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4.7.19

12% dos jovens portugueses não estudam nem trabalham

in Público on-line

Portugal ficou abaixo da média europeia (16,5%), sendo o nono país com menos “nem-nem” ( 11,9%).

Um em cada seis jovens da União Europeia (UE) não estudava nem trabalhava no ano passado, o correspondente a cerca de 15 milhões de pessoas, mas Portugal ficou abaixo desta média, sendo o nono país com menos “nem-nem”.

Era uma quinta histórica abandonada, agora é uma casa que não vai ficar “parada”

Segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo gabinete de estatísticas da UE, o Eurostat, cerca de 16,5% dos jovens europeus entre os 20 e os 34 anos não estudava, trabalhava ou estava em estágio no ano passado.

Em Portugal, esta percentagem foi mais baixa, com os “nem-nem” a representarem 11,9% dos jovens portugueses em 2018. Portugal ocupou, por isso, o nono lugar dos países com menos jovens nessa situação. Havia, ainda assim, mais mulheres portuguesas (12,8%) do que homens (10,9%) nessa condição.

Ao nível da UE, as percentagens mais baixas foram registadas na Suécia (8%), Holanda (8,4%), Luxemburgo (9,9%) e Malta (10,1%).

Em sentido inverso, no ano passado, havia mais jovens “nem nem” em Itália (28,9%), Grécia (26,8%), Bulgária (20,9%) e na Roménia (20,6%).

12.9.18

Mais de 15% dos jovens portugueses não estuda nem trabalha

in TSF

Um em cada sete jovens adultos não estuda nem trabalha, de acordo com um estudo da OCDE.

Mais de 1,5 milhões de pessoas retiradas de casa pela ameaça do Furacão Florence

No ano passado, 15,2% dos jovens entre os 18 e os 24 anos que viviam em Portugal estavam classificados como "nem-nem", uma expressão que designa aqueles que deixaram de estudar, mas também não estão a trabalhar. O relatório "Education at a Glance 2018", coloca Portugal em 10.º lugar de uma lista de 31 países da OCDE.

De acordo com o relatório divulgado esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a situação em Portugal é mais grave do que a média registada na OCDE (14,5%) assim como nos países da União Europeia (14,3%).

Os turcos, os italianos e os gregos são quem mais se destaca pela negativa, com cerca de um em cada quatro jovens desocupados: Turquia (31,1%), Itália (26,6%) e Grécia (23%).

Na lista dos 10 países mais problemáticos aparece ainda o México (22,1% dos jovens), a Espanha (20,9%), o Chile (21,1%), a França (18,7%), Israel (16,7%) e a Coreia (16,7%).

Olhando para os restantes jovens naquela faixa etária que viviam em Portugal no ano passado, a maioria estava a estudar (54,4%) e 30,4% a trabalhar.

O documento revela ainda um aumento dos alunos que prosseguem os estudos depois de terminado o ensino obrigatório: no ano passado 34% dos jovens estava no ensino superior, o que representa mais 13 pontos percentuais em relação à situação vivida uma década antes, em 2007.

No entanto, estes números continuam muito aquém da média da OCDE (uma diferença de 10 pontos percentuais), segundo os dados disponibilizados no relatório.

Também ainda não foi atingida a média no que toca ao investimento no ensino superior (em 2015, representou 1,3% do PIB, enquanto a média da OCDE é de 1,5%), refere o documento, que sublinha o desinvestimento no ensino superior que diminuiu cerca de 12% desde 2010.

Nos últimos anos, os países da OCDE têm feito uma aposta nas ciências, tecnologia, engenharias e matemáticas, uma realidade a que não escaparam os estudantes portugueses que procuram cada vez mais estas áreas de estudo.
Também são cada vez mais os estrangeiros que escolhem Portugal como destino para estudar: entre 2013 e 2016 o número de estudantes internacionais aumentou 36%. Há dois anos, havia já 20 mil estrangeiros a frequentar instituições de ensino superior portuguesas, com destaque para os brasileiros (32%) e os espanhóis (cinco por cento).

Cada vez mais, os portugueses querem prosseguir os estudos lá fora, tendo-se registado um aumento de 19% em apenas três anos, sendo o Reino Unidos e a França os destinos mais procurados.

27.6.17

Estratégia para sinalizar jovens que não trabalham nem estudam apresentada hoje

in Diário de Notícias

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) apresenta hoje, em Lisboa, a estratégia nacional de sinalização de jovens que não trabalham, não estudam nem frequentam qualquer formação profissional.

Segundo o IEFP, integradas na iniciativa europeia 'Make The Future, Today', serão promovidas, até junho de 2018, diversas ações com vista a acelerar o acesso dos jovens - entre os 15 e os 29 anos - às várias respostas de combate ao desemprego e inatividade.

A Garantia Jovem é um programa europeu de resposta à inatividade e ao desemprego jovem, que tem como principal objetivo proporcionar aos jovens entre os 15 e os 29 anos que não se encontrem a estudar nem a trabalhar, uma oportunidade para apostar na sua qualificação e estar em contacto com o mercado de trabalho, no prazo de quatro meses após a inscrição no 'site' ou nos seus parceiros.

Em Portugal, o programa é coordenado e implementado pelo IEFP, tendo sido criado pelo Governo português em 2013, após uma recomendação da União Europeia.
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Num contexto de crise internacional, em que um grande número de jovens que não estava nem a trabalhar nem inserido no sistema educativo e formativo, o Conselho da União Europeia recomendou aos Estados-membros que fosse criada uma "Garantia para a Juventude".

Portugal decidiu alargar a faixa etária até aos 29 anos considerando que tinha, à data, uma taxa de desemprego jovem superior à média da UE.

No total, segundo dados do Instituto do Emprego, o programa já recebeu mais de 25 mil pedidos, com uma taxa de resposta superior a 90%.

Segundo os últimos dados do INE (1.º trimestre de 2017) existem 175.900 jovens até aos 30 anos que não estudam, não trabalham, nem frequentam formação profissional.

Destes, 108.300 são desempregados, ou seja, efetuam de forma regular diligências de procura ativa de emprego.

Por outro lado, 67.500 jovens não estudam, não trabalham, nem frequentam formação profissional e, por regra, não procuram respostas nestes domínios.

A Garantia Jovem trabalha com uma rede de 1.500 parceiros, que no terreno contribuem para a sinalização e atendimento dos jovens mais "afastados do sistema".

Com o objetivo de sinalizar os jovens inativos, "afastados do sistema formal de educação, formação e emprego", Portugal contou com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o desenvolvimento de um trabalho de caracterização desse público e definição de uma estratégia integrada de sinalização e apoio aos jovens NEET não registados no serviço público de emprego.

14.4.14

Número de jovens “nem-nem” cai para 400 mil no final de 2013

Raquel Martins, in Público on-line

Dados do Instituto Nacional de Estatística mostram que os inactivos têm vindo a ganhar peso no total de jovens que não trabalham, não estudam nem estão em formação.

O número de jovens que, no final de 2013, não trabalhavam, não estudavam, nem estavam em formação caiu 13% face ao ano anterior. Ao todo, havia 400 mil “nem-nem”, ou seja, jovens entre os 15 e os 30 anos que não estão na escola e também não encontram lugar no mercado de trabalho.

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao último trimestre de 2013, mostram que havia menos 59 mil jovens nesta situação em comparação com o período homólogo. Depois de o número de “nem-nem” ter atingido o pico no terceiro trimestre de 2012 (468 mil) e no primeiro trimestre de 2013 (464 mil), a partir da segunda metade do ano, este número começou a reduzir-se, acompanhando a trajectória de descida trimestral do desemprego.

Nuno Almeida Alves, investigador do Instituto de Ciências Sociais de Lisboa, onde se dedica à temática do desemprego juvenil, alerta que esta descida pode ser o resultado da convergência de vários factores: a emigração, a extensão da escolaridade obrigatória até ao 12º ano e os programas de estágios e formação dirigidos aos jovens. Mas de uma coisa tem a certeza: “O que é facto é que não há emprego a ser criado nestes escalões etários no período em análise. Não é por acção do mercado de emprego que está a baixar o número de nem-nem”.

A faixa etária entre os 25 e os 34 anos continua a ter o maior peso no total (64,4%) de “nem-nem”. Liliana Vieira, 27 anos, e António (nome fictício), de 25 anos, eram dois dos jovens que no final do ano passado ajudavam a engrossar a lista dos que procuravam uma oportunidade para sair do vazio. Agora, passados quatro meses, pouco mudou na sua vida.

Liliana, com o 10º ano incompleto, inscreveu-se na Garantia Jovem em Janeiro e está à espera de uma resposta. O último trabalho que teve foi em Novembro, três dias à experiência num café, e os currículos que entregou desde então ficaram sem resposta. Desde a última vez que falou com o PÚBLICO, em Novembro, tem aumentado o sentimento de que não “há uma saída”, conta pelo telefone.

António, com um mestrado em Engenharia Civil, continua na mesma ou, como diz, “pior, mais que não seja pelo acumular do tempo”. Em Julho, faz dois anos que está desempregado e o desespero começa a instalar-se.

“Verifico um pequeníssimo aumento das ofertas que aparecem nos sites de emprego”, nota, mas todas “exigem admissibilidade para estágio financiado pelo IEFP”. António já usufruiu desse apoio e só poderia voltar a fazer um estágio apoiado se fizesse uma formação ou mudasse de área de formação. Enquanto isso, conta, a empresa onde estagiou, recrutou mais dois estagiários.

Os dados do INE dão também conta de que o peso dos jovens desempregados no total de “nem-nem” tem vindo a cair, enquanto os inactivos vêem a sua representatividade aumentar. No último trimestre de 2013, 67,4% dos “nem-nem” eram considerados desempregados, percentagem que compara com os 71,4% do mesmo período de 2012.

Esta queda tem-se verificado desde o início do ano passado, acompanhando a redução trimestral do desemprego jovem.

Pelo contrário, os inactivos – embora em menor número - têm vindo a ganhar peso no total. No final de 2012, eram 32,6%, valor que compara com os 28,7% verificados no período homólogo.

Olhando para as médias anuais, 2012 foi o ano em que se verificou o maior número de jovens fora do mercado de trabalho e dos percursos escolar ou formativo, 435 mil, seguindo-se 2013, altura em que o INE deu conta de 432 mil “nem-nem”. Nestes dois anos, ultrapassou-se a barreira dos 400 mil, algo que nunca tinha sucedido.

A preocupação com os “nem-nem” não é de agora, mas ganhou expressão com a crise económica e financeira. Este indicador é uma forma alternativa de analisar o problema do desemprego entre os jovens e transição entre a escola o mercado de trabalho. Enquanto o indicador tradicional corresponde à relação entre os jovens desempregados (estudantes e não estudantes) e a população activa jovem. A taxa de jovens “nem-nem” contabiliza os jovens que estão efectivamente desocupados (não estudam, não estão em formação e não estão a trabalhar), tendo como denominador o total da população jovem (activa e inactiva). Os resultados são bastante diferentes. No último trimestre de 2013, a taxa de desemprego jovem oficial (dos 15 aos 25 anos) era de 35,7%, mas se olharmos para o grupo dos 15 aos 34 anos era de 22,8%. A taxa de “nem-nem” não foi além de 16,3%.