in iOnline
O crédito malparado das famílias voltou a aumentar em Fevereiro, tendo atingido os 5.383 milhões de euros no final desse mês, o que representa 4,38% do total do crédito concedido às famílias pela banca.
De acordo com os números hoje divulgados pelo Banco de Portugal, os empréstimos concedidos às famílias atingiram os 122.879 milhões de euros em Fevereiro, menos 336 milhões de euros do que o valor registado no final de Janeiro.
No entanto, apesar de os créditos totais das famílias terem diminuído em Fevereiro face ao mês anterior, os créditos vencidos aumentaram, tendo atingido os 5.383 milhões de euros, o equivalente a 4,38% do total dos empréstimos.
No final de Fevereiro, a banca tinha emprestado 100.987 milhões de euros às famílias para crédito à habitação, 11.944 milhões de euros para crédito ao consumo e mais 9.869 milhões de euros em créditos destinados a outros fins.
Os empréstimos concedidos pelos bancos às empresas aumentaram ligeiramente em fevereiro, tendo atingido os 85.757 milhões de euros no final desse mês.
Também os créditos vencidos das empresas aumentaram, passando dos 12.962 milhões em janeiro para os 12.569 milhões de euros no mês seguinte.
No final de Fevereiro, cerca de 15% dos empréstimos concedidos às famílias estavam vencidos.
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14.4.15
13.5.14
Aumentou o crédito malparado concedido às famílias
in Jornal de Notícias
O crédito malparado concedido às famílias continuou a aumentar em março, tendo atingido os 5.194 milhões de euros, de acordo com os números do Banco de Portugal.
Quase metade (47%) do crédito de cobrança duvidosa concedido às famílias refere-se a crédito à habitação, havendo em março 2.438 milhões de euros em crédito malparado nesta rubrica, embora tenha caído face ao valor registado em fevereiro (2.446 milhões de euros).
Quanto ao crédito ao consumo, estavam concedidos 1.407 milhões de euros em créditos de cobrança duvidosa em março, valor ligeiramente mais baixo do que o registado em fevereiro (1.414 milhões de euros).
Já relativamente ao crédito de cobrança duvidosa concedido pelos bancos às empresas, em março, atingiu os 12.164 milhões de euros, no total, menos 88 milhões de euros do que no mês anterior, um comportamento que se registou nas duas principais áreas do crédito às empresas.
Na construção, o crédito malparado caiu dos 4.301 milhões de euros em fevereiro para os 4.236 milhões de euros em março e, no imobiliário, passou dos 2.505 milhões de euros em fevereiro para os 2.398 milhões de euros em março.
O crédito malparado concedido às famílias continuou a aumentar em março, tendo atingido os 5.194 milhões de euros, de acordo com os números do Banco de Portugal.
Quase metade (47%) do crédito de cobrança duvidosa concedido às famílias refere-se a crédito à habitação, havendo em março 2.438 milhões de euros em crédito malparado nesta rubrica, embora tenha caído face ao valor registado em fevereiro (2.446 milhões de euros).
Quanto ao crédito ao consumo, estavam concedidos 1.407 milhões de euros em créditos de cobrança duvidosa em março, valor ligeiramente mais baixo do que o registado em fevereiro (1.414 milhões de euros).
Já relativamente ao crédito de cobrança duvidosa concedido pelos bancos às empresas, em março, atingiu os 12.164 milhões de euros, no total, menos 88 milhões de euros do que no mês anterior, um comportamento que se registou nas duas principais áreas do crédito às empresas.
Na construção, o crédito malparado caiu dos 4.301 milhões de euros em fevereiro para os 4.236 milhões de euros em março e, no imobiliário, passou dos 2.505 milhões de euros em fevereiro para os 2.398 milhões de euros em março.
26.6.13
Malparado na habitação com novo máximo histórico
por Lucília Tiago, in Diário de Notícias
As dificuldades das famílias portuguesas em pagar o empréstimo da casa continuam a acentuar-se, tendo o volume de crédito em incumprimento voltado a registar um novo máximo histórico em abril, atingindo 2286 milhões de euros, segundo indicam os dados estatísticos hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
O volume do crédito de cobrança duvidosa no segmento da habitação tinha até conhecido um ligeiro alívio em março, mas no mês seguinte voltou a ganhar terreno, subindo 26 milhões de euros neste espaço de tempo.
Este agravamento ocorre ao mesmo tempo que continua a descer o volume de empréstimos destinados a financiar a compra ou a construção de habitação. De acordo com os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, os particulares deviam 108,39 mil milhões de euros aos bancos, o que traduz uma descida de 3,8% face ao valor registado há um ano.
O retrato do crédito hipotecário acompanha a evolução do crédito total. No final de abril, a dívida total das famílias aos bancos ascendia a 131,8 mil milhões de euros. Os dados do BdP permitem concluir que este saldo mantém a tendência de descida que já se verifica há 24 meses consecutivos.
É, de resto, necessário recuar a maio de 2008 para encontrar um valor total de empréstimos mais baixo do que aquele que agora foi contabilizado. No malparado total, a evolução mensal regista uma quebra de 23 milhões de euros, mas a comparação homóloga indica que os 5138 milhões de euros agora registados traduzem um agravamento de 163 milhões.
Aquela descida mensal foi obtida através do comportamento do incumprimento no crédito ao consumo, que recuou 55 milhões de euros entre março e abril.
As dificuldades das famílias portuguesas em pagar o empréstimo da casa continuam a acentuar-se, tendo o volume de crédito em incumprimento voltado a registar um novo máximo histórico em abril, atingindo 2286 milhões de euros, segundo indicam os dados estatísticos hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
O volume do crédito de cobrança duvidosa no segmento da habitação tinha até conhecido um ligeiro alívio em março, mas no mês seguinte voltou a ganhar terreno, subindo 26 milhões de euros neste espaço de tempo.
Este agravamento ocorre ao mesmo tempo que continua a descer o volume de empréstimos destinados a financiar a compra ou a construção de habitação. De acordo com os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, os particulares deviam 108,39 mil milhões de euros aos bancos, o que traduz uma descida de 3,8% face ao valor registado há um ano.
O retrato do crédito hipotecário acompanha a evolução do crédito total. No final de abril, a dívida total das famílias aos bancos ascendia a 131,8 mil milhões de euros. Os dados do BdP permitem concluir que este saldo mantém a tendência de descida que já se verifica há 24 meses consecutivos.
É, de resto, necessário recuar a maio de 2008 para encontrar um valor total de empréstimos mais baixo do que aquele que agora foi contabilizado. No malparado total, a evolução mensal regista uma quebra de 23 milhões de euros, mas a comparação homóloga indica que os 5138 milhões de euros agora registados traduzem um agravamento de 163 milhões.
Aquela descida mensal foi obtida através do comportamento do incumprimento no crédito ao consumo, que recuou 55 milhões de euros entre março e abril.
10.12.12
Crédito malparado dos particulares atinge 5000 milhões de euros
Pedro Crisóstomo, in Público on-line
O crédito de cobrança duvidosa aumentou de novo em Outubro. Nas empresas, o peso do malparado está perto dos 10%.
O grau de incumprimento na economia portuguesa continua a aumentar para níveis-recorde, com o crédito malparado nos empréstimos à habitação e nos empréstimos às empresas a atingir, em Outubro, os valores mais altos em 15 anos.
No total de crédito concedido a particulares (onde se incluem empréstimos para a compra de habitação, o crédito ao consumo e outros fins), o montante classificado de cobrança duvidosa ascendeu a 5031 milhões de euros – o valor mais alto desde 1997, ano a partir do qual o Banco de Portugal tem registo destes dados.
Os números mais recentes, divulgados esta segunda-feira pelo banco central, mostram que, em quase 134.915 milhões de euros de empréstimos concedidos a particulares, 3,73% eram de crédito malparado, ou seja, considerado como incobrável pelas instituições financeiras.
Em conjunto, empresas e particulares tinham, no final de Outubro, 15.700 milhões de euros de crédito malparado, o equivalente a 6,5% de todo o crédito concedido. Os valores contrastam com o cenário no mesmo período do ano passado: 11.837 milhões de euros e 4,6% em relação ao total de crédito.
O peso do malparado é mais preocupante nas empresas, onde a cobrança duvidosa está já muito próxima dos 10%. Em Setembro, houve uma diminuição, mas Outubro registou uma nova subida, levando o malparado para um valor-recorde de 10.684 milhões de euros, equivalente a 9,97% do total dos empréstimos concedidos às empresas.
Nos empréstimos a particulares, dos 5031 milhões de euros classificados de cobrança duvidosa, 2229 eram em crédito à habitação e 1539 milhões em crédito ao consumo (para a compra de carros ou de electrodomésticos, por exemplo). O incumprimento continua a ser mais elevado em termos percentuais nestes casos.
Enquanto no crédito à habitação 2,02% dos empréstimos eram de cobrança duvidosa (2229 milhões de euros), no crédito ao consumo, o peso do crédito malparado sobre o total de empréstimos concedidos saltou para 11,4% (1539 milhões de euros). Isto significa – e a tendência é a mesma há vários anos – que, quando os particulares estão em dificuldades financeiras começam por deixar de pagar os empréstimos ao consumo e, só depois, o crédito à habitação.
O crédito de cobrança duvidosa aumentou de novo em Outubro. Nas empresas, o peso do malparado está perto dos 10%.
O grau de incumprimento na economia portuguesa continua a aumentar para níveis-recorde, com o crédito malparado nos empréstimos à habitação e nos empréstimos às empresas a atingir, em Outubro, os valores mais altos em 15 anos.
No total de crédito concedido a particulares (onde se incluem empréstimos para a compra de habitação, o crédito ao consumo e outros fins), o montante classificado de cobrança duvidosa ascendeu a 5031 milhões de euros – o valor mais alto desde 1997, ano a partir do qual o Banco de Portugal tem registo destes dados.
Os números mais recentes, divulgados esta segunda-feira pelo banco central, mostram que, em quase 134.915 milhões de euros de empréstimos concedidos a particulares, 3,73% eram de crédito malparado, ou seja, considerado como incobrável pelas instituições financeiras.
Em conjunto, empresas e particulares tinham, no final de Outubro, 15.700 milhões de euros de crédito malparado, o equivalente a 6,5% de todo o crédito concedido. Os valores contrastam com o cenário no mesmo período do ano passado: 11.837 milhões de euros e 4,6% em relação ao total de crédito.
O peso do malparado é mais preocupante nas empresas, onde a cobrança duvidosa está já muito próxima dos 10%. Em Setembro, houve uma diminuição, mas Outubro registou uma nova subida, levando o malparado para um valor-recorde de 10.684 milhões de euros, equivalente a 9,97% do total dos empréstimos concedidos às empresas.
Nos empréstimos a particulares, dos 5031 milhões de euros classificados de cobrança duvidosa, 2229 eram em crédito à habitação e 1539 milhões em crédito ao consumo (para a compra de carros ou de electrodomésticos, por exemplo). O incumprimento continua a ser mais elevado em termos percentuais nestes casos.
Enquanto no crédito à habitação 2,02% dos empréstimos eram de cobrança duvidosa (2229 milhões de euros), no crédito ao consumo, o peso do crédito malparado sobre o total de empréstimos concedidos saltou para 11,4% (1539 milhões de euros). Isto significa – e a tendência é a mesma há vários anos – que, quando os particulares estão em dificuldades financeiras começam por deixar de pagar os empréstimos ao consumo e, só depois, o crédito à habitação.
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