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27.4.15

Mulheres continuam a sofrer discriminação económica e social

in Jornal de Notícias

As mulheres continuam a sofrer de discriminação económica e social e serem forçadas a ajustar-se a um "mundo de homens".

Globalmente, há mais desemprego feminino do que masculino, e mesmo quando trabalham, as mulheres recebem salários inferiores em tarefas equivalentes.

Segundo o estudo, os rendimentos das mulheres são globalmente 24% inferiores aos dos homens, desigualdade que afeta também países mais desenvolvidos e com políticas de promoção do emprego feminino.

Por exemplo, na Alemanha a discrepância chega a ser maior: as mulheres recebem, em média, menos 50% do que os homens.

Estes são algumas das conclusões do estudo "Progresso das Mulheres do Mundo 2015: Transformar Economias, Realizar Desejos", produzido pela ONU Mulheres, a organização dentro das Nações Unidas dedicada à igualdade e emancipação das mulheres.

O documento é publicado numa altura em que a comunidade internacional discute a agenda do desenvolvimento para o pós-2015 e coincide com o 20º aniversário da comemoração da 4ª Conferência Mundial sobre Mulheres, em Pequim, que determinou uma agenda para melhorar a igualdade entre géneros.

Desde 1995, reconhece, existiu progresso, nomeadamente num maior acesso de mulheres ao ensino, à participação política e posições de liderança e também a maior proteção jurídica contra violência e a discriminação laboral, económica e social.

Porém, referem os autores, as mulheres continuam na generalidade em trabalhos pouco qualificados e baixos salários e muitas vezes sem acesso a cuidados de saúde, água potável ou saneamento básico.

O relatório determina 10 prioridades para a ação pública, começando por reivindicar mais e melhores empregos para mulheres, a redução da disparidade profissional e salarial entre homens e mulheres, o fortalecimento da segurança económica das mulheres ao longo da vida, a redução e redistribuição do trabalho doméstico e o investimento em serviços sociais com consciência das questões de género.

20.10.14

Mulheres rurais as mais discriminadas

in Fátima Missionária

As mulheres que vivem em meio rural são responsáveis por metade da produção de alimentos a nível mundial. Mas continuam a ficar mais pobres e mais vulneráveis às violações de direitos humanos


Apesar dos índices de fome e da pobreza terem diminuído nas últimas décadas a nível mundial, o número de mulheres pobres aumentou, sobretudo na América Latina e Caribe, revela a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), sublinhando que nesta região 58 milhões de mulheres vivem em zonas rurais e 4,5 milhões são produtoras agropecuárias, o que as torna indispensáveis na segurança alimentar.

Segundo o representante regional da FAO para a América Latina e Caribe, Raúl Benítez, «na América Latina, 40 por cento das mulheres rurais maiores de 15 anos não têm rendimentos próprios e mais de metade das trabalhadoras agrícolas vivem abaixo da linha de pobreza».

Dado que as mulheres têm menos acesso que os homens à propriedade da terra, aos serviços financeiros e a outros meios para aumentar a produção agrícola, todos ficam a perder, pois se as produtoras agrícolas tivessem as mesmas condições que os homens, seria possível alimentar mais 150 milhões de pessoas no mundo, destaca o responsável.

Para reverter a situação, é fundamental «mudar ideias arcaicas e profundamente arraigadas sobre os papéis do homem e da mulher, que impedem a plena participação das mulheres na adoção de decisões e no desenvolvimento social e económico», defende Raúl Benítez, citado pela agência Adital.