Helena Cruz Lopes, David Araújo, Guilherme Terra, in "RTP""
Foram homenageadas esta manhã, no Porto, as 27 mulheres que, só este ano, foram assassinadas no contexto de violência doméstica. A iniciativa faz parte de uma campanha internacional de ativismo contra a violência de género.
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4.12.15
Activismo Feminista pelo fim de todas as formas de violência de género
Miguel Pinheiro, in "Diário dos Açores"
As diversas actividades realizadas pelo movimento feminista nas últimas décadas, têm possibilitado ampliar a visibilidade a todas as formas de violência exercidas sobre as Mulheres, integrando essa discussão na esfera pública deixando, finalmente, de ser um “problema privado”.
Desta forma, o movimento feminista procura alcançar uma sociedade diferente, sem violência, opressão e exploração, baseada numa verdadeira igualdade de género e de oportunidades entre Mulheres e Homens, partindo do princípio que sem estarem consolidados os direitos das Mulheres, não podemos falar de direitos Humanos.
É neste contexto que se enquadra a campanha dos 16 dias de activismo mundial pelo fim da violência de género que decorre anualmente de 25 de Novembro a 10 de Dezembro. Lançada em 1991, por activistas feministas, de diferentes países, reunidas pelo CWGL - Centro de Liderança Global de Mulheres, da Universidade de Rutgers nos Estados Unidos, a campanha conta este ano com cento e quarenta países que se uniram para programar diversas iniciativas, que contam com o apoio da ONU. A nível regional é a UMAR Açores que, em parceria com outras instituições de solidariedade social, estabelecimentos de ensino, associações culturais e movimentos de cidadãs e cidadãos, promove e procura dinamizar esta luta.
Falamos de luta porque sete em cada dez Mulheres no mundo já foram vítimas de violência física e/ou sexual em algum momento das suas vidas. 603 milhões de Mulheres vivem em países onde a violência doméstica não é considerada um crime. Estima-se que 100 a 140 mil Mulheres tenham sido vítimas de mutilação genital feminina e que no espaço europeu existam cerca de 500 mil Mulheres que poderão vir a ser vítimas deste flagelo.
Em Portugal, segundo o OMA - Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR, nos últimos onze anos foram identificados 426 femicídios e 497 tentativas de femicídio. Das 426 Mulheres assassinadas neste período, 359 foram-no no âmbito das relações de intimidade presentes ou passadas.
O OMA contabilizou entre 1 de Janeiro e 20 de Novembro de 2015 um total de 27 Mulheres assassinadas e 33 vítimas de tentativa de femicídio. Conclui-se assim que, em média e por mês, seis Mulheres vêem as suas vidas serem atentadas, principalmente por pessoas com quem mantinham uma relação de intimidade.
Neste contexto, e tendo em conta os factos apresentados, constata-se a emergência de reforçar o activismo feminista com o objectivo de erradicar todas as formas de violência exercidas sobre as Mulheres.
*Técnico da UMAR Açores Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência de Género Activismo Feminista pelo fim de todas as formas de violência de género Miguel Pinheiro
As diversas actividades realizadas pelo movimento feminista nas últimas décadas, têm possibilitado ampliar a visibilidade a todas as formas de violência exercidas sobre as Mulheres, integrando essa discussão na esfera pública deixando, finalmente, de ser um “problema privado”.
Desta forma, o movimento feminista procura alcançar uma sociedade diferente, sem violência, opressão e exploração, baseada numa verdadeira igualdade de género e de oportunidades entre Mulheres e Homens, partindo do princípio que sem estarem consolidados os direitos das Mulheres, não podemos falar de direitos Humanos.
É neste contexto que se enquadra a campanha dos 16 dias de activismo mundial pelo fim da violência de género que decorre anualmente de 25 de Novembro a 10 de Dezembro. Lançada em 1991, por activistas feministas, de diferentes países, reunidas pelo CWGL - Centro de Liderança Global de Mulheres, da Universidade de Rutgers nos Estados Unidos, a campanha conta este ano com cento e quarenta países que se uniram para programar diversas iniciativas, que contam com o apoio da ONU. A nível regional é a UMAR Açores que, em parceria com outras instituições de solidariedade social, estabelecimentos de ensino, associações culturais e movimentos de cidadãs e cidadãos, promove e procura dinamizar esta luta.
Falamos de luta porque sete em cada dez Mulheres no mundo já foram vítimas de violência física e/ou sexual em algum momento das suas vidas. 603 milhões de Mulheres vivem em países onde a violência doméstica não é considerada um crime. Estima-se que 100 a 140 mil Mulheres tenham sido vítimas de mutilação genital feminina e que no espaço europeu existam cerca de 500 mil Mulheres que poderão vir a ser vítimas deste flagelo.
Em Portugal, segundo o OMA - Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR, nos últimos onze anos foram identificados 426 femicídios e 497 tentativas de femicídio. Das 426 Mulheres assassinadas neste período, 359 foram-no no âmbito das relações de intimidade presentes ou passadas.
O OMA contabilizou entre 1 de Janeiro e 20 de Novembro de 2015 um total de 27 Mulheres assassinadas e 33 vítimas de tentativa de femicídio. Conclui-se assim que, em média e por mês, seis Mulheres vêem as suas vidas serem atentadas, principalmente por pessoas com quem mantinham uma relação de intimidade.
Neste contexto, e tendo em conta os factos apresentados, constata-se a emergência de reforçar o activismo feminista com o objectivo de erradicar todas as formas de violência exercidas sobre as Mulheres.
*Técnico da UMAR Açores Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência de Género Activismo Feminista pelo fim de todas as formas de violência de género Miguel Pinheiro
Educar para a Igualdade
In "Açoriano Oriental"
Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência de Género Educar para a Igualdade As crianças de hoje, Homens e Mulheres de amanhã A UM AR Açores - delegação do Faial, marcou o dia 25 de Novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, com a temática, "As crianças de hoje, Homens e Mulheres de amanhã. - Como educar para a Igualdade?". As crianças são o nosso futuro... são o futuro das famílias, da comunidade, da região e do país... são elas que transformam um pais, no sentido mais lato da evolução, mas que tipo de país queremos nós, ou que mundo estamos a criar? Que tipo de educação estamos a transmitir e a incutir às nossas crianças...estaremos a ensiná-las a sobreviver ou a viver?
Educamos no sentido da solidariedade com o próximo, a não discriminar, a ver o outro como igual... ADE ensinamos o valor dos afetos, do respeito, da amizade; com- o panhcirismo, ou estaremos a transmitir o egoísmo, e o egocentrismo, num mundo centrado no parecer e no ter, em detrimento do ser? Deste modo, o painel de convidados palestrantes, incluíam uma professora, Dora Pimcntel, dando-nos uma visão da educação e da formação, e do papel da professora, uma mãe, Sandra Silva, a falar das dificuldades e constrangimentos de educar para a igualdade e sem preconceitos e estereótipos, o Presidente da CPCJ da Horta, Vítor Reis, dando-nos urna visão da problemática das comissões e João Paiva, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), com a desconstrução de mitos e estereótipos que nos assolam todos os dias no nosso quotidiano, e pela repetição de erros que insistimos em perpetuar, com os nossos pares, jovens e na relação com o outro. Com este momento não quisemos criar um manual de instruções, mas sim um momento, ou vários momentos de reflexão para todos, nomeadamente, jovens, pais e mães, docentes, cidadãos e cidadãs...
será cada um e cada uma de nós que marcará a diferença... essa diferença começa Lodos os dias, com um novo dia, onde através das nossas atitudes e dos nossos comportamentos podemos realmente marcar a diferença, e sermos melhores connosco e com os outros...há uma tendência em olharmos para o individual, mas esquecemo-nos que fazemos parte de um coletivo, bem maior que nós... quando prejudicamos os outros estamos a longo prazo a prejudicarmo-nos a nós próprios... se não educarmos as nossas crianças e jovens para a igualdade, estaremos a hipotecar o nosso futuro em termos humanos, em termos dos nossos direitos e deveres, estaremos a regredir no nosso processo evolutivo
Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência de Género Educar para a Igualdade As crianças de hoje, Homens e Mulheres de amanhã A UM AR Açores - delegação do Faial, marcou o dia 25 de Novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, com a temática, "As crianças de hoje, Homens e Mulheres de amanhã. - Como educar para a Igualdade?". As crianças são o nosso futuro... são o futuro das famílias, da comunidade, da região e do país... são elas que transformam um pais, no sentido mais lato da evolução, mas que tipo de país queremos nós, ou que mundo estamos a criar? Que tipo de educação estamos a transmitir e a incutir às nossas crianças...estaremos a ensiná-las a sobreviver ou a viver?
Educamos no sentido da solidariedade com o próximo, a não discriminar, a ver o outro como igual... ADE ensinamos o valor dos afetos, do respeito, da amizade; com- o panhcirismo, ou estaremos a transmitir o egoísmo, e o egocentrismo, num mundo centrado no parecer e no ter, em detrimento do ser? Deste modo, o painel de convidados palestrantes, incluíam uma professora, Dora Pimcntel, dando-nos uma visão da educação e da formação, e do papel da professora, uma mãe, Sandra Silva, a falar das dificuldades e constrangimentos de educar para a igualdade e sem preconceitos e estereótipos, o Presidente da CPCJ da Horta, Vítor Reis, dando-nos urna visão da problemática das comissões e João Paiva, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), com a desconstrução de mitos e estereótipos que nos assolam todos os dias no nosso quotidiano, e pela repetição de erros que insistimos em perpetuar, com os nossos pares, jovens e na relação com o outro. Com este momento não quisemos criar um manual de instruções, mas sim um momento, ou vários momentos de reflexão para todos, nomeadamente, jovens, pais e mães, docentes, cidadãos e cidadãs...
será cada um e cada uma de nós que marcará a diferença... essa diferença começa Lodos os dias, com um novo dia, onde através das nossas atitudes e dos nossos comportamentos podemos realmente marcar a diferença, e sermos melhores connosco e com os outros...há uma tendência em olharmos para o individual, mas esquecemo-nos que fazemos parte de um coletivo, bem maior que nós... quando prejudicamos os outros estamos a longo prazo a prejudicarmo-nos a nós próprios... se não educarmos as nossas crianças e jovens para a igualdade, estaremos a hipotecar o nosso futuro em termos humanos, em termos dos nossos direitos e deveres, estaremos a regredir no nosso processo evolutivo
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