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10.2.16

Há quase 90 mil cuidadores informais em Portugal

Lavínia Leal, Vanessa Brízido, Carlos Matias, Jaime Guilherme, in "RTP"

Até ao final deste ano, o Governo quer criar o Estatuto do Cuidador Informal para conceder proteções legal.

São pessoas que tratam de familiares em casa, sem qualquer remuneração e sem direitos laborais ou fiscais.

29.9.15

Portugal é dos países europeus com menos cuidados para idosos

in Jornal de Notícias

Portugal é dos países da Europa onde as pessoas idosas são mais abandonadas, com menos profissionais a elas dedicados e menos dinheiro alocado, diz um estudo da Organização Internacional do Trabalho, publicado esta segunda-feira.

A propósito do dia mundial do idoso, que se assinala na quinta-feira, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou o estudo "Long-term care protection for older persons: A review of coverage deficits in 46 countries" (Proteção continuada a idosos: uma revisão de défice de cobertura em 46 países).

O trabalho indica que no mundo são necessários 13,6 milhões de trabalhadores para haver uma cobertura universal em termos de cuidados continuados a pessoas com 65 e mais anos.

Na Europa, Portugal tem das mais baixas taxas segundo os quadros apresentados no estudo e que englobam muitos dos países (nem todos estão contemplados em todos os quadros do estudo): 0.4 trabalhadores formais por cada 100 idosos. A França tem 1.1, a Espanha 2.9, a Holanda 7.3 e a Noruega 17.1.

Estes números levam a que, salienta o estudo, mesmo países desenvolvidos da Europa, como a Irlanda, a França, a Eslováquia e Portugal, entre 56.6 e 90.4 por cento das pessoas com mais de 65 anos não tem acesso a serviços continuados de qualidade por falta de trabalhadores nessa área. Os 90.4, o número mais alto, referem-se a Portugal.

Os números indicam que a seguir a Portugal surgem a França e a Eslováquia, onde 73,5% dos idosos não tem apoios de qualidade, seguindo-se a Irlanda (56.6), a República Checa (49.4) e a Alemanha (22.9). Na Estónia, no Luxemburgo, na Noruega, na Suécia e na Suíça a taxa de cobertura é de 100 por cento.

A falta de proteção vê-se também pela percentagem do PIB (Produto Interno Bruto) para os cuidados com os idosos. Portugal, que tem das mais altas percentagens de idosos do mundo, dedica 0.1 do PIB, o valor mais baixo dos países europeus representados, seguindo-se a Estónia com 0.2, a República Checa com 0.3, e a Espanha com 0.5. Do outro lado estão a Holanda e a Dinamarca, que dedicam 2.3 e 2.2 do PIB à proteção dos idosos.

Socorrendo-se de vários indicadores o estudo dá ainda outra visão do apoio a pessoas com mais de 65 anos: em 2013 cada norueguês contribuía com cerca de 8.000 dólares para os custos dos cuidados continuados de qualidade. Cada português contribuía com 136.

Portugal fica assim no grupo dos países que despendem entre 0 e 200 dólares, como a Eslováquia e a Turquia também, na Europa

"Encontramos em todas as regiões países onde entre 75 e 100 por cento da população está excluída do acesso devido a falta de recursos financeiros", diz o estudo, colocando Portugal, a par do Gana, do Chile, da Austrália ou da Eslováquia, nesse grupo.

O estudo hoje divulgado (que abarca 80 por cento da população com mais de 65 anos) salienta que mais de metade dos idosos do mundo não tem acesso a cuidados continuados de qualidade. Em África, salienta, mais de 90 por cento dos idosos não tem apoios.

A OIT salienta que há uma falta absoluta de cobertura de cuidados de longa duração na maioria dos sistemas de segurança social, e que só 5,6 por cento da população mundial vive em países que oferecem uma cobertura universal de cuidados de longa duração.

E ainda que quase metade da idosos do mundo não está protegida por lei em matéria de apoios continuados, e que os países mais generosos são os da Europa, ainda que no máximo dediquem 02 por cento do PIB aos cuidados de longa duração de qualidade a idosos.

10.11.14

8 reasons to care about older people's rights

Posted By Caroline Graham, in Help Age International

1. The number of older people worldwide is growing at an unprecedented pace.

Today, 760 million people are over 60; by 2050, that number will have risen to two billion. Older people already outnumber young children (aged 0-4) and, globally, will outnumber children under 15 by 2050.

Older people's rights Campaigners in Indonesia (c) YEL
2. Age discrimination and ageism are widely tolerated across the world.

Ageist attitudes towards old age and older people are deeply ingrained in many societies and, unlike other forms of prejudice, are rarely acknowledged or challenged. This leads to widespread marginalisation of older people and is at the root of their isolation and exclusion.

Older people's rights Older man in Nepal (c) Sarah Hertzog/HelpAge
3. There is no dedicated protection for older people's rights.

While the rights of women, children, prisoners and people with disabilities are all protected through international conventions or standards, no such standards exist for older people despite their vulnerability to human rights abuses.

Older people's rights Myanmar grandmother
4. Older people are vulnerable to abuse and exclusion.

A growing body of evidence shows many older people face abuse and violence in their own homes and in long-term care. Many are also denied the right to make decisions about their finances, property and medical care. They are often denied social security, access to health and productive resources, work, food and housing.

Older people's rights Jamaica Woman with sign (c) Garry Witter/HelpAge
5. Older people are often treated as charity instead of having human rights that must be respected.

Many governments see ageing as a social welfare or development issue. This reduces older people to recipients of charity rather than people who should enjoy their human rights on the same basis as everybody else.

Older people's rights Bosnia Older wom
6. Older people are an increasingly powerful group.

When older people vote, they can have significant political influence. Governments need to address their rights and needs or they risk losing support from this increasingly large and loyal block of voters.

Older people's rights Serbian man (c) HelpAge
7. There are huge gaps in current human rights standards for older people.

Only one existing human rights law explicitly forbids age discrimination. This means many countries are failing to address the many forms of discrimination older people face. Any effort to tackle issues such as elder abuse or long-term and palliative care, are also absent from existing human rights standards.

Historically the United Nations has largely ignored the rights of older people while current national standards on older people's rights are patchy and inconsistent.

As a result, few countries collect data on violations of the rights of older people. Violations will continue unaddressed as long as there is a gaping lack of information on their nature, prevalence and cause.

Older people's rights South African campaigner (c) MUSA/HelpAge
8. Respect for older people's rights benefits society as a whole.

Poor treatment and abusing the human rights of older people lead to their exclusion, poverty and discrimination. Yet, older people make key contributions to any society through their experience and wisdom. Better protection of older people's rights will allow societies to better capitalise on the potential older people represent. There is clear evidence, for example, that when older people have social security, it reduces poverty rates, restores older people's dignity, reduces child labour and increases enrolment in schools.

Older people's right Colombian family (c) JonasWresch/HelpAge

A UN convention on the rights of older people would protect older people's rights under international law.

It would also provide a definitive, universal position that age discrimination and ageism are morally and legally unacceptable.

Please make the world better for the older people of today and tomorrow and get behind a UN convention on the rights of older people.