in RR
Relatório da ONU indica que Portugal tem 7,7 anos de média de escolaridade, de acordo com dados de 2010, contra 12,2 da Alemanha e 11,6 anos da Irlanda. A Espanha e a Grécia têm 10,4 e 10,1 anos, respectivamente, com base em números do ano passado.
Portugal ocupa a 43ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas relativo a 2012 e é o último dos países intervencionados pela "troika". O relatório divulgado esta quinta-feira avalia 187 países e é liderado pela Noruega.
No anterior relatório, Portugal ocupava o 41º lugar, mas, devido a alterações do índice, a ONU assinala que os valores e classificações do relatório não podem ser comparados directamente com os dos anteriores.
Nesta avaliação anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os países são divididos em quatro grupos em termos de desenvolvimento humano: muito elevado, elevado, médio e baixo.
Portugal integra o grupo de 47 países com "desenvolvimento humano muito elevado" imediatamente a seguir à Lituânia e aos Emirados Árabes Unidos e à frente da Letónia, Argentina, Seychelles e Croácia.
Comparando com alguns parceiros da União Europeia, a Alemanha ocupa a 5ª posição do Índice, a Irlanda a 7ª, a Espanha a 23ª e a Grécia o 29º lugar.
De acordo com o relatório da ONU, a esperança de vida à nascença em 2012 em Portugal era de 79,7 anos, enquanto na Alemanha era de 80,6, na Irlanda 80,7, em Espanha atingia os 81,6 e na Grécia os 80 anos.
Na média de anos de escolaridade, Portugal tem 7,7 anos de acordo com dados de 2010, contra 12,2 da Alemanha e 11,6 anos da Irlanda. A Espanha e a Grécia têm 10,4 e 10,1 anos, respectivamente, com base em números do ano passado.
Em relação ao rendimento nacional bruto 'per capita', tendo em conta a paridade de poder de compra em 2005, Portugal apresenta um valor de 19.907 dólares, a Alemanha 35.431, a Irlanda 28.671 dólares, a Espanha 25.947 e a Grécia 20.511 dólares.
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15.3.13
14.3.13
ONU. Desenvolvimento acelerado de países do Sul está a tornar o mundo menos desigual
in iOnline
Os países do Sul, tendencialmente mais pobres, estão a desenvolver-se mais rapidamente do que os mais ricos, tornando o mundo “menos desigual”, conclui o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 apresentado hoje.
“Quando olhámos para os dados recolhidos, o tema do relatório deste ano tornou-se evidente, tinha de ser sobre o crescimento do Sul”, disse Khalid Malik, coordenador do relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), numa apresentação prévia à imprensa, antes do lançamento oficial na Cidade do México.
O relatório, que analisa 187 países, refere que “todos os grupos e regiões assistiram a notáveis melhorias em todos os componentes do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com os progressos mais acelerados em países de IDH baixo e médio. Nesta base, o mundo está a tornar-se menos desigual”.
“Nunca na História as condições e perspetivas de vida de tantas pessoas mudaram tão dramaticamente e tão rápido” e “pela primeira vez em séculos, o Sul como um todo está a conduzir o crescimento económico e mudanças sociais”, adianta o documento, em que Noruega, Austrália e Estados Unidos surgem como os países mais desenvolvidos, considerando indicadores económicos e também sociais.
Num cenário de melhorias generalizadas, destacam-se países do Sul como Timor-Leste, que ganhou cinco posições desde 2007, mas também Angola e Moçambique estão entre aqueles cuja pontuação subiu mais de dois por cento ao ano desde 2000.
Apesar da subida de pontuação, Moçambique mantém-se no fundo da escala, ocupando a 185.ª posição do IDH, acima apenas do Níger e da República Democrática do Congo.
O relatório estima que as três maiores economias do Sul – China, Índia e Brasil – terão um peso maior do que Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.
A alavancar a melhoria estão investimentos na Educação, Cuidados de Saúde e Programas Sociais, além de um envolvimento crescente dos países em desenvolvimento com um mundo “cada vez mais interligado”.
O documento sustenta ainda que instituições globais como o Banco Mundial ou o Conselho de Segurança da ONU estão desligados das novas realidades, sendo ainda dominados por países do Norte.
Os países e territórios que registaram a maior evolução do IDH nos últimos 12 anos são Hong Kong, Letónia, Coreia do Sul, Singapura e Lituânia, incluindo-se no grupo de muito alto desenvolvimento, em que se inclui Portugal, no 43.º lugar.
Argélia, Cazaquistão, Irão, Venezuela e Cuba foram os cinco melhores no grupo de IDH elevado, enquanto no grupo de IDH médio se destacaram Timor-Leste, Camboja, Gana, Laos e Mongólia.
O relatório do PNUD apresenta um ranking alternativo em que a pontuação é ponderada pelo nível de desigualdades no país, e neste Angola destaca-se pela negativa, perdendo mais de 40 por cento da pontuação.
Também os Estados Unidos são penalizados pela desigualdade, recuando de 3.º para 16.º, e países como a Suécia sobem.
Na apresentação prévia do relatório, Khalid Malik, salientou que nos países em desenvolvimento, que em muitos casos estão a democratizar-se, a ascensão de uma classe média educada representa uma oportunidade, mas também desafio.
“Os cidadãos [destes países] estão a mudar. São mais educados, estão melhor informados. Exigem ser tratados com respeito, querem trabalho. Estes Estados têm de estar atentos e criar condições para a estabilidade social”, disse.
Se as elites destes países “não tomarem conta dos interesses dos seus cidadãos, não vão resistir”, concluiu.
Os países do Sul, tendencialmente mais pobres, estão a desenvolver-se mais rapidamente do que os mais ricos, tornando o mundo “menos desigual”, conclui o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 apresentado hoje.
“Quando olhámos para os dados recolhidos, o tema do relatório deste ano tornou-se evidente, tinha de ser sobre o crescimento do Sul”, disse Khalid Malik, coordenador do relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), numa apresentação prévia à imprensa, antes do lançamento oficial na Cidade do México.
O relatório, que analisa 187 países, refere que “todos os grupos e regiões assistiram a notáveis melhorias em todos os componentes do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com os progressos mais acelerados em países de IDH baixo e médio. Nesta base, o mundo está a tornar-se menos desigual”.
“Nunca na História as condições e perspetivas de vida de tantas pessoas mudaram tão dramaticamente e tão rápido” e “pela primeira vez em séculos, o Sul como um todo está a conduzir o crescimento económico e mudanças sociais”, adianta o documento, em que Noruega, Austrália e Estados Unidos surgem como os países mais desenvolvidos, considerando indicadores económicos e também sociais.
Num cenário de melhorias generalizadas, destacam-se países do Sul como Timor-Leste, que ganhou cinco posições desde 2007, mas também Angola e Moçambique estão entre aqueles cuja pontuação subiu mais de dois por cento ao ano desde 2000.
Apesar da subida de pontuação, Moçambique mantém-se no fundo da escala, ocupando a 185.ª posição do IDH, acima apenas do Níger e da República Democrática do Congo.
O relatório estima que as três maiores economias do Sul – China, Índia e Brasil – terão um peso maior do que Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.
A alavancar a melhoria estão investimentos na Educação, Cuidados de Saúde e Programas Sociais, além de um envolvimento crescente dos países em desenvolvimento com um mundo “cada vez mais interligado”.
O documento sustenta ainda que instituições globais como o Banco Mundial ou o Conselho de Segurança da ONU estão desligados das novas realidades, sendo ainda dominados por países do Norte.
Os países e territórios que registaram a maior evolução do IDH nos últimos 12 anos são Hong Kong, Letónia, Coreia do Sul, Singapura e Lituânia, incluindo-se no grupo de muito alto desenvolvimento, em que se inclui Portugal, no 43.º lugar.
Argélia, Cazaquistão, Irão, Venezuela e Cuba foram os cinco melhores no grupo de IDH elevado, enquanto no grupo de IDH médio se destacaram Timor-Leste, Camboja, Gana, Laos e Mongólia.
O relatório do PNUD apresenta um ranking alternativo em que a pontuação é ponderada pelo nível de desigualdades no país, e neste Angola destaca-se pela negativa, perdendo mais de 40 por cento da pontuação.
Também os Estados Unidos são penalizados pela desigualdade, recuando de 3.º para 16.º, e países como a Suécia sobem.
Na apresentação prévia do relatório, Khalid Malik, salientou que nos países em desenvolvimento, que em muitos casos estão a democratizar-se, a ascensão de uma classe média educada representa uma oportunidade, mas também desafio.
“Os cidadãos [destes países] estão a mudar. São mais educados, estão melhor informados. Exigem ser tratados com respeito, querem trabalho. Estes Estados têm de estar atentos e criar condições para a estabilidade social”, disse.
Se as elites destes países “não tomarem conta dos interesses dos seus cidadãos, não vão resistir”, concluiu.
Portugal desce três lugares no desenvolvimento humano
Helena Norte, in Jornal de Notícias
Portugal desceu três lugares no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas - está agora na 43ª posição entre 187 nações. Depois de apresentar uma tendência crescente até 2010, parece ter estagnado e, nalguns indicadores como o rendimento per capita, piorou.
Com 0.816 pontos, Portugal integra os 47 países com índice de desenvolvimento humano (IDH) muito elevado, mas abaixo da média dos países dessa categoria e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), revela o relatório "A ascensão do Sul: progresso humano num mundo diverso", divulgado esta quinta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), na cidade do México.
O ranking do desenvolvimento humano - calculado a partir da ponderação de indicadores em três áreas (uma vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e um padrão de vida decente) - é liderado pela Noruega, Austrália e EUA. No extremo da tabela, estão Moçambique, República Democrática do Congo e Niger.
Se em termos relativos Portugal desceu três posições no ranking face a 2011 - o PNUD fez uma revisão de critérios que levou à descida do 41.º para o 40.º lugar -, a pontuação é sensivelmente a mesma há três anos. Em 2010 e 2011, era 0.817 pontos; em 2012 foi 0.816, uma diferença que não é estatisticamente significativa, de acordo com as Nações Unidas. Mas que indicia uma tendência de estagnação depois do sustentado progresso registado desde 1980, que levou a uma subida de 27% no IDH.
É nos indicadores económicos que é notório o retrocesso nos últimos anos. O produto interno bruto (PIB) per capita dos portugueses está em queda desde 2005 e, no ano passado, foi inferior ao registado em 2000. A esperança de vida continua a aumentar e os indicadores educativos mantém-se estáveis.
São poucos os países europeus com pontuações inferiores a Portugal e, entre os intervencionados pelo FMI, é claramente o que revela pior desempenho (a Irlanda está em 7.º, Espanha em 23.º e Grécia em 29.º).
Além do avaliar o desenvolvimento de cada país, a ONU calcula o nível de desigualdades internas para cada uma das dimensões do IDH. Tendo como referência o índice de desigualdade, a pontuação de Portugal baixa para 0.729, o que representa uma perda de 10.8%. Já no que respeita às desigualdade de género (que avalia a saúde reprodutiva, capacitação e atividade económica), Portugal apresenta resultados que o catapultam para a 16.ª posição entre 148 países analisados.
Portugal desceu três lugares no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas - está agora na 43ª posição entre 187 nações. Depois de apresentar uma tendência crescente até 2010, parece ter estagnado e, nalguns indicadores como o rendimento per capita, piorou.
Com 0.816 pontos, Portugal integra os 47 países com índice de desenvolvimento humano (IDH) muito elevado, mas abaixo da média dos países dessa categoria e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), revela o relatório "A ascensão do Sul: progresso humano num mundo diverso", divulgado esta quinta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), na cidade do México.
O ranking do desenvolvimento humano - calculado a partir da ponderação de indicadores em três áreas (uma vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e um padrão de vida decente) - é liderado pela Noruega, Austrália e EUA. No extremo da tabela, estão Moçambique, República Democrática do Congo e Niger.
Se em termos relativos Portugal desceu três posições no ranking face a 2011 - o PNUD fez uma revisão de critérios que levou à descida do 41.º para o 40.º lugar -, a pontuação é sensivelmente a mesma há três anos. Em 2010 e 2011, era 0.817 pontos; em 2012 foi 0.816, uma diferença que não é estatisticamente significativa, de acordo com as Nações Unidas. Mas que indicia uma tendência de estagnação depois do sustentado progresso registado desde 1980, que levou a uma subida de 27% no IDH.
É nos indicadores económicos que é notório o retrocesso nos últimos anos. O produto interno bruto (PIB) per capita dos portugueses está em queda desde 2005 e, no ano passado, foi inferior ao registado em 2000. A esperança de vida continua a aumentar e os indicadores educativos mantém-se estáveis.
São poucos os países europeus com pontuações inferiores a Portugal e, entre os intervencionados pelo FMI, é claramente o que revela pior desempenho (a Irlanda está em 7.º, Espanha em 23.º e Grécia em 29.º).
Além do avaliar o desenvolvimento de cada país, a ONU calcula o nível de desigualdades internas para cada uma das dimensões do IDH. Tendo como referência o índice de desigualdade, a pontuação de Portugal baixa para 0.729, o que representa uma perda de 10.8%. Já no que respeita às desigualdade de género (que avalia a saúde reprodutiva, capacitação e atividade económica), Portugal apresenta resultados que o catapultam para a 16.ª posição entre 148 países analisados.
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