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3.2.14

Mais de 440 mil desempregados não recebiam prestações de desemprego em Dezembro

in iOnline

Os últimos dados divulgados pelo Eurostat contabilizavam, em dezembro de 2013, um total de 819 mil desempregados, com a taxa de desemprego a situar-se nos 15,4% (15,5% em Novembro)

O Estado português apenas atribuiu prestações de desemprego a 377 mil desempregados em dezembro, deixando sem estes apoios mais de 442 mil desempregados, segundo dados divulgados hoje pela Segurança Social.

De acordo com os últimos dados disponibilizados na página da Segurança Social ( www.seg-social.pt), em dezembro existiam 376.922 beneficiários de prestações de desemprego, mais 31 pessoas do que em novembro (últimos dados disponíveis) e o equivalente a 45,8% do último número total de desempregados contabilizados pelo Eurostat.

Os últimos dados divulgados pelo Eurostat contabilizavam, em dezembro de 2013, um total de 819 mil desempregados, com a taxa de desemprego a situar-se nos 15,4% (15,5% em novembro).

Os números da Segurança Social incluem o subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego inicial, subsídio social de desemprego subsequente e prolongamento do subsídio social de desemprego, prestações que atingiram em dezembro o valor médio de 478,09 euros, face aos 499,93 euros observados um ano antes.

O Porto é o distrito com o número de beneficiários com prestações de desemprego mais elevado, tendo sido em dezembro atribuídos subsídios a 80.081 pessoas.

Segue-se o distrito de Lisboa, com 74.678 desempregados a receberem prestações de desemprego e o de Setúbal (com 32.596 desempregados com direito a subsídio).

Os beneficiários do sexo masculino são em número superior (196.257 pessoas), em relação aos do sexo feminino (178.800).

10.10.12

Algarve: Família de desempregados vive sem qualquer apoio

in TSF

No Algarve, uma família de desempregados vive sem qualquer apoio do Estado. A mulher perdeu recentemente o Rendimento Social de Inserção, depois de ter recusado, por falta de transporte uma oferta para dois meses de trabalho. Juntou-se assim ao marido que já nada recebia.

João Luís Cruz é pedreiro, há muito tempo que não tem trabalho na construção civil.

«Já vai para dois anos e meio que estou inscrito no fundo de desemprego, o fundo de desemprego acabou e há mais de um ano que não recebo nada. Sem trabalho nenhum, não há trabalho na construção», explica.

Este pedreiro faz pontualmente biscates, «aquilo que aparece». A mulher Maria de Jesus já trabalhou em muitos locais, no campo, na limpeza de casas e num infantário. Mas os trabalhos temporários só lhe deram direito ao Rendimento Social de Inserção e mesmo esse foi retirado.

O Estado propôs-lhe um trabalho de apenas dois meses a muitos quilómetros de casa. Maria de Jesus não teve hipótese de aceitar, porque devido aos horários dos transportes chegaria sempre atrasada ao trabalho.

Este casal, com dois filhos adolescentes, vive da ajuda das Cáritas e não saindo a sorte grande, um emprego, já seria uma grande notícia.


8.10.12

Perto de 300 mil inscritos no IEFP não têm subsídio nem rendimento mínimo

in Público on-line

Cerca de 300 mil portugueses inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) não beneficiam do subsídio de emprego nem do Rendimento Social de Inserção (RSI), também conhecido como “rendimento mínimo”.

As pessoas nesta situação representam 46% dos que procuram trabalho através do IEFP, segundo a rádio TSF, que avançou hoje a notícia.

Os últimos números que tinham vindo a público indicavam que estavam nestas circunstâncias cerca de 170 mil portugueses, mas este universo – só nos números relativos ao IEFP – é bem maior, sendo que há ainda que contar com as pessoas que, não tendo emprego, não estão inscritas nos centros do IEFP.

No IEFP contavam-se, em Agosto, 640 mil desempregados registados nos seus centros de emprego. Em Junho, o número de portugueses desempregados e inactivos que desistiram de procurar trabalho ultrapassou o valor histórico de um milhão de pessoas.

O subsídio de desemprego, normal ou social, apenas chega a 360 mil, lembra ainda a TSF. Na prática, dois terços dos portugueses sem qualquer actividade remunerada não recebem subsídio de desemprego e apenas uma minoria está a receber o RSI – cerca de 200 mil.