Luís Reis Ribeiro, in Dinheiro Vivo
O número de despedimentos coletivos subiu em 2019, pelo segundo ano consecutivo, até aos 3616 casos, indicam dados oficiais da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), que faz parte do Ministério do Trabalho.
Numa altura em que se acumulam sinais de dificuldades cada vez maiores ao nível da economia e do emprego e em que os riscos externos aumentaram de forma considerável (devido a ameaças como o novo coronavírus, as guerras comerciais envolvendo EUA, China Europa e outras grandes economias, a falta de consenso político no orçamento da União Europeia que pode atrasar dramaticamente o investimento em 2021), os despedimentos coletivos voltaram a subir em Portugal.
O fenómeno atingiu um pico de 10488 pessoas efetivamente despedidas em 2012, ano de grave crise económica e social no país (ajustamento do governo PSD-CDS e da troika), mas depois foi aliviando. Após cinco anos consecutivos de descidas, em 2018, as empresas voltaram a despedir mais, tendo este tipo de despedimento aumentado 3,5%. Em 2019, a subida foi mais ligeira, em todo o caso, cerca de 0,4%. De acordo com o levantamento de dados feito pelo Dinheiro Vivo, a região mais fustigada (em 2019) é o norte do País, onde 123 empresas conseguiram concluir os respetivos processos de despedimento coletivo. Ficaram sem posto de trabalho 1506 pessoas, mais 80% do que em 2018. O Norte arcou assim com 42% do total de despedimentos. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a região tem 35% do emprego nacional. Na área da grande Lisboa, o ministério de Ana Mendes Godinho contabilizou 1501 pessoas “efetivamente despedidas” durante o ano passado, mas o número até recuou mais de 38% face a 2018. Lisboa escapa, as outras regiões não De facto, comparando 2019 com 2018, só Lisboa e Vale do Tejo escapou, evitando o pior em termos de leitura nacional. De resto, todas as outras regiões registaram agravamentos muito fortes no número de processos concluídos que levaram ao despedimento. No Alentejo, a dimensão deste problema mais do que triplicou comparativamente a 2018 (total de 184 pessoas despedidas). Na região Centro, o aumento foi de quase 68% (345 casos); no Algarve a subida foi de 19% (80 casos).
Os dados oficiais mostram ainda que foram as pequenas empresas (menos de 50 trabalhadores efetivos e menos de 10 milhões de euros de volume de negócio anual) que mais usaram o despedimento coletivo. Foi também o segmento empresarial onde mais aumentou o recurso a este processo de reestruturação. Mais de 41% dos despedimentos a nível nacional aconteceram no grupo das empresas pequenas. O aumento superou os 35% em 2019. A segunda situação mais agressiva aconteceu no grupo das médias empresas (menos de 250 efetivos e faturação anual inferior a 50 milhões de euros), que conseguiram afastar 1216 empregados, mais 31% do que em 2018. Apenas as grandes empresas (250 pessoas ao mais ao serviço ou uma faturação anual acima de 50 milhões de euros) contrariaram a tendência nacional. Em 2019, este grupo despediu 393 pessoas, menos 66% do que no ano precedente. Alguns casos recentes Os despedimentos estão mais concentrados nas empresas pequenas e nas regiões fora de Lisboa o que fará com que alguns casos sejam pouco ou nada mediatizados. Mas é possível recordar alguns exemplos que vieram à tona.
Em agosto de 2019, a Ryanair avançou com um processo de rescisão, visando um mínimo de 100 trabalhadores, que ainda decorre. O motivo foi a decisão de encerrar as operações em Faro, no Algarve. Em janeiro de 2019, o grupo de construção Elevo (que resulta da fusão das construtoras Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios) anunciou a intenção de afastar 400 empregados, parte do plano apresentado pelos maiores bancos credores, BCP e Novo Banco. O grupo NH Hotels anunciou em setembro que estaria a desenhar um plano de rescisões para afastar mais de 60 pessoas em vários hotéis da marca em Portugal. Mais recentemente, já em 2020, o setor do calçado, que é um dos casos de sucesso das últimas décadas em Portugal, sofreu mais uma baixa de peso. Segundo a Lusa, a fábrica da Eureka Shoes (na foto), em Vizela, fechou portas a 18 de fevereiro, deixando no desemprego mais de 150 trabalhadores. O sindicato que defende estes trabalhadores disse que o encerramento da fábrica assume contornos de despedimento ilegal que pode ir até 180 trabalhadores, “mas contabilizando os trabalhadores da rede de lojas, a perda total de empregos rondará cerca de 300″.
Mostrar mensagens com a etiqueta Desemprego - Norte de Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desemprego - Norte de Portugal. Mostrar todas as mensagens
24.2.20
5.11.19
Desemprego no Norte fica abaixo da média nacional e desce para valores de 2002
in o Observador
A taxa de desemprego no Norte está nos 6,2%, os valores mais baixos que, desde 2002, não se situava abaixo dos 6,3%. Já a mesma taxa para trabalhadores com Ensino Superior é a mais baixa do século.
A taxa de desemprego da região Norte baixou para 6,2% no segundo trimestre de 2019, ficando abaixo da média nacional (6,3%) pela primeira vez nos últimos 17 anos, revela o relatório Norte Conjuntura, esta segunda-feira divulgado.
O boletim trimestral da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N) que apresenta as tendências da evolução económica na região Norte e a que a Lusa teve acesso, assinala que “é preciso recuar até ao terceiro trimestre de 2002 para encontrar um nível de desemprego inferior”. Quanto à taxa de desemprego dos trabalhadores com o Ensino Superior, diminuiu para 4,6%, “o valor mais baixo do século”.
De acordo com o Norte Conjuntura, a população empregada da região “aumentou para 1.722.100 pessoas”, tendo sido criados “mais 9.400 postos de trabalho face ao trimestre homólogo de 2018”. O ritmo de crescimento do emprego “tem vindo a abrandar há nove trimestres” e, em função disso, na região Norte “a taxa de emprego dos 20 aos 64 anos aumentou muito ligeiramente para 74,4% no segundo trimestre de 2019”.
“Em Portugal, o mesmo indicador atingiu 76,1%, aumentando o diferencial entre as taxas nacional e regional”, acrescenta o boletim. A população desempregada baixou para 113,7 mil pessoas no segundo trimestre de 2019, representando “uma redução de 19,2 mil desempregados face ao trimestre homólogo de 2018”.
Quanto ao salário médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem na região Norte, atingiu os 865 euros no segundo trimestre do ano. O crescimento foi de 3,6% em relação ao trimestre homólogo de 2018. Com isto, o salário médio da região “passou a ser inferior em cerca de 5% ao auferido em Portugal, que na mesma altura assumiu o valor de 911 euros”. “Esta é a menor diferença entre o salário médio nacional e o regional desde o início de 2008”, assinala o relatório.
Relativamente ao trimestre homólogo de 2018, no segundo trimestre de 2019, o emprego aumentou em 1,2% no setor dos serviços e em 0,8% no setor secundário (indústria, construção, energia e água). “Entre os grandes setores de atividade, apenas o primário, que agrega os ramos da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca registou uma diminuição do emprego em termos homólogos (menos 7,2%)”, acrescenta.
O Norte Conjuntura refere que “as indústrias transformadoras são o ramo de atividade mais importante da região, empregando 429,9 mil pessoas”, o equivalente a 25% de todo o emprego no segundo trimestre de 2019.
Quanto à população empregada no ramo da saúde humana e apoio social, “atingiu pela primeira vez um valor superior a 150 mil indivíduos no segundo trimestre de 2019, representando 8,7% do total do emprego” no Norte.
Também no segundo trimestre do ano, as dormidas de estrangeiros na região em estabelecimentos de alojamento turístico representaram 63,1% do total, “o valor mais elevado desde que há registo”. “Em termos homólogos, as dormidas cresceram 12,2%, o número de hóspedes aumentou 11,9%, os proveitos totais cresceram 15,6%. As dormidas representaram quase dois terços do total (63,1%)”, observa.
O relatório destaca ainda que o incumprimento do crédito à habitação atingiu “o valor mais baixo dos últimos dez anos”, tendo-se situado em 1,7%.
A taxa de desemprego no Norte está nos 6,2%, os valores mais baixos que, desde 2002, não se situava abaixo dos 6,3%. Já a mesma taxa para trabalhadores com Ensino Superior é a mais baixa do século.
A taxa de desemprego da região Norte baixou para 6,2% no segundo trimestre de 2019, ficando abaixo da média nacional (6,3%) pela primeira vez nos últimos 17 anos, revela o relatório Norte Conjuntura, esta segunda-feira divulgado.
O boletim trimestral da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N) que apresenta as tendências da evolução económica na região Norte e a que a Lusa teve acesso, assinala que “é preciso recuar até ao terceiro trimestre de 2002 para encontrar um nível de desemprego inferior”. Quanto à taxa de desemprego dos trabalhadores com o Ensino Superior, diminuiu para 4,6%, “o valor mais baixo do século”.
De acordo com o Norte Conjuntura, a população empregada da região “aumentou para 1.722.100 pessoas”, tendo sido criados “mais 9.400 postos de trabalho face ao trimestre homólogo de 2018”. O ritmo de crescimento do emprego “tem vindo a abrandar há nove trimestres” e, em função disso, na região Norte “a taxa de emprego dos 20 aos 64 anos aumentou muito ligeiramente para 74,4% no segundo trimestre de 2019”.
“Em Portugal, o mesmo indicador atingiu 76,1%, aumentando o diferencial entre as taxas nacional e regional”, acrescenta o boletim. A população desempregada baixou para 113,7 mil pessoas no segundo trimestre de 2019, representando “uma redução de 19,2 mil desempregados face ao trimestre homólogo de 2018”.
Quanto ao salário médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem na região Norte, atingiu os 865 euros no segundo trimestre do ano. O crescimento foi de 3,6% em relação ao trimestre homólogo de 2018. Com isto, o salário médio da região “passou a ser inferior em cerca de 5% ao auferido em Portugal, que na mesma altura assumiu o valor de 911 euros”. “Esta é a menor diferença entre o salário médio nacional e o regional desde o início de 2008”, assinala o relatório.
Relativamente ao trimestre homólogo de 2018, no segundo trimestre de 2019, o emprego aumentou em 1,2% no setor dos serviços e em 0,8% no setor secundário (indústria, construção, energia e água). “Entre os grandes setores de atividade, apenas o primário, que agrega os ramos da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca registou uma diminuição do emprego em termos homólogos (menos 7,2%)”, acrescenta.
O Norte Conjuntura refere que “as indústrias transformadoras são o ramo de atividade mais importante da região, empregando 429,9 mil pessoas”, o equivalente a 25% de todo o emprego no segundo trimestre de 2019.
Quanto à população empregada no ramo da saúde humana e apoio social, “atingiu pela primeira vez um valor superior a 150 mil indivíduos no segundo trimestre de 2019, representando 8,7% do total do emprego” no Norte.
Também no segundo trimestre do ano, as dormidas de estrangeiros na região em estabelecimentos de alojamento turístico representaram 63,1% do total, “o valor mais elevado desde que há registo”. “Em termos homólogos, as dormidas cresceram 12,2%, o número de hóspedes aumentou 11,9%, os proveitos totais cresceram 15,6%. As dormidas representaram quase dois terços do total (63,1%)”, observa.
O relatório destaca ainda que o incumprimento do crédito à habitação atingiu “o valor mais baixo dos últimos dez anos”, tendo-se situado em 1,7%.
31.3.14
Desemprego no Norte a cair desde abril de 2013
in TSF
Um relatório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, hoje divulgado, destaca que a taxa de desemprego baixou na região Norte nos últimos três trimestres de 2013. A TSF ouviu as opiniões de quatro autarcas da região.
O relatório trimestral Norte Conjuntura, elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e a que a Lusa teve acesso, indica ter havido uma descida da taxa de desemprego na região Norte entre o terceiro trimestre de 2013 e o quarto (de 16,6% para 16,4%), seguindo uma tendência já verificada desde abril.
Em comunicado, a CCDR-N explica que no último trimestre o emprego na região Norte «beneficiou de um desagravamento da tendência negativa», verificando-se um crescimento de 0,3% face ao trimestre anterior, o que «representa mais cerca de seis mil indivíduos empregados».
Ainda de acordo com o documento, a taxa de emprego observada entre os 15 e os 64 anos de idade aumentou - atingindo 60,1% no último trimestre, contra 59,4% no trimestre anterior - verificando-se ainda que «a evolução do emprego na região do Norte se mostra mais desfavorável» nos homens.
Já a nível nacional, o relatório Norte Conjuntura indica que «o emprego registou no último trimestre do ano passado uma variação positiva», com um crescimento de 0,7%, o que «contrasta com os anteriores cinco anos de variações negativas em termos homólogos».
Contactado pela TSF, o presidente da câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, diz que é preciso ser mais realista. O autarca acredita que a descida seja consequência apenas de medidas temporárias.
Opinião semelhante tem o autarca de Braga. Ricardo Rio diz que a evolução dos números fica abaixo das necessidades da região. Um sublinhado também feito pelo autarca de Guimarães, Domingos Bragança.
Já o presidente da câmara de Famalicão tem opinião diferente. Paulo Cunha saúda a descida do desemprego na região norte, durante quase um ano.
Um relatório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, hoje divulgado, destaca que a taxa de desemprego baixou na região Norte nos últimos três trimestres de 2013. A TSF ouviu as opiniões de quatro autarcas da região.
O relatório trimestral Norte Conjuntura, elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e a que a Lusa teve acesso, indica ter havido uma descida da taxa de desemprego na região Norte entre o terceiro trimestre de 2013 e o quarto (de 16,6% para 16,4%), seguindo uma tendência já verificada desde abril.
Em comunicado, a CCDR-N explica que no último trimestre o emprego na região Norte «beneficiou de um desagravamento da tendência negativa», verificando-se um crescimento de 0,3% face ao trimestre anterior, o que «representa mais cerca de seis mil indivíduos empregados».
Ainda de acordo com o documento, a taxa de emprego observada entre os 15 e os 64 anos de idade aumentou - atingindo 60,1% no último trimestre, contra 59,4% no trimestre anterior - verificando-se ainda que «a evolução do emprego na região do Norte se mostra mais desfavorável» nos homens.
Já a nível nacional, o relatório Norte Conjuntura indica que «o emprego registou no último trimestre do ano passado uma variação positiva», com um crescimento de 0,7%, o que «contrasta com os anteriores cinco anos de variações negativas em termos homólogos».
Contactado pela TSF, o presidente da câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, diz que é preciso ser mais realista. O autarca acredita que a descida seja consequência apenas de medidas temporárias.
Opinião semelhante tem o autarca de Braga. Ricardo Rio diz que a evolução dos números fica abaixo das necessidades da região. Um sublinhado também feito pelo autarca de Guimarães, Domingos Bragança.
Já o presidente da câmara de Famalicão tem opinião diferente. Paulo Cunha saúda a descida do desemprego na região norte, durante quase um ano.
Desemprego no Norte a cair desde abril de 2013
in Jornal de Notícias
Um relatório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, divulgado este sábado, destaca que a taxa de desemprego "caiu" na região Norte nos últimos três trimestres de 2013.
O relatório trimestral Norte Conjuntura, elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e a que a Lusa teve acesso, indica ter havido uma descida da taxa de desemprego na região Norte entre o terceiro trimestre de 2013 e o quarto (de 16,6% para 16,4%), seguindo uma tendência já verificada desde abril.
Em comunicado, a CCDR-N explica que no último trimestre o emprego na região Norte "beneficiou de um desagravamento da tendência negativa", verificando-se um crescimento de 0,3% face ao trimestre anterior, o que "representa mais cerca de seis mil indivíduos empregados".
Ainda de acordo com o documento, a taxa de emprego observada entre os 15 e os 64 anos de idade aumentou - atingindo 60,1% no último trimestre, contra 59,4% no trimestre anterior - verificando-se ainda que "a evolução do emprego na região do Norte se mostra mais desfavorável" nos homens.
Já a nível nacional, o relatório Norte Conjuntura indica que "o emprego registou no último trimestre do ano passado uma variação positiva", com um crescimento de 0,7%, o que "contrasta com os anteriores cinco anos de variações negativas em termos homólogos".
Um relatório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, divulgado este sábado, destaca que a taxa de desemprego "caiu" na região Norte nos últimos três trimestres de 2013.
O relatório trimestral Norte Conjuntura, elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e a que a Lusa teve acesso, indica ter havido uma descida da taxa de desemprego na região Norte entre o terceiro trimestre de 2013 e o quarto (de 16,6% para 16,4%), seguindo uma tendência já verificada desde abril.
Em comunicado, a CCDR-N explica que no último trimestre o emprego na região Norte "beneficiou de um desagravamento da tendência negativa", verificando-se um crescimento de 0,3% face ao trimestre anterior, o que "representa mais cerca de seis mil indivíduos empregados".
Ainda de acordo com o documento, a taxa de emprego observada entre os 15 e os 64 anos de idade aumentou - atingindo 60,1% no último trimestre, contra 59,4% no trimestre anterior - verificando-se ainda que "a evolução do emprego na região do Norte se mostra mais desfavorável" nos homens.
Já a nível nacional, o relatório Norte Conjuntura indica que "o emprego registou no último trimestre do ano passado uma variação positiva", com um crescimento de 0,7%, o que "contrasta com os anteriores cinco anos de variações negativas em termos homólogos".
30.12.12
Nenhum município do Norte viu o desemprego diminuir no terceiro trimestre
Abel Coentrão, in Público on-line
Região mantém taxa de desemprego acima da registada no país. E de 2011 para 2012 ela aumentou em todos os concelhos
No terceiro trimestre deste ano, segundo o boletim conjuntural publicado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), o desemprego registado aumentou em toda a região, com alguns concelhos a registarem subidas superiores a 20% face ao mesmo período de 2011.
É o retrato de uma região com uma taxa de desemprego a crescer (situava-se nos 16,4%, quando o país registava uma taxa de 15,8) e em que nenhum município se salva do problema. Em todo o território o desemprego registado aumentou, num ano 21,3%. Segundo o Boletim Norte Conjuntura, por local de residência, os municípios que, na média do 3.º trimestre de 2012, mais contribuíram para a subida deste indicador foram Vila Nova de Gaia, com mais 4071 desempregados inscritos do que há um ano (+14,2%), e o Porto, com mais 3.540 inscritos (+23,3%).
Seguem-se três municípios nos quais o desempregado registado passou a afectar mais cerca de 3200 indivíduos: Braga (+30,1%), Matosinhos (+34,6%) e Gondomar (+25,6%).Na Maia, existiam, no 3.º trimestre de 2012, mais cerca de 2280 desempregados inscritos do que na média do 3.º trimestre de 2011 (+27,3%).
Surge depois um conjunto de cinco municípios nos quais o desemprego registado cresceu entre aproximadamente mais 1500 e 1900 indivíduos, nomeadamente: Vila Nova de Famalicão (+22,3%); Guimarães (+15,2%); Paredes (+28,9%); Valongo (+21,8%); e Barcelos (+28,7%). Em Penafiel, Santa Maria da Feira, Paços de Ferreira e Vila do Conde, o desemprego registado cresceu entre +1100 e +1330 indivíduos.
Nestas condições, e com os empréstimos às famílias e às empresas a cair (menos 4,7%), é natural que a região tenha visto as importações decrescer 5,5%. O movimento, como acontece no resto do país, acontece de dentro para fora, com as mercadorias exportadas a subirem no Norte 5,5% (o aumento das exportações em Portugal foi de 4,2%).
Apesar de a região manter níveis de exportação superiores ao do país, nota-se, desde o início do ano, uma desaceleração. Segundo os dados recolhidos pela CCDRN, as exportações a partir do Norte terão crescido, em valor e em termos homólogos, 13,6% no 1.º trimestre, 8,2% no 2.º trimestre e os referidos 5,5% no 3.º trimestre. Os mercados extra-comunitários, com um aumento de 19,4%, vão ganhando terreno como destino dos bens produzidos no Norte.
Região mantém taxa de desemprego acima da registada no país. E de 2011 para 2012 ela aumentou em todos os concelhos
No terceiro trimestre deste ano, segundo o boletim conjuntural publicado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), o desemprego registado aumentou em toda a região, com alguns concelhos a registarem subidas superiores a 20% face ao mesmo período de 2011.
É o retrato de uma região com uma taxa de desemprego a crescer (situava-se nos 16,4%, quando o país registava uma taxa de 15,8) e em que nenhum município se salva do problema. Em todo o território o desemprego registado aumentou, num ano 21,3%. Segundo o Boletim Norte Conjuntura, por local de residência, os municípios que, na média do 3.º trimestre de 2012, mais contribuíram para a subida deste indicador foram Vila Nova de Gaia, com mais 4071 desempregados inscritos do que há um ano (+14,2%), e o Porto, com mais 3.540 inscritos (+23,3%).
Seguem-se três municípios nos quais o desempregado registado passou a afectar mais cerca de 3200 indivíduos: Braga (+30,1%), Matosinhos (+34,6%) e Gondomar (+25,6%).Na Maia, existiam, no 3.º trimestre de 2012, mais cerca de 2280 desempregados inscritos do que na média do 3.º trimestre de 2011 (+27,3%).
Surge depois um conjunto de cinco municípios nos quais o desemprego registado cresceu entre aproximadamente mais 1500 e 1900 indivíduos, nomeadamente: Vila Nova de Famalicão (+22,3%); Guimarães (+15,2%); Paredes (+28,9%); Valongo (+21,8%); e Barcelos (+28,7%). Em Penafiel, Santa Maria da Feira, Paços de Ferreira e Vila do Conde, o desemprego registado cresceu entre +1100 e +1330 indivíduos.
Nestas condições, e com os empréstimos às famílias e às empresas a cair (menos 4,7%), é natural que a região tenha visto as importações decrescer 5,5%. O movimento, como acontece no resto do país, acontece de dentro para fora, com as mercadorias exportadas a subirem no Norte 5,5% (o aumento das exportações em Portugal foi de 4,2%).
Apesar de a região manter níveis de exportação superiores ao do país, nota-se, desde o início do ano, uma desaceleração. Segundo os dados recolhidos pela CCDRN, as exportações a partir do Norte terão crescido, em valor e em termos homólogos, 13,6% no 1.º trimestre, 8,2% no 2.º trimestre e os referidos 5,5% no 3.º trimestre. Os mercados extra-comunitários, com um aumento de 19,4%, vão ganhando terreno como destino dos bens produzidos no Norte.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

