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1.3.23

Com o dobro de mulheres em empregos tech, PIB da UE poderia aumentar até 600 mil milhões

Joana Nabais Ferreira, in ECO

O facto de (ainda) não existir igualdade de género no setor tech, continuando a ser os homens quem mais intervém no design e na construção dos produtos tecnológicos que moldam a nossa vida, pode estar não só a reforçar a desigualdade e os preconceitos como a impactar a economia europeia. Se a percentagem de mulheres em empregos tecnológicos duplicasse até 2027, o PIB da União Europeia (UE) poderia aumentar em até 600 mil milhões de euros. Esta é uma das principais conclusões do relatório “Women in tech: The best bet to solve Europe’s talent shortage” da McKinsey & Company.

“A falta de talento no setor tecnológico pode colocar a capacidade de crescimento da Europa e das suas empresas em risco, e os líderes estão conscientes desse problema: 77% dos executivos citaram o défice de competências como um obstáculo à implementação da transformação digital, e apenas 16% dos líderes afirmaram que as suas empresas estão preparadas para colmatar esta lacuna”, afirma André Osório, diretor de client capabilities da McKinsey em Portugal e em Espanha.

Atualmente, apenas 22% das mulheres europeias ocupam atualmente cargos tecnológicos em empresas, sendo o desenvolvimento e gestão de produto (46%) e a engenharia, ciência e análise de dados (30%) as áreas com maior representação feminina.

Por outro lado, os cargos com maior procura atualmente, relacionados com DevOps e Cloud, são também os que têm o menor número de trabalhadoras: apenas 8%. Seguem-se as áreas de sistemas (15%) e de engenharia core (18%).

O gap ao nível de género está diretamente relacionado com a percentagem de mulheres no ensino superior nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Segundo o relatório, a média europeia de mulheres licenciadas em cursos STEM é de 32%, sendo que, no caso de Portugal, o país fecha o top 10 europeu com valores na ordem dos 35%.

“Ao contrário do mito de que a falta de mulheres em STEM se deve a uma menor predisposição das mesmas para o tema, em termos gerais, em todos os países europeus, as alunas e os alunos pré-adolescentes não mostram diferenças nas competências científicas e matemáticas, tal como refletido no teste TMMS, realizado aos nove anos, e no teste PISA, realizado aos 15 anos”, refere a consultora.

Os quatro R’s de atuação

Para colmatar esta lacuna, a análise da McKinsey indica que a Europa deve aumentar o seu talento tecnológico feminino em mais de 1,6 milhões e alcançar um equilíbrio de 40/60 até 2027. Para que isso aconteça, é crucial atuar com base em quatro pilares chave, começando, desde logo, pela redistribuição, que significa “impulsionar a formação STEM e recrutar mulheres com potencial em papéis não tecnológicos que tenham competências indiretamente relacionadas com a tecnologia”.

Segue-se a remodelação, através da eliminação preconceitos no processo de contratação, que deve facilitar o equilíbrio entre a vida profissional e familiar.

Um terceiro pilar está relacionado com a retenção de talentos, criando oportunidades de liderança feminina, eliminando disparidades salariais e abordando as razões culturais para o abandono do talento feminino do setor.

Finalmente, o redimensionamento, aumentando a taxa de mulheres inscritas e licenciadas em cursos STEM.

“Se as empresas tiverem presentes estes pilares, poderemos ter uma presença feminina de 33% a 45% em cargos tecnológicos nos próximos anos. A atual falta de diversidade na tecnologia europeia resulta em desvantagens significativas para a Europa em toda a força de trabalho, na sociedade e mesmo ao nível da inovação. Neste sentido, é de particular importância aumentar a presença de mulheres nos cargos de topo: por exemplo, empresas em que a presença de mulheres nos conselhos de administração ultrapassa os 30% têm em média um investimento em I&D quatro vezes superior ao resto da economia”, refere André Osório.

Integrar mulheres fora do mercado de trabalho

Para além da atuação sobre estes quatro pilares, o relatório revela uma oportunidade adicional para reintegrar mulheres atualmente fora da força de trabalho. Mais de 13 milhões de mulheres europeias, com idades compreendidas entre os 25 e os 54 anos, estão fora do mercado de trabalho, representando 18,5% do total da população feminina.

Quase metade (46%) deste grupo afirma que as responsabilidades familiares são a principal razão pela qual não podem trabalhar, revelando que existe espaço de atuação para as organizações, sugere o estudo da consultora.

“Assumindo que a taxa de sucesso das mulheres que reentram no mercado de trabalho tecnológico se situa entre 15% e 20%, com as empresas a oferecer políticas de conciliação e flexibilidade, tais como cuidados infantis e apoio familiar no trabalho, estamos a falar de 140.000 a 200.000 talentos tecnológicos que poderiam ser incorporados nesta indústria a nível Europeu“, conclui André Osório.

O relatório “Women in tech: The best bet to solve Europe’s talent shortage” teve por base os dados de mais de 60 milhões de trabalhadores na Europa.

17.5.22

Aveiro vai receber um dos fóruns de debate sobre a pobreza.

in Terra Nova

Trata-se de uma ação da sociedade civil corporizada pelos fóruns cidadania criados em Portugal.

O Fórum Cidadania de Aveiro conta com figuras reconhecidas que pretendem acentuar a reflexão sobre o tema.

Grupo formado por Raquel Castro Madureira, professora universitária e ex-vereadora; Manuel Coimbra, professor universitário; Elisabete Rita, diretora da AIDA; João Maia Marques, presidente da direção das Florinhas do Vouga e presidente da Mesa da Assembleia Geral da União Distrital das IPSS de Aveiro; Manuel Assunção, professor universitário e ex-reitor da universidade de Aveiro; Regina Bastos, ex deputada ao Parlamento Europeu, ex secretária de estado da Saúde e ex deputada à Assembleia da República; Belmiro Torres Couto, engenheiro e professor universitário; Paula Urbano Antunes, subdelegada regional do IEFP (Instituto de emprego e Formação Profissional); Armando França, advogado, ex presidente câmara de Ovar; Beatriz Reis, professora e ex-presidente da CPCJ de Aveiro, (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens) e Margarida França, Administradora Hospitalar.

Para assinalar os 30 anos da EAPN Portugal, com o alto patrocínio do Presidente da República, lançou uma série de 4 grandes fóruns de debate sobre a pobreza em Portugal.

Iniciativa a ter lugar de 30 de Abril a 3 de Junho nas cidades do Porto, Aveiro, Braga e Lisboa.

O tema escolhido pelo fórum para debate em Aveiro é o “trabalho, a empregabilidade e a requalificação profissional”.

Será no dia 14 de Maio.

“Está assim lançado o repto – e o convite - a que toda a sociedade civil, política, sector social, empresas, serviços e associações se juntem em reflexão no dia 14 de Maio para debater tão premente fator de desconstrução de uma sociedade verdadeiramente livre, empreendedora, de bem, segura e…feliz. Para que juntos, como sociedade, de mãos dadas possamos pintar as páginas vindouras de todos da cor do céu e da Paz”, refere a organização do evento.

5.11.21

As redes sociais e o mercado de trabalho: as dicas de uma gestora de talento para arranjar emprego

Andreia Cunha, in Público on-line

O P3 esteve em directo no Instagram com Célia Marques, gestora de talento da Landing.jobs, para dar respostas e dicas úteis sobre como encontrar um emprego através das redes sociais.

Numa conversa em directo no Instagram para ajudar quem está à procura de emprego - e que pode ser vista aqui -, Célia Marques, gestora de talento da Landing.jobs, deu dicas úteis para usar as redes sociais nesta tarefa. Os leitores do P3 quiseram saber o que devem fazer antes de procurar emprego, que comportamentos devem adoptar nas redes sociais e como podem encontrar oportunidades dentro das áreas de interesse. Aqui ficam os conselhos que resultaram da conversa “Como usar as redes sociais para arranjar emprego?”.

Estou à procura de emprego. Por onde começar?

Antes de pensar em procurar ofertas de emprego, é importante “definir um plano de acção”, diz Célia Marques. O primeiro passo é encontrar as plataformas de trabalho que “melhor se adaptam à área de emprego pretendida”. Sejam sites generalistas para procurar emprego em Portugal – Net-Empregos ou SAPO Emprego são alguns exemplos – ou sites para procurar vagas disponíveis em áreas mais específicas, como Carga de trabalhos ou Landing.jobs. Registar-se e receber alertas pode ser muito útil.

Identificar as empresas certas para seguir e enviar candidaturas é o passo seguinte: saber quais são potenciais empregadoras e acompanhar as vagas que disponibilizam. E, claro, criar um CV personalizado, sem esquecer informações importantes: dados pessoais, um resumo da experiência académica e também da experiência profissional (se já existir), passatempos e actividades de voluntariado ou formações que podem ajudar a destacar-se no mercado de trabalho.

E destacar-se no mercado de trabalho também significa melhorar a presença online. “As redes sociais vieram ajudar-nos imenso na procura de emprego, mas é necessário potenciarmos o mais possível estas ferramentas”, defende Célia. E, enquanto recrutadora, tem a certeza de que “vale a pena”.

E como posso trabalhar as redes sociais?

Se as redes sociais podem ser importantes ferramentas profissionais, criar um perfil no LinkedIn é quase obrigatório. E há cuidados a não esquecer: escolher uma fotografia “profissional”, escrever um breve resumo para dar a conhecer as experiências académicas e profissionais e partilhar os objectivos e motivações em relação ao mercado de trabalho. Publicar artigos próprios que suscitem interesse a quem os lê pode enriquecer a página.

Com uma presença online cuidada, está na altura de procurar e contactar potenciais empregadores. Quais as empresas que trabalham na tua área? Deves seguir as suas páginas e acompanhar as publicações porque podes encontrar ofertas de emprego. O LinkedIn disponibiliza um grande número de vagas e “acaba por funcionar como um site de emprego”. E também serve de intermediário na comunicação com os colaboradores. Pode ser uma mais-valia “enviar mensagem a fazer questões ou a pedir ajuda” a quem trabalha nessas empresas e é uma referência na tua área de interesse.

Posso responder a vagas de emprego nas redes sociais?

Uma candidatura a uma vaga de emprego pode acontecer através de uma carta de motivação personalizada que acompanha o CV ou via LinkedIn. É uma alternativa válida enviar uma mensagem ao responsável pela oferta de trabalho ou dirigir-se ao director de Recursos Humanos daquela empresa. E deves lembrar-te que o conteúdo da mensagem vai fazer a diferença no processo de recrutamento. “Devemos mencionar em todos os contactos com as empresas e com os possíveis empregadores a nossa motivação e as mais-valias que podemos trazer se optarem por nos contratar”, sublinha Célia Marques. E, se tudo correr bem, és chamado para uma entrevista.

A seguir podes ter de esperar para saber se conseguiste o emprego, mas não percas o contacto com a empresa. No fim da entrevista procura já saber os próximos passos e “obter o compromisso do lado do recrutador”. Se não receberes uma resposta ao fim de alguns dias, “não fica mal enviar uma mensagem ao recrutador a pedir feedback da entrevista e a questionar qual será a próxima fase”, aconselha Célia. Só “demonstra o interesse” em prosseguir com a candidatura.

Mais conselhos para colocar em prática e erros a evitar

As dicas mencionadas vão ajudar-te a melhorar a tua presença online, a perceber como usar as redes sociais como ferramenta profissional e como podes colocar-te em contacto com potenciais empregadores. Mas, ao longo da conversa, Célia Marques partilhou mais conselhos e referiu os erros a evitar por quem está à procura de emprego:
ter muita atenção com o tipo de conteúdos que se publica nas redes sociais, quer pessoais quer profissionais;
escolher uma fotografia de perfil profissional para o LinkedIn;
nunca mentir no CV ou no perfil criado na rede social profissional;
enviar o CV Europass apenas quando o empregador o menciona na vaga de trabalho;
escrever sem erros ortográficos.


O programa de bolsas da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI, disponibiliza bolsas de pós-graduação na Europa, América do Norte e na zona da Ásia- Pacífico, e bolsas de doutoramento e pós-doutoramento em Espanha e Portugal. Nesta página especial dedicada a bolsas de estudo e a empregabilidade jovem, o P3 partilha dicas úteis sobre como concorrer a bolsas, preparar currículos e dar nas vistas entre outros candidatos, sem qualquer relação directa com os apoios atribuídos pelo programa.


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8.6.21

Imagine. DiVERGE empodera jovens do bairro Zambujal para o emprego

Ana Marcela, in EcoOnline

Programa Imagine pretende dotar os jovens de bairros carenciados de ferramentas que lhes permitam ter igualdade de oportunidades.

Quase um terço dos jovens (26,7%) em Portugal entre os 16 e os 24 anos está em risco de pobreza ou exclusão. A startup portuguesa de sneakers DiVERGE quer dar volta aos números do Eurostat e dar um impulso à Geração Z e, para isso, avançou com o programa social Imagine. O projeto-piloto quer combater a exclusão social, dando aos jovens de bairros sociais cadenciados formação e competências para a empregabilidade. Nove jovens do Bairro do Zambujal, no concelho a Amadora, participaram no programa e criaram sneakers personalizados agora à venda no site da DiVERGE. Jovens recebem as receitas das vendas. DiVERGE compromete-se a dirigir 10% dos lucros para o Imagine.

“O Imagine pretende dotar os jovens de bairros carenciados de ferramentas que lhes permitam ter igualdade de oportunidades, dando-lhes competências fundamentais para a empregabilidade, ao mesmo tempo que potencia a sua autoconfiança e autoestima. Esta é a base de uma ideia que, além de ter impacto social, poderá gerar também impacto económico de um micro negócio que pode ganhar muita escala junto dos nossos clientes”, João Esteves, CEO e fundador da DiVERGE Sneakers, citado em nota de imprensa.

O Imagine propõe 25 horas de formação sobre conceitos básicos de Comunicação Interpessoal, Marketing Estratégico, Publicidade, Vendas, Design, Fotografia, Redes Sociais e Gestão Financeira, que depois os participantes colocam em prática ao desenhar os seus sneakers, participando na campanha de lançamento da coleção, acompanhando os resultados e procurando maximizar as vendas.

“O projeto valoriza e capacita os participantes, tornando-os protagonistas de cada lançamento e os lucros brutos das vendas das suas criações revertem inteiramente a seu favor, sendo que a DiVERGE compromete-se a redirecionar 10% dos seus lucros para o crescimento do programa”, informa a startup.

O programa quer, deste modo, potenciar o impacto social através da “autoconfiança, autoeficácia e autoestima de jovens que vivem em contextos sociais desfavorecidos e com menor acesso de oportunidades.”

Lançada há dois anos, a DiVERGE já vende os seus sneakers 100% personalizáveis e customizados e produzidos na íntegra em Portugal em mais e 50 países. Recentemente, foi selecionada para calçar Felicity Jones no mais recente filme de George Clooney para a Netflix.

29.3.21

A Volta de Apoio ao Emprego 2021 já arrancou!

Carlos Graf, in a Verdade

No passado dia 17, realizou-se, em linha, a primeira sessão da Volta de Apoio ao Emprego 2021. Esta iniciativa, contou com cerca de meia centena de participantes, na sua maioria finalistas de cursos profissionais do Agrupamento de Escolas de Lousada, que conheceram várias ferramentas e soluções para melhorar a empregabilidade e promover a mobilidade.

Joaquim Freitas do ERASMUS+ Juventude em Ação, apresentou o programa Corpo Europeu de Solidariedade, onde jovens entre os 18 e os 30 anos podem encontrar diversas oportunidades de voluntariado, estágios e emprego, contribuindo para a sua entrada no mundo de trabalho e mobilidade europeia (mais informações em www.europasolidaria.pt). Sandra Simão da Rede EURES, apresentou as valências da rede europeia que representa, e demonstrou as potencialidades do Portal EURES, uma importante ferramenta que possibilita acesso a cerca de três milhões de empregos na União Europeia, Noruega, Islândia, Liechtenstein e Suíça (https://ec.europa.eu/eures/).

Esta iniciativa foi organizada pelo Europe Direct do Tâmega, Sousa e Alto Tâmega, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Lousada. A “Volta de Apoio ao Emprego” é promovida pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, enquadra-se na prioridade “uma economia ao serviço das pessoas” e consiste na organização de sessões de informação, em várias localidades do continente e das ilhas, para divulgar oportunidades concretas de emprego e de apoio à empregabilidade.

7.12.20

Sofia Frère: “Apoiar a educação é ajudar Portugal”

Almerinda Romeira, in Negócios on-line

Mais bolsas de ação social, de mobilidade e de formação em competências transversais, aprofundamento do apoio ao voluntariado e regresso da European Innovation Academy são algumas novidades para 2021. No próximo a
no, as instituições apoiadas vão poder contar com cerca de 5,5 milhões de euros do Santander.

Na reta final de 2020, Sofia Frère faz o balanço dos apoios concedidos pelo Santander Universidades num ano atípico e excecionalmente difícil para o ensino superior. O rosto do principal investidor privado do sector em Portugal avança as novidades para o próximo ano.

O que podem as Universidades e os politécnicos esperar do Santander Portugal no próximo ano?
A nossa ideia é manter as linhas de atuação atuais, que assentam nos três eixos que definimos como estratégicos: Educação, Empreendedorismo e Empregabilidade, que, em conjunto, representam já cerca de 75% das verbas que alocamos ao universo do ensino superior.

Qual o ‘budget’ para apoiar o ensino superior em 2021?
Será muito similar ao deste ano. O nosso plano para 2021 inclui uma verba na casa dos 5,5 milhões de anos.

Começando pelo primeiro eixo, a Educação, quais são os vossos objetivos?
Temos como objetivo promover o acesso e a permanência dos estudantes no ensino superior de forma inclusiva e, por isso, queremos aumentar o número de bolsas, particularmente as Bolsas Santander Futuro, que se destinam a estudantes universitários com recursos económicos limitados. Também temos intenção de reforçar as Bolsas Santander Global, que, no fundo, são complementares aos programas de mobilidade como o Erasmus, isto, naturalmente, se o contexto o permitir.

Pode estabelecer a fasquia do crescimento?
O número das Bolsas Santander Futuro poderá crescer para 1.400-1.500 no próximo ano. Este ano atribuímos à volta de 800 e em 2019 foram cerca de 200. Nas bolsas de mobilidade internacional , não sabemos ainda com quantas vamos fechar o ano, pois as convocatórias estão ainda em curso, mas é seguro que queremos aumentar.

Na vertente do segundo “E”, Empreendedorismo, o que se anuncia para o próximo ano?
O empreendedorismo universitário é cada vez mais importante e o Santander Universidades quer acompanhar as instituições do ensino superior nos seus planos para orientarem e melhorarem as capacidades criativas e empreendedoras das suas comunidades académicas. No próximo ano vamos fazer mais uma edição da European Innovation Academy, suspensa em 2020 devido à pandemia. Já temos confirmada a presença de 150 estudantes portugueses e cerca de 600 estrangeiros. Está pensado para meados do ano, durante o mês de Julho e é um evento que consideramos muito relevante pela sua qualidade e pelo know-how que trás para todo o ecossistema universitário.

A empregabilidade é ainda mais importante em período de crise económica, como este que atravessamos. Quais os vossos projetos nesta área?
No âmbito da Empregabilidade, o nosso objetivo é facilitar a integração na vida ativa, melhorando as competências dos alunos para potenciar o seu valor. As bolsas de melhoria de skills não se destinam apenas a universitários, são extensíveis a docentes, que eventualmente venham a precisar de reforçar competências. A aposta é naquilo que designamos por upskilling, no caso de uma melhoria de competências sociais, por exemplo, e reskilling, no caso da reformulação do conjunto de competências já adquiridas. Vamos também trabalhar em alguns projetos com empresas.

O facto de o Santander Universidades estar integrado numa unidade global internacional permite uma série de sinergias e vantagens que podem ser capitalizadas, quer pelas universidades e politécnicos, quer pelos próprios estudantes portugueses, que ficam com uma visão mais alargada e oportunidades mais amplas. A nossa verdadeira missão é contribuir para o desenvolvimento das pessoas e da sociedade em geral. Como diz a nossa presidente, Ana Botín, o desenvolvimento social e económico tem que andar a par. De facto, apoiar a educação é ajudar a sociedade e ajudar Portugal.

Pode exemplificar uma Bolsa de ‘Skills’?
Sim. Neste momento, estamos a lançar Bolsas que visam melhorar Skills para quem queira melhorar o inglês técnico, com o intuito, por exemplo, de prosseguir uma carreira internacional. Há cerca de um mês lançámos uma bolsa para reforçar competências de liderança em mulheres jovens. A capacitação para ministrar aulas online através de ferramentas digitais é um exemplo de tema possível. Todas as oportunidades para bolsas são divulgadas nas nossas plataformas digitais, em: www.bolsas-santander.com e de empreendorismo em www.santanderx.com

O que ganham as parcerias no eixo da Empregabilidade?
Estamos a trabalhar numa outra área muito interessante, que é a da proximidade do banco aos universitários logo por via do seu percurso académico. Uma forma diferente de estágio. Ou seja, queremos impulsionar projetos com as instituições, que permitam ter, por um lado, proximidade aos jovens talentos e, pelo outro lado, abrir-lhes o acesso à vida de uma empresa, desenvolvendo projetos em conjunto com as nossas equipas.

Nos últimos anos, o Santander Universidades apostou no voluntariado universitário. Mantém-se a aposta?
De facto, nos últimos quatro anos lançámos o Prémio de Voluntariado Universitário Santander, uma experiência muito interessante que em 2020, fruto das circunstâncias, acabámos por transformar no Prémio Santander UNI.COVID-19, um concurso que teve grande aceitação por parte dos estudantes – registámos quase 350 candidaturas nas três fases do concurso. Com estes resultados, vamos agora fazer o balanço final e lançar uma formação de apoio à criação de projetos de voluntariado e de impacto social. Vai ser lançado em conjunto com a Universidade do Porto e chamar-se U.Porto Santander Inspira-te, mas está aberto a toda a comunidade académica: estudantes, docente e não docentes.

Do que se trata efetivamente?
No fundo é um conjunto de workshops, uma formação de curta duração para quem quiser desenvolver projetos na área do voluntariado e de impacto social. O voluntariado universitário, para o qual os alunos revelam cada vez maior tendência e apetência, é algo que queremos continuar a promover. O formato dos nossos apoios nesta área para o próximo ano ainda não está totalmente fechado.

Os prémios são outra componente dos apoios.
Sim. Promovemos o Prémio Científico Mário Quartin Graça 2020 para teses de doutoramento em temas com interesse mútuo para Portugal e América Latina, o Prémio Primus Inter Pares para finalistas das áreas de economia e gestão. Mas temos muitos programas específicos em parceria com universidades e politécnicos, onde destaco o prestigiado Prémio Universidade de Coimbra.

As parcerias são uma vertente estruturante do Santander Universidades. Quantos parceiros têm, atualmente? Qual é a abrangência da rede?
Existem cerca de 50 convénios com instituições de ensino superior, universidades e politécnicos , um pouco por todo o país, do Litoral, Interior, Madeira e Açores. A nossa abrangência é nacional. Os convénios oferecem inúmeras vantagens às Instituições de Ensino Superior, mas permita-me que destaque um, o network de que universidades e politécnicos portugueses podem beneficiar ao participar numa rede que envolve mais de 1.300 universidades parceiras do Grupo Santander em 33 países. Acresce que ciclicamente há reuniões de líderes de universidades e politécnicos, o maior fórum do género que permite a troca de experiências e, eventualmente, parcerias. O apoio do Santander não se traduz numa dotação pura e dura, mas também em muitas iniciativas que trazem muito valor para todos os envolvidos, Instituições e os seus próprios alunos.

Aumentar a rede é uma ambição?
É. Temos a consciência que a nossa oferta é de grande valor para as instituições e para os seus alunos. As universidades parceiras têm acesso direto a todos os nossos programas, alguns dos quais internacionais, corporativos, que divulgamos via universidades.

Diretamente, que relação tem o banco com os estudantes do ensino superior?
O Santander, enquanto banco e já numa vertente um pouco mais orientada por aspectos comerciais, tem uma oferta para universitários com condições especiais, como, por exemplo, isenção do pagamento de manutenção de conta, de cartão de débito e MB Way até aos 25 anos, possibilidade de acesso ao crédito de ensino, bem como todo um conjunto de inovações digitais especificamente em meios de pagamento e, claro, informação em primeira mão sobre todas as oportunidades que criamos e lançamos no âmbito do projeto do Santander Universidades

O ano termina daqui a três semanas. Pode fazer o balanço dos apoios concedidos?
Globalmente, contamos mais de 4.000 beneficiários diretos nos programas dos chamados “3 ES” – Educação, Empreendedorismo e Empregabilidade em 2020. O número aumenta significativamente se incluirmos todos os beneficiários indiretos no âmbito dos projetos de voluntariado, investigação e outros.

Até à data, quanto investiu o Santander Universidades no ensino superior em Portugal?
Iniciámos atividade em Portugal em 2003 e já vamos a caminho dos 60 milhões de euros de apoio ao ensino superior. Fomos evoluindo na forma, isto é no montante, e nos conteúdos e programas. Cada vez estamos mais “ricos” em termos dos próprios conteúdos e isso, para nós, é tão importante como o próprio dinheiro investido.


Notificações inativas

 

30.10.18

Medidas de emprego criticadas por servirem para estatísticas e mão-de-obra barata

in a Voz de Trás-os-Montes

As políticas públicas de emprego foram hoje criticadas, em Bragança, por serem entendidas como destinadas a servirem apenas as estatísticas de diminuição de desemprego e aproveitadas por empresas e instituições para mão-de-obra barata.

A crítica foi assumida por Ivone Florêncio, responsável pelo Núcleo Distrital de Bragança da Rede Europeia Anti-pobreza (EAPN) durante um debate promovido por esta organização para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

O tema do debate foi as "Fragilidades do Mercado de Trabalho Local - Desencontros entre a oferta e a procura” e, no entender daquela dirigente, a principal causa do desfasamento que existe é precisamente a forma como estão pensadas as políticas ativas de emprego.

“As medidas dão prioridade a pessoas que estão a receber subsídios como o de desemprego e RSI (Rendimento Social de Inserção) e essas pessoas dificilmente aceitam ir trabalhar porque já têm uma prestação, é um direito que elas têm e ao irem trabalhar em nada lhe vai ser compensatório relativamente ao que auferem”, afirmou.
Colocar um desempregado que está a receber subsídio a trabalhar não lhe vai modificar, como considerou, a situação de pobreza em que se encontra, nem garantir que vai ficar a trabalhar”
“A única coisa que vão estar é a trabalhar durante algum tempo afetas a uma instituição, a receber pouco mais do que o que receberiam estando em casa, fazendo as contas se calhar ainda vão receber menos com os custos que implica”, acrescentou.

Acresce ainda, segundo Ivone Florêncio, que “a maior parte das instituições querem pessoas que estejam a receber esses apoios porque lhe fica mais barato, ao centro de Emprego interessa-lhe colocar essas pessoas porque ao irem trabalhar deixam de contar para as estatísticas (do desemprego)”.

“Mas no fundo nem estão a contribuir para a empregabilidade, porque acabando a medida a pessoa volta a ficar desempregada, a instituição volta a ir buscar outra na mesma situação e temos aqui um ciclo”, observou.
Para esta técnica, “quem nunca trabalhou nem por aí consegue estar no mercado de trabalho porque nunca lhe dão essa oportunidade” e “o mesmo acontece com os estágios profissionais para recém-licenciados”.
E os baixos salários, reduzidos ao Salário Mínimo Nacional, são apontados também como a causa do desfasamento entre as ofertas de emprego existentes e que ficam vagas na região e a procura de trabalho por parte de desempregados.

“O ordenado mínimo nacional, apesar dos aumentos que tem tido, não é suficiente para as pessoas conseguirem ter uma vida livre de pobreza e de exclusão social.
Por alguma razão é que nós (em Portugal) temos uma percentagem tão grande de trabalhadores a viver na pobreza, um em cada dez”, indicou.

Feitas as contas, “o rendimento auferido não é o suficiente para fazer face às despesas diárias que o trabalho implica”, além das despesas familiares agravadas em regiões com o clima de Bragança pelos gastos em aquecimento no inverno.

“Um dos problemas do nosso mercado de trabalho é, além de o trabalho ser precário e não garantir estabilidade é o fraco rendimento que proporciona”, reiterou.
De acordo com Ivone Florêncio, na região não há estatísticas nem estudos de análise sobre estas questões, embora as entidades locais entendam que “o panorama vai muito ao encontro ao nacional: há uma desadequação entre as exigências das empresas e as qualificações das pessoas que estão disponíveis para trabalhar”.

22.6.17

Santarém – Projeto de promoção da empregabilidade de deficientes apoiado pela Fundação Montepio

in o Ribatejo

O projeto “Aquilo que eu sou, consigo e faço!”, da associação Incluir, de Santarém, é um dos selecionados para financiamento pela Fundação Montepio,

A Incluir – Associação de Apoio aos deficientes com Paralisia Mental, como entidade promotora, a APPACDM de Santarém e a Escola Superior de Educação de Santarém, como parceiros, apresentaram este projeto à FACES – Financiamento e Apoio para o Combate à Exclusão Social – Fundação Montepio, este ano, sendo um dos projetos selecionados para financiamento.

Este projeto tem por objetivo criar um site e vídeo para a promoção da empregabilidade da pessoa com deficiência. Estas duas ferramentas serão elaboradas pelo departamento de Multimédia da Escola Superior de Educação de Santarém, com a supervisão da INCLUIR e APPACDM de Santarém.

A inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho é, nos nossos dias, entendida como um fator decisivo de inclusão social, independência económica e consequente valorização e realização pessoal destes cidadãos.

Apesar de já existirem algumas plataformas na área da empregabilidade das pessoas com deficiência, não existem vídeos elucidativos das verdadeiras e reais capacidades destas pessoas. No vídeo, a ser criado, será possível dar a conhecer os dias de trabalho, funções e atividades em várias áreas. Os restantes funcionários e chefias vão expor o que define esta experiência.

A assinatura do protocolo entre a INCLUIR, promotora do projeto, e a Fundação Montepio, financiador, será dia 30 de junho, em Lisboa e no dia 6 de julho, elementos da Fundação Montepio virão visitar a INCLUIR, a APPACDM de Santarém e a Escola Superior de Educação de Santarém.

6.7.15

EAPN activa competências de empregabilidade em Santarém

in Correio do Ribatejo

O concelho de Santarém acolhe, desde o passado mês de Abril e até Novembro, um projecto da EAPN - Rede Europeia Anti
-Pobreza - que visa “activar competências de empregabilidade fazendo a ponte entre duas realidades cada vez mais distintas: a oferta e a procura de emprego.

O projecto baseia-se em sessões de coaching desenvolvidas através de um protocolo entre a EAPN Portugal e o IEFP. Participam deste “CLICK!» 15 pessoas em situação de desemprego, oriundas do concelho de Santarém, e que no âmbito desta iniciativa esperam poder desenvolver as suas competências comunicacionais e relacionais, ajudando-as na busca activa de emprego e, ainda, na sua requalificação profissional.

Segundo Cláudia Albergaria, coordenadora do projecto, trata-se de fazer a mediação entre oferta e procura de emprego, desenvolvendo “um instrumento de complementaridade aos serviços de emprego públicos, através da dinamização de sessões que promovam o aprofundamento e desenvolvimento das soft skills de públicos desempregados vulneráveis e na sensibilização e capacitação para a responsabffidade social de potenciais entidades empregadoras.

“No lado da procura, através da dinamização de 12 sessões de coaching, desenvolvemos uma gestão individualizada e participativa do processo de procura de emprego de desempregados vulneráveis, contribuindo com ferramentas que a tornam numa procura mais activa, indo sempre ao encontro das suas motivações e competências refere a técnica da EAPN.

“No lado da oferta, apresentamos a empregadores formas activas de promoverem empregabilidade, actuando na dimensão da responsabilidade social”, acrescentou ainda.
Na passada quinta-feira, os técnicos da EAPN desenvolveram contactos com potenciais empregadores do concelho com o intuito de conhecerem o tecido empresarial local e apresentarem o perfil dos jovens que se encontram actualmente no projecto em Santarém.

No distrito, este grupo é composto por 15 pessoas entre os 18 e os 30 anos, todas com formação superior, em áreas que vão desde a magiologia ao design passando pelo marketing, gestãõ de recursos humanos e psicologia.

“A taxa de desemprego jovem em Portugal é de mais de 35 por cento”, disse Graça Costa, outra das técnicas da EAPN nesta reunião que serviu para formar uma “Comissão Regional de Acompanhamento” do projecto, da qual o Correio do Ribatejo faz parte.

“O projecto implica um contacto permanente com potenciais agentes empregadores de um território, conhecendo o perfil que procuram quando recrutam colaboradores. Este perfil é simultaneamente trabalhado com o grupo de desempregados referidos, desenvolvendo as suas competências pessoais e reforçando a sua motivação nas sessões de coaching”, concretizou Graça Costa.

“Este projecto não pretende apenas fazer uma ligação directa entre o que o mercado de trabalho procura e o que o potencial colaborador tem para oferecer”, sublinhou.

“Pretendemos aprofundar e levar mais longe esta ligação, construindo-a de uma forma conjunta, com contributos de parte a parte, num processo em que ambos os lados se adeqúem à evolução do processo”, diz Cláudia Albergaria, acrescentando que “desta forma facultamos uma gestão mais individualizada e participativa da procu ra de emprego, promovendo o encontro dos participantes, levando à dinamização de ferramentas que tornem a procura de trabalho cada vez mais activa e, acima de tudo, que ajude a clarificar as motivações e competências de cada pessoa”.
São, ainda, parceiros da iniciativa o Centro de Emprego e Formação Profissional de Santarém, a Associação Comercial de Santarém, o Hospital de Santarém, a Santa Casa da Misericórdia, APPACDM e o Centro Social Interparoquial de Santarém, entre outras instituições e empresas.

19.6.15

Economia social recorre às políticas de emprego para suprimir falta de trabalhadores

in o Observador

Quase 10% dos colaboradores das organizações da economia social são recrutados com recurso às políticas ativas de emprego.

As organizações da economia social (OES) recorrem às políticas ativas de emprego (PAE) como forma de dar resposta à falta de recursos humanos, havendo quase 10% dos colaboradores a serem recrutados desta forma, revela um estudo nacional.

O estudo, “Empregabilidade na Economia Social – O papel das políticas ativas de emprego”, é da responsabilidade da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, que realizou inquéritos a 315 entidades, tendo também efetuado 19 entrevistas a “interlocutores privilegiados”, entre investigadores ou entidades estratégicas.

Para a realização do estudo, e para a caracterização das OES enquanto agentes empregadores e o uso que fazem das medidas ativas de emprego, foram analisadas sobretudo “as mais utilizadas” por aquelas organizações: Estágios Emprego, CEI, CEI+ (Contratos Emprego-Inserção) e Estímulo 2013/Emprego.

Segundo a EAPN Portugal, o recurso a medidas ativas de emprego tem sido “uma das estratégias para a manutenção e possível alargamento dos quadros de colaboradores”, revelando que as 315 OES inquiridas empregam 16.873 pessoas, 1.505 das quais (9%) através de PAE. Metade das organizações inquiridas afirmou que recorre às políticas ativas de emprego como forma de dar resposta “a carências em matéria de recursos humanos para a concretização das atividades regulares da organização”. Já 32% disse recorrer a estas políticas com vista à contratação para novas atividades, enquanto 22% afirmou que usa estas medidas para colmatar necessidades pontuais.

“Entre as organizações inquiridas, são as de menor dimensão aquelas que mais recorrem às PAE, indiciando que tais formas de contratualização permitem soluções que de outro modo não estariam ao seu alcance”, adianta o estudo.

Este estudo permitiu também apurar que, desde janeiro de 2012, as 315 organizações da economia social inquiridas integraram 2.833 colaboradores através de PAE, sendo que destes, 845 (30%) viu prolongado o seu vínculo de trabalho com as respetivas organizações. “Apenas em 14% a solução significou o prolongamento da colaboração através de outra medida de PAE, em 25% dos casos o vínculo transformou-se em efetivo, 57% celebraram um contrato a prazo e 4% acordaram num contrato de avença”, revela o estudo.

Na sequência destes dados, a EAPN aponta quatro estratégias, nomeadamente que as organizações “continuem vocacionadas para favorecer a empregabilidade das categorias sociais mais fragilizadas perante o mercado de trabalho, proporcionando-lhes as oportunidades que as empresas privadas lucrativas já não disponibilizam, tendo em conta a crescente disponibilidade de mão-de-obra mais bem qualificada e a baixos custos”. Por outro lado, sugere que as organizações facultem aos colaboradores oportunidades de formação, facilitem o acesso a cursos de educação e formação de adultos ou disponibilizem conhecimentos ou instrumentos para a posterior criação de autoemprego ou acesso ao microcrédito.

Propõe também a “adoção de boas práticas de gestão de recursos humanos consentâneos com os valores coletivos de cooperação, compromisso e de utilidade social. Por fim, aconselha uma maior articulação entre as várias OES e o aproveitamento das sinergias decorrentes das parcerias estabelecidas.

Estes e outros dados vão ser apresentados na quinta-feira, dia 18, num seminário no Centro de Formação Profissional do Porto.

11.6.15

Empregabilidade de públicos vulneráveis em análise

Texto Juliana Batista, in Fátima Missionária

Durante o seminário «Empregabilidade na Economia Social», os oradores vão colocar em foco a «(re)entrada no mercado de trabalho de públicos vulneráveis»

A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN Portugal) vai levar a cabo o seminário «Empregabilidade na Economia Social: o papel das políticas ativas de emprego». O encontro vai realizar-se na cidade do Porto dia 18 de junho (quinta-feira).

O seminário será uma ocasião para refletir sobre os resultados e principais conclusões de um «estudo de caracterização das organizações da economia social em Portugal, no que respeita a práticas de empregabilidade, particularmente à aplicação de políticas ativas de emprego».

Além disso, os vários intervenientes vão «partilhar práticas relativas à empregabilidade de públicos vulneráveis» e «contribuir para a discussão sobre o futuro das políticas ativas de emprego e o seu contributo específico no combate ao desemprego e na (re)entrada no mercado de trabalho de públicos vulneráveis».

6.5.14

Estratégias de ensino devem responder às necessidades do mercado laboral

por Ana Carrilho, in RR

Ensino devem responder às necessidades do mercado


Director-geral da Universidade Europeia defende o fim de alguns mitos, sob pena de muitos jovens continuarem a insistir em cursos superiores universitários “sem nenhuma empregabilidade”.

O Governo deve definir estratégias de ensino que respondam às necessidades do mercado de trabalho e orientem os jovens na escolha do curso superior, apela o director-geral da Universidade Europeia.

Nelson Brito defende, em declarações à Renascença, uma maior aproximação entre a universidade e as empresas, para dar uma resposta ao desemprego jovem que ultrapassa os 35% em Portugal.

Na opinião do director-geral da Universidade Europeia, que esta terça-feira organiza uma conferência sobre o tema, em Lisboa, a solução também passa pela destruição de alguns mitos.

As universidades servem para criar conhecimento e a preparação para a profissão é competência dos Institutos Politécnicos ou do Ensino Profissional ou quem segue estas últimas duas vias é menos capacitado intelectualmente. Estes são dois mitos que, na opinião de Nelson Brito, têm que ser destruídos, sob pena de muitos jovens continuarem a insistir em cursos superiores universitários “sem nenhuma empregabilidade”.

Para Nelson Brito, a ajuda vocacional tem que ser feita mais cedo, logo no início do secundário, sem desprezar qualquer tipo de ensino porque a qualificação é sempre uma mais-valia.

O director-geral da Universidade Europeia frisa que a responsabilidade do desemprego jovem é tripartida: das universidades, das empresas e do Governo.

As universidades, sublinha, devem pensar no investimento que as famílias fazem na educação dos filhos e as empresas assumir um papel mais relevante de proximidade às universidades.

Para Nelson Brito, as empresas devem estar “disponíveis para receber estudantes diplomados em estágios”, mas “para ajudá-los na preparação e não apenas para os usar como ainda temos alguns exemplos de empresas menos responsáveis socialmente, que acabam por tratar o estagiário como mão de obra barata”.

O Governo, por seu lado, tem que garantir “uma política que consiga reflectir no seu sistema de ensino superior um mapeamento necessário ao desenvolvimento do próprio país”.

Nelson Brito não tem dúvidas: os alunos têm que conhecer o mundo do trabalho mais cedo. Por isso, deixa a questão: “Quantas universidades têm a preocupação de garantir que os estudantes têm uma perspectiva de passar, no mínimo, um período de tempo desde o primeiro ano nas empresas. Quantas pequenas e médias empresas (PME) estão disponíveis para receber estudantes sem terem acabado os cursos superiores? Mas depois são as mesmas que se queixam que as universidades não dão resposta.”

Nelson Brito deixa ainda o desafio: contratar jovens e contratar conhecimento é algo que está ao alcance de qualquer empresa, mesmo PME, e alerta que os bons empresários, que querem atrair talento, não fazem propostas de baixos salários.

A conferência sobre o desemprego jovem, organizada pela Universidade Europeia, decorre esta terça-feira, em Lisboa. O ministro da Educação, Nuno Crato, é um dos convidados, assim como o secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves. Entre os conferencistas, estão os representantes da Universidade Europeia, da Universidade de Aveiro e da Católica e de grupos empresariais como a Inditex, a Vodafone, a Portucel ou o BPI.

5.8.13

Inclusão: PES falha metas de empregabilidade de pessoas com deficiência

in Dinheiro Digital

A Associação Portuguesa de Deficiente (APD) considera que o Programa de Emergência Social (PES) falhou no objetivo da empregabilidade das pessoas com deficiência, enquanto os idosos consideram que provocou a sobrelotação dos lares com o aumento das vagas.

O PES foi apresentado a 05 de agosto de 2011, com o objetivo de combater a pobreza e a exclusão social, atuando em cinco áreas: famílias, idosos, deficientes, voluntariado e instituições sociais.

Fazendo uma avaliação do programa, a presidente da direção nacional da APD disse à agência Lusa que o “balanço não é muito positivo”, considerando que "é um plano com uma vertente muito assistencialista, que não apresentava medidas concretas para resolver questões de fundo que interessassem, de facto, às pessoas com deficiência e resolvessem problemas na área social”.

No PES, o reforço da empregabilidade de pessoas com deficiência é considerada uma medida prioritária, constituindo a “única forma possível” de alcançar uma “total inclusão”.

Contudo, para Ana Sezudo, esta medida não resultou: “O que se pretendeu estabelecer, o incentivo à instalação por contra própria, acabou por ser direcionado para linhas de créditos, não ajudando de forma mais concreta e mais prática as pessoas”.

“Um dos principais problemas [no país] é o desemprego, que acaba por afetar muito mais as pessoas com deficiência”, sustentou a responsável, lamentando o Estado não divulgar o número de quantas pessoas com deficiência estão empregadas.

“Os planos deviam apostar, em primeiro lugar, numa formação e educação para depois termos em vista o emprego, porque só por esta via as pessoas podem tornar-se independentes e combater todas as dificuldades”, frisou.

Para Ana Sezudo, uma das medidas que devia constar do PES e que ajudaria as pessoas desempregadas seria aumenta o valor das pensões de invalidez, que “continuam nos 185 euros”.

“Ninguém consegue sobreviver com uma pensão deste tipo”, lamenta.
A manutenção de professores destacados em Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) é outra medida do PES, que Ana Sezudo considera “totalmente insuficiente”, uma vez que a posição da APD tem sido sempre a da inclusão dos alunos no sistema regular de ensino.

Como medida positiva, Ana Sezudo destacou o “descanso do cuidador” que permite aos cuidadores de pessoas com deficiência com necessidade de apoio 24 horas beneficiarem de apoio, através das respostas sociais existentes, como lares ou apoio domiciliário.

“Há famílias a viver situações complicadas com familiares completamente dependentes e que a situação pode ser, em muitos casos, esgotante”, adiantou, considerando que “o apoio domiciliário é realmente muito importante”, mas discorda relativamente ao doente poder ser institucionalizado.

Para o presidente da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI), o PES significa “programa de exclusão social” devido à “política de austeridade” do Governo, que afirmou, agravou “todos os fatores de pobreza e exclusão social”.

Cazimiro Menezes salientou que o aumento da capacidade dos lares e das creches, sem criar novas estruturas, provocou a sobrelotação destes equipamentos e degradou a oferta dos serviços.

”Este Governo veio tentar mascarar que estava a resolver os problemas dos reformados, quando, pelo contrário, se aproveitou das condições existentes para degradar ainda mais os serviços de apoio prestados”, frisou.

Dinheiro Digital com Lusa

9.5.13

Academia de Inovação atingiu 50% de empregabilidade

Alexandra Lopes, in Jornal de Notícias

A Academia de Inovação, promovida pelo Citeve e pela Microsoft atingiu cerca de 50% de empregabilidade. Estavam 75 ideias a concurso cuja maioria dos autores foram absorvidos por empresas. Cerca de 20% destas estão em processo de criação da própria empresa ou já criaram o seu negócio.

Helena e Marlise apresentam o seu projeto

Marlise Silva e Helena Moscoso, formadas Turismo e Comunicação Social, desempregadas, decidiram criar um serviço que proporcionasse aos turistas um conjunto de experiências regionais. "A experiência é totalmente diferente quando põem a mão na massa", explicaram, notando que os turistas podem fazer pataniscas ou por exemplo aprender o que é e como se dança o folclore.

As duas jovens querem apostar neste projeto para ser o seu emprego e por isso andam já à procura de mais apoios uma vez que lhes faltam alguns pormenores logísticos. Esta é uma das 14 ideias apresentadas na sessão final da Academia de Inovação e cujos autores vão criar o seu próprio emprego. Há ideias mais ou menos inovadoras ligadas a vários setores.

Filipa Torres aliou doçaria e literatura

Filipa Torres, 25 anos, decidiu juntar a literatura à doçaria e espera agora poder industrializar a "ideia" e fazê-la chegar ao mercado. A jovem desenvolveu diversos bolos com características ajustadas a escritores. "Aliei duas coisas que gosto: a doçaria e a literatura", disse, explicando que cada doce tem características relacionadas com o escritor, sendo que os ingredientes estão também relacionados com a origem biográfica do autor.

Assim, com a criação de Filipa pode comer um "Torça", um "Camilo" ou até um "Eça". "O mais difícil foi fazer as pessoas perceberem que de um autor se pode gerar um bolo", disse.

A Academia iniciou-se há um ano com 220 jovens e 75 ideias, tendo passado 45 a júri. Ao longo deste tempo os jovens passaram por diversas fases de criação, conceção e formação.

Augusto Lima, coordenador do projeto defendeu a importância de haver um "organismo" que concentrasse financiamentos que permitissem dar a alavanca inicial às ideias. "Há excelentes ideias mas porque uma empresa pode agarrar a ideia e depois não se sabe o papel do jovem ou porque ninguém aposta nessas ideias há dificuldades em dar o passo seguinte", avançou.

13.6.12

Governo obriga universidades a provar empregabilidade para aumentarem vagas

in Público on-line

O Governo congelou o número de vagas para cursos do Ensino Superior para o próximo ano lectivo, que não vão aumentar em relação a 2011-2012, a menos que as instituições consigam provar a empregabilidade dos cursos.

O despacho que regulamenta a fixação das vagas para o Ensino Superior foi publicado terça-feira à noite na página da Direcção-geral de Ensino Superior (DGES) e determina que o número de vagas para cada universidade ou politécnico “não pode exceder a soma das vagas fixadas para essa instituição para o ano lectivo de 2011-2012”.

A DGES poderá autorizar mais vagas em “situações particulares”: quando as instituições consigam provar que os alunos de um determinado curso têm menos probabilidades de ir parar ao desemprego.

O Governo recomenda às universidades e politécnicos que “redistribuam” as vagas que têm disponíveis para poderem aumentar o número de alunos nos cursos de “Ciências, Matemática, Informática e Engenharia”.

Por outro lado, impõe às universidades e politécnicos que reduzam em pelo menos 20% o número de vagas nos cursos de professor do ensino básico e educação de infância, onde identifica “excesso de oferta”.

Devem também ser reduzidas as vagas nos mestrados de habilitação profissional para a docência.

Nos cursos de Medicina, a oferta em 2012-2013 deve ser igual à deste ano lectivo.

No despacho, o executivo diz ainda às instituições de ensino superior que não devem ter no próximo ano lectivo mais cursos do que tiveram este ano, salvo um conjunto de exceções, como sejam cursos lecionados à distância. O Governo decidiu também que não serão financiadas novas admissões em cursos que neste ano lectivo tenham tido menos de 20 inscrições ou menos de 40 desde o ano lectivo de 2009-2010.

O despacho impõe também que não podem ser abertos cursos com menos de 20 vagas, a não ser em cursos preparatórios de Artes, ou resultantes de protocolos internacionais, que não sejam financiados pelo Estado ou quando se prove a sua “especial relevância”, entre outras excepções.

Para pedirem à DGES a apreciação do aumento de vagas num determinado curso, as instituições terão que provar primeiro que não têm vagas a libertar em cursos que não ficaram completamente preenchidos. Para o cálculo da empregabilidade, devem usar como referência os números da Direcção-Geral de Estatística e Ciência, que registam o número de desempregados por curso inscritos nos centros de emprego. Deverão provar que “o nível de desemprego nesse curso é inferior ao nível médio de desemprego dos diplomados com um curso superior”.