Mostrar mensagens com a etiqueta Economia portuguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Economia portuguesa. Mostrar todas as mensagens

17.3.15

Economistas melhoram previsões para o crescimento da economia portuguesa

por Jornal de Negócios com Bloomberg

O PIB português irá crescer 1,5% este ano e 1,8% em 2016, de acordo com as estimativas dos economistas inquiridos pela Bloomberg, que melhoraram as suas previsões em duas décimas. Para o desemprego as estimativas pioraram.

Os economistas dos bancos de investimento que acompanham a evolução da economia portuguesa estão mais optimistas com a evolução do produto interno bruto (PIB) este ano e em 2016, embora apontem para uma descida mais lenta do desemprego.

A média das estimativas de 22 economistas consultados pela Bloomberg, entre 6 e 13 de Março, aponta para que o PIB de Portugal cresça 1,5% este ano e 1,8% em 2016. O que traduz uma melhoria de duas décimas face às estimativas do inquérito anterior, que tem uma periodicidade trimestral. Em 2017 a taxa de crescimento do PIB deverá abrandar para 1,6%.

A nova estimativa para este ano está alinhada com as previsões oficiais da maioria dos organismos para o PIB de Portugal, com o Governo, FMI e Comissão Europeia a apontarem para um crescimento de 1,5% no PIB português este ano.

A confirmarem-se estas previsões, será o crescimento mais forte da economia portuguesa desde 2010 e o segundo ano seguido de variação positiva, depois de três anos de recessão.

Quanto à evolução trimestral do PIB, as previsões dos economistas também forem revistas em alta. As novas estimativas apontam para um crescimento homólogo de 1,4% no PIB do primeiro trimestre, 1,6% no segundo trimestre e 1,9% nos dois trimestres seguintes. Na variação em cadeia, o PIB deverá crescer 0,4% nos primeiros três meses do ano e 0,5% nos três trimestres seguintes.

Taxa de desemprego acima dos 13%

Se as previsões para o PIB foram melhoradas, as estimativas para o desemprego são agora menos optimistas. A taxa deverá descer para 13,4% em 2015 e para 13,1% em 2016, quando no inquérito anterior os economistas apontavam para uma taxa abaixo de 13%.

Só em 2017, de acordo com os mesmos economistas, a taxa de desemprego em Portugal ficará abaixo dos 13%. A estimativa aponta para uma taxa de 11,9%.

Quanto aos outros indicadores, os economistas consultados pela Bloomberg apontam para uma taxa de inflação de 0% este ano e 0,9% em 2016. A balança corrente deverá gerar um excedente de 1% este ano, 1,2% em 2016 e 2,1% em 2017.

Por fim, os economistas estimam que Portugal vai fechar este ano com um défice de 3% do PIB, abaixo da anterior estimativa de 3,3%, mas acima dos 2,4% inscritos no Orçamento do Estado. Em 2016 o défice deverá descer para 2,4% e em 2017 para 1,8%.

22.1.15

Draghi pode despejar até 27 mil milhões na economia portuguesa

in Diário de Notícias

Banco Central Europeu deve anunciar hoje um pacote de estímulos de 600 mil milhões a um bilião de euros para os 19 países da moeda única. Risco pode ficar nos Estados membros

São 50 mil milhões de euros por mês em dinheiro fresco, durante um ou dois anos, que Mario Draghi, presidente do BCE, deverá hoje anunciar quando revelar em que consiste o pacote de estímulos à economia da zona euro. No

total, o programa variará entre 600 mil milhões (o tamanho da economia holandesa, se durar um ano) e um bilião de euros (equivalente a Espanha, se for de março deste ano a dezembro de 2016). O objetivo é comprar dívida pública aos bancos comerciais, aliviando-os para poderem financiar as empresas.

No caso dos bancos portugueses, se vendessem toda a dívida pública em troca de dinheiro barato, conseguiriam cerca de 27 mil milhões de euros. O problema? Há quem defenda que o risco associado fique no banco central de cada país - uma forma de comprar alguma simpatia junto dos alemães, que rejeitam a ideia de partilhar perdas em caso de insolvência. Por outro lado, se a austeridade continuar, o quantitative easing não será suficiente para garantir o crescimento dos países do euro, alerta em entrevista ao DN Mark Blyth, professor de Economia Política Internacional.

3.4.14

Economia portuguesa é "viciada em crédito", diz Daniel Bessa

in Jornal de Notícias

A antigo ministro da Economia Daniel Bessa disse, esta quarta-feira, acreditar que a questão do acesso ao crédito por parte das empresas em Portugal está a aproximar-se da resolução e salientou que a economia nacional é "viciada em crédito".

Durante uma intervenção no seminário "Mercado de capitais e o financiamento da economia em Portugal" organizado pelo Fórum para a Competitividade, o diretor-geral da COTEC referiu que, "por vício ou por necessidade, se alguma coisa distingue a economia portuguesa são níveis de endividamento empresarial muito, muito elevados".

Ainda assim, Daniel Bessa salientou que o problema que "não está superado é a insuficiência de capitais próprios das empresas em Portugal", problema para o qual reconheceu não ter solução.

"Acredito que o tema do financiamento está em vias de resolução, mas em relação à questão do défice de capitais próprios não estou descansado", frisou Daniel Bessa, que elogiou o atual presidente da NYSE Euronext Lisbon, Luís Laginha de Sousa, pessoa que "luta abnegadamente há anos para levar as PME portuguesas ao mercado de capitais".

A questão da entrada no mercado de capitais tem um reverso, disse o antigo ministro da Economia, da perda de controlo sobre a empresa, motivo que leva várias empresas a hesitarem antes de darem tal passo.