in Diário de Notícias
O fosso entre os mais ricos e os mais pobres está a crescer e, no próximo ano, segundo prevê a Oxfam, o património acumulado pelos bilionários do 1% vai ultrapassar o dos restantes 99%.
Um por cento da população mundial está muito perto de ter mais dinheiro e riqueza do que o resto do mundo, ou seja, que os restantes 99%. Aliás, segundo um relatório da organização não-governamental britânica Oxfam, as 80 pessoas mais ricas do mundo já têm tanto dinheiro como 50% da população do planeta, ou seja, 3,5 mil milhões de pessoas.
Mais grave é que essa riqueza tenha crescido 50%, mais 600 mil milhões de dólares, em apenas quatro anos, entre 2010 e 2104, nota o relatório. Ou seja, o fosso entre os mais ricos e os mais pobres está a crescer e, no próximo ano, segundo prevê a Oxfam, o património acumulado pelos bilionários do 1% vai ultrapassar o dos restantes 99%.
E quem são os bilionários do 1%? Baseando-se nos dados da lista da Forbes, a Oxfam nota que 30% dos 1645 bilionários são norte-americanos, e que mais de um terço herdou parte ou a totalidade da sua riqueza. Mais 90% são homens e a única mulher no top 10, no último lugar, é Abigail Johnson, presidente da Fidelity Investments.
A organização não-governamental britânica salienta ainda a predominância de bilionários ligados ao setor financeiro e a ascensão de outros com negócios no setor da saúde - dois setores que, nota, gastam muitos milhões em lobbying.
No outro extremo, uma em cada dez pessoas não tem o suficiente para comer e mais de mil milhões vivem com menos de um euro por dia, salientou a diretora-executiva da agência, Winnie Byanyima, que vai copresidir ao Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça. Aliás, 80% da população mundial tem de viver com apenas 5,5% de toda a riqueza produzida.
O documento é apresentado em vésperas do arranque do Fórum Económico, onde Byanyima vai pedir ações urgentes para combater as desigualdades, a começar pelo apertar das regras fiscais para contrariar a evasão fiscal, pela criação de salários mínimos ou ainda através da criação de sistemas de proteção social para os mais pobres.
Mais de 300 dirigentes mundiais, incluindo a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, François Hollande, o primeiro-ministro chinês, Li Kepiang, e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, deverão participar na 45.ª edição do fórum.
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19.1.15
25.6.14
Risco de pobreza extrema para 400 milhões de pessoas
Ana Gaspar, in Jornal de Notícias
Garantir que até 2022 ninguém viva com menos de 1,25 dólares por dia é uma das metas apresentadas pela Oxfam. A ONG diz que a concentração da riqueza é atualmente uma "desigualdade sem precedentes".
O fosso entre ricos e pobres continua a ser cada vez maior. Em janeiro, segundo a organização não governamental (ONG) Oxfam, as 85 pessoas mais ricas do mundo tinham os mesmos recursos económicos que a metade mais pobre da população mundial - cerca de 3,5 milhões de cidadãos.
Na última semana, a mesma ONG revelou que em 2030 haverá 400 milhões de pessoas a viver em pobreza extrema, caso a trajetória de crescimento que fomenta a desigualdade não seja alterada.
Podem consultar aqui o relatório da OXFAM
Garantir que até 2022 ninguém viva com menos de 1,25 dólares por dia é uma das metas apresentadas pela Oxfam. A ONG diz que a concentração da riqueza é atualmente uma "desigualdade sem precedentes".
O fosso entre ricos e pobres continua a ser cada vez maior. Em janeiro, segundo a organização não governamental (ONG) Oxfam, as 85 pessoas mais ricas do mundo tinham os mesmos recursos económicos que a metade mais pobre da população mundial - cerca de 3,5 milhões de cidadãos.
Na última semana, a mesma ONG revelou que em 2030 haverá 400 milhões de pessoas a viver em pobreza extrema, caso a trajetória de crescimento que fomenta a desigualdade não seja alterada.
Podem consultar aqui o relatório da OXFAM
12.9.13
Portugal arrisca ser um dos países mais desiguais do Mundo devido à austeridade
in Jornal de Notícias
Portugal arrisca-se a ser um dos países mais desiguais do mundo se a política de austeridade prosseguir, preveniu, esta quinta-feira, a organização não-governamental Oxfam.
A ONG fez este aviso ao divulgar um relatório sobre a luta contra a pobreza, na véspera de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE).
À escala da Europa, se a política de austeridade for mantida pelos dirigentes políticos, há o risco de 25 milhões de europeus caírem numa situação de pobreza até 2025, quantificou a Oxfam.
No documento, a organização entende que o modelo europeu "está diretamente colocado em questão por políticas de austeridade mal concebidas".
A diretora do ramo europeu da Oxfam, Natalia Alonso, em declarações à agência noticiosa AFP, criticou o recuo dos direitos sociais, "os cortes radicais nos orçamentos da segurança social, da saúde e da educação, a redução dos direitos dos trabalhadores e uma fiscalidade injusta", ingredientes desde há três anos das purgas económicas destinadas alegadamente a recuperar as finanças públicas na Europa.
"Em 2011, na União Europeia, 120 milhões de pessoas viviam na pobreza [definida como correspondendo a menos de 60% do rendimento mediano], número que poderá aumentar de 15 a 25 milhões se a austeridade continuar", estimou.
Este possível resultado elevaria para o equivalente a mais de um quarto da população a quantidade de pessoas ameaçada pela pobreza, incluindo pessoas empregadas.
Por junto, a Oxfam nega qualquer eficácia às medidas de "redução cega da dívida", que prejudicaram o crescimento e dispararam o desemprego para níveis recorde, cuja pertinência está a motivar um debate inclusive entre os seus promotores.
Intitulado "A Armadilha da Austeridade", o relatório destaca o agravamento das desigualdades, em benefício dos "10% mais ricos da população europeia".
Os países sujeitos ao regime de austeridade, com a ONG a particularizar os casos de Portugal e Grécia, em troca de uma assistência financeira da UE e do Fundo Monetário Internacional, mas também a Espanha e o Reino Unido, "situar-se-ão em breve entre os países mais desiguais do mundo", se prosseguirem as suas políticas, disse Alonso.
Invocando as lições das experiências similares de quebra social vividas pela América latina e Ásia do sudeste nas décadas de 1980 e 1990, a ONG apela "aos Estados membros da UE para que defendam um novo modelo económico e social", assente numa fiscalidade justa e em investimentos públicos nos serviços e na inovação.
Portugal arrisca-se a ser um dos países mais desiguais do mundo se a política de austeridade prosseguir, preveniu, esta quinta-feira, a organização não-governamental Oxfam.
A ONG fez este aviso ao divulgar um relatório sobre a luta contra a pobreza, na véspera de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE).
À escala da Europa, se a política de austeridade for mantida pelos dirigentes políticos, há o risco de 25 milhões de europeus caírem numa situação de pobreza até 2025, quantificou a Oxfam.
No documento, a organização entende que o modelo europeu "está diretamente colocado em questão por políticas de austeridade mal concebidas".
A diretora do ramo europeu da Oxfam, Natalia Alonso, em declarações à agência noticiosa AFP, criticou o recuo dos direitos sociais, "os cortes radicais nos orçamentos da segurança social, da saúde e da educação, a redução dos direitos dos trabalhadores e uma fiscalidade injusta", ingredientes desde há três anos das purgas económicas destinadas alegadamente a recuperar as finanças públicas na Europa.
"Em 2011, na União Europeia, 120 milhões de pessoas viviam na pobreza [definida como correspondendo a menos de 60% do rendimento mediano], número que poderá aumentar de 15 a 25 milhões se a austeridade continuar", estimou.
Este possível resultado elevaria para o equivalente a mais de um quarto da população a quantidade de pessoas ameaçada pela pobreza, incluindo pessoas empregadas.
Por junto, a Oxfam nega qualquer eficácia às medidas de "redução cega da dívida", que prejudicaram o crescimento e dispararam o desemprego para níveis recorde, cuja pertinência está a motivar um debate inclusive entre os seus promotores.
Intitulado "A Armadilha da Austeridade", o relatório destaca o agravamento das desigualdades, em benefício dos "10% mais ricos da população europeia".
Os países sujeitos ao regime de austeridade, com a ONG a particularizar os casos de Portugal e Grécia, em troca de uma assistência financeira da UE e do Fundo Monetário Internacional, mas também a Espanha e o Reino Unido, "situar-se-ão em breve entre os países mais desiguais do mundo", se prosseguirem as suas políticas, disse Alonso.
Invocando as lições das experiências similares de quebra social vividas pela América latina e Ásia do sudeste nas décadas de 1980 e 1990, a ONG apela "aos Estados membros da UE para que defendam um novo modelo económico e social", assente numa fiscalidade justa e em investimentos públicos nos serviços e na inovação.
Austeridade pode levar mais 25 milhões de europeus para a pobreza até 2025
in Jornal de Notícias
A organização Oxfam International alerta que se prosseguirem as medidas de austeridade na Europa podem cair em situações de pobreza mais 15 a 25 milhões de pessoas até 2025, num relatório divulgado pela organização.
No relatório "A cautionary tale: The true cost of austerity and inequality in Europe" ('Um conto moral: o verdadeiro custo da austeridade e da desigualdade na Europa'), a organização de luta contra a pobreza defende que o caminho da austeridade já foi usado no passado noutros países e "falhou", pelo que "não pode acontecer novamente".
"Em 2011, 120 milhões de pessoas na Europa enfrentaram as perspetivas de viver em pobreza. A Oxfam calcula que isto possa aumentar em pelo menos 15 milhões e até 25 milhões, em resultado das medidas contínuas de austeridade", o equivalente à população da Holanda e da Áustria juntas, lê-se no documento, que refere que "as mulheres vão ser as mais afetadas".
"Se as tendências atuais se mantiverem, alguns países na Europa vão ter em breve níveis de desigualdade que vão estar entre os mais elevados no mundo", advertem os autores do documento, acrescentando que pode demorar entre 10 a 15 anos para que os níveis de pobreza voltem aos registados antes de 2008.
A Oxfam, fundada em 1995 por 17 organizações não governamentais, estima que, mantendo-se as políticas focadas sobretudo na consolidação orçamental nos países europeus, os cidadãos vão ter perdas salariais reais durante muitos anos e que "a erosão da capacidade de negociação coletiva dos contratos de trabalho e dos direitos laborais vai criar condições para a manutenção de uma tendência crescente do trabalho na pobreza".
Para explicar que "isto não tem de ser assim", a Oxfam evoca as crises das décadas de 1980 e 1990 na América Latina, as crises da última década do século passado na África subsaariana e a do final dos anos 1990 no sudeste asiático para apontar as lições que a Europa deve aprender com o passado.
"A Europa devia aprender duas lições importantes com as crises de dívida anteriores noutras regiões: que uma dívida insustentável é uma dívida impagável, que exige um processo de arbitragem justo e transparente que possa incluir uma reestruturação alargada ou o cancelamento da dívida, e que quanto mais cedo a espiral de crescimento da dívida for atacada pelos Estados-membros e pela União Europeia melhor", alerta a Oxfam.
Além disso, a instituição considera que são precisas "intervenções públicas corajosas que ataquem as verdadeiras causas da crise, com o objetivo de ter um mundo mais justo e mais igualitário".
Neste sentido, a Oxfam deixa quatro recomendações aos governos europeus: investir nas pessoas e no crescimento económico, investir nos serviços públicos, reforçar a democracia institucional e construir sistemas fiscais justos.
No prefácio do documento, Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia e antigo economista-chefe do Banco Mundial, afirma que "a onda de austeridade económica que varreu a Europa corre o risco de provocar danos sérios e permanentes ao modelo social do continente".
"Como economistas, incluindo eu próprio, temos há muito previsto que a austeridade só tem penalizado o crescimento da Europa (...) Pior: está a contribuir para a desigualdade que vai tornar as fraquezas económicas mais duradouras e contribuir, desnecessariamente, para o sofrimento dos desempregados e dos pobres por muitos anos", antecipa.
A organização Oxfam International alerta que se prosseguirem as medidas de austeridade na Europa podem cair em situações de pobreza mais 15 a 25 milhões de pessoas até 2025, num relatório divulgado pela organização.
No relatório "A cautionary tale: The true cost of austerity and inequality in Europe" ('Um conto moral: o verdadeiro custo da austeridade e da desigualdade na Europa'), a organização de luta contra a pobreza defende que o caminho da austeridade já foi usado no passado noutros países e "falhou", pelo que "não pode acontecer novamente".
"Em 2011, 120 milhões de pessoas na Europa enfrentaram as perspetivas de viver em pobreza. A Oxfam calcula que isto possa aumentar em pelo menos 15 milhões e até 25 milhões, em resultado das medidas contínuas de austeridade", o equivalente à população da Holanda e da Áustria juntas, lê-se no documento, que refere que "as mulheres vão ser as mais afetadas".
"Se as tendências atuais se mantiverem, alguns países na Europa vão ter em breve níveis de desigualdade que vão estar entre os mais elevados no mundo", advertem os autores do documento, acrescentando que pode demorar entre 10 a 15 anos para que os níveis de pobreza voltem aos registados antes de 2008.
A Oxfam, fundada em 1995 por 17 organizações não governamentais, estima que, mantendo-se as políticas focadas sobretudo na consolidação orçamental nos países europeus, os cidadãos vão ter perdas salariais reais durante muitos anos e que "a erosão da capacidade de negociação coletiva dos contratos de trabalho e dos direitos laborais vai criar condições para a manutenção de uma tendência crescente do trabalho na pobreza".
Para explicar que "isto não tem de ser assim", a Oxfam evoca as crises das décadas de 1980 e 1990 na América Latina, as crises da última década do século passado na África subsaariana e a do final dos anos 1990 no sudeste asiático para apontar as lições que a Europa deve aprender com o passado.
"A Europa devia aprender duas lições importantes com as crises de dívida anteriores noutras regiões: que uma dívida insustentável é uma dívida impagável, que exige um processo de arbitragem justo e transparente que possa incluir uma reestruturação alargada ou o cancelamento da dívida, e que quanto mais cedo a espiral de crescimento da dívida for atacada pelos Estados-membros e pela União Europeia melhor", alerta a Oxfam.
Além disso, a instituição considera que são precisas "intervenções públicas corajosas que ataquem as verdadeiras causas da crise, com o objetivo de ter um mundo mais justo e mais igualitário".
Neste sentido, a Oxfam deixa quatro recomendações aos governos europeus: investir nas pessoas e no crescimento económico, investir nos serviços públicos, reforçar a democracia institucional e construir sistemas fiscais justos.
No prefácio do documento, Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia e antigo economista-chefe do Banco Mundial, afirma que "a onda de austeridade económica que varreu a Europa corre o risco de provocar danos sérios e permanentes ao modelo social do continente".
"Como economistas, incluindo eu próprio, temos há muito previsto que a austeridade só tem penalizado o crescimento da Europa (...) Pior: está a contribuir para a desigualdade que vai tornar as fraquezas económicas mais duradouras e contribuir, desnecessariamente, para o sofrimento dos desempregados e dos pobres por muitos anos", antecipa.
Portugal arrisca ser um dos países mais desiguais devido à austeridade
in TVI24
ONG OXfam fez este aviso ao divulgar um relatório sobre a luta contra a pobreza, na véspera de uma reunião dos ministros das Finanças da
A ONG fez este aviso ao divulgar um relatório sobre a luta contra a pobreza, na véspera de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE).
Austeridade pode levar mais 25 milhões para a pobreza
À escala da Europa, se a política de austeridade for mantida pelos dirigentes políticos, há o risco de 25 milhões de europeus caírem numa situação de pobreza até 2025, quantificou a Oxfam.
No seu documento, a organização entende que o modelo europeu «está diretamente colocado em questão por políticas de austeridade mal concebidas».
A diretora do ramo europeu da Oxfam, Natalia Alonso, em declarações à agência noticiosa AFP criticou o recuo dos direitos sociais, «os cortes radicais nos orçamentos da segurança social, da saúde e da educação, a redução dos direitos dos trabalhadores e uma fiscalidade injusta», ingredientes desde há três anos das purgas económicas destinadas alegadamente a recuperar as finanças públicas na Europa.
«Em 2011, na União Europeia, 120 milhões de pessoas viviam na pobreza [definida como correspondendo a menos de 60% do rendimento mediano], número que poderá aumentar de 15 a 25 milhões se a austeridade continuar», estimou.
Este possível resultado elevaria para o equivalente a mais de um quarto da população a quantidade de pessoas ameaçada pela pobreza, incluindo empregadas.
Por junto, a Oxfam nega qualquer eficácia às medidas de «redução cega da dívida», que prejudicaram o crescimento e dispararam o desemprego para níveis recorde, cuja pertinência está a motivar um debate inclusive entre os seus promotores.
Intitulado «A Armadilha da Austeridade», o relatório destaca o agravamento das desigualdades, em benefício dos «10% mais ricos da população europeia».
Os países sujeitos ao regime de austeridade, com a ONG a particularizar os casos de Portugal e Grécia, em troca de uma assistência financeira da UE e do Fundo Monetário Internacional, mas também a Espanha e o Reino Unido, «situar-se-ão em breve entre os países mais desiguais do mundo», se prosseguirem as suas políticas, disse Alonso.
Invocando as lições das experiências similares de quebra social vividas pela América latina e Ásia do sudeste nas décadas de 1980 e 1990, a ONG apela «aos Estados membros da UE para que defendam um novo modelo económico e social», assente numa fiscalidade justa e em investimentos públicos nos serviços e na inovação., escreve a Lusa.
ONG OXfam fez este aviso ao divulgar um relatório sobre a luta contra a pobreza, na véspera de uma reunião dos ministros das Finanças da
A ONG fez este aviso ao divulgar um relatório sobre a luta contra a pobreza, na véspera de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE).
Austeridade pode levar mais 25 milhões para a pobreza
À escala da Europa, se a política de austeridade for mantida pelos dirigentes políticos, há o risco de 25 milhões de europeus caírem numa situação de pobreza até 2025, quantificou a Oxfam.
No seu documento, a organização entende que o modelo europeu «está diretamente colocado em questão por políticas de austeridade mal concebidas».
A diretora do ramo europeu da Oxfam, Natalia Alonso, em declarações à agência noticiosa AFP criticou o recuo dos direitos sociais, «os cortes radicais nos orçamentos da segurança social, da saúde e da educação, a redução dos direitos dos trabalhadores e uma fiscalidade injusta», ingredientes desde há três anos das purgas económicas destinadas alegadamente a recuperar as finanças públicas na Europa.
«Em 2011, na União Europeia, 120 milhões de pessoas viviam na pobreza [definida como correspondendo a menos de 60% do rendimento mediano], número que poderá aumentar de 15 a 25 milhões se a austeridade continuar», estimou.
Este possível resultado elevaria para o equivalente a mais de um quarto da população a quantidade de pessoas ameaçada pela pobreza, incluindo empregadas.
Por junto, a Oxfam nega qualquer eficácia às medidas de «redução cega da dívida», que prejudicaram o crescimento e dispararam o desemprego para níveis recorde, cuja pertinência está a motivar um debate inclusive entre os seus promotores.
Intitulado «A Armadilha da Austeridade», o relatório destaca o agravamento das desigualdades, em benefício dos «10% mais ricos da população europeia».
Os países sujeitos ao regime de austeridade, com a ONG a particularizar os casos de Portugal e Grécia, em troca de uma assistência financeira da UE e do Fundo Monetário Internacional, mas também a Espanha e o Reino Unido, «situar-se-ão em breve entre os países mais desiguais do mundo», se prosseguirem as suas políticas, disse Alonso.
Invocando as lições das experiências similares de quebra social vividas pela América latina e Ásia do sudeste nas décadas de 1980 e 1990, a ONG apela «aos Estados membros da UE para que defendam um novo modelo económico e social», assente numa fiscalidade justa e em investimentos públicos nos serviços e na inovação., escreve a Lusa.
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