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23.5.23

Desemprego registado? Ministra destaca "valor mais baixo de sempre"

in Notícias ao Minuto


Ana Mendes Godinho sublinha a importância de "não desfocar" na missão ao comentar os números do desemprego registado.


A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, sublinhou que o valor do desemprego registado nos centros de emprego é o "mais baixo de sempre", destacando a importância de "não desfocar" na missão, numa altura em que o Governo atravessa alguma turbulência política.

"Não desfocar nunca da nossa missão. Hoje [foi] divulgado o valor mais baixo de sempre desemprego IEFP no mês de abril", escreveu a ministra do Trabalho, numa publicação partilhada na rede social Instagram.

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu, em abril, 6% em termos homólogos, tendo-se reduzido 3,5% face ao mês anterior, anunciou o Executivo na segunda-feira.

Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social adiantou que o desemprego registado em abril (295.422 pessoas) diminuiu, "com uma redução de -3,5% (-10.735 pessoas) relativamente ao mês anterior e -6,0% abaixo do nível observado em abril de 2022 (-19.013 pessoas)".

Paralelamente, o número de jovens desempregados inscritos no IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional voltou também a baixar, "sendo o mais reduzido de sempre (31.872 pessoas), nos meses de abril, com uma diminuição em cadeia de 6,9% (-2.360 jovens), e uma diminuição de 1,7% (-561 jovens) face ao mês homólogo", referiu a tutela.

Quanto ao desemprego de longa duração, registou "uma diminuição em cadeia de 0,7% (-798 pessoas), situando-se 24,4% abaixo do nível registado em abril de 2022 (-37.764 pessoas)", disse o Governo.

22.5.23

Número de desempregados inscritos nos centros de emprego cai 6% em abril

Por Lusa, in DN


Em relação aos jovens desempregados inscritos no IEFP, o número também baixou, com uma diminuição em cadeia de 6,9% (-2.360 jovens).


número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu, em abril, 6% em termos homólogos, tendo-se reduzido 3,5% face ao mês anterior, anunciou esta segunda-feira o Governo.


Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social adiantou que o desemprego registado em abril (295.422 pessoas) diminuiu, "com uma redução de -3,5% (-10.735 pessoas) relativamente ao mês anterior e -6,0% abaixo do nível observado em abril de 2022 (-19.013 pessoas)".

Paralelamente, o número de jovens desempregados inscritos no IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional voltou também a baixar, "sendo o mais reduzido de sempre (31.872 pessoas), nos meses de abril, com uma diminuição em cadeia de 6,9% (-2.360 jovens), e uma diminuição de 1,7% (-561 jovens) face ao mês homólogo", referiu a tutela.

Quanto ao desemprego de longa duração, registou "uma diminuição em cadeia de 0,7% (-798 pessoas), situando-se 24,4% abaixo do nível registado em abril de 2022 (-37.764 pessoas)", disse o Governo.

Assim, entre março e abril deste ano, "o desemprego registado diminuiu em cadeia em todas as regiões, com destaque para a redução de 21,8% na região do Algarve".

Por fim, indicou a tutela, "a nível setorial, registaram-se descidas em cadeia em todos os setores de atividade económica", nomeadamente no agrícola (-9,0%), secundário (-1,6%) e terciário (-3,5%)".

Em termos homólogos, registaram-se descidas também em todos os setores, com o agrícola a cair 1,7%, o secundário 3,9% e o terciário 5,0%, concluiu.

Segundo os dados hoje divulgados pelo IEFP, no final de abril, as ofertas de emprego por satisfazer, "totalizavam 15.468, nos serviços de emprego de todo o país", sendo que este número corresponde a uma diminuição anual de 23,4% e uma redução, face ao mês anterior, de 6,9% das ofertas.

De acordo com o instituto, ao longo do mês de abril, inscreveram-se nos serviços de emprego 37.135 desempregados, um número que "é inferior ao observado no mesmo mês de 2022 (-512; -1,4%) e também em relação ao mês anterior (-10.990; -22,8%)".

A entidade revelou ainda que as "ofertas de emprego recebidas ao longo deste mês totalizaram 8.782 em todo o país", um valor inferior ao do mês homólogo, em 25,9% e menor face ao mês anterior em 40,4%.

"As atividades económicas com maior expressão nas ofertas de emprego recebidas ao longo deste mês (dados do continente), por ordem decrescente, foram as seguintes: as 'atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio' (23,1%), o 'alojamento, restauração e similares' (16,0%) e o 'comércio por grosso e a retalho' (14,7%)", referiu o IEFP.

Por sua vez, as colocações realizadas durante o mês de abril totalizaram 7.647 em todo o país, segundo o IEFP, que concluiu que este número "é inferior ao verificado em igual período de 2022" em 15,4% e também menor em relação ao mês anterior em 15,3%.

Segundo o instituto, a análise das colocações efetuadas por grupos de profissões, no continente, "mostra uma maior concentração nos 'trabalhadores não qualificados' (34,8%), nos 'trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores' (22,0%), e no 'pessoal administrativo" (9,9%)".

21.3.23

Desemprego cai pela primeira vez ao fim de seis meses, mas descida não compensa subidas

Salomé Pinto, in Dinheiro Vivo

Número de inscritos nos centros de emprego baixou 1,9% para 316 086, em fevereiro face ao mês anterior. Mas, em janeiro, o desemprego tinha subido 4,9%.

O desemprego registado pelos centros de emprego baixou pela primeira vez em fevereiro, ao fim de seis meses consecutivos de subidas. Mas este recuo de seis mil desempregados ou de 1,9% para 326 086 inscritos não chega para compensar o aumento de 15 081 desempregados ou de 4,9% identificado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) em janeiro em relação a dezembro de 2022.

Os dados ainda não foram publicados pelo IEFP, mas a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, anunciou esta terça-feira, durante uma audição regimental no Parlamento, que "o IEFP já registou, em fevereiro, uma descida de seis mil desempregados". Fonte oficial do Ministério esclareceu o Dinheiro Vivo que se trata de uma variação em cadeia, isto é, face a janeiro de 2023.

Assim, o desemprego registado recua pela primeira vez em seis meses. Trata-se, no entanto, de uma descida muito suave de 1,9% ou de seis mil inscritos de 322 087 para 316 086, o que não compensa as subidas consecutivas do último semestre.

Só em janeiro de 2023, o número de desempregados registados no IEFP sofreu um aumento de 4,9% face a dezembro, o que corresponde a mais 15 081 inscritos nos centros de emprego.

Analisando os dados do IEFP relativos a agosto de 2022, o mês que interrompeu a diminuição do desemprego, verifica-se que o país ainda não conseguiu recuperar aquele nível mais baixo de população sem trabalho.

Assim, e apesar da diminuição revelada pela ministra, Portugal ainda tinha, em fevereiro, mais 33 239 desempregados ou mais 11% de inscritos face a agosto de 2022, quando os centros de emprego registaram 282 847 inscritos

Em relação à variação homóloga, a redução de seis mil desempregados em fevereiro representa uma diminuição de 8,5%. No mesmo mês de 2022, os centros de emprego tinham 344 264 pessoas inscritas em situação de desemprego.

O número é novo e ainda não está publicado nas estatísticas do IEFP. Assim, e caso se verifique a diminuição adiantada pela governante, o número de inscritos nos centros de emprego terá baixado de 322 087 para 316 086