Rosa Soares, in Público on-line
Número de trabalhadores despedidos ascende a 5382 nos primeiros nove meses de 2020, o registo mais elevado desde 2014, último ano da troika. Região de Lisboa e Vale do Tejo foi a mais penalizada.
Rosa Soares 3 de Novembro de 2020, 12:56
O número de despedimentos colectivos disparou nos primeiros nove meses do ano, totalizando 521, mais 51% do que os 345 registados na totalidade do ano de 2019. Este crescimento tem correspondência no número de trabalhadores abrangidos, que cresceu 49,23%, para 5850, reflectindo o impacto da pandemia de covid-19 na economia nacional.
De acordo com dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), divulgados esta semana, os despedimentos colectivos já finalizados até Setembro, envolveram 5382 trabalhadores e inclui também rescisões iniciadas em 2019 mas só encerradas já este ano. Trata-se do número mais elevado desde 2014, último ano da troika (quando esse número foi de 6216 trabalhadores) e envolveu mais homens (53) que mulheres (47%).
Em termos de número de despedimentos colectivos comunicados, segundo os dados oficiais, são os valores mais elevados desde 2015.
A Região de Lisboa e Vale do Tejo apresenta o maior número de recursos ao mecanismo, com 269 registos, seguida do Norte com 172. E repete-se a mesma incidência em relação aos despedimentos já concretizados, com 64% a concentrarem-se na Região de Lisboa e Vale do Tejo, 25% na Região Norte, 7% na Região Centro e 4% no Algarve.
As microempresas registaram 220 registos, e foram responsáveis por 33% dos despedimentos. As pequenas empresas, com 222 processos, respondem por 50% das saídas de trabalhadores.
As médias empresas apresentaram 62 e as grandes empresas 17 despedimentos colectivos, que envolveram 15% e 2% dos postos de trabalho suprimidos.
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24.2.20
Despedimentos coletivos voltam a subir em 2019 e arrasam no Norte
Luís Reis Ribeiro, in Dinheiro Vivo
O número de despedimentos coletivos subiu em 2019, pelo segundo ano consecutivo, até aos 3616 casos, indicam dados oficiais da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), que faz parte do Ministério do Trabalho.
Numa altura em que se acumulam sinais de dificuldades cada vez maiores ao nível da economia e do emprego e em que os riscos externos aumentaram de forma considerável (devido a ameaças como o novo coronavírus, as guerras comerciais envolvendo EUA, China Europa e outras grandes economias, a falta de consenso político no orçamento da União Europeia que pode atrasar dramaticamente o investimento em 2021), os despedimentos coletivos voltaram a subir em Portugal.
O fenómeno atingiu um pico de 10488 pessoas efetivamente despedidas em 2012, ano de grave crise económica e social no país (ajustamento do governo PSD-CDS e da troika), mas depois foi aliviando. Após cinco anos consecutivos de descidas, em 2018, as empresas voltaram a despedir mais, tendo este tipo de despedimento aumentado 3,5%. Em 2019, a subida foi mais ligeira, em todo o caso, cerca de 0,4%. De acordo com o levantamento de dados feito pelo Dinheiro Vivo, a região mais fustigada (em 2019) é o norte do País, onde 123 empresas conseguiram concluir os respetivos processos de despedimento coletivo. Ficaram sem posto de trabalho 1506 pessoas, mais 80% do que em 2018. O Norte arcou assim com 42% do total de despedimentos. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a região tem 35% do emprego nacional. Na área da grande Lisboa, o ministério de Ana Mendes Godinho contabilizou 1501 pessoas “efetivamente despedidas” durante o ano passado, mas o número até recuou mais de 38% face a 2018. Lisboa escapa, as outras regiões não De facto, comparando 2019 com 2018, só Lisboa e Vale do Tejo escapou, evitando o pior em termos de leitura nacional. De resto, todas as outras regiões registaram agravamentos muito fortes no número de processos concluídos que levaram ao despedimento. No Alentejo, a dimensão deste problema mais do que triplicou comparativamente a 2018 (total de 184 pessoas despedidas). Na região Centro, o aumento foi de quase 68% (345 casos); no Algarve a subida foi de 19% (80 casos).
Os dados oficiais mostram ainda que foram as pequenas empresas (menos de 50 trabalhadores efetivos e menos de 10 milhões de euros de volume de negócio anual) que mais usaram o despedimento coletivo. Foi também o segmento empresarial onde mais aumentou o recurso a este processo de reestruturação. Mais de 41% dos despedimentos a nível nacional aconteceram no grupo das empresas pequenas. O aumento superou os 35% em 2019. A segunda situação mais agressiva aconteceu no grupo das médias empresas (menos de 250 efetivos e faturação anual inferior a 50 milhões de euros), que conseguiram afastar 1216 empregados, mais 31% do que em 2018. Apenas as grandes empresas (250 pessoas ao mais ao serviço ou uma faturação anual acima de 50 milhões de euros) contrariaram a tendência nacional. Em 2019, este grupo despediu 393 pessoas, menos 66% do que no ano precedente. Alguns casos recentes Os despedimentos estão mais concentrados nas empresas pequenas e nas regiões fora de Lisboa o que fará com que alguns casos sejam pouco ou nada mediatizados. Mas é possível recordar alguns exemplos que vieram à tona.
Em agosto de 2019, a Ryanair avançou com um processo de rescisão, visando um mínimo de 100 trabalhadores, que ainda decorre. O motivo foi a decisão de encerrar as operações em Faro, no Algarve. Em janeiro de 2019, o grupo de construção Elevo (que resulta da fusão das construtoras Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios) anunciou a intenção de afastar 400 empregados, parte do plano apresentado pelos maiores bancos credores, BCP e Novo Banco. O grupo NH Hotels anunciou em setembro que estaria a desenhar um plano de rescisões para afastar mais de 60 pessoas em vários hotéis da marca em Portugal. Mais recentemente, já em 2020, o setor do calçado, que é um dos casos de sucesso das últimas décadas em Portugal, sofreu mais uma baixa de peso. Segundo a Lusa, a fábrica da Eureka Shoes (na foto), em Vizela, fechou portas a 18 de fevereiro, deixando no desemprego mais de 150 trabalhadores. O sindicato que defende estes trabalhadores disse que o encerramento da fábrica assume contornos de despedimento ilegal que pode ir até 180 trabalhadores, “mas contabilizando os trabalhadores da rede de lojas, a perda total de empregos rondará cerca de 300″.
O número de despedimentos coletivos subiu em 2019, pelo segundo ano consecutivo, até aos 3616 casos, indicam dados oficiais da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), que faz parte do Ministério do Trabalho.
Numa altura em que se acumulam sinais de dificuldades cada vez maiores ao nível da economia e do emprego e em que os riscos externos aumentaram de forma considerável (devido a ameaças como o novo coronavírus, as guerras comerciais envolvendo EUA, China Europa e outras grandes economias, a falta de consenso político no orçamento da União Europeia que pode atrasar dramaticamente o investimento em 2021), os despedimentos coletivos voltaram a subir em Portugal.
O fenómeno atingiu um pico de 10488 pessoas efetivamente despedidas em 2012, ano de grave crise económica e social no país (ajustamento do governo PSD-CDS e da troika), mas depois foi aliviando. Após cinco anos consecutivos de descidas, em 2018, as empresas voltaram a despedir mais, tendo este tipo de despedimento aumentado 3,5%. Em 2019, a subida foi mais ligeira, em todo o caso, cerca de 0,4%. De acordo com o levantamento de dados feito pelo Dinheiro Vivo, a região mais fustigada (em 2019) é o norte do País, onde 123 empresas conseguiram concluir os respetivos processos de despedimento coletivo. Ficaram sem posto de trabalho 1506 pessoas, mais 80% do que em 2018. O Norte arcou assim com 42% do total de despedimentos. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a região tem 35% do emprego nacional. Na área da grande Lisboa, o ministério de Ana Mendes Godinho contabilizou 1501 pessoas “efetivamente despedidas” durante o ano passado, mas o número até recuou mais de 38% face a 2018. Lisboa escapa, as outras regiões não De facto, comparando 2019 com 2018, só Lisboa e Vale do Tejo escapou, evitando o pior em termos de leitura nacional. De resto, todas as outras regiões registaram agravamentos muito fortes no número de processos concluídos que levaram ao despedimento. No Alentejo, a dimensão deste problema mais do que triplicou comparativamente a 2018 (total de 184 pessoas despedidas). Na região Centro, o aumento foi de quase 68% (345 casos); no Algarve a subida foi de 19% (80 casos).
Os dados oficiais mostram ainda que foram as pequenas empresas (menos de 50 trabalhadores efetivos e menos de 10 milhões de euros de volume de negócio anual) que mais usaram o despedimento coletivo. Foi também o segmento empresarial onde mais aumentou o recurso a este processo de reestruturação. Mais de 41% dos despedimentos a nível nacional aconteceram no grupo das empresas pequenas. O aumento superou os 35% em 2019. A segunda situação mais agressiva aconteceu no grupo das médias empresas (menos de 250 efetivos e faturação anual inferior a 50 milhões de euros), que conseguiram afastar 1216 empregados, mais 31% do que em 2018. Apenas as grandes empresas (250 pessoas ao mais ao serviço ou uma faturação anual acima de 50 milhões de euros) contrariaram a tendência nacional. Em 2019, este grupo despediu 393 pessoas, menos 66% do que no ano precedente. Alguns casos recentes Os despedimentos estão mais concentrados nas empresas pequenas e nas regiões fora de Lisboa o que fará com que alguns casos sejam pouco ou nada mediatizados. Mas é possível recordar alguns exemplos que vieram à tona.
Em agosto de 2019, a Ryanair avançou com um processo de rescisão, visando um mínimo de 100 trabalhadores, que ainda decorre. O motivo foi a decisão de encerrar as operações em Faro, no Algarve. Em janeiro de 2019, o grupo de construção Elevo (que resulta da fusão das construtoras Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios) anunciou a intenção de afastar 400 empregados, parte do plano apresentado pelos maiores bancos credores, BCP e Novo Banco. O grupo NH Hotels anunciou em setembro que estaria a desenhar um plano de rescisões para afastar mais de 60 pessoas em vários hotéis da marca em Portugal. Mais recentemente, já em 2020, o setor do calçado, que é um dos casos de sucesso das últimas décadas em Portugal, sofreu mais uma baixa de peso. Segundo a Lusa, a fábrica da Eureka Shoes (na foto), em Vizela, fechou portas a 18 de fevereiro, deixando no desemprego mais de 150 trabalhadores. O sindicato que defende estes trabalhadores disse que o encerramento da fábrica assume contornos de despedimento ilegal que pode ir até 180 trabalhadores, “mas contabilizando os trabalhadores da rede de lojas, a perda total de empregos rondará cerca de 300″.
15.7.13
Despedimentos coletivos aumentam 46,9% até maio
in Jornal de Notícias
Os processos de despedimento coletivo concluídos atingiram 4808 trabalhadores até maio, o que representa uma média de 32 despedimentos por dia e um aumento de 46,9% face a igual período de 2012.
Segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), o número de empresas que recorreram ao despedimento coletivo aumentou, também, 30% até maio (de 387 para 482).
Ainda assim as empresas conseguiram "segurar" 238 postos de trabalho nestes primeiros cinco meses do ano, em relação aos 5046 estimados no início dos respetivos processos de despedimento coletivo.
Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo foi a região mais afetada por estes processos, com 248 empresas a dispensar funcionários por despedimento coletivo, num total de 2559 trabalhadores, seguindo-se o Norte, com 167 empresas e 1597 despedimentos.
O Centro foi a terceira região mais afetada pelos despedimentos coletivos, com 58 empresas e 356 trabalhadores despedidos.
Os dados da DGERT referem-se apenas a Portugal continental.
Por tipo de empresas, os processos foram maioritariamente abertos por micro e pequenas empresas (376), que resultaram em 2126 despedimentos, seguidas das médias (105) e grandes (22).
No processo de despedimento coletivo, a empresa entra com um pedido inicial junto do Ministério da Economia e Emprego, manifestando a sua intenção e o número de trabalhadores abrangidos pela ação.
Segue-se uma fase de negociação entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Ministério, onde se tentam soluções, nomeadamente de reconversão, e negociações compensatórias.
Finalmente, a entidade empregadora comunica a decisão definitiva de despedimento e entrega um mapa final aos serviços do Ministério onde consta o número de trabalhadores efetivamente dispensados e o processo dá-se por concluído.
No conjunto do ano passado, recorreram ao despedimento coletivo um total de 1129 empresas, tendo sido despedidos 10488 trabalhadores.
Os processos de despedimento coletivo concluídos atingiram 4808 trabalhadores até maio, o que representa uma média de 32 despedimentos por dia e um aumento de 46,9% face a igual período de 2012.
Segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), o número de empresas que recorreram ao despedimento coletivo aumentou, também, 30% até maio (de 387 para 482).
Ainda assim as empresas conseguiram "segurar" 238 postos de trabalho nestes primeiros cinco meses do ano, em relação aos 5046 estimados no início dos respetivos processos de despedimento coletivo.
Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo foi a região mais afetada por estes processos, com 248 empresas a dispensar funcionários por despedimento coletivo, num total de 2559 trabalhadores, seguindo-se o Norte, com 167 empresas e 1597 despedimentos.
O Centro foi a terceira região mais afetada pelos despedimentos coletivos, com 58 empresas e 356 trabalhadores despedidos.
Os dados da DGERT referem-se apenas a Portugal continental.
Por tipo de empresas, os processos foram maioritariamente abertos por micro e pequenas empresas (376), que resultaram em 2126 despedimentos, seguidas das médias (105) e grandes (22).
No processo de despedimento coletivo, a empresa entra com um pedido inicial junto do Ministério da Economia e Emprego, manifestando a sua intenção e o número de trabalhadores abrangidos pela ação.
Segue-se uma fase de negociação entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Ministério, onde se tentam soluções, nomeadamente de reconversão, e negociações compensatórias.
Finalmente, a entidade empregadora comunica a decisão definitiva de despedimento e entrega um mapa final aos serviços do Ministério onde consta o número de trabalhadores efetivamente dispensados e o processo dá-se por concluído.
No conjunto do ano passado, recorreram ao despedimento coletivo um total de 1129 empresas, tendo sido despedidos 10488 trabalhadores.
11.5.13
Mais de 3 mil pessoas foram alvo de despedimento coletivo até março
in Jornal de Notícias
Mais de três mil pessoas viram concluídos até março processos de despedimento coletivo, um aumento face às menos de duas mil em igual situação em período homólogo de 2012, de acordo com dados oficiais.
Até março deste ano, divulgou hoje a divulgou a Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), 3.039 pessoas viram terminado o seu processo de despedimento coletivo, um aumento de 37,5% face às 1.900 em semelhante caso até março do ano passado.
Para além dos 3.039 despedimentos efetivados, nove outros trabalhadores viram o processo revogado e 78 outros tiveram "outras medidas" no seu caso.
No que refere a empresas, este ano foram concluídos processos em 304 companhias, um aumento também face a 2012: foram 245 as empresas que concluíram despedimentos coletivos entre janeiro e março de 2012.
Mais de três mil pessoas viram concluídos até março processos de despedimento coletivo, um aumento face às menos de duas mil em igual situação em período homólogo de 2012, de acordo com dados oficiais.
Até março deste ano, divulgou hoje a divulgou a Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), 3.039 pessoas viram terminado o seu processo de despedimento coletivo, um aumento de 37,5% face às 1.900 em semelhante caso até março do ano passado.
Para além dos 3.039 despedimentos efetivados, nove outros trabalhadores viram o processo revogado e 78 outros tiveram "outras medidas" no seu caso.
No que refere a empresas, este ano foram concluídos processos em 304 companhias, um aumento também face a 2012: foram 245 as empresas que concluíram despedimentos coletivos entre janeiro e março de 2012.
27.2.13
Despedimentos coletivos sobem 28% em janeiro
por Lucília Tiago, in Diário de Notícias
O número de pessoas que ficou sem trabalho em janeiro na sequência de despedimento coletivo ascendeu a 1115, o que traduz uma subida de 28% face ao mês homólogo de 2012. E a tendência é para que estes números se agravem ainda mais ao longo do mês, uma vez que os processos já iniciados em 2013 são também mais elevados.
Em janeiro, foram 119 as empresas que concluíram processos de despedimento coletivo, que abrangeram 1115 trabalhadores. A maior parte destes casos aconteceu no Norte e em Lisboa e Vale do Tejo, onde vivem 990 destas pessoas.
Os dados agora publicados pela Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) revelam ainda que foram as empresas de média dimensão quem mais pessoas despediu através deste mecanismo de cessação do contrato de trabalho - que implica o pagamento de indemnização e assegura o acesso ao subsídio de emprego.
No primeiro mês de 2012, o número de pessoas abrangidas por despedimentos coletivos ascendeu a 871, num universo total de 118789 trabalhadores. Nessa altura, foram 108 as empresas que viram os processos concluídos.
Estes dados revelam que o problema do desemprego se está a agravar em 2013 e terão sido mais um dos indicadores usados pelos organismos que estão a fazer revisões em alta das suas projeções para o desemprego. Recorde-se que já esta semana a Comissão Europeia revelou que espera agora que a taxa de pessoas desempregadas em Portugal atinja os 17,3% no final deste ano. O Governo não avançou ainda com um novo valor, mas o ministro das Finanças já disse que a projeção que consta do Orçamento do Estado vai ser alterada.
Os casos de despedimento coletivo que já deram entrada na DGERT no primeiro mês deste ano indicam que a situação se vai agravar. Em janeiro, 119 empresas iniciaram processos desta natureza, visando o despedimento de 1226 pessoas.
Um ano antes, contaram-se 114 empresas a iniciar despedimentos coletivos, com vista ao despedimentos de 1130 trabalhadores.
O número de pessoas que ficou sem trabalho em janeiro na sequência de despedimento coletivo ascendeu a 1115, o que traduz uma subida de 28% face ao mês homólogo de 2012. E a tendência é para que estes números se agravem ainda mais ao longo do mês, uma vez que os processos já iniciados em 2013 são também mais elevados.
Em janeiro, foram 119 as empresas que concluíram processos de despedimento coletivo, que abrangeram 1115 trabalhadores. A maior parte destes casos aconteceu no Norte e em Lisboa e Vale do Tejo, onde vivem 990 destas pessoas.
Os dados agora publicados pela Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) revelam ainda que foram as empresas de média dimensão quem mais pessoas despediu através deste mecanismo de cessação do contrato de trabalho - que implica o pagamento de indemnização e assegura o acesso ao subsídio de emprego.
No primeiro mês de 2012, o número de pessoas abrangidas por despedimentos coletivos ascendeu a 871, num universo total de 118789 trabalhadores. Nessa altura, foram 108 as empresas que viram os processos concluídos.
Estes dados revelam que o problema do desemprego se está a agravar em 2013 e terão sido mais um dos indicadores usados pelos organismos que estão a fazer revisões em alta das suas projeções para o desemprego. Recorde-se que já esta semana a Comissão Europeia revelou que espera agora que a taxa de pessoas desempregadas em Portugal atinja os 17,3% no final deste ano. O Governo não avançou ainda com um novo valor, mas o ministro das Finanças já disse que a projeção que consta do Orçamento do Estado vai ser alterada.
Os casos de despedimento coletivo que já deram entrada na DGERT no primeiro mês deste ano indicam que a situação se vai agravar. Em janeiro, 119 empresas iniciaram processos desta natureza, visando o despedimento de 1226 pessoas.
Um ano antes, contaram-se 114 empresas a iniciar despedimentos coletivos, com vista ao despedimentos de 1130 trabalhadores.
24.9.12
Número de despedimentos coletivos aumenta 74% até agosto
in Jornal de Notícias
O número de empresas que concluiu processos de despedimento coletivo até agosto aumentou 74% face a igual período de 2011, eliminando 5843 empregos, segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho.
O crescimento verificado no número de empresas que recorrem ao despedimento coletivo é uma tendência que se vem a sentir desde o início do ano em resultado da degradação da atividade económica e as estatísticas agora publicadas pela Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT) mostram mesmo que, até agosto de 2012, já houve 627 empresas a recorrer a este mecanismo, quase tantas como as 641 empresas que o fizeram durante todo o ano de 2011, e bastante mais do que as 360 que o tinham feito nos primeiros oito meses de 2011.
Com base nestes processos, que envolveram mais de 45 mil trabalhadores, houve 5843 que ficaram sem posto de trabalho, um crescimento de mais de 82% face ao número de trabalhadores despedidos em igual período do ano passado quando 3171 pessoas viram o seu posto de trabalho ser eliminado.
Desagregando os dados divulgados pela DGERT é possível verificar que do número de processos concluídos até agosto, a esmagadora maioria diz respeito a micro e pequenas empresas onde se concluíram 496 dos processos de despedimento coletivo (79% do total).
Também ao nível das pessoas efetivamente despedidas, é nas micro e pequenas empresas onde se verifica o maior número de despedimentos: mais de 3000 despedimentos num total de 5843pessoas que perderam o trabalho.
Já numa análise por regiões, verifica-se que é no Norte e na região de Lisboa e Vale do Tejo que se regista o maior número de processos e de pessoas despedidas. No Norte concluíram-se 262 processos de despedimento e foram despedidas 2467 pessoas. Já em Lisboa e Vale do Tejo, foram concluídos 256 processos tendo sido despedidas 2590 pessoas.
Ainda de acordo com a DGERT estes números poderão aumentar, já que, entre janeiro e agosto, houve 773 empresas que iniciaram novos processos para despedimento coletivo de 8.054 trabalhadores, num universo de 56508 trabalhadores.
No processo de despedimento coletivo, a empresa entra com um pedido inicial junto do Ministério da Economia e Emprego, manifestando a sua intenção e o número de trabalhadores abrangidos pela ação.
Segue-se uma fase de negociação entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Ministério, onde se tentam soluções, nomeadamente de reconversão, e negociações compensatórias.
Finalmente, a entidade empregadora comunica a decisão definitiva de despedimento e entrega um mapa final aos serviços do Ministério onde consta o número de trabalhadores efetivamente dispensados e o processo dá-se por concluído.
No conjunto do ano passado, recorreram ao despedimento coletivo 641 empresas, tendo sido despedidos 6526 trabalhadores.
O número de empresas que concluiu processos de despedimento coletivo até agosto aumentou 74% face a igual período de 2011, eliminando 5843 empregos, segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho.
O crescimento verificado no número de empresas que recorrem ao despedimento coletivo é uma tendência que se vem a sentir desde o início do ano em resultado da degradação da atividade económica e as estatísticas agora publicadas pela Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT) mostram mesmo que, até agosto de 2012, já houve 627 empresas a recorrer a este mecanismo, quase tantas como as 641 empresas que o fizeram durante todo o ano de 2011, e bastante mais do que as 360 que o tinham feito nos primeiros oito meses de 2011.
Com base nestes processos, que envolveram mais de 45 mil trabalhadores, houve 5843 que ficaram sem posto de trabalho, um crescimento de mais de 82% face ao número de trabalhadores despedidos em igual período do ano passado quando 3171 pessoas viram o seu posto de trabalho ser eliminado.
Desagregando os dados divulgados pela DGERT é possível verificar que do número de processos concluídos até agosto, a esmagadora maioria diz respeito a micro e pequenas empresas onde se concluíram 496 dos processos de despedimento coletivo (79% do total).
Também ao nível das pessoas efetivamente despedidas, é nas micro e pequenas empresas onde se verifica o maior número de despedimentos: mais de 3000 despedimentos num total de 5843pessoas que perderam o trabalho.
Já numa análise por regiões, verifica-se que é no Norte e na região de Lisboa e Vale do Tejo que se regista o maior número de processos e de pessoas despedidas. No Norte concluíram-se 262 processos de despedimento e foram despedidas 2467 pessoas. Já em Lisboa e Vale do Tejo, foram concluídos 256 processos tendo sido despedidas 2590 pessoas.
Ainda de acordo com a DGERT estes números poderão aumentar, já que, entre janeiro e agosto, houve 773 empresas que iniciaram novos processos para despedimento coletivo de 8.054 trabalhadores, num universo de 56508 trabalhadores.
No processo de despedimento coletivo, a empresa entra com um pedido inicial junto do Ministério da Economia e Emprego, manifestando a sua intenção e o número de trabalhadores abrangidos pela ação.
Segue-se uma fase de negociação entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Ministério, onde se tentam soluções, nomeadamente de reconversão, e negociações compensatórias.
Finalmente, a entidade empregadora comunica a decisão definitiva de despedimento e entrega um mapa final aos serviços do Ministério onde consta o número de trabalhadores efetivamente dispensados e o processo dá-se por concluído.
No conjunto do ano passado, recorreram ao despedimento coletivo 641 empresas, tendo sido despedidos 6526 trabalhadores.
3.7.12
Duplicaram trabalhadores em risco de despedimento colectivo
in RR
Só em Maio deste ano foram concluídos processos de despedimento colectivo em 72 empresas, tendo sido despedidos um total de 596 trabalhadores.
O número de trabalhadores em risco de despedimento colectivo mais do que duplicou até Maio deste ano, face aos primeiros cinco meses de 2011. Cerca de 500 empresas iniciaram este tipo de processos em Portugal continental.
Segundo os dados publicados pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), em comparação com os primeiros cinco meses do ano passado, o número de trabalhadores que as empresas tencionam despedir nos próximos meses ao abrigo de processos de despedimento colectivo disparou 118% até Maio, para 4.749 pessoas.
O número de empresas que apresentou junto do Ministério da Economia e Emprego um pedido inicial para realizar despedimentos colectivos disparou, por sua vez, num ano, 88%, passando das 256 para as 482.
Só em Maio deste ano foram concluídos processos de despedimento colectivo em 72 empresas, tendo sido despedidos um total de 596 trabalhadores.
Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais processos de despedimento colectivo abertos até Maio (231), seguindo-se o Norte (165), o Centro (54), o Algarve (25) e o Alentejo (7).
Por tipo de empresas, os processos foram maioritariamente abertos por micro (167) e pequenas empresas (207), mas também por médias (78) e grandes empresas (30).
Só em Maio deste ano foram concluídos processos de despedimento colectivo em 72 empresas, tendo sido despedidos um total de 596 trabalhadores.
O número de trabalhadores em risco de despedimento colectivo mais do que duplicou até Maio deste ano, face aos primeiros cinco meses de 2011. Cerca de 500 empresas iniciaram este tipo de processos em Portugal continental.
Segundo os dados publicados pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), em comparação com os primeiros cinco meses do ano passado, o número de trabalhadores que as empresas tencionam despedir nos próximos meses ao abrigo de processos de despedimento colectivo disparou 118% até Maio, para 4.749 pessoas.
O número de empresas que apresentou junto do Ministério da Economia e Emprego um pedido inicial para realizar despedimentos colectivos disparou, por sua vez, num ano, 88%, passando das 256 para as 482.
Só em Maio deste ano foram concluídos processos de despedimento colectivo em 72 empresas, tendo sido despedidos um total de 596 trabalhadores.
Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais processos de despedimento colectivo abertos até Maio (231), seguindo-se o Norte (165), o Centro (54), o Algarve (25) e o Alentejo (7).
Por tipo de empresas, os processos foram maioritariamente abertos por micro (167) e pequenas empresas (207), mas também por médias (78) e grandes empresas (30).
26.6.12
Desempregados através de despedimento coletivo aumentaram mais de 70%
in Jornal de Notícias
De acordo com os dados divulgados pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) referentes aos primeiros quatro meses do ano, os processos de despedimento coletivo já concluídos envolveram 315 empresas e 27.894 trabalhadores.
Do total de trabalhadores envolvidos foram despedidos 2.677 funcionários, estando 2.837 em risco de o serem a qualquer momento. Apenas quatro processos foram revogados e 149 estavam a ser analisados.
Em 2011, no mesmo período de janeiro a abril e tendo em conta os processos de despedimento coletivo concluídos, houve 173 empresas a recorrer a este expediente, tendo afetado mais de oito mil trabalhadores, dos quais, 1.568 acabariam por ser despedidos naquele período.
Já em 2012, só no mês de abril, e tendo em conta os processos concluídos, 70 empresas recorreram a este instrumento e num universo de 9.211 trabalhadores envolvidos, foram despedidos 777, um número que mais do que triplicou face ao mesmo mês de 2011.
Em abril do ano passado apenas 30 empresas recorreram ao despedimento coletivo (menos 40) e num universo total de 1.266 funcionários foram despedidos 249.
Quanto aos processos de despedimentos iniciados nos primeiros quatro meses deste ano, fixa-se em 386 o número de empresas que deram início ao processo. Num universo de 29.699 trabalhadores, correm risco de despedimento 3.858, segundo a DGERT.
Numa análise por regiões, o Norte do país e Lisboa e Vale do Tejo foram as zonas mais afetadas pelos despedimentos nos primeiros quatro meses deste ano, tendo sido eliminados 1.180 e 1.136 postos de trabalho, respetivamente.
No processo de despedimento coletivo, a empresa entra com um pedido inicial junto do Ministério da Economia e Emprego, manifestando a sua intenção e o número de trabalhadores abrangidos pela ação.
Segue-se uma fase de negociação entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Ministério, onde se tentam soluções, nomeadamente de reconversão, e negociações compensatórias.
Finalmente, a entidade empregadora comunica a decisão definitiva de despedimento e entrega um mapa final aos serviços do Ministério onde consta o número de trabalhadores efetivamente dispensados e o processo dá-se por concluído.
No conjunto do ano passado, recorreram ao despedimento coletivo 641 empresas, tendo sido despedidos 6.526 trabalhadores.
O número de trabalhadores que ficaram sem emprego devido a
processos de despedimento coletivo concluídos entre janeiro e abril de 2012 foi
de 2.667, um aumento de 70,7 % face ao mesmo período de 2011.
De acordo com os dados divulgados pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) referentes aos primeiros quatro meses do ano, os processos de despedimento coletivo já concluídos envolveram 315 empresas e 27.894 trabalhadores.
Do total de trabalhadores envolvidos foram despedidos 2.677 funcionários, estando 2.837 em risco de o serem a qualquer momento. Apenas quatro processos foram revogados e 149 estavam a ser analisados.
Em 2011, no mesmo período de janeiro a abril e tendo em conta os processos de despedimento coletivo concluídos, houve 173 empresas a recorrer a este expediente, tendo afetado mais de oito mil trabalhadores, dos quais, 1.568 acabariam por ser despedidos naquele período.
Já em 2012, só no mês de abril, e tendo em conta os processos concluídos, 70 empresas recorreram a este instrumento e num universo de 9.211 trabalhadores envolvidos, foram despedidos 777, um número que mais do que triplicou face ao mesmo mês de 2011.
Em abril do ano passado apenas 30 empresas recorreram ao despedimento coletivo (menos 40) e num universo total de 1.266 funcionários foram despedidos 249.
Quanto aos processos de despedimentos iniciados nos primeiros quatro meses deste ano, fixa-se em 386 o número de empresas que deram início ao processo. Num universo de 29.699 trabalhadores, correm risco de despedimento 3.858, segundo a DGERT.
Numa análise por regiões, o Norte do país e Lisboa e Vale do Tejo foram as zonas mais afetadas pelos despedimentos nos primeiros quatro meses deste ano, tendo sido eliminados 1.180 e 1.136 postos de trabalho, respetivamente.
No processo de despedimento coletivo, a empresa entra com um pedido inicial junto do Ministério da Economia e Emprego, manifestando a sua intenção e o número de trabalhadores abrangidos pela ação.
Segue-se uma fase de negociação entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Ministério, onde se tentam soluções, nomeadamente de reconversão, e negociações compensatórias.
Finalmente, a entidade empregadora comunica a decisão definitiva de despedimento e entrega um mapa final aos serviços do Ministério onde consta o número de trabalhadores efetivamente dispensados e o processo dá-se por concluído.
No conjunto do ano passado, recorreram ao despedimento coletivo 641 empresas, tendo sido despedidos 6.526 trabalhadores.
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