in RTP
O Ministro do Trabalho diz que a descida da taxa de desemprego para 8,8% não é um efeito da sazonalidade mas do crescimento económico.
[Veja a reportagem aqui]
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27.7.17
Desemprego: número de subsídios baixa do patamar dos 200 mil
Cristina Oliveira da Silva, in Economia on-line
É o valor mais baixo em quase 15 anos. Número de beneficiários de prestações de desemprego voltou a cair, e já está abaixo dos 200 mil.
O número de beneficiários de prestações de desemprego tem vindo a cair e já baixou a fasquia dos 200 mil. Em junho, a Segurança Social pagou subsídio a 191.307 pessoas, batendo um novo mínimo: já é preciso recuar a setembro de 2002 para encontrar um valor mais baixo.
Os dados foram atualizados esta quinta-feira. Os cerca de 191 mil beneficiários de prestações representam uma descida mensal de 4,7% e homóloga de 13,4%. Este valor integra vários tipos de prestações de desemprego associadas a trabalhadores por conta de outrem, incluindo apoios de cariz social atribuídos a pessoas inseridas em agregados de rendimentos reduzidos que não descontaram tempo suficiente para aceder ao subsídio ou que já esgotaram esta prestação. E também conta com os beneficiários da medida extraordinária de apoio aos desempregados — 3.233 em junho.
A par destes dados, também o número de desempregados tem vindo a cair. Os dados mais recentes do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) apontam para 418,2 mil desempregados inscritos nos centros de emprego no final de junho, o valor mais baixo desde final de 2008. O registo no IEFP é um dos requisitos para aceder a prestações de desemprego: cruzando os dados, é possível perceber que só cerca de 46% dos desempregados inscritos recebia subsídio.
Porém, o universo de desempregados não se esgota nos registos do IEFP. Olhando para os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), neste caso referentes a abril, a população desempregada foi estimada em 490,7 mil pessoas — para maio, os valores provisórios, sujeitos a alterações, já apontam para 484,8 mil desempregados.
As boas notícias no que toca ao recuo do desemprego são acompanhadas por sinais positivos na economia: a Comissão Europeia acredita que a retoma do crescimento está apoiada por fatores estruturais — o “regresso do investimento” e o “boom do turismo”, como disse Pierre Moscovici — e o país deverá crescer mais de 2,5% em 2017.
Valor médio do subsídio sobe
Em junho, os beneficiários de subsídio de desemprego (excluindo os sociais) com prestações de valor mais reduzido ficaram protegidos, pelo menos parcialmente, do corte de 10%, o que significa que houve pessoas a receber mais.
De acordo com os dados da Segurança Social, o valor médio dos vários tipos de prestações aumentou para 462,08 euros nesse mês (contra 451,31 em maio), o valor mais alto desde final de 2014 — a informação não desagrega, porém, o caso concreto do subsídio de desemprego.
É o valor mais baixo em quase 15 anos. Número de beneficiários de prestações de desemprego voltou a cair, e já está abaixo dos 200 mil.
O número de beneficiários de prestações de desemprego tem vindo a cair e já baixou a fasquia dos 200 mil. Em junho, a Segurança Social pagou subsídio a 191.307 pessoas, batendo um novo mínimo: já é preciso recuar a setembro de 2002 para encontrar um valor mais baixo.
Os dados foram atualizados esta quinta-feira. Os cerca de 191 mil beneficiários de prestações representam uma descida mensal de 4,7% e homóloga de 13,4%. Este valor integra vários tipos de prestações de desemprego associadas a trabalhadores por conta de outrem, incluindo apoios de cariz social atribuídos a pessoas inseridas em agregados de rendimentos reduzidos que não descontaram tempo suficiente para aceder ao subsídio ou que já esgotaram esta prestação. E também conta com os beneficiários da medida extraordinária de apoio aos desempregados — 3.233 em junho.
A par destes dados, também o número de desempregados tem vindo a cair. Os dados mais recentes do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) apontam para 418,2 mil desempregados inscritos nos centros de emprego no final de junho, o valor mais baixo desde final de 2008. O registo no IEFP é um dos requisitos para aceder a prestações de desemprego: cruzando os dados, é possível perceber que só cerca de 46% dos desempregados inscritos recebia subsídio.
Porém, o universo de desempregados não se esgota nos registos do IEFP. Olhando para os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), neste caso referentes a abril, a população desempregada foi estimada em 490,7 mil pessoas — para maio, os valores provisórios, sujeitos a alterações, já apontam para 484,8 mil desempregados.
As boas notícias no que toca ao recuo do desemprego são acompanhadas por sinais positivos na economia: a Comissão Europeia acredita que a retoma do crescimento está apoiada por fatores estruturais — o “regresso do investimento” e o “boom do turismo”, como disse Pierre Moscovici — e o país deverá crescer mais de 2,5% em 2017.
Valor médio do subsídio sobe
Em junho, os beneficiários de subsídio de desemprego (excluindo os sociais) com prestações de valor mais reduzido ficaram protegidos, pelo menos parcialmente, do corte de 10%, o que significa que houve pessoas a receber mais.
De acordo com os dados da Segurança Social, o valor médio dos vários tipos de prestações aumentou para 462,08 euros nesse mês (contra 451,31 em maio), o valor mais alto desde final de 2014 — a informação não desagrega, porém, o caso concreto do subsídio de desemprego.
30.6.17
Vieira da Silva: descida do desemprego é “constatação” da recuperação da economia
in O Observador
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, afirmou que a nova descida da taxa de desemprego é "a constatação" que a recuperação da economia e do emprego se está "a concretizar a um ritmo significativo".
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A estimativa provisória da taxa de desemprego de maio de 2017 foi de 9,4% e, neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 484,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,659 milhões de pessoas
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, afirmou esta sexta-feira que a nova descida da taxa de desemprego é “a constatação” que a recuperação da economia e do emprego se está “a concretizar a um ritmo significativo”. O Instituto Nacional de Estatística reviu esta sexta-feira em baixa de 0,3 pontos percentuais a taxa de desemprego de abril para 9,5%, o valor mais baixo desde dezembro de 2008, estimando para maio uma nova descida para 9,4%.
Comentando estes números, o ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social afirmou que evidenciam “uma melhoria muito significativa, de três décimas, face ao mês anterior”.
“É a constatação de que a perspetiva de recuperação da economia portuguesa e do emprego se está a concretizar a um ritmo significativo“, disse Vieira da Silva, à margem do encontro comemorativo dos 20 anos da Rede Construir Juntos, organizado pelo Instituto de Apoio à Criança.
O governante salientou que a taxa de desemprego poderá “já na próxima confirmação situar-se abaixo dos 9,5%”, o que fará aproximar Portugal da média da União Europeia de “uma forma muito mais significativa”.
Não resolve todos os problemas, nós continuamos a ter uma taxa de desemprego mais alta do que era a tradição da economia portuguesa, mas este é o valor mais baixo desde 2008″, vincou.
Para Vieira da Silva, esta descida “quer dizer que o progresso que se está a realizar é significativo, principalmente porque está a ser acompanhado pela criação de emprego”.
Ressalvando que ainda não conhece os números em detalhe, Vieira da Silva apontou que serão entre 130 mil a 140 mil postos de trabalho a mais dos que existiam há um ano. “Isto quer dizer que todos os meses esse valor se consolida em um crescimento líquido de emprego que é relevante e é o complemento necessário para a baixa da taxa de desemprego”, explicou.
O desemprego pode baixar porque as pessoas podem desistir de procurar emprego ou procurá-lo noutro país. Portanto, é necessário que esta baixa (…) não seja explicada por esses fatores, mas sim pela criação de emprego líquido e é isso que felizmente está a acontecer”, rematou.
Em termos homólogos, o valor provisório apontado para o INE para maio representa uma descida face aos 11,2% observados um ano antes.
A estimativa da população desempregada em abril foi de 490,7 mil pessoas, tendo diminuído 2,4% em relação ao mês precedente (menos 12,2 mil), enquanto a população empregada foi estimada em 4,664 milhões de pessoas, tendo aumentado 0,3% (mais 13,4 mil pessoas) face ao mês anterior.
A estimativa provisória da taxa de desemprego de maio de 2017 foi de 9,4% e, neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 484,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,659 milhões de pessoas.
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, afirmou que a nova descida da taxa de desemprego é "a constatação" que a recuperação da economia e do emprego se está "a concretizar a um ritmo significativo".
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A estimativa provisória da taxa de desemprego de maio de 2017 foi de 9,4% e, neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 484,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,659 milhões de pessoas
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, afirmou esta sexta-feira que a nova descida da taxa de desemprego é “a constatação” que a recuperação da economia e do emprego se está “a concretizar a um ritmo significativo”. O Instituto Nacional de Estatística reviu esta sexta-feira em baixa de 0,3 pontos percentuais a taxa de desemprego de abril para 9,5%, o valor mais baixo desde dezembro de 2008, estimando para maio uma nova descida para 9,4%.
Comentando estes números, o ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social afirmou que evidenciam “uma melhoria muito significativa, de três décimas, face ao mês anterior”.
“É a constatação de que a perspetiva de recuperação da economia portuguesa e do emprego se está a concretizar a um ritmo significativo“, disse Vieira da Silva, à margem do encontro comemorativo dos 20 anos da Rede Construir Juntos, organizado pelo Instituto de Apoio à Criança.
O governante salientou que a taxa de desemprego poderá “já na próxima confirmação situar-se abaixo dos 9,5%”, o que fará aproximar Portugal da média da União Europeia de “uma forma muito mais significativa”.
Não resolve todos os problemas, nós continuamos a ter uma taxa de desemprego mais alta do que era a tradição da economia portuguesa, mas este é o valor mais baixo desde 2008″, vincou.
Para Vieira da Silva, esta descida “quer dizer que o progresso que se está a realizar é significativo, principalmente porque está a ser acompanhado pela criação de emprego”.
Ressalvando que ainda não conhece os números em detalhe, Vieira da Silva apontou que serão entre 130 mil a 140 mil postos de trabalho a mais dos que existiam há um ano. “Isto quer dizer que todos os meses esse valor se consolida em um crescimento líquido de emprego que é relevante e é o complemento necessário para a baixa da taxa de desemprego”, explicou.
O desemprego pode baixar porque as pessoas podem desistir de procurar emprego ou procurá-lo noutro país. Portanto, é necessário que esta baixa (…) não seja explicada por esses fatores, mas sim pela criação de emprego líquido e é isso que felizmente está a acontecer”, rematou.
Em termos homólogos, o valor provisório apontado para o INE para maio representa uma descida face aos 11,2% observados um ano antes.
A estimativa da população desempregada em abril foi de 490,7 mil pessoas, tendo diminuído 2,4% em relação ao mês precedente (menos 12,2 mil), enquanto a população empregada foi estimada em 4,664 milhões de pessoas, tendo aumentado 0,3% (mais 13,4 mil pessoas) face ao mês anterior.
A estimativa provisória da taxa de desemprego de maio de 2017 foi de 9,4% e, neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 484,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,659 milhões de pessoas.
20.4.17
Desemprego no Norte abaixo da barreira dos 200 mil pela 1.ª vez desde 2009
in RTP
O secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, congratulou-se hoje pelo Norte de Portugal ter conseguido baixar a barreira psicológica dos 200 mil desempregados no mês de março, algo que não acontecia desde 2009.
"Agora foi a vez de o Norte baixar também a barreira psicológica dos 200 mil desempregados [em março] que era algo que desde 2009 que não se registava em termos de inscrições nos Centros de Emprego e, portanto, são dados animadores", declarou Miguel Cabrita à Lusa, à margem de uma visita à empresa Salvador Caetano, em Vila Nova de Gaia, considerando o facto como um marco "simbólico importante".
Segundo dados hoje divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número total de desempregados registados em março recuou 3,3%, em comparação com o mês anterior, o que representa menos 16.155 pessoas.
Em declarações à Lusa, o secretário de Estado do Emprego, classificou os dados nacionais hoje conhecidos como "muito animadores".
"Do ponto de vista nacional, os dados são muito animadores e no fundo confirmam aquela que é a tendência que temos vindo a registar nos últimos meses. Tivemos uma redução de cerca de 18% em relação a 2016, portanto temos 470 mil desempregados a nível nacional. É a maior redução homóloga desde que há registo, o que mostra bem o ano que, felizmente, tivemos do ponto de vista de evolução do emprego muito positivo e que é uma tendência que esperamos que possa vir a acentuar-se", estimou.
Miguel Cabrita frisou ainda a redução "ainda mais acentuada" no desemprego jovem.
"Estes 18% de redução homóloga, se olharmos para os jovens são ainda mais acentuados. É uma redução de 24% de desemprego jovem que temos ainda em Portugal, o que nos anima também para o resto do ano e para o próprio percurso que estamos a fazer".
Questionado pela agência Lusa para identificar as causas da atual recuperação do desemprego no passado mês de março, Miguel Cabrita justifica com o facto de ter voltado a "haver crescimento económico" e da expectativa nos agentes económicos e nas famílias de que "a situação do país está a melhorar e vai continuar a melhorar".
Há um "horizonte diferente daquele que se viveu nos últimos anos", ajudando, do lado das empresas a tomar decisões de "investimento e de contratação" e do lado das famílias a "impulsionar o consumo", acrescentou.
O secretário de Estado do Emprego admitiu, todavia, que mesmo com "a recuperação do emprego", Portugal ainda tem "várias centenas de milhares de postos de trabalho a menos do que antes da crise".
"Esse é o trabalho fundamental que o Governo quer continuar a fazer. Uma agenda de criação de emprego e de recuperação de postos de trabalho que perdemos, infelizmente, nestes anos de crise", concluiu.
Face a março de 2016, havia menos 103.601 desempregados inscritos, o que representa a maior redução em termos homólogos desde que o IEFP começou a divulgar estes dados, em 1989.
Segundo o IEFP, em termos homólogos, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu em ambos os sexos, mas a queda foi mais significativa nos homens, com uma descida de 19,9%, enquanto nas mulheres a redução foi de 16,3%.
O secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, congratulou-se hoje pelo Norte de Portugal ter conseguido baixar a barreira psicológica dos 200 mil desempregados no mês de março, algo que não acontecia desde 2009.
"Agora foi a vez de o Norte baixar também a barreira psicológica dos 200 mil desempregados [em março] que era algo que desde 2009 que não se registava em termos de inscrições nos Centros de Emprego e, portanto, são dados animadores", declarou Miguel Cabrita à Lusa, à margem de uma visita à empresa Salvador Caetano, em Vila Nova de Gaia, considerando o facto como um marco "simbólico importante".
Segundo dados hoje divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número total de desempregados registados em março recuou 3,3%, em comparação com o mês anterior, o que representa menos 16.155 pessoas.
Em declarações à Lusa, o secretário de Estado do Emprego, classificou os dados nacionais hoje conhecidos como "muito animadores".
"Do ponto de vista nacional, os dados são muito animadores e no fundo confirmam aquela que é a tendência que temos vindo a registar nos últimos meses. Tivemos uma redução de cerca de 18% em relação a 2016, portanto temos 470 mil desempregados a nível nacional. É a maior redução homóloga desde que há registo, o que mostra bem o ano que, felizmente, tivemos do ponto de vista de evolução do emprego muito positivo e que é uma tendência que esperamos que possa vir a acentuar-se", estimou.
Miguel Cabrita frisou ainda a redução "ainda mais acentuada" no desemprego jovem.
"Estes 18% de redução homóloga, se olharmos para os jovens são ainda mais acentuados. É uma redução de 24% de desemprego jovem que temos ainda em Portugal, o que nos anima também para o resto do ano e para o próprio percurso que estamos a fazer".
Questionado pela agência Lusa para identificar as causas da atual recuperação do desemprego no passado mês de março, Miguel Cabrita justifica com o facto de ter voltado a "haver crescimento económico" e da expectativa nos agentes económicos e nas famílias de que "a situação do país está a melhorar e vai continuar a melhorar".
Há um "horizonte diferente daquele que se viveu nos últimos anos", ajudando, do lado das empresas a tomar decisões de "investimento e de contratação" e do lado das famílias a "impulsionar o consumo", acrescentou.
O secretário de Estado do Emprego admitiu, todavia, que mesmo com "a recuperação do emprego", Portugal ainda tem "várias centenas de milhares de postos de trabalho a menos do que antes da crise".
"Esse é o trabalho fundamental que o Governo quer continuar a fazer. Uma agenda de criação de emprego e de recuperação de postos de trabalho que perdemos, infelizmente, nestes anos de crise", concluiu.
Face a março de 2016, havia menos 103.601 desempregados inscritos, o que representa a maior redução em termos homólogos desde que o IEFP começou a divulgar estes dados, em 1989.
Segundo o IEFP, em termos homólogos, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu em ambos os sexos, mas a queda foi mais significativa nos homens, com uma descida de 19,9%, enquanto nas mulheres a redução foi de 16,3%.
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