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30.10.13

Cerca de mil pessoas formam coração humano pela erradicação da pobreza

in Fonte Nova

Crianças, do primeiro ciclo do ensino básico, das escolas da cidade, idosos e utentes de várias instituições deram cor e magia a uma Larde em tudo colorida. A iniciativa foi promovida pela Câmara Municipal de Portalegre que contou com a parceria do Núcleo Distrital da Rede Europeia Anti-Pobreza e de várias instituições do concelho.

[Leia aqui o artigo na íntegra]

29.10.13

Iniciativa para o combate à pobreza e exclusão social

in Diário Atual

Nesta quinta-feira, 17 de Outubro, Ribeira de Pena, Boticas, Vila Pouca de Aguiar Salto (Montalegre) vão ser palco de uma iniciativa pelo combate à pobreza e exclusão social, coordenada pela Rede Europeia Anti Pobreza com a campanha “Se és bom cidadão, espalha a frase contra a pobreza e exclusão!”.

cartaz Jornadas cidadania VR_vfO objetivo desta iniciativa é sensibilizar a população para a importância da construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

É de destacar o dia em Ribeira de Pena. Assim, pelas 10h serão distribuídas frases elaboradas pelas crianças e idosos, utentes da Santa Casa da Misericórdia de Ribeira de Pena, pela população local e afixação das mesmas em lugares estratégicos.

Das 14h às 15h irá decorrer uma concentração na Rua Vianden para 5 minutos de festejo (em frente à Santa Casa da Misericórdia de Ribeira de Pena) com a participação dos Bombeiros Voluntários de Ribeira de Pena, do lar, do pré-escolar, do Centro de Dia e da Unidade de Cuidados Continuados da Misericórdia de Ribeira de Pena, da Animódia, da Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Balteiro- Ribeira de Pena e da Câmara de Ribeira de Pena.

17.10.13

“Antigamente vinha para a escola. Agora venho morar”

por Isabel Pacheco, em Braga, in RR

A Renascença foi até Amares visitar uma antiga escola primária que foi transformada em quatro habitações. “Estava ansiosa por isto”, confessa uma das novas habitantes. Mais de 24% da população portuguesa vive em situação de pobreza.

O regresso é “estranho, mas bom”, confessa Manuela, uma das beneficiárias do programa de habitação social de Amares. Neste Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, a Renascença revela exemplos de dar luta à carência económica.

Manuela tem 20 anos e regressa à escola para fazer da antiga primária a sua nova casa, com mais espaço e dignidade. “Antigamente vinha para a escola. Agora venho morar”, afirma.

Para trás fica uma casa “sem água quente e sem espaço”, conta. Filha de mãe reformada e pai desempregado, a jovem é um dos rostos das famílias socialmente frágeis contempladas com uma das quatro habitações sociais criadas na antiga escola primária de Santa Marta de Bouro, em Amares.

São as primeiras habitações sociais do concelho e Filomena Costa, outra habitante, não esconde a emoção ao abrir a porta da sua casa nova. A nova morada tem três quartos e representa uma nova oportunidade de vida para Filomena, o marido e os filhos.

“Estava ansiosa por isto”, confessa a doméstica, que se não fosse o programa de habitação social do município não teria oportunidade de ter casa nova. “É só o marido a ganhar. 560 Euros. É complicado”, afirma.


As primeiras de muitas
“São as primeiras [casas], mas esperamos que sejam as primeiras de muitas”, diz a vereadora Sara Leite à Renascença, lembrando que o programa “Habitação Digna” se deve à generosidade.

“O projecto nasce da boa vontade, também, da junta de freguesia que cedeu um edifício que lhe foi cedido”, explica.

A autarquia desembolsou 70 mil euros para transformar a antiga escola primária, encerrada há dois anos. As quatro novas habitações são dois T2 e dois T3.

As famílias que aí passam a habitar, pagam uma renda “consoante os seus rendimentos”, afirma a vereadora.

“A permanência das famílias nas habitações sociais depende sempre da manutenção da fragilidade. Se, eventualmente, alguma das famílias se autonomizar, deixa de ter condições para aqui continuar”, acrescenta Sara Leite.

A próxima escola a ser transformada é a primária de Sequeiros.

Em Portugal, mais de 24% da população portuguesa vive em situação de pobreza – uma percentagem semelhante às estatísticas que chegam do resto da Europa.

Cáritas Portuguesa volta a assinalar Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza

in Rostos on-line

Cáritas Portuguesa volta a assinalar
Dia Mundial para a Erradicação da PobrezaPara assinalar o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza a Cáritas Portuguesa volta a lançar uma campanha para combater o que considera ser um flagelo social. Esta campanha pretende sensibilizar os cidadãos para assumirem uma posição mais relevante na luta contra a pobreza nos dias de hoje.

“Esta realidade não resulta da falta de bens mas de uma escandalosamente injusta distribuição dos mesmos. Sem se erradicar esta injustiça não será fácil construir a paz. Sem a redução das desigualdades sociais gritantes, jamais se conseguirá ter tranquilidade pessoal e colectiva. Todas as pessoas devem ser mais participativas na discussão pública sobre as políticas de erradicação da pobreza”, refere o Professor Eugénio Fonseca, Presidente da Cáritas Portuguesa.

Segundo a Cáritas Portuguesa, a pobreza é um flagelo que afecta uma parte significativa da população mundial. Muitos seres humanos continuam a viver e a morrer em condições degradantes. Cerca de 1,2 mil milhões de pessoas (20% da população mundial), vive penosamente, muito abaixo do limiar mínimo da pobreza (com menos de um dólar por dia); 850 milhões de seres humanos sofrem de fome e 30 mil morrem de causas diretamente relacionadas com a pobreza.

Esta campanha será comunicada através de um e-postal com uma oração (em anexo). O objetivo é que esta mensagem chegue ao maior número de pessoas através da partilha de email e facebook. A Cáritas Portuguesa acredita que esta é uma causa à qual todos devem estar associados e sobre a qual todos devem estar informados.

Dia internacional da Erradicação da Pobreza - as noites de quinta no Porto

in Porto Canal

Todas as quintas-feiras à noite dezenas de pessoas recorrem a apoio alimentar e de vestuário na Cordoaria no Porto, um sinal claro da pobreza crescente. Registo de testemunhos de quem já não consegue ter dinheiro para comer e para se vestir.

16.10.13

Comunidade Vida e Paz distribui mapa com serviços de apoio aos sem-abrigo de Lisboa

Marisa Soares, in Público on-line

Folheto assinala 36 locais onde é possível procurar ajuda. Iniciativa assinala Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

A Comunidade Vida e Paz vai distribuir nesta quinta-feira à comunidade sem-abrigo de Lisboa um mapa no qual estão assinalados os vários locais onde estas pessoas podem procurar ajuda, que é prestada por 19 instituições. A iniciativa, que assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, visa “capacitar” os sem-abrigo para saírem da rua, diz o presidente, Henrique Joaquim.

O mapa identifica 36 pontos de ajuda, desde locais de alojamento a cantinas ou mesmo espaços de formação destinados às pessoas em situação de carência. Zonas como a Baixa-Chiado, o Intendente, as Olaias e a Bela Vista são as que concentram mais serviços, embora não sejam exactamente esses os locais onde os sem-abrigo mais se concentram – que são Saldanha, Santa Apolónia, Rossio, Campo das Cebolas, Arroios e Gare do Oriente, segundo Henrique Joaquim.

“Estamos no Ano Europeu da Cidadania, consideramos que estes cidadãos são totalmente esquecidos. Dar-lhes esta informação é dar-lhes mais opções e também dar à cidade a oportunidade de se conjugar um bocadinho melhor”, explica o responsável desta instituição particular de solidariedade social.

Não há números actualizados sobre a comunidade de pessoas sem-abrigo na capital. “Sabemos apenas que são muitas mais do que as que foram registadas no Censos 2011”, afirma Henrique Joaquim. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa está a fazer um diagnóstico desta população, que deverá estar concluído nos próximos meses.

520 a 530 pessoas por noite
Os voluntários da Comunidade Vida e Paz contactam, em média, com 520 a 530 pessoas por noite. “Temos quatro equipas na rua todos os dias do ano”, informa Henrique Joaquim. A missão dos voluntários não é distribuir comida, mas sim “estabelecer uma relação com as pessoas”. Para o efeito, servem uma pequena ceia (em 2012 foram servidas 190.320 ceias), que usam como “isco” para criar laços com os sem-abrigo, levá-los aos centros de atendimento, “dar-lhes atenção” e mostrar-lhes as soluções que existem, à medida de cada um. Em 2012, a instituição sinalizou 257 pessoas que mostraram interesse em sair da rua.

A alteração do perfil do sem-abrigo tem, porém, dificultado esse desfecho. Se nos anos 1990 e no início da década de 2000 havia uma prevalência de toxicodependentes, neste momento há mais alcoolismo e problemas de saúde mental. “Quando saímos para a rua, dependemos muito do ‘sim’ que a pessoa possa dar à nossa ajuda, mas quando a pessoa não está capaz de dizer sim ou não, é mais complicado”, lamenta Henrique Joaquim.

O presidente da Comunidade Vida e Paz sublinha o “grande esforço” de todas as instituições que prestam apoio aos sem-abrigo em Lisboa, no sentido de evitarem a sobreposição de serviços, mas admite que a coordenação “poderá ser muito melhor”. Como? Quando for criado, por exemplo, o Núcleo de Planeamento e Intervenção para as pessoas sem-abrigo, um espaço de atendimento integrado.

“É uma rede de organizações, coordenada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em conjunto com a Câmara de Lisboa, cujo objectivo é canalizar para aquele espaço todas as situações e dar-lhes respostas adequadas e integradas”, explica Henrique Joaquim. O núcleo deverá estar operacional nos próximos meses, afirma.