30.6.17

Marcelo: “Economia está a crescer e vai diminuir ainda mais o desemprego”

in o Observador

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, congratulou-se com as previsões do Fundo Monetário Internacional de que a economia nacional vai continuar a crescer e que o desemprego vai descer ainda mais.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, congratulou-se esta sexta-feira com as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que a economia nacional vai continuar a crescer e que o desemprego vai descer ainda mais.

Quando hoje recebemos notícias como a que recebemos, vinda de uma instituição muito importante no plano internacional que se chama Fundo Monetário Internacional [FMI], de que a nossa economia está a crescer, vai crescer, vai diminuir ainda mais o desemprego, vai aumentar o emprego, vamos ter mais peso económico, financeiro, social, cá dentro e lá fora, isso se deve a um esforço como o vosso”, sustentou.

Na sua intervenção na 14.ª edição do Prémio Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola”, que decorreu no Convento São Francisco, em Coimbra, Marcelo Rebelo de Sousa realçou o esforço dos portugueses, servindo-se do exemplo de jovens alunos.

Aquilo que fizeram durante um ano, começando nas fases regionais com 900 projetos, passando a 500, passando depois a 100, mas todos bons, só que uns melhores do que os outros. Milhares de alunos e alunas, de jovens por todo o país e até escolas portuguesas no estrangeiro a trabalhar nesses projetos”, acrescentou.

Para o Presidente da República, estes são mesmo “os heróis destes dias”, que estão a mudar o país. “Quem muda o país não é o Presidente da República, o primeiro-ministro, o Governo, os deputados, os empresários: não são só eles, não são só os trabalhadores. Há outros trabalhadores que estão a mudar o país: são os professores de Portugal, os responsáveis das escolas, os pais, os meninos e meninas de Portugal”, referiu.

Ao longo do seu discurso, Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda que Portugal conseguiu perceber que futuro do país passa por ter mais saúde, educação ciência e cultura. “Percebeu isso e mudou, começou a mudar está a mudar, É uma revolução silenciosa, que não se vê mas existe”, disse.

Aos presentes destacou também que, quando era jovem estudante, ainda não havia este tipo de prémios para distinguir projetos relevantes de ciência nas escolas.

Aqueles que começam nas vossas idades vão depois ser aqui em Portugal e em todo o mundo os melhores dos melhores. E começaram pequenos”, concluiu.

A entrega de prémios contou também com a presença do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Vieira da Silva: descida do desemprego é “constatação” da recuperação da economia

in O Observador

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, afirmou que a nova descida da taxa de desemprego é "a constatação" que a recuperação da economia e do emprego se está "a concretizar a um ritmo significativo".
Partilhe

A estimativa provisória da taxa de desemprego de maio de 2017 foi de 9,4% e, neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 484,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,659 milhões de pessoas

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, afirmou esta sexta-feira que a nova descida da taxa de desemprego é “a constatação” que a recuperação da economia e do emprego se está “a concretizar a um ritmo significativo”. O Instituto Nacional de Estatística reviu esta sexta-feira em baixa de 0,3 pontos percentuais a taxa de desemprego de abril para 9,5%, o valor mais baixo desde dezembro de 2008, estimando para maio uma nova descida para 9,4%.

Comentando estes números, o ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social afirmou que evidenciam “uma melhoria muito significativa, de três décimas, face ao mês anterior”.

“É a constatação de que a perspetiva de recuperação da economia portuguesa e do emprego se está a concretizar a um ritmo significativo“, disse Vieira da Silva, à margem do encontro comemorativo dos 20 anos da Rede Construir Juntos, organizado pelo Instituto de Apoio à Criança.

O governante salientou que a taxa de desemprego poderá “já na próxima confirmação situar-se abaixo dos 9,5%”, o que fará aproximar Portugal da média da União Europeia de “uma forma muito mais significativa”.

Não resolve todos os problemas, nós continuamos a ter uma taxa de desemprego mais alta do que era a tradição da economia portuguesa, mas este é o valor mais baixo desde 2008″, vincou.

Para Vieira da Silva, esta descida “quer dizer que o progresso que se está a realizar é significativo, principalmente porque está a ser acompanhado pela criação de emprego”.

Ressalvando que ainda não conhece os números em detalhe, Vieira da Silva apontou que serão entre 130 mil a 140 mil postos de trabalho a mais dos que existiam há um ano. “Isto quer dizer que todos os meses esse valor se consolida em um crescimento líquido de emprego que é relevante e é o complemento necessário para a baixa da taxa de desemprego”, explicou.

O desemprego pode baixar porque as pessoas podem desistir de procurar emprego ou procurá-lo noutro país. Portanto, é necessário que esta baixa (…) não seja explicada por esses fatores, mas sim pela criação de emprego líquido e é isso que felizmente está a acontecer”, rematou.

Em termos homólogos, o valor provisório apontado para o INE para maio representa uma descida face aos 11,2% observados um ano antes.

A estimativa da população desempregada em abril foi de 490,7 mil pessoas, tendo diminuído 2,4% em relação ao mês precedente (menos 12,2 mil), enquanto a população empregada foi estimada em 4,664 milhões de pessoas, tendo aumentado 0,3% (mais 13,4 mil pessoas) face ao mês anterior.

A estimativa provisória da taxa de desemprego de maio de 2017 foi de 9,4% e, neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 484,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,659 milhões de pessoas.

29.6.17

Jovens com mais habilitações ditam redução de desemprego no IEFP

in Mais Guimarães

Diogo Oliveira, 28 Junho, 2017, Destaque,Em Guimarães, economia, 0

O número de desempregados no Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) caiu, em abril último, 2.3% face ao mês anterior, com as maiores quebras a ocorrerem entre as pessoas com menos de 34 anos e com Ensino Secundário ou Superior concluído. O concelho registou a segunda menor quebra entre os dez concelhos com mais desempregados do Norte.

O passado mês de abril terminou com 7.353 pessoas inscritas no Centro de Emprego de Guimarães, menos 171 do que em março último (7.524), o que correspondeu a uma redução de 2,3%, a mais baixa, até agora, em 2017, após a queda de 2,5% entre janeiro e fevereiro e de 2,6% entre fevereiro e março.

A estatística dos concelhos do IEFP, publicada na semana passada, indica que o desemprego registado no município baixou principalmente entre as pessoas até aos 25 anos, que passaram das 897 para as 816 (variação de 9%), e entre os 25 e os 34 anos, com o número a descer das 1.193 para as 1.151 (variação de 3,6%), e que completaram o Ensino Secundário – o número caiu 3,9%, dos 1.423 para os 1.367 desempregados – ou o Ensino Superior – queda de 5%, dos 1.022 para os 971. A queda do desemprego feminino na cidade-berço superou também a variação total, com menos 111 nulheres registadas no IEFP – decréscimo de 2,7%, de 4.164 para 4.053 -, e entre os que estão inscritos há menos de um ano, com a queda de 2,6% para os 3.601 (49% dos inscritos no Centro de Emprego de Guimarães).

Mario Draghi: "sem mobilidade laboral, produtividade traz mais desemprego"

in TSF

Presidente do BCE está mais otimista em relação à economia da zona euro, mas avisa que aumentos da produtividade podem aumentar desemprego se não forem acompanhados de mais flexibilidade laboral.

Mário Draghi quer mais flexibilidade laboral na zona euro. O presidente do Banco Central Europeu (BCE) avisa que sem mobilidade no mercado de trabalho, o aumento da produtividade - que já se começa a observar - pode resultar em mais desemprego.

"Aumentos da produtividade dentro de cada indústria podem ter um efeito negativo no emprego,

mas as consequências que alastram para outras indústrias mais do que compensam esse efeito negativo em qualquer indústria específica", afirmou no painel final do Fórum anual do BCE em Sintra. Draghi sublinhou que "para termos os benefícios destas consequências, precisamos de mobilidade laboral, de uns setores para outros". "Sem mobilidade laboral", insistiu, "ou não teremos os aumentos de produtividade, ou teremos mais desemprego, sem que haja mais emprego noutras indústrias".
O melhor da TSF no seu email

Agora pode subscrever gratuitamente as nossas newsletters e receber o melhor da atualidade com a qualidade TSF.
Subscrever

O presidente do BCE está, ainda assim, mais otimista em relação às perspetivas económicas: "à medida que a economia melhora na zona euro, e o ciclo de negócios cresce, também haverá melhorias na produtividade. Já observamos um arranque no investimento privado, por isso esperamos melhorias no ciclo económico", observou nos momentos finais do encontro de topo organizado todos os anos pelo BCE em Sintra com a ajuda do Banco de Portugal

O Fórum do BCE dedicado este ano ao tema do investimento e crescimento nas economias avançadas, foi acompanhado por jornalistas de todo o mundo, e em particular pela imprensa internacional especializada.

A Discriminação é falta de Educação

Por Helena Margarida, UTAD TV

O workshop “A Discriminação é falta de Educação: apresentação de Guias de Prevenção e Treino de Competências” vai decorrer no dia 30 de junho, no Museu da Vila Velha Velha em Vila Real.

Contribuir para o desenvolvimento de processos participativos e exercício de cidadania ao nível comunitário; sensibilizar e capacitar os agentes chave que estão envolvidos no combate à discriminação das comunidades ciganas; contribuir para a promoção de redes e parcerias com vista a prevenir e combater a discriminação das comunidades ciganas e apoiar as vítimas, são os objetivos traçados.

Profissionais e Dirigentes das Forças de Segurança; IPSS / ONG; Poder Local; Universidades; Segurança Social; Saúde; Educação; Emprego; Cultura; Justiça; Comunicação Social, são os destinatários deste workshop promovido pelo Núcleo Distrital de Vila Real da EAPN Portugal / Rede Europeia Anti – Pobreza em parceria com o Projeto + Social E6G, Município de Vila Real e Museu da Vila Velha.

O workshop é gratuito, mas sujeito a inscrição prévia enviada para vilareal@eapn.pt até ao dia 28 junho.

Persistem desigualdades na acessibilidade à saúde

in Expresso

As conclusões do Relatório da Primavera de 2017 hoje apresentado são bastante preocupantes. Confirmam que persistem inúmeras desigualdades no acesso à saúde, em especial em função das condições sociais e económicas dos utentes, e exigem a adoção de medidas concretas que garantam a todos o acesso em saúde, dando assim corpo ao direito constitucional à saúde.

Os utentes mais pobres e com maiores carências económicas têm mais dificuldades em aceder aos cuidados de saúde, em particular às consultas de especialidade, saúde oral, saúde mental e aos medicamentos. Esta é uma das conclusões do Relatório da Primavera de 2017. Na prática o direito à saúde está a ser negado aos utentes mais pobres, o que constitui uma violação grosseira da nossa Constituição.

No período em análise no Relatório da Primavera constata-se que o financiamento público na saúde diminuiu e que é inferior à média dos países da União Europeia, que à medida que reduziu o financiamento público aumentou os encargos das famílias com a saúde e que o esforço das famílias pobres para suportar as despesas com saúde é superior ao das famílias com mais condições económicas. Também os portugueses têm maiores despesas com saúde que a média dos países da União Europeia.

Bem recentemente o INE publicou a conta satélite da saúde que dá conta do elevado peso das despesas da saúde das famílias. Cerca de 30% das despesas em saúde vêm diretamente das famílias.

O relatório afirma aquilo com que muitos utentes se deparam no dia-a-dia. Uma realidade que há muito temos vindo a denunciar e a reclamar o investimento público no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

É preciso romper o ciclo vicioso entre pobreza e doença – os mais pobres são mais doentes e os mais doentes são mais pobres.

É preciso adotar uma política de saúde que reforce o SNS que garanta o acesso à saúde para os ricos e para os pobres, pois só se assim se garanta a qualidade dos cuidados de saúde para todos.

É preciso uma política de saúde dirigida à promoção da saúde e prevenção da doença.

A questão do financiamento do SNS assume aqui uma enorme centralidade. Constata-se que o subfinanciamento crónico do SNS constitui um obstáculo no acesso à saúde.

O reforço do SNS passa pela valorização das carreiras e garantia dos direitos dos profissionais de saúde para que estes permaneçam no SNS, passa pela contratação dos profissionais de saúde em falta no sentido de reduzir tempos de espera nas consultas, exames de diagnóstico, tratamentos e cirurgias; passa pela adoção de medidas de atribuição de médico de família e de enfermeiro de família a todos os utentes; como passa por assegurar uma rede de prestação de cuidados de saúde de proximidade.

Seis milhões de sul-sudaneses passam fome extrema, alertam agências da ONU

in ONUBR

O Sudão do Sul enfrenta a maior crise de segurança alimentar de sua história, segundo as Nações Unidas. De fevereiro para cá, o número de pessoas que lutam para encontrar comida no país aumentou de 4,9 milhões para 6 milhões.

O Sudão do Sul enfrenta a maior crise de segurança alimentar de sua história, segundo as Nações Unidas. De fevereiro para cá, o número de pessoas que lutam para encontrar comida no país aumentou de 4,9 milhões para 6 milhões.

“O crescimento da insegurança alimentar foi impulsionado por conflitos armados, baixas colheitas e aumento dos preços dos alimentos, bem como os efeitos da estação anual da seca”, afirmaram três agências da ONU – a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) – em uma declaração conjunta na semana passada (21).

De acordo com a atualização do Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar (IPC) – uma análise da ONU, do governo e de outros parceiros – nos condados de Leer e Mayandit, no estado de Unity, já não se aplicam mais a definição técnica de fome, que tinha sido declarada em fevereiro deste ano.

É provável que a assistência humanitária imediata e contínua tenha desempenhado um papel importante para prevenir que os condados de Koch e Panyijiar chegassem a níveis mais alarmantes.

Entretanto, a fome se agravou na região nordeste do país – na margem ocidental do rio Nilo – enquanto as populações no sudoeste enfrentam níveis de necessidade sem precedentes.

“A única maneira de acabar com essa situação desesperadora é cessar o conflito, garantir acesso sem obstáculos e permitir que as pessoas retomem seus meios de subsistência”, disse o diretor de emergências da FAO, Dominique Burgeon.

As três agências da ONU advertiram que as melhorias nos locais onde há maior fome não devem ser perdidas. A capacidade das pessoas de se alimentar foi severamente reduzida e a entrega de alimentos de emergência, bem como o apoio aos meios de subsistência, devem continuar para evitar que o cenário se agrave.

“As conquistas nos condados afetados pela fome mostram o que pode ser alcançado quando a assistência contínua chega às famílias. Mas o trabalho está longe de terminar”, disse a representante do PMA no Sudão do Sul, Joyce Luma. “Essa é uma crise que continua a piorar, com milhões de pessoas enfrentando a perspectiva de fome se a ajuda humanitária acabar. O fim deste conflito é imperativo.”

Cada uma das agências intensificou sua resposta. O PMA alcançou 3,4 milhões de pessoas no Sudão do Sul desde o início do ano, incluindo assistência para 2,6 milhões em deslocamento ou ou afetadas por conflitos.

O UNICEF e seus parceiros trataram cerca de 76 mil crianças em estado grave de desnutrição e forneceram água potável a 500 mil pessoas e acesso a instalações sanitárias a outras 200 mil.

Já a FAO forneceu kits de pesca e agricultura a mais de 2,8 milhões de sul-sudaneses, incluindo 200 mil nas áreas mais afetadas pela fome, e vacinou mais de 6 milhões de animais.

“Quando as agências humanitárias têm acesso e recursos, somos capazes de promover uma resposta rápida e forte para salvar vidas”, disse Mahimbo Mdoe, representante do UNICEF no Sudão do Sul. “No entanto, estima-se ainda que mais de um milhão de crianças no Sudão do Sul estão desnutridas”, alertou.

A insegurança alimentar é uma questão fundamental, assim como a falta de cuidados de saúde, falta de água e saneamento e, sobretudo, o acesso a tratamento. Atualmente, várias partes do país permanecem sem ajuda, deixando milhares de crianças à beira de uma catástrofe.

26.6.17

Campanha anti-discriminação mostra que também as crianças ciganas podem sonhar com o futuro

in Diário de Notícias

O Governo vai lançar uma campanha contra a discriminação das pessoas ciganas centrada no direito de todas as crianças poderem ser o que quiserem, já que ser cigano ainda condiciona o seu futuro.

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade adiantou que esta é a "primeira vez que o governo português se associa e promove uma campanha contra a discriminação nas comunidades ciganas", algo que considera simbólico.

"Temos consciência de que as comunidades ciganas são as que sofrem mais discriminação em Portugal, entendemos que é preciso a mensagem clara de que independentemente da nossa etnia todas as pessoas têm o direito de ser aquilo que querem, a ter um projeto de vida e um futuro", defendeu Catarina Marcelino.

A campanha, feita em associação com a Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN), consiste para já em dois vídeos, disponíveis na plataforma 'youtube', que mostra várias crianças ciganas a revelarem quais são os seus sonhos para o futuro e que profissão gostavam de ter quando forem adultos.
O melhor do Diário de Notícias no seu email

Agora pode subscrever gratuitamente as nossas newsletters e receber o melhor da atualidade com a qualidade Diário de Notícias.
Subscrever

De acordo com a secretária de Estado, a mensagem é muito clara: "As crianças ciganas, tal como todas as outras, têm um sonho e têm o direito de tornar esse sonho realidade".

Catarina Marcelino apontou, por isso, que todas devem ter as mesmas oportunidades para alcançar os seus sonhos, algo que, denunciou, ainda não acontece.

"O que acontece, e o que sabemos, é que o facto de se ser pessoa cigana condiciona aquilo que pode ser o seu projeto de vida e aquilo que pode ser a sua realização no futuro e isso não está certo. Nós todos temos direito a ser aquilo que queremos ser porque somos todos portugueses e portuguesas com direitos e deveres iguais", sustentou.

A secretária de Estado admitiu que não será certamente só com esta campanha que a realidade entre a comunidade cigana, e sobretudo entre as crianças, vai mudar, mas adiantou que a iniciativa insere-se num plano mais vasto e mais global, já que está a ser revista a Estratégia Nacional para as Comunidades Ciganas.

Catarina Marcelino salientou que a área da educação é uma das mais importantes, onde está a ser feito trabalho relativamente ao abandono e absentismo escolar das crianças ciganas ou incentivo de prolongamento dos estudos ao ensino secundário e superior.

"Estamos a fazer uma grande aposta nesta área da educação para que estas crianças de facto possam ser o que quiserem e para que esta mensagem desta campanha se torne real e possível", revelou.

Acrescentou que para isso é também necessário que a sociedade olhe para a comunidade cigana de uma forma integradora e que as comunidades ciganas se aproximem da comunidade maioritária.

Os dois vídeos da campanha vão passar nas televisões a 24 de junho, Dia Nacional dos Ciganos, o mesmo dia em que a mensagem da campanha está disponível na rede multibanco. Na próxima semana vai estar nos autocarros de Lisboa, Porto e Braga e também nos cinemas.

Além destes formatos, vai haver cartazes preferencialmente disponíveis nas localidades onde há mais comunidades ciganas.

As crianças ciganas “têm direito a igualdade de oportunidades”

in RR

Campanha lançada neste Dia Nacional das Comunidades Ciganas. Secretária de Estado diz que está na hora de acabar com a "discriminação sem sentido".

As crianças de etnia cigana têm direito de realizar os seus sonhos. Esta é mensagem que o Governo pretende passar com a mais recente campanha contra a discriminação das pessoas ciganas.

A acção, feita em colaboração com a Rede Europeia Anti-Pobreza, inclui dois vídeos em que a apresentadora Catarina Furtado e o director-geral da Saúde, Francisco George, conversam com crianças daquela etnia sobre o que querem ser quando forem grandes.

Neste Dia Nacional das Comunidades Ciganas, a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, sublinha em declarações à Renascença que todas as crianças têm direito a serem o que quiserem.

“Porque nós vivemos numa grande discriminação contra a comunidade cigana, precisamos de uma aproximação da comunidade cigana à comunidade maioritária e da comunidade maioritária à comunidade cigana, o movimento tem que ser feito de parte a parte, mas nós temos que fazer valer os direitos das crianças ciganas, através da educação, de uma habitação condigna, por isso a nossa campanha foca-se nas crianças com esta mensagem muito simples: as crianças ciganas, tal como as outras crianças portuguesas, têm direito a igualdade de oportunidades e a ser aquilo que quiserem ser”, afirma Catarina Marcelino.

A secretária de Estado da Igualdade sublinha que, de acordo com a informação disponível, a comunidade cigana é aquela que que apresenta maior registo de discriminação em Portugal.

“Nunca nos podemos esquecer que estamos a falar de apenas cerca de 40 mil pessoas em 11 milhões. Chegou o momento de nós termos aqui um movimento conjunto com a comunidade cigana e é muito importante salientar esse aspecto: a comunidade cigana tem que fazer parte da solução, trabalhar em conjunto contra esta discriminação que não faz sentido”, defende Catarina Marcelino.

Campanha anti-discriminação mostra que também as crianças ciganas podem sonhar com o futuro

in Dnotícias

O Governo vai lançar uma campanha contra a discriminação das pessoas ciganas centrada no direito de todas as crianças poderem ser o que quiserem, já que ser cigano ainda condiciona o seu futuro.

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade adiantou que esta é a “primeira vez que o governo português se associa e promove uma campanha contra a discriminação nas comunidades ciganas”, algo que considera simbólico.

“Temos consciência de que as comunidades ciganas são as que sofrem mais discriminação em Portugal, entendemos que é preciso a mensagem clara de que independentemente da nossa etnia todas as pessoas têm o direito de ser aquilo que querem, a ter um projeto de vida e um futuro”, defendeu Catarina Marcelino.

A campanha, feita em associação com a Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN), consiste para já em dois vídeos, disponíveis na plataforma ‘youtube’, que mostra várias crianças ciganas a revelarem quais são os seus sonhos para o futuro e que profissão gostavam de ter quando forem adultos.

De acordo com a secretária de Estado, a mensagem é muito clara: “As crianças ciganas, tal como todas as outras, têm um sonho e têm o direito de tornar esse sonho realidade”.

Catarina Marcelino apontou, por isso, que todas devem ter as mesmas oportunidades para alcançar os seus sonhos, algo que, denunciou, ainda não acontece.

“O que acontece, e o que sabemos, é que o facto de se ser pessoa cigana condiciona aquilo que pode ser o seu projeto de vida e aquilo que pode ser a sua realização no futuro e isso não está certo. Nós todos temos direito a ser aquilo que queremos ser porque somos todos portugueses e portuguesas com direitos e deveres iguais”, sustentou.

A secretária de Estado admitiu que não será certamente só com esta campanha que a realidade entre a comunidade cigana, e sobretudo entre as crianças, vai mudar, mas adiantou que a iniciativa insere-se num plano mais vasto e mais global, já que está a ser revista a Estratégia Nacional para as Comunidades Ciganas.

Catarina Marcelino salientou que a área da educação é uma das mais importantes, onde está a ser feito trabalho relativamente ao abandono e absentismo escolar das crianças ciganas ou incentivo de prolongamento dos estudos ao ensino secundário e superior.

“Estamos a fazer uma grande aposta nesta área da educação para que estas crianças de facto possam ser o que quiserem e para que esta mensagem desta campanha se torne real e possível”, revelou.

Acrescentou que para isso é também necessário que a sociedade olhe para a comunidade cigana de uma forma integradora e que as comunidades ciganas se aproximem da comunidade maioritária.

Os dois vídeos da campanha vão passar nas televisões a 24 de junho, Dia Nacional dos Ciganos, o mesmo dia em que a mensagem da campanha está disponível na rede multibanco. Na próxima semana vai estar nos autocarros de Lisboa, Porto e Braga e também nos cinemas.

Além destes formatos, vai haver cartazes preferencialmente disponíveis nas localidades onde há mais comunidades ciganas.

A comunidade cigana – mitos e realidades

Por Fernando Antunes, in Abril

O primeiro estudo sobre as comunidades ciganas em Portugal aponta para a existência de 37 mil pessoas, sendo que 91,3% não tem o 3.º ciclo do Ensino Básico. Todavia, sendo este o primeiro estudo com uma natureza mais formal é de admitir que possam existir mais alguns milhares.

Seja como for, o seu diminuto número face ao conjunto da população deixa cair alguns mitos que por aí circulam. Afirmar isto não significa que se ignorem problemas e dificuldades, desde logo quanto à sua forma de estar no espaço público.

A verdade é que se nada resolve procurar «tapar o sol com a peneira», é certo que também nada resolve, antes pelo contrário, não valorizar e destacar o que de positivo é possível assinalar e registar. Por exemplo, há indicadores que apontam para o facto de 95% das crianças ciganas cumprirem o Plano Nacional de Vacinação. E, a importância deste dado está muito para além dos estritos aspectos de saúde, o que já não seria pouco olhando casos e polémicas recentes.

A sua importância é revelar a existência de ligação com as instituições, elemento-base para a possibilidade de abrir outros caminhos que, neste como noutros casos, terão de ser construídos com os próprios.

Não sendo propósito desta abordagem entrar pelo detalhe, anotava três aspectos:

O primeiro, o tão falado Rendimento Social de Inserção (RSI). Em 2015, o número de beneficiários do RSI era de cerca 296 mil pessoas, com um valor médio de 94,84 euros, sendo que cerca de 100 mil tinham 18 ou menos idade. Não havendo, e bem, registos segmentados, calcula-se que a comunidade cigana constitui somente 7% desse total de beneficiários.

Para mais de 50% dos abrangidos pelo estudo acima referido, o RSI foi o factor que fez regressar ou manter na escola as crianças, aspecto de grande importância para o processo de socialização. Haverá casos de fraude? Porventura haverá, mas a comunidade cigana não têm o exclusivo nesta matéria. O valor social do RSI, para além de outros aspectos, é de uma importância incalculável como contributo para uma política de inserção das crianças na escola.

O segundo, a questão do casamento e da habitação. A endogamia1 marca a relação entre os ciganos e isso favorece os casamentos precoces.

Do estudo referido, dois terços dos ciganos casaram antes dos 19 anos e 16%, fizeram-no entre os 12 e os 14 anos. A tradição conduz, em muitos casos, a que a rapariga vá viver para casa do rapaz (nunca o inverso), acabando por se constituírem famílias alargadas. Este é um elemento que importa ter presente na resposta às questões de habitação.

Mas o referido estudo anota que os interpelados, quando questionados sobre quem não queriam ter como vizinho, responderam: «outros ciganos». Isto conduz à desmistificação da ideia de que «são todos ciganos, dão-se todos bem, ficam todos juntos», seguindo um falso critério de homogeneização, como se fosse um conjunto indistinto. Tais critérios só podem conduzir à criação de bairros estigmatizados e, por outro lado, à potenciação dos factores que dificultam o estabelecimento de outras regras de relação social.

Por fim, os aspectos ligados com o espaço público, um dos principais, se não mesmo o principal problema potenciador de mal-estar e conflitualidades. Em locais de concentração de comunidades ciganas é comum a existência de muito lixo no espaço público envolvente.

Todavia, dentro de casa reina a limpeza, mesmo para os que vivem em barracas. Estamos em presença daquilo que a professora Teresa Costa Pinto sintetiza como «gosto pela casa, desgosto pelo bairro». Conforme referido atrás, a concentração das comunidades não ajuda à resolução do problema, ao contrário, aumenta-o exponencialmente.

O problema da deposição de lixo requer especial atenção, tendo presente que uma das principais actividades são as feiras, logo há mais cartão, embalagens, etc. Aliás, o mesmo acontece em bairros com concentração de comunidades africanas, nalguns casos com pequenas hortas, com plantação de milho e a sua desfolhagem, com tradições festivas próprias, etc.

Pretender tratar igual o que o não é, só pode ter um resultado. Ao contrário, terá de ser a partir da realidade concreta e do positivo que essas comunidades contêm, e é muito, que as soluções para um desenvolvimento harmonioso devem ser construídas. Os exemplos da Quinta do Mocho (Loures) ou do Bairro da Bela Vista (Setúbal) estão aí para o ilustrar.

A Cidadania é um exercício de participação

in o Observador

Voluntariado, defesa do ambiente, pedagogia em saúde e liberdade de expressão foram os temas em debate desta conversa sobre Cidadania, da série Observamos Mais.

O reconhecimento do papel ativo da sociedade civil na defesa de direitos e no cumprimento de deveres foi o ponto de partida para esta conversa dedicada ao tema Mais Cidadania.

A terceira conversa da série Observamos Mais decorreu com a presença de Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, Ana Rita Ramalho, presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina, Francisco Ferreira, presidente da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável e especialista em alterações climáticas, e o advogado Francisco Teixeira da Mota, conhecido defensor dos direitos humanos e da liberdade de expressão.

No Espaço Conversas Soltas Popular o debate teve a moderação de Miguel Pinheiro, diretor executivo do Observador, que conduziu a reflexão e a partilha de experiências dos convidados, nas suas diferentes áreas.

Voluntariado e cidadania

“Cidadania é participar, não é ajudar”, começou por dizer Isabel Jonet, depois da introdução de Miguel Pinheiro e do breve discurso de boas vindas de Carla Gouveia, diretora Central de Negócio, Marketing e Comunicação do Banco Popular. O Banco Alimentar nasceu há 27 anos, contando atualmente com 42 mil voluntários que são uma prova de como o voluntariado pode ser eficaz quando se organizam os esforços individuais na mesma direção. No mundo atual onde os fenómenos de exclusão tendem a aumentar em quantidade e severidade, o espírito de entrega e serviços aos outros deve ser constante e regular. Neste sentido a cidadania tem que fazer parte de uma cultura de civismo. Isabel Jonet constata que, por vezes, pode ser difícil organizar o excesso de voluntarismo das pessoas e que é necessário aumentar a nossa capacidade organização. “Às vezes há falta de eficiência por dificuldade de organização, noutros casos por dificuldades em aceitar ajudas de outros”. E depois há a questão dos pequenos poderes e dos “protagonismos” que tantas vezes levam à ineficácia das ações.

A Presidente do Banco Alimentar chamou a atenção para a importância de contabilizar também todo o voluntariado informal que acontece no país, desde as instituições do terceiro setor aos clubes desportivos. Existe bastante trabalho voluntário que não é considerado como participação cívica.

Isabel Jonet recordou a época em que a ação política era feita com entusiasmo e dedicação a causas, logo após o 25 de Abril, para lembrar que atualmente “os partidos pagam para colar cartazes.” O mesmo acontece com o envolvimento da população nos atos eleitorais. O secretariado das mesas de voto era assegurado por voluntários, que o faziam de forma apaixonada. Mas atualmente, desde o início do século XXI, passou a ser uma atividade remunerada através de um subsídio atribuído a cada membro da assembleia de voto.
Os atuais modelos de comunicação nas “redes sociais levam muitas vezes as pessoas a viver ilusões e fantasias, ignorando a realidade que está ali ao lado”
Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares contra a Fome

O voluntariado organizado permite conhecer novas realidades e também desinstala as pessoas da sua rotina diária, contribuindo para um enriquecimento individual. Há aspetos no voluntariado que por vezes não são percebidos no imediato. Por exemplo, em instituições que lidam diariamente com falta de pessoal, onde é preciso manter um conjunto de tarefas administrativas e de contabilidade, por exemplo. Se um técnico de contas se oferecer como voluntário para fazer esse trabalho, isso vai fazer com que os cuidadores possam dedicar-se àquilo que é realmente a sua missão, sem perder tempo com a burocracia.

Os atuais modelos de comunicação nas “redes sociais levam muitas vezes as pessoas a viver ilusões e fantasias, ignorando a realidade que está ali ao lado”, referiu ainda Isabel Jonet, a propósito do cenário de desumanização da sociedade.

Voltar ao índice
Cidadãos ecológicos

Em matéria de cidadania ambiental, Francisco Ferreira reconhece que somos um povo de grande sensibilidade para as questões da ecologia, do ponto de vista da perceção dos problemas, mas “ao nível da intervenção estamos bem longe do que seria desejável” apesar de se registar alguma evolução nos indicadores. Há aspetos práticos como a reutilização, ou as decisões de consumo, que continuam a não ser as mais inteligentes em termos de responsabilidade ambiental. O ambientalista abordou a questão do uso do “transporte público como um ato de cidadania”, quer pelo respeito ecológico dessa decisão, quer pela poupança direta em recursos a vários níveis.

Os exemplos que o Estado tem dado neste âmbito não são os melhores. Quando foi criada a linha SOS ambiente, a participação das pessoas a denunciar situações atingiu valores de tal maneira altos que depois não havia capacidade de resposta por parte dos organismos que tinham de desencadear respostas ativas no terreno. A operação “Limpar Portugal” alcançou um êxito excecional, que Francisco Ferreira lembrou para concluir com a ideia de que “é fácil mobilizar a população para uma ação organizada pontualmente. Mas já é mais difícil conseguir a participação das pessoas de uma forma continuada,” devidamente integrada nas práticas sociais dos cidadãos.
“É preciso mudar o ensino enciclopédico e investir na nossa capacidade de agir, filtrar e pensar estas questões”
Francisco Ferreira, presidente da ZERO

A cidadania sairá sempre reforçada através do investimento na educação e num maior grau de literacia ambiental. A educação e o conhecimento são essenciais para melhorar a nossa capacidade de escolha. O desenvolvimento sustentável depende da capacidade de nos questionarmos acerca do assunto, e em que medida é que ele diz respeito a cada um de nós. Esta consciencialização de que o problema diz respeito a todos é que vai permitir tomar decisões acertadas no quadro da responsabilidade perante as futuras gerações.

As universidades têm um papel chave nesta matéria já que no entender de Francisco Ferreira “é preciso mudar o ensino enciclopédico e investir na nossa capacidade de agir, filtrar e pensar estas questões”.

Voltar ao índice
Exemplos de proximidade

A mais jovem participante do painel, Ana Rita Ramalho, recebeu em março o Prémio Cidadania Ativa, na área da pedagogia, atribuído pela Universidade do Porto. O campo das relações entre médicos e pacientes é essencial nas reformas que têm ocorrido ao nível da formação de profissionais de saúde em Portugal, destacou a Presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina. As escolas têm vindo a introduzir “melhorias no currículo dos cursos, de modo a poder acomodar tempo de formação nas áreas sociais e humanas”, referiu a dirigente. Mudar é mais fácil do que muitas vezes se pensa, sobretudo quando nos organizamos. Afinal, é verdade que “sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe”.

O trabalho de um médico “é solidário por natureza e os profissionais de saúde têm a noção de que os doentes são sempre pessoas vulneráveis” que precisam de ajuda, referiu Ana Rita Ramalho a propósito do humanismo essencial à prática clínica. Do ponto de vista dos projetos em que está envolvida, é fundamental “ver os efeitos diretos das nossas ações, porque a motivação aumenta e assim conseguimos gerar ainda mais participação”, concluiu, na perspetiva de uma cidadania ativa.
“Há coisas que não vêm nos livros. A partilha de situações problema é também exemplo de outra metodologia a privilegiar”
Ana Rita Ramalho, presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina

O medicamento certo, o sorriso e a informação são expectativas que devemos ter sempre que procuramos um médico. Neste sentido, Miguel Pinheiro levanta a questão da preparação dos futuros médicos, ainda em formação, para lidar com a diferença e fazer um atendimento mais próximo das pessoas. Para Ana Rita Ramalho, essa é uma grande responsabilidade que é assumida pelas escolas portuguesas. O exemplo é porventura a melhor forma de aprender as melhores práticas. Muitas vezes os médicos são voluntários na medida em que asseguram pro bono a transmissão de saberes aos jovens médicos. Porque “há coisas que não vêm nos livros, a partilha de situações problema é também exemplo de outra metodologia a privilegiar”, concluiu a Presidente da ANEM.

Voltar ao índice
Liberdades de expressão

Os juízes estão sensibilizados para os direitos de cidadania das pessoas e dos jornalistas? Com mais de 30 anos de carreira, Francisco Teixeira da Mota admitiu, sem generalizar, que “há uma evolução, embora sejam normalmente muito normativos e não tenham flexibilidade para se adaptar a circunstâncias específicas”, realçando que a maior parte dos juízes já têm a noção de estar a fazer serviço público.

Outro tipo de relações é o que encontramos nos corredores do poder quando observamos a cidadania do ponto de vista do conhecimento. A realidade não é igual para todas as pessoas e isso depende, em grande medida, “do grau de informação dos cidadãos sobre qualquer assunto e sobre os direitos em particular”, afirmou Francisco Teixeira da Mota. A liberdade de expressão “é um valor inestimável, mas daí também deve resultar uma sociedade mais responsável e esclarecida”. O saber e o poder relacionam-se de diversas formas, sendo que o poder tende a ocultar informação. Nessa circunstância, só com mais informação e conhecimento é que a sociedade civil pode lutar pelos seus direitos em pé de igualdade.
“Não podemos confiar acriticamente nas instituições. É preciso apostar numa sociedade mais livre e consciente, sem respeitar cegamente as verdades estabelecidas”
Francisco Teixeira da Mota, advogado

O advogado lembrou o tempo em que se usava o “Hygiaphone” nos locais de atendimento ao público. O dispositivo que funcionava como intercomunicador era uma espécie de barreira física que impedia o acesso aos documentos, à informação, reforçando a ideia de controlo e de poder do lado do funcionário. A cidadania fica sempre em perigo quando deixamos de questionar. No passado existiam os dogmas, as grandes instituições que atuavam como reguladores do comportamento social, mas hoje já não é assim, “não podemos confiar acriticamente nas instituições, é preciso apostar numa sociedade mais livre e consciente, sem respeitar cegamente as verdades estabelecidas”, concluiu Francisco Teixeira da Mota.

Se não teve oportunidade de assistir em direto a esta Conversa sobre Mais Cidadania, veja aqui na íntegra.

Esta foi terceira conversa da série Observamos Mais, uma parceria entre o Observador e o Banco Popular. Em Julho vamos observar e partilhar outras experiências, agora de Mais Perto.

Governo quer chegar aos 176 mil jovens “afastados do sistema”

Rute Barbedo, in Expresso

A baixa expectativa de encontrar emprego e o insucesso escolar são possíveis fatores de afastamento

Inclusão Estratégia para localizar jovens que não estudam, trabalham ou estão em formação é apresentada na terça-feira

A partir de segunda-feira, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) espera começar a ver ‘cair inscrições’ de jovens que não estudam, não trabalham nem frequentam qualquer formação no mais recente programa de combate ao desemprego. O Garantia Jovem prevê que, gradualmente, num prazo de quatro meses após o jovem sair do sistema de ensino ou do mercado de trabalho lhe seja feita uma oferta de emprego, de continuação dos estudos, de formação profissional ou de estágio, contando para isso com uma rede de 1500 parceiros, desde autarquias a associações juvenis ou instituições de solidariedade social. Maior ainda é a intenção de chegar, com esta medida, a quem não está inserido em nenhuma destas frentes mas também não procura soluções de forma ativa, os mais “afastados do sistema”.

Os chamados NEET, na sigla inglesa, correspondem a uma fatia da população que as políticas públicas não têm conseguido abranger de forma eficaz, mas que o IEFP quer agora “sinalizar”, informar, orientar e motivar a participar em ações inclusivas de educação, formação ou procura de emprego e/ou estágios, em Portugal ou no estrangeiro.
Quem são os NEET?

“É difícil dizer taxativamente quem são estes jovens”, mas as motivações para o seu “desencorajamento”, sublinhadas pelo vice-presidente do IEFP e coordenador nacional do Garantia Jovem, Paulo Feliciano, são várias e resultam numa mancha heterogénea. Genericamente, são pessoas com “baixa expectativa de encontrar emprego ou que têm um percurso de insucesso escolar”. Por outro lado, poderão viver “questões económicas difíceis” ou ter algum tipo de incapacidade que impossibilite o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

De acordo com os dados do primeiro trimestre deste ano, disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em Portugal existem 175.800 jovens até aos 29 anos (inclusive) que não estudam, não trabalham nem frequentam qualquer programa de formação profissional. Entre eles, 67.500 também não procuram respostas nestes domínios.

“Queremos tentar chegar a mais pessoas, mobilizá-las para participarem no Garantia Jovem. Esse é o maior problema”, afirma Paulo Feliciano, admitindo que, com as medidas implementadas até hoje, o IEFP não estava “a conseguir chegar aos NEET”. Não que não existissem algumas destas ferramentas, mas a atual estratégia reforça a sua “complementaridade”.

Para chegar aos públicos-alvo é preciso saber onde estão. De acordo com o estudo desenvolvido ao longo de 2016 (recorrendo a dados de 2015 do Labour Force Survey) em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho, a maioria dos NEET em Portugal tem entre 15 e 24 anos (58,6%), é do sexo feminino (52,1%) e integra-se nos níveis 3 e 4 da Classificação Internacional Normalizada da Educação (ensino secundário ou pós-secundário não-superior).

Ao mesmo tempo, os microdados do Inquérito ao Emprego do INE indicam que dos 47.750 jovens inativos que não se encontravam registados nos serviços públicos de emprego em 2015, mais de 14 mil sofriam de alguma doença ou invalidez, 9660 alegavam responsabilidades familiares e mais de 7500 eram considerados “jovens desencorajados”. Sabe-se também que quase metade dos NEET em Portugal tem habilitações escolares até ao 3º ciclo do Ensino Básico.

Outros dados relevantes para “o sucesso” do Garantia Jovem, como a distribuição territorial em função da escolaridade ou o mapeamento de situações de deficiência ou de debilidade social, serão apresentados nesta terça-feira, no auditório do IEFP em Xabregas, Lisboa, na presença de Miguel Cabrita, secretário de Estado do Emprego, João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e Desporto, e Gianni Rosas, especialista de políticas na área do Emprego Jovem da Organização Internacional do Trabalho.
24 na Europa, 29 em Portugal

O plano coordenado pelo IEFP contempla “um diagnóstico pormenorizado de cada jovem”, porque, nota o seu vice-presidente, esta é a forma mais eficaz para encontrar soluções à medida, que não têm necessariamente de se enquadrar nos campos da formação ou do emprego. “É difícil encontrar uma razão e uma solução únicas [para o afastamento de certos jovens do ‘sistema’]. As necessidades podem ser de natureza social, vocacional, de orientação ou de desenvolvimento pessoal”, explica Paulo Feliciano, adiantando que, por isso, as respostas no terreno poderão passar pelo reforço da autoestima ou por assistência social.

Se para o Conselho da União Europeia era preciso estabelecer uma “Garantia para a Juventude” (de acordo com a recomendação de 22 de abril de 2013), “Portugal decidiu alargar a faixa etária [de ação] até aos 29 anos [inclusive], considerando que tinha, à data, uma taxa de desemprego jovem superior à média da União Europeia”, pode ler-se no documento de apresentação da iniciativa pública.

Segundo dados do INE relativos ao primeiro trimestre deste ano, 25,1% dos jovens entre os 15 e os 24 anos encontravam-se desempregados, quando a média de desemprego jovem na zona euro é de 19,4% (era 21,6% há um ano). Os piores desempenhos neste parâmetro são o da Grécia (45,2% dos jovens estão desempregados), de Espanha (41,5%) e de Itália (35,2%).

Campanha contra discriminação assinala Dia das Comunidades Ciganas

in Jornal de Notícias

A EAPN Portugal (sigla inglesa para Rede Europeia Anti-Pobreza) está a promover uma campanha de combate à discriminação das Comunidades Ciganas. O vídeo conta com a presença da atriz Catarina Furtado e surge no âmbito do Dia Nacional das Comunidades Ciganas, que se celebra sábado.

O vídeo mostra várias crianças à conversa com Catarina Furtado, conhecida pelo seu trabalho humanitário enquanto embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas, sobre que profissão querem ter no futuro.

A campanha tem por objetivo combater a discriminação. Isto porque a falta de informação contribui "para o desenvolvimento e o agravamento de estereótipos e preconceitos", escreve EAPN Portugal.
O melhor do Jornal de Notícias no seu email

Agora pode subscrever gratuitamente as nossas newsletters e receber o melhor da atualidade com a qualidade Jornal de Notícias.
Subscrever

A campanha, organizada em parceria com a Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade, surge no âmbito do Dia Nacional das Comunidades Ciganas, celebrado sábado, dia 24. A iniciativa promove a hashtag #direitoaseroquequiserem para divulgação da mensagem.
Parti

23.6.17

“Todas as pessoas têm direito a ser o que quiserem”

in Público on-line

Vídeos online e na T, cartazes nos autocarros de Lisboa, Porto, Braga — e também nos cinemas. Campanha governamental quer combater a discriminação nas comunidades ciganas — e dar às crianças a oportunidade de ser o que quiserem

Esta é a "primeira vez que o governo português se associa e promove uma campanha contra a discriminação nas comunidades ciganas", salientou a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade em declarações à agência Lusa. E é um momento simbólico.

"Temos consciência de que as comunidades ciganas são as que sofrem mais discriminação em Portugal, entendemos que é preciso a mensagem clara de que independentemente da nossa etnia todas as pessoas têm o direito de ser aquilo que querem, a ter um projecto de vida e um futuro", defendeu Catarina Marcelino.

A campanha, feita em associação com a Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN), consiste para já em dois vídeos, disponíveis no Youtube, que mostram várias crianças ciganas a revelarem quais são os seus sonhos para o futuro e que profissão gostavam de ter quando forem adultos. A condução das "entrevistas" é feita por Catarina Furtado num dos vídeos e Francisco George, director-geral da saúde, no outro. De acordo com a secretária de Estado, a mensagem é muito clara: "As crianças ciganas, tal como todas as outras, têm um sonho e têm o direito de tornar esse sonho realidade".

Catarina Marcelino apontou, por isso, que todas devem ter as mesmas oportunidades para alcançar os seus sonhos, algo que, denunciou, ainda não acontece. "O que acontece, e o que sabemos, é que o facto de se ser pessoa cigana condiciona aquilo que pode ser o seu projecto de vida e aquilo que pode ser a sua realização no futuro e isso não está certo. Nós todos temos direito a ser aquilo que queremos ser porque somos todos portugueses e portuguesas com direitos e deveres iguais", sustentou.

Estratégia Nacional está a ser desenhada

A secretária de Estado admitiu que não será certamente só com esta campanha que a realidade entre a comunidade cigana, e sobretudo entre as crianças, vai mudar, mas adiantou que a iniciativa insere-se num plano mais vasto e mais global, já que está a ser revista a Estratégia Nacional para as Comunidades Ciganas.

Catarina Marcelino salientou que a área da educação é uma das mais importantes, onde está a ser feito trabalho relativamente ao abandono e absentismo escolar das crianças ciganas ou incentivo de prolongamento dos estudos ao ensino secundário e superior. "Estamos a fazer uma grande aposta nesta área da educação para que estas crianças de facto possam ser o que quiserem e para que esta mensagem desta campanha se torne real e possível", revelou.

Para isso, acrescentou, é também necessário que a sociedade olhe para a comunidade cigana de uma forma integradora e que as comunidades ciganas se aproximem da comunidade maioritária. Os dois vídeos da campanha vão passar nas televisões a 24 de Junho, Dia Nacional das Comunidades Ciganas, o mesmo dia em que a mensagem da campanha está disponível na rede multibanco.

Na próxima semana vai estar nos autocarros de Lisboa, Porto e Braga e também nos cinemas. Além destes formatos, vai haver cartazes preferencialmente disponíveis nas localidades onde há mais comunidades ciganas.

Líderes europeus defendem investimento em África para solucionar crise com refugiados

in Diário de Notícias

Os líderes das principais instituições europeias defenderam hoje que a Europa já fez muito em matéria de migrações e acolhimento de refugiados, mas concordaram que muito mais falta fazer, direcionando o foco de atuação para África.

O primeiro recado surgiu pela voz do presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, que, na abertura da conferência de alto nível sobre gestão de migrações que decorre hoje em Bruxelas, defendeu a necessidade de uma "verdadeira estratégia relativamente a África", apontando que isso deve ser uma prioridade nos próximos anos.

Defendeu, por isso, que o próximo orçamento da União Europeia seja reforçado no investimento junto dos países africanos, nomeadamente a Líbia, justificando que só dessa forma é possível fazer aumentar o crescimento e combater a pobreza para que a próxima geração não perca a esperança de viver no seu país de origem.

Ressalvou, no entanto, que não se trata de uma nova colonização de África, mas sim de uma relação entre iguais, sendo necessário "olhar por uma lente africana e não europeia".
O melhor do Diário de Notícias no seu email

"Acredito que (o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude) Juncker será um grande paladino para lidar com estes problemas, para olhar para África, Médio Oriente e zona do mediterrâneo, para mostrar que a Europa quer ser amiga e interlocutora política em que se pode confiar para criar soluções para os filhos de África", desafiou.

Em resposta, o presidente da Comissão Europeia garantiu que a instituição está a levar "muito a sério" a questão da migração, aproveitando para elogiar o papel que tanto a Grécia como a Itália têm tido.

Salientou que foram criadas estruturas para melhorar os processos de registo, mas não deixou de criticar o facto de haver sistemas de asilo mais generosos do que outros e de defender que é preciso lutar para que as pessoas migrantes e os refugiados tenham um futuro melhor no seu próprio país.

Aproveitou para apontar a necessidade de criar melhores relações com África, nomeadamente na luta contra os traficantes de seres humanos, adiantando que para este ano estão destinados 200 milhões de euros para ações de repatriamento para países naquele continente.

"É preciso passar a ações concretas para que África se desenvolva. Em dois anos fizemos muito pra resolver questões migratórias e não é agora o momento de permitir mais fragmentação, mas ainda há muito a fazer", sublinhou o presidente da Comissão Europeia.

Opinião partilhada pela vice-presidente da Comissão Europeia e alta representante da União Europeia para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, que aproveitou para elogiar o trabalho feito nos últimos dois anos.

"Eu sempre me envergonhei com os mortos que a União Europeia fez de conta que não viu e estou muito orgulhosa com todas as vidas que conseguimos salvar", disse a responsável, ressalvando, no entanto, que todas as vidas salvas são também uma derrota.

Defendeu que é preciso eliminar as causas na base da migração, o que, na sua opinião, significa "um investimento massivo em África" feito pela Europa, já que é o seu vizinho mais próximo, um investimento que se dividiria entre desenvolvimento social, democrático, ambiental e também tecnológico.

Disse estar muito orgulhosa do trabalho que está a ser feito para aceder aos campos de detenção na Líbia, revelando, por outro lado, que, no ano passado, mais de 4.500 pessoas regressaram voluntariamente àquele país e defendendo que esse seja um trabalho apoiado, tal como no Níger.

Presente na sessão de abertura, o primeiro-ministro líbio, Fayez al-Sarraj, lembrou que a Líbia é um país de trânsito para imigrações irregulares, com uma situação económico-social ainda muito vulnerável graças ao aumento constante do número de migrantes, o que "tem impacto no tecido social do país".

Disse estar muito satisfeito com o apoio económico que a União Europeia tem dado à Líbia e pediu que esse apoio continue, ressalvando que só dessa forma o país conseguirá desenvolver-se, criando postos de trabalho e as condições necessárias para que os cidadãos nacionais não queiram emigrar.

Ser cigano ainda condiciona futuro das crianças. Governo lança campanha anti-discriminação

Nuno Noronha, Com Lusa, in Sapolifestyle

O Governo vai lançar uma campanha contra a discriminação das pessoas ciganas centrada no direito de todas as crianças poderem ser o que quiserem, já que ser cigano ainda condiciona o seu futuro.

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade adiantou que esta é a “primeira vez que o governo português se associa e promove uma campanha contra a discriminação nas comunidades ciganas”, algo que considera simbólico.

“Temos consciência de que as comunidades ciganas são as que sofrem mais discriminação em Portugal, entendemos que é preciso a mensagem clara de que independentemente da nossa etnia todas as pessoas têm o direito de ser aquilo que querem, a ter um projeto de vida e um futuro”, defendeu Catarina Marcelino.


A campanha, feita em associação com a Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN), consiste para já em dois vídeos, disponíveis na plataforma 'youtube', que mostra várias crianças ciganas a revelarem quais são os seus sonhos para o futuro e que profissão gostavam de ter quando forem adultos.

De acordo com a secretária de Estado, a mensagem é muito clara: “As crianças ciganas, tal como todas as outras, têm um sonho e têm o direito de tornar esse sonho realidade”.

Catarina Marcelino apontou, por isso, que todas devem ter as mesmas oportunidades para alcançar os seus sonhos, algo que, denunciou, ainda não acontece. “O que acontece, e o que sabemos, é que o facto de se ser pessoa cigana condiciona aquilo que pode ser o seu projeto de vida e aquilo que pode ser a sua realização no futuro e isso não está certo. Nós todos temos direito a ser aquilo que queremos ser porque somos todos portugueses e portuguesas com direitos e deveres iguais”, sustentou.

A secretária de Estado admitiu que não será certamente só com esta campanha que a realidade entre a comunidade cigana, e sobretudo entre as crianças, vai mudar, mas adiantou que a iniciativa insere-se num plano mais vasto e mais global, já que está a ser revista a Estratégia Nacional para as Comunidades Ciganas.

Catarina Marcelino salientou que a área da educação é uma das mais importantes, onde está a ser feito trabalho relativamente ao abandono e absentismo escolar das crianças ciganas ou incentivo de prolongamento dos estudos ao ensino secundário e superior.

“Estamos a fazer uma grande aposta nesta área da educação para que estas crianças de facto possam ser o que quiserem e para que esta mensagem desta campanha se torne real e possível”, revelou.

Acrescentou que para isso é também necessário que a sociedade olhe para a comunidade cigana de uma forma integradora e que as comunidades ciganas se aproximem da comunidade maioritária.

Os dois vídeos da campanha vão passar nas televisões a 24 de junho, Dia Nacional dos Ciganos, o mesmo dia em que a mensagem da campanha está disponível na rede multibanco. Na próxima semana vai estar nos autocarros de Lisboa, Porto e Braga e também nos cinemas.

Além destes formatos, vai haver cartazes preferencialmente disponíveis nas localidades onde há mais comunidades ciganas.

21.6.17

Número de desempregados inscritos nos centros de desemprego recua 19,2% em maio

in O Observador

O número de desempregados baixou 19,2%, face a igual mês de 2016. Os últimos números revelam que estão inscritas 432.274 pessoas nos centros de desemprego.
Partilhe

Os dados indicam que foi uma redução de 102.684 pessoas relativamente ao ano passado

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego voltou a baixar em maio, 19,2%, face a igual mês de 2016, totalizando 432.274 pessoas, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com o IEFP, em relação ao mês anterior, o número de desempregados registados diminuiu 4,1%, o que representa menos 18.687 pessoas. A redução homóloga de 19,2% em maio (correspondente a 102.684 pessoas), segue-se à descida homóloga de 19,9% registada em abril, que tinha sido a maior quebra homóloga desde que há registo (1989) e colocou o desemprego registado ao nível de janeiro de 2009.

Para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2016, contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as reduções observadas nos homens (21,3%), os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (18,3%), os inscritos há menos de um ano (22,8%), os que procuravam novo emprego (19,0%) e os que possuem como habilitação escolar o secundário (22,1%).

Segundo o IEFP, o desemprego afetava em maio 47,3 mil jovens, o que representa uma redução homóloga de 26% (menos 16,6 mil jovens) e uma redução mensal de 6,6% (menos 3,3 mil jovens). Já o número de desempregados de longa duração foi de 218,8 mil no mês de maio, diminuindo 15,4% em relação ao mês homólogo (menos 39,7 mil pessoas) e 2,2% em termos mensais (menos 4,8 mil pessoas).

A nível regional, comparando com o mês de maio de 2016, o desemprego diminuiu em todas as regiões do país, destacando-se o Algarve e o Alentejo com as descidas percentuais mais acentuadas, respetivamente 30,8% e 23,2%. Em relação ao mês anterior, o desemprego diminuiu em todas as regiões do país, destacando-se o Algarve com a descida percentual mais elevada, 21,3%.
Número de casais inscritos também diminuiu

O número de casais em que ambos os cônjuges estão inscritos como desempregados desceu 17,6% em maio em termos homólogos e 4,9% face a abril, para 9.495, foi divulgado esta quarta-feira.

De acordo com a informação disponível na página do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), em maio, do total de desempregados casados ou em união de facto, 18.990 (10,3%) têm também registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no serviço de emprego.

Assim, no final de maio, o número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados era de 9.495, menos 17,6% (o equivalente a 2.030 casais) do que no mês homólogo e menos 4,9% (487 casais) do que no mês anterior. No final de maio, estavam registados nos Serviços de Emprego do Continente 404.470 desempregados, dos quais 45,5% eram casados ou viviam em situação de união de facto, perfazendo um total de 183.847.

Projecto - Alentejo recebe programa de combate ao desemprego jovem

in Público on-line P3

"PRO-MOVE-TE" vai ser desenvolvido em nove concelhos do Alto Alentejo até 2020. Se correr bem pode ser alargado ao resto do país

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, mostrou-se convicto de que o novo programa para combater o desemprego jovem no Alto Alentejo vai ter sucesso, esperando alargar o projecto a todo o país. O programa "PRO-MOVE-TE" vai ser desenvolvido em nove concelhos do Alto Alentejo (Alter do Chão, Campo Maior, Elvas, Fronteira, Marvão, Nisa, Portalegre, Ponte de Sor e Sousel) até 2020 e pretende apoiar os jovens, contribuindo para o desenvolvimento de competências e auxiliá-los na inserção laboral.

"Vamos verificar se será possível alargá-lo [o programa] a mais concelhos e se for uma boa experiência, como eu estou convicto que vai ser, poderemos pensar ter à escala nacional um apoio a este tipo de iniciativas", disse. Vieira da Silva falava aos jornalistas em Campo Maior, no distrito de Portalegre, na apresentação do "Fórum de Empregabilidade Jovem no distrito de Portalegre", inserido no programa "PRO-MOVE-TE", que tem como objectivo combater o desemprego jovem na região. O programa terá três edições por ano, num total de nove edições.

A iniciativa, segundo o ministro, pretende "apoiar as pessoas", nomeadamente a desenhar um percurso, aprender a fazer currículos e a promover e melhorar as suas qualificações. "Ou seja", frisou, "não ficarem em casa ou no centro de emprego à espera de uma oportunidade, mas também contribuírem para criar essa oportunidade".

Durante o fórum foram ainda apresentados os resultados do programa piloto "Lanzaderas", uma iniciativa realizada em Espanha pela Fundación Santa María la Real e que foi transferida para Portugal pela Associação Coração Delta, de Campo Maior. A experiência piloto em Campo Maior teve início em 2016 e visou dar resposta ao problema social do desemprego jovem, tendo alcançado uma taxa de 70 por cento de inserção laboral.

A ministra do Emprego e da Segurança Social de Espanha, Fátima Bañez, marcou também presença em Campo Maior, tendo sublinhado que o projecto "Lanzaredas" tem sido desenvolvido pelos espanhóis com uma "atitude pró-activa". "É uma iniciativa que nasceu da sociedade civil, apoiada pelos organismos públicos e pelo Governo de Espanha e que tem dado resultados. O nível de inserção no mercado de trabalho é superior a 50 por cento", disse.

20.6.17

Guimarães e Barcelos distinguidos pelo acolhimento a refugiados

in Correio do Minho

Os Municípios de Guimarães e de Barcelos contam-se entre as câmaras municipais que vão ser distinguidas, amanhã, pelo trabalho desenvolvido no acolhimento a refugiados.

O Conselho Português para os Refugiados (CPR) anunciou que vai «prestar uma homenagem» às autarquias que acolherem migrantes em Portugal, no âmbito do Dia Mundial dos Refugiados, que se assinala amanhã.

«Pela primeira vez, o CPR irá prestar uma homenagem às autarquias do país e às equipas que colaboram com a nossa organização na procura de soluções dignas de acolhimento e integração dos refugiados em Portugal», lê-se numa nota enviada à imprensa.
«No Dia Mundial do Refugiado, 20 de junho, celebra-se a resiliência e a coragem de mais de 65 milhões de pessoas que foram forçadas a fugir da guerra, da perseguição e da violência, mas também se reconhece o papel da sociedade porconjunto entregarão um prémio aos municípios parceiros do CPR no acolhimento de refugiados.

Ao atribuir uma distinção aos municípios que, em parceria com o CPR, têm acolhido refugiados, nomeadamente a Guimarães, Barcelos, Amadora, Águeda, Alenquer, Caldas da Rainha, Carregal do Sal, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Lisboa, Loulé, Loures, Moimenta da Beira, Oeiras, OuConselho Português para os Refugiados vai distinguir autarquias tuguesa que, solidariamente, acolhe refugiados, oferecendo-lhes um lugar seguro nas suas comunidades, recebendo-os nas suas escolas e nos seus locais de trabalho», explica o documento.

O CPR anunciou também a realização de uma gala que contará com a presença do ministro adjunto, Eduardo Cabrita, para além da presidente desta entidade, Teresa Tito de Morais, que em rém, Salvaterra de Magos, Santa Maria da Feira, Santarém, Sintra, Torres Novas, Torres Vedras e a Fundação INATEL, «o CPR pretende na Gala “Solidários #ComOsRefugiados” realçar o papel desenvolvido pelos técnicos e seus dirigentes em prol da causa dos Refugiados e dos Direitos Humanos», acrescenta-se no comunicado de imprensa.

Redação/Lusa DR

O papel dos dispositivos médicos no envelhecimento ativo

João Gonçalves, in Diário de Notícias

O envelhecimento ativo deverá assumir cada vez mais uma prioridade nas sociedades atuais. Encontrar soluções equilibradas para que se viva mais tempo e com melhor qualidade de vida, será o principal desafio.

Portugal não pode ficar alheio a este desafio, tanto mais que a tendência para uma pirâmide demográfica invertida, causada pelo envelhecimento da população, e o aumento da prevalência de doenças crónicas, têm atingido particularmente o nosso país.

Os dispositivos médicos desempenham um papel crucial no aumento da longevidade pois, se por um lado permitem retardar os aspetos negativos de um processo inevitável, o envelhecimento, por outro, contribuem para uma melhoria significativa da qualidade de vida dos cidadãos.

A perda da visão ou da audição é descrita pelas pessoas como uma das situações que maior impacto teria na sua vida quotidiana. Pois bem, a recuperação destes dois sentidos, através de tecnologias e de dispositivos cirúrgicos inovadores, como são os casos das lentes intraoculares e dos implantes cocleares, respetivamente, são bastante elucidativos do papel preponderante dos dispositivos médicos.

Também ao nível da mobilidade, as diversas soluções diferenciadas disponíveis no mercado, as próteses ortopédicas, os stents coronários, os desfibrilhadores implantáveis, as válvulas aórticas percutâneas, entre outras, fazem com que os nossos cidadãos consigam atingir padrões de qualidade de vida em saúde equiparados aos das sociedades mais avançadas.

A indústria dos dispositivos médicos é das mais inovadoras do mundo, disponibilizando rapidamente os mais recentes avanços tecnológicos. Esta inovação, associada a uma melhor acessibilidade, serão seguramente os fatores críticos de sucesso do tratamento eficaz da doença crónica e da redução da morbilidade associada ao envelhecimento.

Como associação empresarial, a APORMED pautará a sua atuação pela defesa dos legítimos interesses das empresas deste setor para que estas mantenham, em Portugal, a qualificação dos seus recursos humanos e a sua capacidade para inovar.

E vivemos desempregados para sempre

Filipa Correia de Araújo, in Observador

Com mais tempo livre, a forma como o ocupamos será uma das nossas maiores preocupações e uma que poderíamos ter já. Estamos entre os maiores workaholics da Europa e tiramos disso poucos benefícios.

Até há bem pouco tempo não conseguíamos passar um dia sem ouvir falar do desemprego dos jovens licenciados em Portugal. Depois vieram os estágios do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e os milhões neles injectados (18,8 só na primeira de três fases em 2017) e deixámos de prestar tanta atenção a este problema. Saber que há jovens a mergulhar da faculdade directamente para o desemprego salta-nos se calhar mais à vista do que pais de família com quarentas e cinquentas que deixam de ter lugar no mercado de trabalho, apesar de ainda longe da idade da reforma.

Podemos estar um tanto ou quanto anestesiados, mas os problemas que levaram a essas elevadas taxas continuam longe de estar resolvidos. O desemprego é um dos tópicos a que damos atenção no Lisbon Hub dos Global Shapers e, no rescaldo da conferência AI for Good das Nações Unidas em Genebra, parece-me pertinente falar de inteligência artificial e de robôs a trabalhar por nós e do que vamos fazer quando for bastante mais raro termos um emprego ou mesmo um trabalho.

Curiosamente, os avanços da inteligência artificial têm-se dado de forma simultaneamente célere e lenta. Se, por um lado, já estamos a desenvolver robôs com capacidades incríveis (como a Sophia), por outro ainda não os estamos a ver entrar na nossa vida adentro de forma demasiado rápida para não parecer natural.

A comercialização de robôs que vão ajudar idosos e dar banho aos miúdos ainda se vislumbra distante, mas a inteligência artificial mais discreta já está a espreitar por debaixo da porta, especialmente da do nosso emprego. A maior parte da automatização em Portugal ainda está reservada à indústria, mas já conseguimos vislumbrar que muitas das tarefas que hoje em dia fazemos daqui a alguns anos serão mais económicas se feitas por sistemas de inteligência artificial. Claro que nessa altura haverá consequências negativas para o emprego, mas os efeitos positivos também lá estarão, à espera que os saibamos aproveitar.

Pensando no incêndio em Pedrógão Grande e no da semana passada em Londres, surge o anseio por robôs bombeiros que consigam enfrentar as chamas como não conseguem os seres humanos, programados para preservar a vida e a natureza em detrimento de si próprios. Também é de algum modo agradável saber que pode deixar de ser necessário ter pessoas a trabalhar no meio de lixeiras e esgotos e que daqui a uns anos os elementos repetitivos da maior parte dos empregos serão todos automatizados, deixando-nos livres para nos dedicarmos às tarefas com que acrescentamos mais valor.

O ajustamento à inteligência artificial como força produtiva vai demorar o seu tempo e viver diferentes fases, nas quais provavelmente teremos de nos reinventar e lançar a novas tarefas de modo consecutivamente mais rápido. Os millennials talvez já sejam uma geração relativamente bem preparada para esta adaptação, sabendo como perguntar tudo o que não sabem ao Google e habituados a aprender online aquilo que os professores ao vivo e a cores não lhes ensinam. As gerações anteriores provavelmente necessitarão de mais apoio nesta transição e, nesse caso, não só as reformas legais, mas também as decisões ao nível da regulação da inteligência artificial desempenharão um papel fulcral. Não seremos necessariamente obrigados a aceitar a introdução de todas as tecnologias à medida que são desenvolvidas e poderemos decidir que há algumas que destroem demasiados empregos demasiado depressa para serem adoptadas num certo momento.

Portugal está bem posicionado para a inovação de base científica, como escreveu o meu colega Global Shaper David Braga Malta, e isso pode dar-nos uma vantagem na introdução da inteligência artificial em grande escala no mercado de trabalho. Talvez os maiores desafios na adaptação a estas mudanças far-se-ão sentir nos países em desenvolvimento, que com uma população cada vez mais jovem e mais numerosa, estão actualmente com dificuldades em garantir um número mínimo de empregos para que uns poucos na família possam sustentar os muitos restantes.

Imaginar as pressões que as economias em desenvolvimento sentirão num mundo em que menos empregos estarão disponíveis, principalmente para aqueles sem formação tecnológica, não nos deixa antever um cenário positivo. O investimento de mais esforços na educação, tecnologia e estabilidade política, bem como o aumento da consciência de que neste mundo global a negligência com uns rapidamente se torna num mal para todos, serão instrumentais para garantir que limitamos o número de guerras e revoluções com efeitos devastadores.

Agradar-nos-ia a ideia de poder vir a ficar desempregados para sempre? Nos moldes do que é hoje o desemprego provavelmente não, mas se forem outros, porque não? Tendo por base alguns dos sistemas de previdência social na Europa, não é difícil de imaginar que sejamos capazes de chegar a um equilíbrio em que mesmo as 35 horas de trabalho semanais sejam em demasia para produzirmos o suficiente de modo a garantir que nós e os outros recebemos o que necessitamos para viver bem. Nesse caso, poderemos suportar bem mais pessoas sem emprego, ou com formas radicalmente diferentes das actuais de se estar empregado.

Com mais tempo livre, a forma como o ocupamos será possivelmente uma das nossas maiores preocupações e é uma que bem poderíamos ter já. Estamos entre os maiores workaholics da Europa e os benefícios que disso tiramos são poucos. Passar menos tempo no trabalho e dedicar mais tempo aos nossos hobbies, talvez até a investir em novas competências, é possivelmente uma das melhores formas de nos prepararmos para a maior convivência com os robôs.

Filipa Correia de Araújo tem 26 anos e é gestora de projectos de desenvolvimento internacional na CESO Development Consultants. Licenciou-se em Economia pela Universidade Nova de Lisboa em 2009 e antes de terminar o mestrado CEMS MIM em Gestão Internacional em 2015, trabalhou em países tão diversos como o Uganda, Timor e a Alemanha. A sua área de foco é a promoção do empreendedorismo como resposta à falta de emprego e estímulo ao sector privado em países em desenvolvimento.

O Observador associa-se aos Global Shapers Lisbon, comunidade do Fórum Económico Mundial para, semanalmente, discutir um tópico relevante da política nacional visto pelos olhos de um destes jovens líderes da sociedade portuguesa. Ao longo dos próximos meses, partilharão com os leitores a visão para o futuro do país, com base nas respetivas áreas de especialidade, como aconteceu com este artigo sobre desemprego na era dos robôs. O artigo representa, portanto, a opinião pessoal da autora e não vincula os Global Shapers de Lisboa.

Subsídio de desemprego entra em vigor em julho em Cabo Verde

in Diário de Notícias

O subsídio de desemprego vai entrar em vigor a partir de julho em Cabo Verde, segundo decisão saída da reunião do Conselho de Concertação Social, que hoje decorreu na cidade da Praia.

Segundo informação divulgada oficialmente pelo gabinete do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, durante a reunião, que juntou membros do Governo, representantes dos patrões e sindicatos, "foi concertada a data" de entrada em vigor desta prestação social, estando "criadas todas as condições para o efeito".

Foi ainda assumido o compromisso de "melhorar, em extensão e em profundidade, a cobertura do subsídio de desemprego".

Durante a reunião, foi ainda acordado aumentar o salário mínimo de forma gradual até atingir os 15 mil escudos (cerca de 136 euros) no final da legislatura.
O melhor do Diário de Notícias no seu email

Agora pode subscrever gratuitamente as nossas newsletters e receber o melhor da atualidade com a qualidade Diário de Notícias.
Subscrever

Atualmente o salário mínimo em Cabo Verde está fixado em 11 mil escudos (cerca de 100 euros).

O Executivo assumiu o compromisso de desenvolver políticas sociais "adequadas à redução da pobreza relativa em 16% e da pobreza extrema em 5%" até ao final da legislatura.

Regularizar as situações pendentes relativas às reclassificações, promoções e progressões dos funcionários públicos e regularizar os reembolsos dos impostos em dívida até 2019 foram outras metas traçados pelos parceiros na reunião.

"Um conjunto de metas que anualmente são discutidas e respaldadas nos orçamentos de Estado, passarão a ser discutidas e partilhadas, previamente, com os parceiros sociais, em julho de cada ano", ou seja antes da elaboração do documento, adianta a informação.

Durante a reunião foi aprovado na generalidade o Acordo Estratégico de Médio Prazo, um documento em que os parceiros sociais assumem "compromissos fundamentais e estruturantes, para colocar o país a crescer a taxas mais elevadas, gerar mais empregos, duplicar o rendimento médio dos cabo-verdianos e reduzir de forma significativa a pobreza".

A meio da manhã, em declarações à comunicação social, as centrais sindicais e a Câmara do Comércio de Sotavento consideraram a proposta apresentada pelo Governo uma "boa base" de negociação.

O Conselho de Concertação Social reuniu pela terceira vez nesta legislatura com a presença de duas dezenas de membros entre representantes dos trabalhadores, das entidades empregadoras e do Estado.

7.6.17

Governo dos Açores disponível para parceria com Rede Europeia Anti-Pobreza

Andreia Cardoso, in Açoriano Oriental

A secretária regional da Solidariedade Social dos Açores manifestou hoje disponibilidade para uma parceria com a Rede Europeia Anti-Pobreza, sendo o primeiro passo a dar a disponibilização do diagnóstico sobre a situação do setor no arquipélago

"A forma de participação é uma questão que temos ainda que consolidar. O primeiro passo será disponibilizar à rede o diagnóstico que estamos a concluir no âmbito da estratégia regional de combate à pobreza e exclusão social”, declarou Andreia Cardoso aos jornalistas, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Andreia Cardoso, que reuniu com o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, Agostinho Moreira, afirmou que, uma vez disponibilizado o diagnóstico, a rede irá apontar quais as áreas onde se deve agir, em função do conhecimento que tem na tipologia de intervenção, e de que forma “poderá colaborar e disponibilizar os seus recursos técnicos, preciosos para o Governo Regional”.

A EAPN - European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti-Pobreza) é a maior rede europeia de redes nacionais, regionais e locais de ONGs, bem como de organizações europeias ativas na luta contra a pobreza, tendo sido fundada em 1990, em Bruxelas, estando atualmente representada em 31 países, nomeadamente em Portugal.

A titular da pasta da Solidariedade Social dos Açores admitiu a possibilidade de criação de um espaço físico na região da rede “se for o entendimento das duas partes que este será imprescindível para o bom desempenho da parceria”.

“Parece-nos que é indispensável beneficiar do conhecimento que a rede possui a nível nacional de implementação de estratégias locais atendendo às particularidades de cada território”, declarou a governante.

Andreia Cardoso considerou ser “muito importante” a monitorização da implementação da estratégia regional de combate à pobreza e exclusão social por parte da Rede Europeia Anti-Pobreza, através da apresentação de propostas concretas, como acontece no contexto nacional.

Agostinho Moreira afirmou, por seu turno, que a rede pretende com a sua presença disponibilizar 25 anos de experiência nacional aos Açores, visando “enriquecer o trabalho que o Governo Regional está a promover”.

“A proposta pode materializar-se (ainda vamos estudar) numa participação no know how da Rede Europeia Anti-Pobreza, de forma particular no acompanhamento das análises feitas às realidades que são causas geradoras de pobreza, por forma a que possa depois haver uma proposta política”, disse Agostinho Moreira.

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza adiantou que vai reunir com a Cooperativa Regional de Economia Solidária (Cresaçor) e com a Associação de Desenvolvimento Local Norte Crescente para estas organizações sejam parceiras da Rede Europeia Anti-Pobreza.

Governo dos Açores disponível para parceria com Rede Europeia Anti-Pobreza

in Diário de Notícias

A secretária regional da Solidariedade Social dos Açores manifestou hoje disponibilidade para uma parceria com a Rede Europeia Anti-Pobreza, sendo o primeiro passo a dar a disponibilização do diagnóstico sobre a situação do setor no arquipélago.

"A forma de participação é uma questão que temos ainda que consolidar. O primeiro passo será disponibilizar à rede o diagnóstico que estamos a concluir no âmbito da estratégia regional de combate à pobreza e exclusão social", declarou Andreia Cardoso aos jornalistas, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Andreia Cardoso, que reuniu com o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, Agostinho Moreira, afirmou que, uma vez disponibilizado o diagnóstico, a rede irá apontar quais as áreas onde se deve agir, em função do conhecimento que tem na tipologia de intervenção, e de que forma "poderá colaborar e disponibilizar os seus recursos técnicos, preciosos para o Governo Regional".

A EAPN - European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti-Pobreza) é a maior rede europeia de redes nacionais, regionais e locais de ONGs, bem como de organizações europeias ativas na luta contra a pobreza, tendo sido fundada em 1990, em Bruxelas, estando atualmente representada em 31 países, nomeadamente em Portugal.

A titular da pasta da Solidariedade Social dos Açores admitiu a possibilidade de criação de um espaço físico na região da rede "se for o entendimento das duas partes que este será imprescindível para o bom desempenho da parceria".

"Parece-nos que é indispensável beneficiar do conhecimento que a rede possui a nível nacional de implementação de estratégias locais atendendo às particularidades de cada território", declarou a governante.

Andreia Cardoso considerou ser "muito importante" a monitorização da implementação da estratégia regional de combate à pobreza e exclusão social por parte da Rede Europeia Anti-Pobreza, através da apresentação de propostas concretas, como acontece no contexto nacional.

Agostinho Moreira afirmou, por seu turno, que a rede pretende com a sua presença disponibilizar 25 anos de experiência nacional aos Açores, visando "enriquecer o trabalho que o Governo Regional está a promover".

"A proposta pode materializar-se (ainda vamos estudar) numa participação no know how da Rede Europeia Anti-Pobreza, de forma particular no acompanhamento das análises feitas às realidades que são causas geradoras de pobreza, por forma a que possa depois haver uma proposta política", disse Agostinho Moreira.

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza adiantou que vai reunir com a Cooperativa Regional de Economia Solidária (Cresaçor) e com a Associação de Desenvolvimento Local Norte Crescente para estas organizações sejam parceiras da Rede Europeia Anti-Pobreza.