Mostrar mensagens com a etiqueta Portuguses - Poupanças. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portuguses - Poupanças. Mostrar todas as mensagens

15.1.13

Portugueses continuam a poupar apesar da crise

Hugo Neutel, in TSF

A conclusão consta de um estudo da seguradora Zurich que mostra também que em cada cinco portugueses, quatro consideram importante fazer um "pé-de-meia".

De acordo com o estudo, 80 por cento dos portugueses entende que é importante poupar para a reforma e, para isso, admite cortar em férias, viagens, roupa e restaurantes.

No entanto, existem áreas que continuam praticamente intocáveis, como a educação, a habitação e a alimentação, mesmo que tal signifique um menor grau de poupança. Nos seguros, os portugueses também não querem cortar.

O estudo da Zurich mostra que um terço dos inquiridos confessa não ter forma de colocar dinheiro de parte, ou seja, dois terços entende que tem meios para isso.

Ainda assim, Portugal surge no último lugar da lista de capacidades de poupança dos sete países analisados, que incluem a Itália, a Suiça, a Alemanha, a Ááustria, a Rússia e Espanha.

Destes países, Portugal é aquele em que a crise económica provoca maior preocupação nos inquiridos, mas é em Espanha que o medo em relação ao desemprego é maior.

O inquérito registou as opiniões de 500 portugueses em meados de novembro.

31.10.12

Dia Mundial da Poupança - Portugueses pouparam 11 euros em cada 100 disponíveis

in Público on-line

As sucessivas dietas de austeridade e a incerteza em relação ao futuro estão a levar os portugueses a poupar mais.

Por cada 100 euros do rendimento disponível, colocaram de lado perto de 11 euros entre Junho de 2011 e Junho de 2012, mostram os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados em Setembro e recordados a propósito do Dia Mundial da Poupança, que se comemora nesta quinta-feira.

A taxa de poupança das famílias aumentou para 10,9%, mais 0,2 pontos percentuais do que nas contas anteriores do INE, relativas ao período entre Março de 2011 e Março de 2012.

Apesar de a diminuição do rendimento disponível poder limitar a capacidade de poupança, numa altura de austeridade e desemprego elevado, as famílias procuram pôr de lado algum dinheiro. Isso mesmo mostra o indicador da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) e pela Universidade Católica em relação aos últimos meses.

Embora tenha recuado de Julho para Agosto, o indicador voltou a subir em Setembro e sugere que a poupança em percentagem do Produto Interno Bruto está “significativamente” acima da média desde 2000.

As expectativas de desemprego voltaram a subir em Setembro, o que, segundo a APFIPP e a Universidade Católica, “pode conduzir a um aumento das taxas de poupança por motivos de precaução”. Segundo o Jornal de Negócios, a taxa de poupança atingiu no ano terminado em Junho o valor mais alto desde 2003.

Ouvido pela TSF, Fernanda Santos, da DECO, diz ser fundamental poupar mesmo num período de crise. E aconselha: “Se as pessoas optassem por levar refeições de casa para o trabalho ou para a escola, podia haver uma poupança de 100 euros por mês”.

Mil milhões em novas subscrições de PPR
Para além da descida do rendimento das famílias, a redução dos incentivos fiscais e a estratégia da banca estão também a levar a uma queda na procura de PPR, segundo da Associação Portuguesa de Seguradores (APS). O presidente da APS, Pedro Seixas Vale, diz à Lusa que este ano foram feitas novas subscrições de Planos Poupança-Reforma (PPR) no valor de 600 milhões de euros.

Até ao final do ano, é esperado pela APS que o montante suba para mil milhões de euros. “Desde Maio de 2011, o montante aplicado em PPR geridos pelas seguradoras em Portugal caiu 14%, de 13,8 mil milhões de euros para os actuais 12 mil milhões de euros”, revelou à mesma agência.

Também o montante aplicado em certificados de aforro continua a baixar. Em Setembro, foram resgatados mais 90 milhões de euros e subscritos 52 milhões, o que resulta numa saída líquida de 38 milhões de euros, mostram dados da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.