde se posicionam a EDP, Galp, Endesa, Gas Natural Fenosa e Iberdrola.

O Governo já demonstrou a intenção de criar um preço de referência para a luz e gás mesmo após o fim das tarifas reguladas, a partir de 2015, de forma a travar possíveis aumentos de preços desproporcionados.

As famílias portuguesas, a partir de janeiro, se assim o pretenderem, deixarão de ter faturas da luz e do gás com tarifas impostas pelo Estado e poderão escolher os preços das várias empresas que estão no mercado livre.

Esta viragem, por imposição do memorando assinado por Portugal com a 'troika', irá fazer com que mais de 4,7 milhões de consumidores de eletricidade e 1,1 milhões de gás sejam 'obrigados' a transitarem para o mercado até 31 de dezembro de 2015.

A transição dos atuais consumidores de preços regulados pelo Estado para o mercado livre - que não é obrigatória durante os próximos três anos -, deve, no entanto, ser ponderada tendo em conta as alterações sucessivas que a ERSE irá fazer de três em três meses nos preços da luz e do gás, a chamada tarifa transitória.

A juntar a isto, os operadores de mercado livre, entre os quais os atuais incumbentes (a EDP na eletricidade e a Galp no gás) estão já a preparar terreno para conseguirem convencer os consumidores a manterem-se como seus clientes e, ao mesmo tempo, a tentar 'roubar' aos outros, oferecendo descontos e campanhas especiais.

A EDP, por exemplo, está a oferecer descontos na luz e no gás numa fatura comum, de forma a conseguir atuais clientes de gás da tarifa regulada da Galp, enquanto que a petrolífera oferece também uma fatura comum para atrair consumidores de eletricidade que estão neste momento como clientes da EDP com preços regulados.

A 'guerra' pela conquista de clientes que vão ficar 'órfãos' do mercado regulado vai prolongar-se até final de 2015. No entanto, já este ano se assistiu ao que se avizinha para 2013, com a EDP e a Galp a protagonizarem esta batalha, tendo como 'intrusos' as espanholas Endesa e Iberdrola.

Por enquanto, as empresas a atuar no mercado livre dizem que não têm grande espaço de manobra para fazer melhores ofertas aos clientes do mercado regulado porque o aumento de preços do gás e da luz até março apenas acompanham a inflação e não refletem o verdadeiro custo da energia, o que torna as tarifas livres menos atrativas.

Para os consumidores que optem pelo mercado livre, a ERSE tem vindo a alertar para vários aspetos a ter em conta, como, por exemplo, a gratuitidade da mudança de comercializador, mantendo o mesmo contador, ou seja, o cliente que fizer a transição terá basicamente de assinar um contrato deixando para o novo operador o tratamento burocrático sem quaisquer custos.