in Jornal de Notícias
O Banco Central Europeu manifestou esta sexta-feira preocupação com a possibilidade de haver "uma geração perdida" na Europa se os governos da região não acelerarem as reformas estruturais.
"O desemprego jovem ultrapassa o desemprego global em todos os países (...). Isso já penaliza a economia por haver jovens que querem trabalhar mas não encontram emprego ficando impedidos de desenvolver as suas competências", declarou Benoît Coeuré, membro da direção da instituição monetária europeia, num discurso em Berlim.
"Para evitar criar uma geração perdida, temos de agir rapidamente", acrescentou o dirigente, que se congratulou com as reformas laborais promovidas em vários países onde se considerava que havia maior "rigidez", citando Portugal, Espanha, Itália, Grécia e ainda, há mais de dez anos, a Alemanha.
Em França, "apesar da reforma laboral estar atualmente em discussão, ainda está por ver se ela é suficientemente ambiciosa" para impulsionar o emprego, considerou, numa altura em que a legislação francesa está a ser muito contestada, principalmente pelos sindicatos.
O BCE, que adotou nos últimos anos várias iniciativas para estimular a economia, tem feito sucessivos apelos aos governos para apoiarem os seus esforços com a adoção de reformas.
"Para aumentar o potencial de crescimento e reforçar as bases da nossa união económica e monetária, precisamos de reformas alargadas e em sequência nos Estados nacionais e a nível da União Europeia e precisamos delas agora", insistiu Coeuré, defendendo que essas reformas devem começar pelo mercado de bens e serviços.
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20.6.16
13.6.12
Merkel elogia Portugal pelas reformas estruturais
in Jornal de Notícias
A chanceler alemã, Angela Merkel, manifestou, esta terça-feira, "grande respeito" pelas reformas estruturais levadas a cabo em Portugal, na Irlanda e em Espanha para obter mais competitividade, alertando também que a Grécia tem de cumprir os compromissos assumidos.
"Tenho grande respeito pelo que se fez em Portugal e na Irlanda e pelas reformas macro-económicas que o primeiro-ministro espanhol está a fazer, o que é duro, porque estamos na moeda única e eles não têm possibilidades de desvalorizar as suas moedas, e só podem aumentar a competitividade através de medidas políticas", disse a chefe do governo alemão nas jornadas económicas dos democratas cristãos (CDU), em Berlim.
Merkel considerou ainda "correto" que Espanha tenha apresentado um pedido de ajuda para recapitalização dos seus bancos através do fundo de resgate europeu, sublinhando que se trata de um problema que não deriva de reformas macroeconómicas, mas sim de uma bolha imobiliária criada nos últimos 10 anos.
Esclareceu, no entanto, que Espanha também terá de cumprir condições para receber o empréstimo do fundo de resgate, embora limitadas à reestruturação da banca.
No que se refere à Grécia, Merkel sublinhou que o que está em causa não é apenas saber se Atenas cumpre ou não o programa de ajustamento financeiro negociado com a União Europeia e com o FMI, mas sim se no futuro a Europa de facto cumprirá os seus compromissos.
"Queremos mais Europa, mas uma Europa em que tanto os compromissos financeiros assumidos como o controlo dos mesmos estão nas mesmas mãos, porque não se podem mutualizar as responsabilidades e deixar o controlo na dependência dos Estados nacionais", advertiu Merkel, voltando assim a recusar a emissão conjunta de títulos de dívida pública, os chamados "eurobonds".
A Alemanha, disse ainda a chanceler, "está disposta a ser solidária, mas não a participar em coisas que conduzam a um desastre ainda maior do que aquele que já existe".
A chanceler alemã, Angela Merkel, manifestou, esta terça-feira, "grande respeito" pelas reformas estruturais levadas a cabo em Portugal, na Irlanda e em Espanha para obter mais competitividade, alertando também que a Grécia tem de cumprir os compromissos assumidos.
"Tenho grande respeito pelo que se fez em Portugal e na Irlanda e pelas reformas macro-económicas que o primeiro-ministro espanhol está a fazer, o que é duro, porque estamos na moeda única e eles não têm possibilidades de desvalorizar as suas moedas, e só podem aumentar a competitividade através de medidas políticas", disse a chefe do governo alemão nas jornadas económicas dos democratas cristãos (CDU), em Berlim.
Merkel considerou ainda "correto" que Espanha tenha apresentado um pedido de ajuda para recapitalização dos seus bancos através do fundo de resgate europeu, sublinhando que se trata de um problema que não deriva de reformas macroeconómicas, mas sim de uma bolha imobiliária criada nos últimos 10 anos.
Esclareceu, no entanto, que Espanha também terá de cumprir condições para receber o empréstimo do fundo de resgate, embora limitadas à reestruturação da banca.
No que se refere à Grécia, Merkel sublinhou que o que está em causa não é apenas saber se Atenas cumpre ou não o programa de ajustamento financeiro negociado com a União Europeia e com o FMI, mas sim se no futuro a Europa de facto cumprirá os seus compromissos.
"Queremos mais Europa, mas uma Europa em que tanto os compromissos financeiros assumidos como o controlo dos mesmos estão nas mesmas mãos, porque não se podem mutualizar as responsabilidades e deixar o controlo na dependência dos Estados nacionais", advertiu Merkel, voltando assim a recusar a emissão conjunta de títulos de dívida pública, os chamados "eurobonds".
A Alemanha, disse ainda a chanceler, "está disposta a ser solidária, mas não a participar em coisas que conduzam a um desastre ainda maior do que aquele que já existe".
27.3.12
UE precisa de "ambicioso programa" de reformas estruturais
in Jornal de Notícias
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico considerou, esta terça-feira, que a União Europeia precisa de um "ambicioso programa" de reformas estruturais com vista a potenciar o crescimento económico e a criação de emprego.
"Eliminar os obstáculos políticos ao crescimento implica uma ampla gama de medidas que aumentem a produtividade e as taxas de emprego", considera a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), na avaliação económica para a Europa, divulgada esta terça-feira.
Para a OCDE, o "fortalecimento do mercado único" deve estar no centro da ação política europeia com vista ao impulsionar do crescimento.
"O mercado interno da UE permanece fragmentado na integração comercial e financeira", é dito.
A OCDE destaca ainda o elevado desemprego em diversos países da UE, e sugere que uma mobilidade laboral dentro do espaço europeu, em concreto no que aos jovens diz respeito, pode ajudar a suprir as "carências do mercado de trabalho".
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico considerou, esta terça-feira, que a União Europeia precisa de um "ambicioso programa" de reformas estruturais com vista a potenciar o crescimento económico e a criação de emprego.
"Eliminar os obstáculos políticos ao crescimento implica uma ampla gama de medidas que aumentem a produtividade e as taxas de emprego", considera a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), na avaliação económica para a Europa, divulgada esta terça-feira.
Para a OCDE, o "fortalecimento do mercado único" deve estar no centro da ação política europeia com vista ao impulsionar do crescimento.
"O mercado interno da UE permanece fragmentado na integração comercial e financeira", é dito.
A OCDE destaca ainda o elevado desemprego em diversos países da UE, e sugere que uma mobilidade laboral dentro do espaço europeu, em concreto no que aos jovens diz respeito, pode ajudar a suprir as "carências do mercado de trabalho".
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