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31.7.23

Proibições nas praias "tiram a diversão, algo que pertence aos jovens"

Jucélia Freire, editado por Helena Tecedeiro, in DN


Música alta, jogar à bola, pescar entre nascer e o pôr-do-sol... que outras atividades são proibidas de acordo com o Edital de praia e qual o montante de coima pode ser aplicada?


O Sol brilha forte, a água está na temperatura perfeita e o clima agradável transforma a Praia de Santo Amaro de Oeiras, na Linha de Cascais, num refúgio para quem se quer divertir e fugir do quotidiano. O Edital de Praia, publicado pela Autoridade Marítima Nacional (AMN) todos os anos, define as regras e interdições do que se pode fazer nas praias. Este ano, surgiram algumas novidades para os banhistas, apesar de já estarem previstas em editais anteriores.
Maria Leonor, acompanhada de oito amigos, foram a Santo Amaro para aproveitar as férias escolares. A estudante e os amigos, que dizem já conhecer as atividades interditas pelo Edital de Praia, sentem-se frustrados com algumas das limitações impostas pelo edital, que restringem certas atividades que consideram ser parte integrante da diversão na praia.


"Passámos a maior do ano em aulas e quando chega a época de férias, queremos vir à praia para nos divertirmos e não é possível. As novas leis tiram-nos a diversão, algo que pertence aos jovens. Por isso acho que não faz sentido", afirma Maria Leonor.

Para o grupo, a diversão na praia é algo que deve ser desfrutado ao máximo e algumas restrições são desnecessárias, privando-os de momentos inesquecíveis que a praia pode proporcionar . "No que diz respeito à lei que proíbe as pessoas de fumar junto a outros banhistas compreendo, porque o tabaco pode incomodar, mas não acho que faça sentido proibir os jovens de jogar ou ouvir música."


Utilizar equipamentos ruidosos, jogar à bola ou similares fora de lugares destinados à prática desportiva, pescar entre o nascer e o pôr-do-sol são algumas das atividades interditas no Edital de Praia e podem gerar multas de milhares de euros, questão que tem provocado agitação entre os banhistas.

"Música alta em todas as zonas concessionadas já é proibida há algum tempo. Como nos temos deparado com mais infrações da parte dos banhistas, esta restrição foi reforçada", conta o coordenador dos nadadores-salvadores na Praia de Santo Amaro de Oeiras, Miguel Dias.

O coordenador explica que muitas vezes se deparam com banhistas que trazem equipamentos de som de elevada potência, com música tão alta que chega a afetar toda a praia. "Isso gera muitas reclamações de outras pessoas que vêm descansar. Em todos os locais públicos há regras que devem ser respeitadas".

De acordo com o Edital de praia 2023, a colocação de música alta, que possa perturbar outros banhistas, em praias com domínio da Autoridade Marítima Nacional, para além da apreensão do objeto, a coima pode chegar aos 4000 mil euros para indivíduos e aos 36 mil euros para bares ou outras casas comerciais. Mas não é a única atividade proibida que gera multas. À semelhança de anos anteriores, jogos de bola ou similares fora das zonas destinadas a esses fins; prática de surf, kitesurf, windsurf e outras atividades desportivas que possa constituir perigo para a integridade física dos banhistas em zonas que lhes estejam reservadas pode causar punições (ver caixa).
"É preciso mais fiscalização"

Questionado pelo DN sobre a forma como os banhistas reagem às abordagens no momento em que infringem as leis, Miguel Dias diz que na maioria dos casos se portam bem, mas que no geral as leis do edital não são cumpridas.

"São leis que fazem todo o sentido, mas não me parece que os banhistas as cumpram. Para que isso tenha sucesso é preciso haver mais controlo e fiscalização, senão as pessoas continuam a infringi-las".

O porta-voz da Autoridade Marítima Nacional, José Sousa Luís, diz que o Edital de Praia publicado este ano é semelhante ao de 2022, no entanto, este ano houve mais interesse por parte da comunicação social e de toda a população.

"As abordagens feitas pela Polícia Marítima são mais pedagógicas, mas há um controlo por parte das autoridades."

Fumar na praia, atirar beatas para o chão e incomodar os outros banhistas com o fumo do cigarro também será proibido nas praias a partir de 23 de outubro ao abrigo das novas leis do tabaco (ver caixa).

O DN deslocou-se também à Praia da Barra, em Aveiro, para perceber se os banhistas já consultaram o Edital de Praia de 2023.

O areal estava bastante cheio e André Pires, natural de Aveiro, que fazia praia pela primeira vez este ano, disse concordar com todas as leis do Edital, mas que deveria haver mais restrições nas regras de fumo e bebidas alcoólicas. "Não acho que seja o sítio certo para beber. Em relação ao fumo, acho que tem de haver uma zona reservada só para fumadores, para não incomodarem os outros banhistas."

Em relação ao tabaco, o aveirense não é o primeiro a tocar no assunto. Em maio, a Federação Portuguesa de Concessionários de Praia afirmou que em relação à lei do tabaco, que deu entrada no Parlamento, as regras sobre os locais onde não se pode fumar nas praias devem "estar bem definidas".

"Depois das abordagens, as pessoas voltam a fazer coisas erradas na nossa ausência. Podem até conhecer as regras, mas duvido que as cumpram", afirma o nadador-salvador da Praia da Barra, Ricardo Sarabando, que está no seu primeiro ano de serviço. "O nosso trabalho é vigiar e perdemos tempo com certas advertências que, para além de precisarem de ser mais divulgadas pelas autoridades e meios de comunicação social, os banhistas deveriam ter conhecimento da legislação."

Um banhista, que estava a visitar a praia pela terceira vez disse não ter conhecimento de todas as regras do edital, mas que concorda com todas elas. "Há pessoas que vêm para a praia para relaxar, apreciar a paisagem, dormir um bocadinho e até ler um livro e não podem por causa do barulho. Concordo plenamente com as leis", afirma Carlos Daniel, que trouxe consigo uma bola, mas não sabia ainda que era proibido jogar em zonas não-atribuídas.
Atividades proibidas e punições de acordo com o Edital de Praia

Equipamentos ruidosos
Utilização de colunas de som que possam causar incómodo a outros banhistas, para além da apreensão do objeto, pode gerar coimas entre os 200 e os quatro mil euros para pessoas individuais, e entre os 1000 e 36 000 euros para pessoas coletivas.

Jogos de bola, raquetes e outros fora de áreas afetas a esse fim gera coimas entre os 30 e 100 euros.

Praticar surf, kitesurf, windsurf em locais não-destinados a essas práticas, nas praias sob o domínio da AMN, leva a coimas entre os 55 e 550 euros.

Outras atividades
Sujar a praia, pesca lúdica nas unidades balneares entre o nascer e o pôr-do-sol, acampar e sobrevoar com aeronaves com motor abaixo dos 1000 pés, são outras atividades proibidas. Com a nova lei do tabaco, a partir de 23 de outubro passará a ser de todo proibido fumar nas praias.

20.7.23

A pobreza não é culpa nem é desculpa

João Maia Marques, in Aveiro

É já habitual surgirem com grande impacto mediático visões e expressões culpabilizantes que apontam responsabilidade pessoal a quem está na pobreza, seja àqueles que já nasceram nessa situação e dela não saíram, seja àqueles outros que, tendo tido uma vida socioeconomicamente equilibrada, foram empurrados para a pobreza e para a exclusão social por acontecimentos inesperados tais como a doença incapacitante, o desemprego prolongado, a inflação acelerada.

Com a difusão de tal tipo de avaliação e da correspondente pressão comunicacional, os seus proponentes e defensores pretendem reprovar os orçamentos públicos aplicados nas políticas sociais referentes à luta contra a pobreza e a exclusão social, e igualmente inibir a vontade e limitar a ação de pessoas e de organizações que procuram restaurar e manter a dignidade humana das pessoas pobres.
Colateralmente, pessoas psicologicamente menos bem estruturadas chegam a desenvolver sentimentos de culpa pela situação de pobreza em que se encontram, ficando ainda mais fragilizadas e tornando ainda mais complexa e mais custosa a sua recuperação pessoal e social.

Para justificar a falta de propostas e a ausência de medidas concretas e de ações práticas, os estudiosos e os decisores políticos invocam desculpabilizantes complexidades extremas da matéria usando a pobreza como um conceito, como uma noção abstrata.
Nesse âmbito, procuram segmentar, e catalogar, e quantificar casos avulsos de diversas origens e com diferentes características, para assim tipificarem e elencarem numerosos grupos sociais, coesos nas suas vulnerabilidades.

Como se esperaria, a diferentes promotores correspondem diferentes tipificações, e cada promotor defende a sua como a única base incontroversa para as imprescindíveis medidas a tomar no combate à pobreza. Infelizmente, tão laborioso trabalho desenvolve-se subalternizando – ou mesmo relegando para o esquecimento – a evidência insofismável de que a pobreza é constituída por pobres e que cada pobre é, de facto, uma pessoa situada em si mesma e condicionada pelas suas passadas e presentes circunstâncias envolventes. E isso é o facto primordial.

Sem culpa nem desculpa, ajamos nós considerando esse facto em relação a quem vive na nossa proximidade.

* Fórum da cidadania de Aveiro contra a pobreza / EAPN.

19.6.23

As alterações climáticas e a pobreza

 in Notícias de Aveiro


No passado dia 3 de junho foi levado a efeito, pelo movimento Fórum Cidadania de Aveiro uma tertúlia, que teve como principal finalidade refletir sobre o impacto das alterações climáticas na pobreza em Portugal e no mundo. Pensou-se ainda sobre as profissões que irão desparecer, a breve e a longo prazo, como consequência da alteração do mundo do trabalho. Os oradores convidados, Professor Doutor Carlos Borrego e Professora Doutora Marlene Amorim, de uma forma simples, acessível e simultaneamente magistral, desafiaram os presentes a pensar sobre as questões sociais que já estão a despontar e que surgirão no futuro, fruto das revoluções que estamos a viver.

Por Beatriz Tomé Dias dos Reis *

O Professor Carlos Borrego exortou-nos a pensar criticamente sobre o modo como podemos proteger o nosso planeta (que é afinal a nossa casa), assumindo gestos simples mas que se forem uma prática de todos, terão grande projeção no nosso planeta. Temos apenas duas estações do ano, tendo-se dissipado a existência de estações do ano mais temperadas, a primavera e o outono. Ou faz chuva (muitas vezes torrencial) e frio, ou então, calor e seca extrema. A subida da temperatura é uma realidade que não podemos escamotear. Está aí. Não se trata já de alguns cientistas pessimistas que auguram o pior, mas um facto incontestável. E o mar, essa riqueza imensa e fantástica que nos alimenta (o corpo e a alma), cujas águas vão subir consideravelmente em poucos anos, se nada fizermos…

O aumento exponencial do consumo de energia é mais um facto incontestável. O crescimento da população mundial foi assombroso nas últimas décadas, o que leva a colocar em causa a sustentabilidade do planeta. Há que tomar medidas preventivas, com a máxima urgência, de modo a possibilitar que a nossa casa continue a albergar as gerações vindouras, com o mesmo conforto que nos foi cedido.

5.6.23

“Desafios da Pobreza”: Por um trabalho em rede ainda mais reforçado

Por Raquel Castro Madureira, in Notícias de Aveiro

Com o mote “Desafios da Pobreza em Portugal e no mundo – factores e contributos de resiliência” o Fórum de Cidadania de Aveiro, Rede Europeia Contra a Pobreza, organizou a sua primeira tertúlia neste Sábado, 3 Junho, como comemoração do seu primeiro aniversário de existência que contou com cerca de 50 convidados e amigos que se juntaram no pequeno auditório do Centro de Congressos de Aveiro.

Depois das boas-vindas pela porta-vos do Fórum, Raquel Castro Madureira, o painel formal contou com a intervenção dos professores Carlos Borrego e Marlene Amorim cujas apresentações levantaram o repto para a tertúlia com dois tema contemporâneos que potencialmente poderão contribuir para o aumento da pobreza.

O professor Emérito Carlos Borrego debateu o impacto do aquecimento global do planeta e apresentou medidas de colmatação do mesmo na construção e administração do espaço urbano. A poluição que está na fonte do aquecimento global, é um dos factores de degradação da saúde pública e que levam podem levar à morte prematura de seres humanos. Mais ainda mudança das estações e do clima levará à migração das populações aumento a pressão demográfica em algumas partes do planeta, assim como a subida da água do mar.

A Professora Marlene debateu a questão do papel do ser humano no novo mundo da digitalização e a necessidade de requalificação do indivíduo. Mais ainda reforçou que esta acção nunca pode ser separada da análise do contexto da comunidade e da família onde estamos inseridos e que nunca sará uma acção de efeito imediato. Também o desalinhamento entre a falta de mão de obra onde há trabalho e a falta de trabalho onde há mão de obra é também um dos desafios diagnosticados pelo Observatório do emprego, que coordena.

Aberta a tertúlia, moderada por Regina Bastos, contou com a intervenção de convidados de instituições de cidadania ou de primeira linha na acção de combate entre a pobreza, entre outros, Hélio Bento Ferreira, Coordenador da Equipa Técnica Regional da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens; Conceição Pires, Vogal da Direcção Misericórdia de Aveiro; Angelino Ferreira, governador dos Lions Clube para a área norte e centro de Portugal; António Simões Pinto, nomeado Governador do Distrito 1970 para o ano Rotário de 2024-2025;

João Barbosa, Presidente da Cáritas de Aveiro, Teresa Grancho, vereadora de Ação Social e Habitação da Câmara de Aveiro e Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Aveiro, Marília Martins, Cerciav, João Barbosa, Refood e Alberto Souto de Miranda, ex Presidente da CMA.

A fechar a sessão uma palavras da Dr.ª Maria José Vicente, Coordenadora Nacional EAPN – Rede Europeia Contra Pobreza Portugal em representação do Presidente Monsenhor Jardim Moreira.

Uma tarde onde se levantaram muitas questões, se trocaram experiências e lançou-se as fundações para um trabalho em rede ainda mais reforçado, de forma optimista e focada na procura de soluções concretas para os desafios de cada projecto vida. Ficando a promessa de antes do final do ano se repetir o encontro.

O Fórum Cidadania de Aveiro é um grupo de cidadãos Aveirenses informal, apolítico, ecuménico que visa mobilizar os cidadãos para as questões estruturais da pobreza, identificar as suas causas e perspectivas soluções de forma a influenciar os poder político a agir nesse sentido, seguindo o repto da Rede Europeia Contra a Pobreza.

* EAPN – Rede Europeia Contra Pobreza Portugal. Mais informações em https://www.facebook.com/forumcidadaniaveiro.

2.5.23

Legumes e fruta: saiba qual a diferença entre os preços de um hipermercado e de uma mercearia

in SIC



A SIC foi às compras no comércio local e numa grande superfície, em Aveiro, e fez as contas. O mesmo cabaz de produtos frescos básicos custou 22,16€ na mercearia e 21,14€ no hipermercado. Uma diferença de praticamente um euro.


Os dois estabelecimentos, na cidade de Aveiro, foram escolhidos de forma aleatória e a comparação de preços não teve em conta nem a qualidade, nem o aspeto das frutas e legumes nos dois locais de venda.

Para criar um cabaz básico de produtos frescos, foram comprados numa mercearia e num hipermercado, esta terça-feira, alimentos como batatas, cebolas, cenouras, brócolos, couve-lombarda, alface e tomate. Nas frutas, a escolha recaiu sobre maçãs, peras, bananas, laranjas e melão.

Feitas as contas, a despesa total em legumes ficou por 13,21 euros no comércio local. Já no hipermercado, a conta foi de 12,92 euros. Uma diferença que não chega aos 30 cêntimos.

Já no que diz respeito ao cabaz de frutas, este custou 8,95 euros na mercearia e 8,22 euros na grande superfície. Aqui a diferença é de 73 cêntimos.

Assim, conclui-se que a despesa no comércio local foi de 22,16€. Já o cabaz do hipermercado custou 21,14 euros, o que significa que esta opção ficou apenas 1,02 euros mais barato.

29.3.23

Da alimentação, ao exercício físico e convívio, numa receita para a saúde

in Diário de Aveiro

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal e, apesar dos avanços nos tratamentos, a prevenção continua a ser a melhor arma para nos defendermos delas. No evento “A Saúde vai ao Mercado”, realizado ontem na praça de restauração do Mercado D. Pedro V, lembraram-se regras que nunca é demais repetir para um envelhecimento ativo e saudável, dos cuidados com a alimentação, ao exercício físico, ao treino mental e à vigilância de fatores de risco.

Leia a notícia completa na edição em papel

6.2.23

PLENÁRIO DA REDE SOCIAL DÁ PARECER FAVORÁVEL À AMPLIAÇÃO DAS RESPOSTAS DE CRECHE EM AGUIM E MOGOFORES



Nuno Soares, in TVC

O Plenário do Conselho Local de Ação Social (CLAS) de Anadia reuniu os parceiros em sessão, esta quinta-feira, 2 de fevereiro, tendo dado parecer favorável aos projetos apresentados pelos Centros Sociais Nossa Senhora do Ó de Aguim e Maria Auxiliadora de Mogofores para o alargamento da resposta social de Creche, no âmbito das candidaturas apresentadas ao Plano de Recuperação e Resiliência.

O Centro Social Nossa Senhora do Ó de Aguim pretende alargar a resposta social em mais 10 lugares, enquanto que o Centro Social Maria Auxiliadora de Mogofores pretende ampliar a resposta de 35 para 41 lugares. O alargamento das valências vai implicar a reorganização dos espaços, por forma a satisfazer as necessidades e as solicitações.

No espaço de divulgação do CLAS, a Junta de Freguesia da Moita deu a conhecer aos parceiros a atividade “Freguesia Ativa”. A iniciativa que teve o seu início, no lugar de Ferreiros, promovida pela AVF – Associação de Voluntários de Ferreiros, vai ser agora alargada aos restantes lugares da Freguesia. Tem como intuito promover o bem-estar físico e mental da população sénior.

O Núcleo de Aveiro da Rede Europeia Anti-Pobreza deu a conhecer o projeto “Semana da Interculturalidade” que vai decorrer no mês de abril e tem como objetivo estimular o diálogo e a relação entre culturas.

A Delegação de Anadia da APPACDM aproveitou o Plenário para divulgar os cursos de formação profissional de Cozinheiro e Carpinteiro que vai promover a partir do mês de março.

O Município de Anadia destacou ainda a 2ª edição do Concurso Municipal de Ideias de Negócio – Jovens Empreendedores, cujo período para apresentação de candidaturas está a decorrer. A iniciativa é dirigida a jovens empreendedores, com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, residentes no concelho de Anadia.

2.12.22

Casal detido por submeter mulher estrangeira a servidão em Espinho

Por Lusa, in Público

Arguidos, que viviam em Espinho mas também são estrangeiros, terão obrigado a vítima a trabalhar 16 horas por dia, em troca de 50 euros mensais e de uma refeição diária.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve em Espinho, no distrito de Aveiro, um casal que alegadamente submeteu uma mulher de nacionalidade estrangeira, a quem retiraram os documentos pessoais, a “servidão laboral e doméstica”.

Os suspeitos, de 40 e 42 anos, igualmente de nacionalidade estrangeira e a residir em Portugal, estão “fortemente indiciados” do crime de tráfico de pessoas, refere a PJ, em comunicado enviado às redacções.

“Em Novembro de 2021, os arguidos, sob a falsa promessa de poder vir estudar e trabalhar, aliciaram a vítima, em Moçambique, transportando-a para Portugal e submetendo-a depois a servidão laboral/doméstica”, explicam as autoridades. Já em Portugal, a mulher, de 29 anos, foi privada dos seus documentos, tendo sido obrigada a trabalhar 16 horas por dia, sem direito a folgas ou horário de descanso, e ganhando 50 euros por mês.

Segundo esta força policial, o casal apenas permitia que a vítima tomasse uma refeição por dia, limitando-lhe ainda os cuidados de higiene. “Aquando da sua sinalização foi-lhe diagnosticada uma anemia grave provocada por ausência de alimentação, sendo notória a sua debilidade geral e falência física”, sublinha a Judiciária.

Os detidos vão, agora, ser presentes à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coacção.

5.7.22

Comentários de "ódio" e "discriminação" de docente geram indignação

in DN

Um estudante disse que os alunos se encontram descontentes pela "posição neutra" que a reitoria está a tomar perante a situação e querem que seja feita alguma coisa relativamente ao docente em questão.

Um grupo de estudantes da Universidade de Aveiro (UA) está a preparar uma ação para protestar contra o comportamento de um professor daquela instituição que dizem ter um discurso de "ódio" e "discriminação".

Em causa está uma publicação que o docente fez na sua página da rede social Facebook onde critica abertamente a comunidade LGBTQIA+, a propósito de uma campanha publicitária que dá a conhecer os vários termos relacionados com esta comunidade como "gay", "lésbica", "queer" ou "não binária".

"Acho que estamos a precisar urgentemente duma 'inquisição' que limpe este lixo humano (...) todo!", escreveu o docente, considerando que este ato publicitário "é uma agressão e merecia umas valentes pedradas nas vitrinas só para aprenderem".

Esta publicação junta-se a outras que o docente fez em 2021, onde terá feito comentários depreciativos com teor racista, homofóbico e contra as medidas decretadas pelo Governo para combater a pandemia provocada pela covid-19.

Na altura, o reitor da UA ordenou a abertura de um inquérito ao docente do departamento de física, devido à publicação nas redes sociais de mensagens com teor "discriminatório" com as quais a instituição "não pactua".

Desagradados com esta situação, vários alunos criaram um grupo na rede social Facebook que já conta com mais de 700 membros.

Em declarações à Lusa, um estudante disse que os alunos encontram-se descontentes pela "posição neutra" que a reitoria está a tomar perante a situação e querem que seja feita alguma coisa relativamente ao docente em questão.

"Este comportamento vem a acontecer desde o ano passado, altura em que se abriu um inquérito, mas que até hoje nada foi feito", afirmou o estudante universitário.

A Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) também já manifestou o seu "total repúdio à conduta pessoal" do docente considerando que a mesma, ainda que exterior ao ambiente académico, "não deixa de afetar" os estudantes desta academia.


"A AAUAv não pode tolerar qualquer tipo de discurso de ódio ou de discriminação e muito menos de incitação à violência", referem os representantes dos estudantes que dizem que têm vindo a trabalhar conjuntamente com a Reitoria, no sentido de tomar "todas as diligências possíveis e resolver de vez a situação que há muito se tem arrastado".

Após a denúncia da situação, a Reitoria difundiu um comunicado dirigido aos membros da comunidade académica, onde defende a liberdade de expressão e de opinião, consagrada na Constituição da República Portuguesa, reconhecendo a separação das esferas pessoal e profissional.

"Ciente, porém, da importância que um ambiente de respeito e confiança tem para o bom funcionamento da Instituição, a Universidade saberá avaliar quaisquer condutas que possam interferir com esses últimos valores e propósitos e que se repercutam negativamente na imagem da instituição - e atuará em conformidade, com rapidez e firmeza", diz a Reitoria.

A mesma nota refere que atualmente convivem na UA espaço pessoas de "mais de 90 diferentes nacionalidades", não sendo por isso de tolerar "discursos de ódio, de discriminação ou de incitação à violência, qualquer que seja a sua natureza, origem ou contexto".

Este fim-de-semana os aveirenses são chamados a ajudar o próximo

in Diário de Viseu

O Banco Alimentar Contra a Fome de Aveiro, tal como os restantes Bancos Alimentares do país, vai realizar, no próximo fim-de-semana, a sua habitual Campanha da Primavera. Uma das duas campanhas anuais, que acontece nas médias e grandes superfícies e graças ao envolvimento de muitas centenas de voluntários. Paralelamente, sob o lema “Seja o próximo a ajudar o próximo”, a Federação e os Bancos Alimentares já estão no terreno a desenvolver as campanhas vale e “on-line”, nas cadeias alimentares aderentes. Uma estratégia que vai acontecer até ao dia 5 de Junho.

27.6.22

Da Ucrânia com Amor: UA recebe exposição de fotografia e crónicas de guerra

in Aveiro Mag

No próximo dia 15 de junho, pelas 18h00, na Biblioteca da Universidade de Aveiro (UA), será inaugurada a exposição “Da Ucrânia com Amor”, uma iniciativa do Projeto Globalização e Identidades (CLLC), no âmbito do Colóquio “A Guerra na Europa e a redefinição de uma identidade europeia”. O trabalho testemunhal de Adriano Miranda, fotojornalista e enviado especial do jornal Público à Ucrânia, lança um olhar atento e sensível sobre o conflito que atualmente assola a Europa.

Às imagens captadas por Adriano Miranda juntam-se as palavras, reflexões sobre a dor, medo e alienação – sobre a capacidade de resistência e esperança, também – que encontrou no olhar daqueles que mais diretamente sentem os efeitos da guerra. Estas imagens, “as fotografias que [o autor] nunca quis fazer”, e estes textos, organizados num conjunto de dez crónicas publicadas em março passado, podem ser visitados até ao dia 15 de julho.

A partir do Piso 0 da Biblioteca, cada uma destas crónicas propõe-se a rasgar a harmonia de uma paisagem que espelha o céu e se estende até o horizonte. Com a imagem da Ria como pano de fundo, emergem o caos e o absurdo de uma guerra que, até há pouco tempo, numa Europa pautada por valores de democracia, liberdade e paz, se afigurava improvável. Esta dissonância entre o belo da paisagem e a barbárie da guerra deverá provocar inquietude e, sobretudo, convidar a uma reflexão sobre o momento presente.

Adriano Miranda é fotógrafo do jornal Público desde 1996 e, atualmente, professor de Fotografia no IPCI-Porto e na Escola Superior de Jornalismo do Porto. Tem participado em diversas exposições na Europa e na América Latina e está representado em várias coleções em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho tem sido reconhecido através da atribuição de múltiplos prémios, nomeadamente o Prémio na categoria de Retrato da Estação Imagem 2011, Prémio Gazeta 2017, Prémio de jornalismo da Rede Europeia Anti-pobreza 2019, 2020 e Menção Honrosa em 2021. Publica de forma assídua, assinalando-se, no último ano, as obras Emergência366, Vozes ao Alto – 100 Histórias na história do Partido Comunista Português e E no Princípio era a Água, publicada com o Alto Patrocínio da Organização das Nações Unidas.

Colóquio reúne vários convidados

O Colóquio “A Guerra na Europa e a redefinição de uma identidade europeia”, que decorrerá no 15 de junho, a partir das 16h00, no Centro de Jazz da Biblioteca da UA, conta com as intervenções de Patrícia Silva (UA), Gillian Moreira (UA), Miguel Viegas (UA), Vitaliy Venislavskyy (Universidade de Lisboa) e moderação de Rolando Santos (TVI/CNN Portugal) para uma discussão que pretende constituir-se como um momento de reflexão acerca de uma ideia de identidade europeia continuadamente (re)construída sobre os acontecimentos sociais e políticos que atravessam a Europa contemporânea.

O colóquio e a inauguração da exposição, a qual pode também ser visitada em formato virtual, serão transmitidos em direto no canal de YouTube da UA.

 

17.5.22

Aveiro vai receber um dos fóruns de debate sobre a pobreza.

in Terra Nova

Trata-se de uma ação da sociedade civil corporizada pelos fóruns cidadania criados em Portugal.

O Fórum Cidadania de Aveiro conta com figuras reconhecidas que pretendem acentuar a reflexão sobre o tema.

Grupo formado por Raquel Castro Madureira, professora universitária e ex-vereadora; Manuel Coimbra, professor universitário; Elisabete Rita, diretora da AIDA; João Maia Marques, presidente da direção das Florinhas do Vouga e presidente da Mesa da Assembleia Geral da União Distrital das IPSS de Aveiro; Manuel Assunção, professor universitário e ex-reitor da universidade de Aveiro; Regina Bastos, ex deputada ao Parlamento Europeu, ex secretária de estado da Saúde e ex deputada à Assembleia da República; Belmiro Torres Couto, engenheiro e professor universitário; Paula Urbano Antunes, subdelegada regional do IEFP (Instituto de emprego e Formação Profissional); Armando França, advogado, ex presidente câmara de Ovar; Beatriz Reis, professora e ex-presidente da CPCJ de Aveiro, (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens) e Margarida França, Administradora Hospitalar.

Para assinalar os 30 anos da EAPN Portugal, com o alto patrocínio do Presidente da República, lançou uma série de 4 grandes fóruns de debate sobre a pobreza em Portugal.

Iniciativa a ter lugar de 30 de Abril a 3 de Junho nas cidades do Porto, Aveiro, Braga e Lisboa.

O tema escolhido pelo fórum para debate em Aveiro é o “trabalho, a empregabilidade e a requalificação profissional”.

Será no dia 14 de Maio.

“Está assim lançado o repto – e o convite - a que toda a sociedade civil, política, sector social, empresas, serviços e associações se juntem em reflexão no dia 14 de Maio para debater tão premente fator de desconstrução de uma sociedade verdadeiramente livre, empreendedora, de bem, segura e…feliz. Para que juntos, como sociedade, de mãos dadas possamos pintar as páginas vindouras de todos da cor do céu e da Paz”, refere a organização do evento.

Aveiro cria laboratório para produtos da pesca e aquicultura

in Notícias ao Minuto

A Universidade de Aveiro (UA) vai criar um Laboratório Nacional para a Rastreabilidade dos Produtos da Pesca e Aquicultura, nas antigas instalações da depuradora de bivalves da Gafanha da Nazaré, em Ílhavo, foi hoje anunciado.

O Laboratório Nacional para a Rastreabilidade dos Produtos da Pesca e Aquicultura tem já financiamento garantido, no montante de sete milhões de euros, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e deverá entrar em funcionamento em 2025.

De acordo com uma nota de imprensa, este laboratório "permitirá prestar serviços às empresas e atestar a origem geográfica e os métodos de produção de bens alimentares de origem marinha, fundada em conhecimento da Universidade de Aveiro".

O futuro equipamento entrará em funcionamento previsivelmente em 2025, antevê Ricardo Calado, investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Biologia da UA.

O laboratório constituirá uma das duas vertentes do Centro de Inovação e Tecnologia em Aquacultura (CITAQUA), "um projeto integrado na Componente 10 (Mar) do PRR, nomeadamente na iniciativa Hub Azul - Rede de Infraestruturas para a Economia Azul".

A UA informa que o laboratório virá a ser a terceira unidade do ECOMARE e será instalado na antiga depuradora de bivalves, recinto da Docapesca, na Gafanha da Nazaré, "em estreita articulação com a Administração do Porto de Aveiro".

O ECOMARE é ainda constituído pelo Centro de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (CPRAM) e pelo Centro de Extensão e Pesquisa em Aquacultura e Mar (CEPAM).

A nota de imprensa refere que "os sete milhões de euros serão aplicados na instalação e criação da estrutura, mais concretamente na reabilitação e adaptação do edifício da antiga depuradora, na aquisição de equipamento, contratação de dois investigadores e dois técnicos superiores".

"Este investimento contribui para a implementação da estratégia da Universidade de Aveiro para o desenvolvimento de modelos sustentáveis de valorização dos recursos vivos marinhos, em linha com a Estratégia Nacional para o Mar e a visão europeia para a Bioeconomia Azul", sublinha a mesma fonte.

Além do Laboratório Nacional para a Rastreabilidade dos Produtos da Pesca e Aquicultura, que prestará serviços a empresas e autoridades nacionais com responsabilidade no setor do mar e dos recursos aquáticos, o CITAQUA irá dispor de uma outra estrutura laboratorial.

Trata-se do Laboratório para a Produção Super-Intensiva de Algas e Bivalves, que estará dedicado "à produção e valorização de micro e macroalgas, assim como moluscos bivalves, espécies de níveis tróficos mais baixos que não dependem de rações para o seu desenvolvimento e, embora abundantes na ria de Aveiro, estão ainda pouco estudadas".

Portugal entre os países com mais trabalhadores pobres

Salomé Filipe, in JN

Segundo os dados relativos aos rendimentos de 2020, em Portugal, 11,2% dos adultos que trabalhavam estavam em risco de pobreza. Isso num país que tem uma das maiores proporções da União Europeia (UE) de longas horas de trabalho (mais de 48 horas semanais). As conclusões são da Rede Europeia Anti Pobreza (EAPN), que as vai discutir, amanhã, na Universidade de Aveiro, no seminário "Trabalho, pobreza e desigualdades", no âmbito dos "Diálogos sobre a pobreza".



9.5.22

Migrantes e refugiados: articulação da resposta a nível local é necessária, garante o PS Aveiro

in Rádio Vagos

Partido Socialista de Aveiro incentiva "à ação concreta excecional na dianteira de medidas que articulem respostas locais para que a boa vontade e a racionalidade estejam a ser resposta assertiva com serviços eficazes".Partido Socialista de Aveiro alerta para a necessidade de “articulação de resposta a nível local”, no que respeita a migrantes e refugiados.

Os socialistas consideram necessário “um “Balcão Local Integrado” de acolhimento, resposta e orientação (condições para residência, habitação, alimentação, apoio social, mercado de trabalho, transportes,saúde, cultura, educação.)”, aquilo que consideram ser “um compromisso efetivo para que pessoas individuais (procura e oferta) e IPSS possam ter os recursos mais adequados a cada situação, ordinária ou excepcional”.

“Quando o desafio é excecional, exigem-se medidas concretas e imediatas ainda mais excecionais para que o acolhimento, a integração e garantia da dignidade humana sejam aplicadas”, garantem.

O PS-Aveiro visitou o CLAIM (Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes),instituição com a qual fez um ponto de situação sobre a chegada a Aveiro de refugiados provenientes da Ucrânia, reunião na qual se identificou como necessidade o estabelecimento de uma entidade que articule as diversas ofertas que estão no terreno a nível local.

Questionou, ainda, a Segurança Social, sobre as respostas e procedimentos que lhe são devidos, e constatou que os organismos centrais do Estado está praticamente estruturados a 100% com o Alto Comissariado para as Migrações (ACM), Instituto Público na dependência direta da Presidência do Conselho de Ministros, tem por missão colaborar na definição, execução e avaliação das políticas públicas, transversais e setoriais em matéria de migrações, relevantes para a atração dos migrantes nos contextos nacional, internacional e lusófono, para a integração dos imigrantes e grupos étnicos e para a gestão e valorização da diversidade entre culturas, etnias e religiões.
Procurou, também, informação junto do IHRU (Instituto da Habitação e Requalificação Urbana) para as respostas sobre habitação e apoio aos custos inerentes, nomeadamente com o programa Porta de Entrada, que se aplica às situações de necessidade de alojamento urgente de pessoas (a concessão dos apoios ao abrigo do Porta de Entrada tem por base um protocolo de cooperação institucional a celebrar entre o IHRU, I. P., e o município).

Atestou “a excelência das respostas nos setores social e sistema educativo”, é descrito no comunicado.


6.5.22

Moradores alvo de despejo no Griné pedem intervenção do presidente da Câmara de Aveiro

Maria José Santana, in Público on-line

Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana diz que o que está em causa é a “desocupação de habitações que foram ocupadas ilegalmente”.

Vários moradores do bairro do Griné marcaram presença, esta quinta-feira, na reunião camarária de Aveiro, com o objectivo de alertar o presidente da autarquia, Ribau Esteves, para a situação que deixou duas famílias daquela urbanização na rua, a viver numa tenda. Há duas semanas, na sequência de uma acção do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), aqueles moradores foram confrontados com uma ordem despejo das casas que haviam ocupado ilegalmente. Atendendo a que há mais famílias em situação de ilegalidade, espera-se que outros mais despejos possam ocorrer nos próximos tempos. Ribau Esteves mostrou-se disponível para ouvir os moradores em audiência e lamentou que o IHRU não dialogue com os seus inquilinos.

No total, serão 14 famílias em risco de serem despejadas. “Duas já foram retiradas à força e estão a viver em tendas erguidas junto ao bloco de apartamentos onde vivem”, alertou Paulo Monteiro Ximenes, um dos moradores que se dirigiu ao executivo camarário aveirense. Segundo fez questão de explicar, as casas ocupadas “estavam fechadas há vários anos, emparedadas”, tendo os moradores em questão tentado regularizar a situação junto do IHRU. “Há anos que solicitamos a regularização mas nunca obtivemos resposta”, frisou.

Perante isto, Paulo Monteiro Ximenes, juntamente com outros moradores do bairro, quiseram saber o que o líder da autarquia “tem em mente para resolver este problema”. Ribau Esteves mostrou-se disponível para os receber em audiência, sem deixar de lamentar que esse pedido ainda não tenha acontecido. Sendo estas habitações propriedade do IHRU, o autarca atribui responsabilidades a este organismo, a quem acusa de não dialogar com os seus inquilinos.

A este propósito, Ribau Esteves lembrou o atraso da reabilitação do bairro, intervenção para a qual a Câmara de Aveiro já cativou uma verba ao abrigo do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano da Cidade de Aveiro (PEDUCA). O avanço está dependente de projectos que o IHRU ainda não apresentou.

Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério das Infra-Estruturas e Habitação deu nota das explicações avançadas pelo IHRU e que começam por referenciar que as situações identificadas no Bairro da Griné, “não correspondem a processos de despejo, mas antes a processos de desocupação de habitações do IHRU que foram ocupadas ilegalmente”.

Sobre os dois casos em questão, o organismo público diz ter tido conhecimento, através do tribunal, “do Relatório da Segurança Social que demonstra que os agregados, que têm vindo a ser acompanhados pela Segurança Social, têm rendimentos próprios e não apresentam sérias dificuldades de realojamento”. O IHRU alerta para o facto de este tipo de ocupações ilegais impedirem “a realização das intervenções de reabilitação das habitações ocupadas e, como tal, a respectiva atribuição a famílias que aguardam, em listas de espera e no cumprimento da lei, o acesso a uma habitação pública”.

28.4.22

As crianças dos Ervideiros ajudam a mudar um bairro invisível


in Diário de Aveiro

“Como te chamas?”, pergunta. E com a maravilhosa caligrafia dos 8 anos, Jéssica desenha com um pau de giz um r, um u e um i no pequeno quadro de ardósia que segura na mão. Pergunta depois a idade e o ano em que nasci e, perante a resposta, faz uma cara de espanto que é tão cómica como reveladora, como quem avisa, sem uma palavra, que os meus dias de juventude já ficaram muito para trás.
Com Jéssica estão Taís, Bianca, Tamara e outras crianças ciganas da escola da Quinta do Simão, em Esgueira, e ainda Danilo e Ivan, já adolescentes. Mesmo ao lado da escola existem dois pequenos pré-fabricados outrora usados pela Cáritas e onde agora funciona um projecto que, em especial a partir da visão das crianças, quer melhorar as condições do bairro onde esta comunidade vive nos Ervideiros.

 Através do projecto, a que foi dado o nome “Levantar a pedra para construir pontes”, são assegurados pequenos melhoramentos nas casas e nos seus espaços exteriores. Mas o objectivo não se esgota nessas acções concretas. “Queremos alargar a percepção, sobretudo das crianças, de que existe um mundo bom fora do bairro e oportunidades que também são delas”, explica Rosa Madeira, investigadora da Universidade de Aveiro (UA) e coordenadora do projecto, desencadeado ao abrigo do programa Bairros Saudáveis (ver caixa). O que muitas vezes acontece, reconhece, é que o discurso de inclusão esbarra no preconceito com que os ciganos são ainda olhados por muita gente.

Élio Maia, de 28 anos, é o mais velho dos mediadores do projecto – os outros são Cátia, Samaritana e Lara – e conta como sentiu esse estigma na pele. “Estão sempre de pé atrás connosco”, diz. Quando quis completar o 12.º ano, na primeira aula ficou sozinho nas mesas dispostas em u. “Ninguém se sentou ao pé de mim. E na primeira semana ninguém falava para mim”.

26.1.21

Aveiro com forte crescimento no desemprego após primeiro confinamento

Por Notícias ao Minuto

O distrito de Aveiro registou em dezembro 22.787 desempregados inscritos nos centros de emprego, mais 4.551 (24,9%) do que em dezembro de 2019, de acordo com dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) consultados hoje pela Lusa.

Desde o início do de 2020, agosto foi o mês com mais desempregados no distrito (24.795), mas o maior crescimento no desemprego verificou-se no mês de abril, período em que decorreu o primeiro confinamento obrigatóriono país devido à pandemia de covid-19.

Nesse mês, estavam desempregadas 22.755 pessoas nos 19 concelhos do distrito de Aveiro, o que representa um aumento de 13,1% face ao mês anterior.

O concelho de Ovar, a primeira região a ser alvo de uma cerca sanitária, ficando totalmente fechada à entrada e saída de pessoas para travar a propagação do novo coronavírus, começou a sentir mais cedo os efeitos da crise trazida pela pandemia, contabilizando mais 206 desempregados (+11,7%) no mês de março.

A nível distrital, o desemprego aumentou em todos os concelhos do distrito, com exceção de Sever do Vouga, onde se registou uma redução de 51 desempregados.

Quanto a aumentos homólogos, o mais pronunciado deu-se no concelho de Oliveira de Azeméis (+42,7%), seguido de Arouca (+40,6%) e Castelo de Paiva (35,1%).

Em dezembro de 2020, o concelho que tinha mais desempregados inscritos nos centros de emprego era Santa Maria da Feira (5.378), seguido de Aveiro (2.727) e Ovar (1.976).

O relatório do IEFP mostra ainda que, após a descida do desemprego verificada a partir de setembro, a tendência inverteu-se em dezembro, com o distrito de Aveiro a registar mais 212 pessoas sem trabalho do que em novembro.

As mulheres continuam a ser as mais afetadas, totalizando mais de metade dos desempregados no distrito (57,5%).

O desemprego de longa duração (pessoas que estão no desemprego há mais de um ano) atinge 9.404 pessoas, ou seja, 41,2% do desemprego do distrito.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.129.368 mortos resultantes de mais de 99,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 10.721 pessoas dos 643.113 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

12.7.17

Roteiro Cidadania passa por Aveiro

in Diário de Aveiro

Roteiro Cidadania passa por Aveiro Iniciativa “Combate às Desigualdades e Igualdade de Género” é o tema de uma acção de sensibilização que irá decorrer, amanhã, nas instalações da Renault Cacia, que se associa, assim, ao Roteiro Cidadania em Portugal O Roteiro Cidadania em Portugal está a decorrer, desde ontem e até dia 15, na Área Metropolitana do Porto, Região de Aveiro, Região de Leiria e Viseu Dão Lafões, com um programa de actividades sobre questões como Igualdade de Género, Combate às Desigualdades, Cidadania Activa, entre outras. Em Aveiro, estará amanhã, nas instalações da Renault Cacia, com uma acção de sensibilização sobre o tema “Combate às Desigualdades e Igualdade de Género”.

O objectivo desta iniciativa – uma parceria do Governo e da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local – é colocar as redes e comunidades locais a discutir os temas da cidadania, da participação cívica, o combate às desigualdades ou as discriminações.
O roteiro, que teve início no dia 24 de Outubro – Dia Municipal para a Igualdade -, vai percorrer todo o país até ao próximo dia 30.
No percurso do Roteiro, estão já mais de 160 municípios. A rede de parcerias envolve, ain da, autarquias, organismos da administração pública, organizações da Economia Social e Solidária e outras entidades, tais como a ACAPO, a Federação Portuguesa de Surdos, RUTIS, entre outros. O projecto conta, ainda, com a associação de microprojectos, como a Fundação Maria Rosa/ComParte, rede ex aequo, Observatório para a Liberdade Religiosa e Acessível Êxito. A equipa percorre o país numa carrinha devidamente equipada com recursos lúdicopedagógicos, para apoiar a dinamização de actividades propostas por redes locais.

Acção decorrerá nas instalações da Renault Cacia D.R.

10.2.17

Programa quer ajudar 200.000 pessoas em risco de pobreza

Sandra Simões, in Diário de Aveiro

Reduzir, até 2020, 200 mil pessoas em risco de pobreza e exclusão social. Este é o objectivo de um novo programa de apoio a pessoas carenciadas, que foi, ontem, apresentado em Aveiro, numa sessão de esclarecimento que decorreu na Universidade de Aveiro (UA), no âmbito de uma das 16 previstas realizar em todo o território continental, até ao próximo dia 9 de Março.