in Correio dos Açores
Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza alerta para o facto da crise, a par das medidas de austeridade, estar a agravar a já dificil situação de crianças e idosos
[Leia aqui o artigo na íntegra]
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29.7.12
Mais da metade dos portugueses em risco de pobreza
Por André Vinagre, in iOnline
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza na Europa afirma que a crise e a austeridade está a agravar a situação de crianças e idosos. Em declarações à Renascença, Sérgio Aires, referiu que “os últimos números são de 18%, mas além de se referirem a 2010, reflectem apenas uma parte do problema, pois a linha de risco de pobreza deixa muita gente acima dela por alguns euros”.
O sociólogo acrescentou ainda que “se fizéssemos umas contas um bocadinho diferentes, poderíamos verificar que uma parte substancial da população portuguesa, mais de 50% provavelmente, está em risco de pobreza devido ao impacto da crise a partir de 2009”.
A par das medidas de austeridade, a crise parece estar a agravar a situação dos portugueses, principalmente das crianças e dos idosos.
Sérgio Aires diz mesmo que se está a verificar um retrocesso e reconhece que os objectivos da Estratégia Europeia até 2020 estão em causa e no caso de Portugal o compromisso iria implicar a redução de 200 mil pobres nos próximos oito anos.
Esta estrutura europeia apela a uma resposta dos 27 para que se tome alguma medida em concreto e critica os cortes nos apoios sociais, já que os mecanismos de protecção social são também um sinal de riqueza.
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza na Europa afirma que a crise e a austeridade está a agravar a situação de crianças e idosos. Em declarações à Renascença, Sérgio Aires, referiu que “os últimos números são de 18%, mas além de se referirem a 2010, reflectem apenas uma parte do problema, pois a linha de risco de pobreza deixa muita gente acima dela por alguns euros”.
O sociólogo acrescentou ainda que “se fizéssemos umas contas um bocadinho diferentes, poderíamos verificar que uma parte substancial da população portuguesa, mais de 50% provavelmente, está em risco de pobreza devido ao impacto da crise a partir de 2009”.
A par das medidas de austeridade, a crise parece estar a agravar a situação dos portugueses, principalmente das crianças e dos idosos.
Sérgio Aires diz mesmo que se está a verificar um retrocesso e reconhece que os objectivos da Estratégia Europeia até 2020 estão em causa e no caso de Portugal o compromisso iria implicar a redução de 200 mil pobres nos próximos oito anos.
Esta estrutura europeia apela a uma resposta dos 27 para que se tome alguma medida em concreto e critica os cortes nos apoios sociais, já que os mecanismos de protecção social são também um sinal de riqueza.
15.6.12
Portugal preside à Rede Europeia Anti-Pobreza
in RR
"As políticas de austeridade não estão a funcionar", concluiu a assembleia-geral desta organização.
Portugal vai presidir durante os próximos três anos à Rede Europeia Anti-Pobreza (REAP), depois de ter vencido as eleições na 23º assembleia-geral da organização de 29 países que criticou as políticas de austeridade na Europa.
"As políticas de austeridade não estão a funcionar" foi a principal mensagem da 23º assembleia-geral da REAP, que se realizou na semana passada, na Noruega.
Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a Rede assinala que "a pobreza está a aumentar, fazendo com que os mais pobres paguem o preço da crise que não criaram".
A rede a que Portugal vai presidir através da sua representação da organização defende um Pacto Europeu de Investimento Social, com investimento na criação de emprego, protecção social com esquemas de rendimento mínimo e combate à evasão fiscal, entre outras medidas.
O activista Sérgio Aires vai presidir à REAP, coadjuvado por Letizia Sforza (Itália), Peter Kelly (Reino Unido), Olivier Marguery (França) e Kart Mere (Estónia).
O presidente da REAP Portugal, padre Joaquim Moreira, considerou que a presidência portuguesa da REAP é o reconhecimento do "empenho, seriedade e experiência da Rede portuguesa", que existe há mais de 20 anos.
Durante a assembleia-geral, os membros da REAP Europa expressaram solidariedade para com o povo grego, afirmando que "parece ter sido abandonado pelos líderes da União Europeia, quando implementaram políticas não tendo em conta as consequências sociais a curto e a longo prazo".
"As políticas de austeridade não estão a funcionar", concluiu a assembleia-geral desta organização.
Portugal vai presidir durante os próximos três anos à Rede Europeia Anti-Pobreza (REAP), depois de ter vencido as eleições na 23º assembleia-geral da organização de 29 países que criticou as políticas de austeridade na Europa.
"As políticas de austeridade não estão a funcionar" foi a principal mensagem da 23º assembleia-geral da REAP, que se realizou na semana passada, na Noruega.
Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a Rede assinala que "a pobreza está a aumentar, fazendo com que os mais pobres paguem o preço da crise que não criaram".
A rede a que Portugal vai presidir através da sua representação da organização defende um Pacto Europeu de Investimento Social, com investimento na criação de emprego, protecção social com esquemas de rendimento mínimo e combate à evasão fiscal, entre outras medidas.
O activista Sérgio Aires vai presidir à REAP, coadjuvado por Letizia Sforza (Itália), Peter Kelly (Reino Unido), Olivier Marguery (França) e Kart Mere (Estónia).
O presidente da REAP Portugal, padre Joaquim Moreira, considerou que a presidência portuguesa da REAP é o reconhecimento do "empenho, seriedade e experiência da Rede portuguesa", que existe há mais de 20 anos.
Durante a assembleia-geral, os membros da REAP Europa expressaram solidariedade para com o povo grego, afirmando que "parece ter sido abandonado pelos líderes da União Europeia, quando implementaram políticas não tendo em conta as consequências sociais a curto e a longo prazo".
Europa: Portugal vai presidir à Rede Anti-Pobreza
in Agência Ecclesia
Sociólogo Sérgio Aires passa a liderar instituição que propõe pacto de «investimento social»

Sérgio Aires, presidente da EAPN Europa; padre Jardim Moreira, presidente da EAPN Portugal; Ludo Horemans, ex-presidente da EAPN Europa
Portugal vai presidir à Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN, sigla em inglês) nos próximos três anos, através do sociólogo Sérgio Aires, anunciou hoje a instituição, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
“Queremos uma Europa que promova a união e cujo acordo fiscal não esteja desfasado do acordo social que defendemos. Queremos uma Europa norteada pelos valores que a fundaram e não uma Europa dividida”, refere Sérgio Aires.
“Tudo faremos para que a interlocução e a governação sejam, de facto, uma parceria com a sociedade civil, um verdadeiro trabalho conjunto em prol de uma Europa social mais justa, completamente assente nos valores da sua fundação: paz, solidariedade, união”, acrescenta o novo presidente, eleito durante a 23ª assembleia-geral da EAPN que decorreu na Noruega, com a presença de 29 países.
No final dos trabalhos, os participantes sublinharam que “as políticas de austeridade não estão a funcionar”, fazendo com que os mais pobres “paguem o preço da crise que não criaram”.
A EAPN propôs, por isso, um ‘Pacto Europeu de Investimento Social’, que permita “o investimento na criação de empregos de qualidade, serviços acessíveis e elevados níveis de proteção social, incluindo esquemas de rendimento mínimo adequado”.
Durante este encontro foi, ainda, expressa solidariedade para com o povo grego “que parece ter sido abandonado pelos líderes da União Europeia, quando implementaram políticas não tendo em conta as consequências sociais a curto e a longo prazo”.
“Esta abordagem tem tido consequências desastrosas, muitas delas já previstas, nomeadamente pela EAPN”, disse Sérgio Aires, acrescentado que “enquanto o combate à pobreza e à exclusão social e a defesa do modelo social europeu não forem verdadeiras prioridades para a política europeia, continuaremos no caminho para a desintegração”.
Na vice-presidência da organização europeia ficaram Letizia Cesarini Sforza, da EAPN Itália; Peter Kelly, da EAPN Reino Unido; Olivier Marguery, da EAPN França; e Kart Mere da EAPN Estónia.
A ‘European Anti Poverty Network’, criada em Bruxelas há mais de 20 anos, é uma entidade sem fins lucrativos, reconhecida em Portugal como Associação de Solidariedade Social, de âmbito nacional, tendo sido constituída a 17 de dezembro de 1991.
O presidente da EAPN Portugal, padre Jardim Moreira, considera que a eleição de Sérgio Aires, responsável pelo Observatório da Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, é um “voto de confiança”.
“Estamos muito satisfeitos por termos merecido o crédito dos nossos pares e por reconhecerem o empenho, seriedade e experiência da Rede portuguesa, durante mais de 20 anos, na luta contra a pobreza e exclusão social”, sublinha o sacerdote.
A EAPN Portugal foi distinguida em 2010 pelo Parlamento português com o ‘Prémio Direitos Humanos’.
OC
Sociólogo Sérgio Aires passa a liderar instituição que propõe pacto de «investimento social»
Sérgio Aires, presidente da EAPN Europa; padre Jardim Moreira, presidente da EAPN Portugal; Ludo Horemans, ex-presidente da EAPN Europa
Portugal vai presidir à Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN, sigla em inglês) nos próximos três anos, através do sociólogo Sérgio Aires, anunciou hoje a instituição, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
“Queremos uma Europa que promova a união e cujo acordo fiscal não esteja desfasado do acordo social que defendemos. Queremos uma Europa norteada pelos valores que a fundaram e não uma Europa dividida”, refere Sérgio Aires.
“Tudo faremos para que a interlocução e a governação sejam, de facto, uma parceria com a sociedade civil, um verdadeiro trabalho conjunto em prol de uma Europa social mais justa, completamente assente nos valores da sua fundação: paz, solidariedade, união”, acrescenta o novo presidente, eleito durante a 23ª assembleia-geral da EAPN que decorreu na Noruega, com a presença de 29 países.
No final dos trabalhos, os participantes sublinharam que “as políticas de austeridade não estão a funcionar”, fazendo com que os mais pobres “paguem o preço da crise que não criaram”.
A EAPN propôs, por isso, um ‘Pacto Europeu de Investimento Social’, que permita “o investimento na criação de empregos de qualidade, serviços acessíveis e elevados níveis de proteção social, incluindo esquemas de rendimento mínimo adequado”.
Durante este encontro foi, ainda, expressa solidariedade para com o povo grego “que parece ter sido abandonado pelos líderes da União Europeia, quando implementaram políticas não tendo em conta as consequências sociais a curto e a longo prazo”.
“Esta abordagem tem tido consequências desastrosas, muitas delas já previstas, nomeadamente pela EAPN”, disse Sérgio Aires, acrescentado que “enquanto o combate à pobreza e à exclusão social e a defesa do modelo social europeu não forem verdadeiras prioridades para a política europeia, continuaremos no caminho para a desintegração”.
Na vice-presidência da organização europeia ficaram Letizia Cesarini Sforza, da EAPN Itália; Peter Kelly, da EAPN Reino Unido; Olivier Marguery, da EAPN França; e Kart Mere da EAPN Estónia.
A ‘European Anti Poverty Network’, criada em Bruxelas há mais de 20 anos, é uma entidade sem fins lucrativos, reconhecida em Portugal como Associação de Solidariedade Social, de âmbito nacional, tendo sido constituída a 17 de dezembro de 1991.
O presidente da EAPN Portugal, padre Jardim Moreira, considera que a eleição de Sérgio Aires, responsável pelo Observatório da Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, é um “voto de confiança”.
“Estamos muito satisfeitos por termos merecido o crédito dos nossos pares e por reconhecerem o empenho, seriedade e experiência da Rede portuguesa, durante mais de 20 anos, na luta contra a pobreza e exclusão social”, sublinha o sacerdote.
A EAPN Portugal foi distinguida em 2010 pelo Parlamento português com o ‘Prémio Direitos Humanos’.
OC
30.1.12
Crise nas cidades
in http://www.tvi.iol.pt/mediacenter.html?load=1&gal_id=156659
Sociedade consumista leva ao isolamento das famílias nas cidades
Nos meios rurais existe uma solidariedade orgânica
[Jornal das 8 de Domingo ao minuto 34, comentários de Sérgio Aires]
Sociedade consumista leva ao isolamento das famílias nas cidades
Nos meios rurais existe uma solidariedade orgânica
[Jornal das 8 de Domingo ao minuto 34, comentários de Sérgio Aires]
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