Rita Cunha, in "Diário do Minho"
Em tempos de crise, aumenta o espírito solidário. Esta é uma das conclusões retiradas por Eva Ferreira, vice-presidente da Cáritas Arquidiocesana de Braga, instituição que ontem voltou a apelar à adesão dos bracarenses a uma campanha de angariação de bens alimentares. E estes não desiludiram.
A iniciativa decorreu ao longo de todo o fim de semana no hipermercado Pingo Doce do Pachancho, em S. Vicente. Apesar de ontem ainda não ter sido possível avançar com um número de alimentos doados, a responsável fazia já um balanço positivo, à semelhança do que tem acontecido com as diversas campanhas realizadas.
«Está a correr muito bem, as pessoas continuam a ajudar e a colaborar connosco. Sentimos que em tempos de crise as pessoas ainda dão mais, apesar das dificulangariação de alimentos Cáritas depende da boa vontade da sociedade para dar resposta às milhares de famílias que acompanha A v e l in o L im a Sentimos que, em tempos de crise, apesar das dificuldades, as pessoas dão ainda mais porque sabem que há sempre quem tenha menos do que elas. Eva Ferreira dades porque sabem que há sempre quem tenha menos do que elas», explicou Eva Ferreira. Este espírito solidário estende-se não só a quem oferece bens mas também aos voluntários que disponibilizam algum do seu tempo livre em prol daqueles que mais precisam. Só na campanha deste fim de semana estiveram empenhadas cerca de 40 pessoas, repartidas entre o hipermercado e o armazém, onde iam sendo recolhidos, separados e armazenados os produtos. Uma dinâmica que também conta com uma parceria estabelecida com o Banco Local de Voluntariado.
Atualmente, a Cáritas Arquidiocesana de Braga presta apoio a aproximadamente 2.500 famílias da área abrangida pela Arquidiocese, a maior parte oriunda do concelho de Braga.
É a elas que se destinam os bens alimentares recolhidos durante os dois dias, entre outros angariados noutras campanhas não só de alimentos mas também de roupas e livros escolares, por exemplo.
Segundo Eva Ferreira, estes agregados familiares são acompanhados pela instituição. Apesar de, nos últimos anos, se ter registado um aumento na quantidade de famílias a pedir ajuda, este número encontra-se «numa fase mais estável». «Semanalmente, recebemos sempre famílias novas. Fazemos entre 60 a 65 atendimentos por semana. E depois ainda temos aquelas pessoas que já apoiamos há algum tempo e que, por força da necessidade, continuamos a apoiar», esclareceu a vice-presidente.
Em hipermercado, a campanha deste fim de semana foi a última desde ano efetuada pela instituição. Porém, até ao final de dezembro, estão agendadas outras ações com a ajuda de muitas escolas e empresas que, de forma proativa, decidem levar a cabo iniciativas solidárias a favor da Cáritas, sobretudo por altura do Natal.
Para Eva Ferreira, esta é mais uma prova de que existe sempre solidariedade e que esta começa desde tenra idade. «As crianças gostam muito de colaborar e é importante passar-lhes estes valores», disse.


