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3.5.22

Diversidade: esta quarta-feira é o último dia para candidatura a estágio profissional

in Público

É hoje o último dia para a candidatura ao estágio remunerado que começa a 16 de Maio, com apoio da Rede Aga Khan. Queremos que as redações representem de forma mais plural a sociedade portuguesa e que os seus textos possam contribuir para uma sociedade mais aberta e cosmopolita. Serão valorizados os candidatos que pertençam a comunidades étnico-raciais menos representadas nas equipas de jornalistas em Portugal.

Esta quarta-feira, dia 20 de Abril, é o último dia para aceitar candidaturas ao estágio profissional promovido pelo PÚBLICO. As candidaturas podem ser enviadas até às 23h59 para diversidade@publico.pt. Reconhecendo a falta de diversidade social na representação do jornalismo em Portugal, e também na sua redação, o PÚBLICO, que assume entre os seus valores a promoção de todos os segmentos que representam a sociedade portuguesa contemporânea, criou um programa de formação que vai decorrer este ano. Queremos que as redações representem de forma mais plural a sociedade portuguesa, e que os seus textos possam contribuir para uma sociedade mais aberta e cosmopolita, fomentando, por esta via, uma cultura de diversidade no local de trabalho para combater a discriminação.

Por isso, abrimos dois lugares para estágios profissionais, com o apoio financeiro da Rede Aga Khan, para jornalistas em início de carreira ou finalistas do curso de Comunicação Social, que pertençam a comunidades étnico-raciais menos representadas nas equipas de jornalistas em Portugal.

O estágio será remunerado, terá a duração de seis meses e vai ser orientado por profissionais da casa, dando ao candidato as ferramentas indispensáveis para adquirir competências jornalísticas de excelência.

Para concorrerem, os candidatos têm de enviar uma carta de motivação para o e-mail diversidade@publico.pt onde expliquem porque querem participar e apresentem uma proposta de tema livre, mas centrado na atualidade, que deve ser de interesse público e exequível. A proposta tem de conter uma descrição do projeto de reportagem ou notícia que o candidato pretende efectuar, o modo como o pretende fazer, que metodologias irá utilizar e a definição de um prazo. Pede-se ainda que enviem trabalhos jornalísticos que tenham efetuado, publicados ou não.

As candidaturas serão depois selecionadas por um júri para uma entrevista presencial. Este júri é composto por três elementos do PÚBLICO — a diretora adjunta Andreia Sanches, a editora da Sociedade Rita Ferreira e a jornalista Joana Gorjão Henriques —, pela jornalista Carla Fernandes, fundadora do Podcast Afrolis, e pelo dirigente da associação Letras Nómadas Bruno Gonçalves.

Os dois candidatos que mostrarem as melhores competências e o perfil que mais se enquadre no estilo jornalístico do PÚBLICO serão escolhidos para fazer um estágio profissional que começa a 16 de Maio. O programa está aberto a todos os candidatos que preencham as condições exigidas.

Guiamo-nos pelo Plano Estratégico para as Migrações (que visa o reforço de medidas de promoção da integração e inclusão de cidadãos), pela Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas no mercado de trabalho, através do desenvolvimento de competências e seguindo igualmente as indicações da Directiva Europeia (Directiva 2000/43/CE do Conselho, de 29 de Junho de 2000) que aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou étnica e que prevê a implementação de medidas positivas para compensar desvantagens relacionadas com a origem racial ou étnica.

Requisitos dos candidatos:
Frequentar os últimos anos de formação em Jornalismo ou ter experiência profissional na área de jornalismo.
Ter um projecto de reportagem, notícia, artigo de opinião para desenvolver e apresentá-lo.
Pertencer a uma comunidade étnico-racial menos representada nas redacções portuguesas.

Processo de selecção:

Enviar um pequeno ensaio (máximo de 3 mil caracteres com espaços) a explicar as motivações para participar.
Anexar um CV com fotografia.
Enviar uma descrição do projecto de reportagem ou notícia que pretende efectuar e o modo como o pretende fazer para diversidade@publico.pt
Consultar o regulamento aqui.

21.7.15

Mais estágios, mas menos com emprego depois

in TVI24

Relatório do Tribunal de Contas mostra que o número de trabalhadores com emprego após estágio do IEFP caiu de 42,4% em 2013 para 33,3% em 2014

O número de trabalhadores que foram integrados no mercado de trabalho após um estágio profissional do IEFP caiu de 42,4% em 2013 para 33,3% em 2014, segundo um relatório divulgado esta segunda-feira pelo Tribunal de Contas.

De acordo com o relatório sobre o acompanhamento da execução do Orçamento da Segurança Social, de janeiro a dezembro de 2014, as políticas ativas de emprego (como os estágios profissionais) subiram 8,7% no ano passado, "contribuindo assim positivamente para a dinamização do mercado de trabalho, designadamente na parte que respeita à criação de emprego por conta de outrem que apresentou um crescimento de 1,6% em 2014, que compara com uma queda de 2,6% para o conjunto do ano de 2013".

Apesar de o tribunal presidido por Guilherme d'Oliveira Martins destacar "o mérito" destas medidas, aponta "índices de precariedade elevados", bem como a baixa taxa de integração desta população na vida ativa após a finalização do estágio do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP): "Em 2013, 42,4% dos estagiários foram integrados no mercado de trabalho após estágio e em 2014 apenas 33,3%", escreve a entidade, de acordo com a Lusa.

Depois de o primeiro-ministro ter afirmado, numa entrevista à SIC, que entre janeiro de 2013 e abril de 2015 foram criados mais 175.000 postos de trabalho e que a precariedade diminuiu, a oposição e os sindicatos vieram criticar os números apresentados por Passos Coelho.

Para a CGTP, por exemplo, parte do emprego que o Governo afirma ter sido criado desde 2013 "resulta da utilização massiva das chamadas medidas ativas de emprego, como os estágios e os contratos emprego inserção, que o INE contabiliza como emprego mas que não têm associado um contrato de trabalho, sendo na realidade usadas para subsidiar as empresas e colmatar a falta de trabalhadores na Administração Pública".

3.10.14

AIESEC está a oferecer estágios remunerados em 123 países

Texto de Mónica Monteiro, in Público on-line (P3)

Organização mundial está a recrutar jovens para estágios profissionais em 123 países. Há também a oportunidade de trabalhares num dos departamentos desta AIESEC na Faculdade de Economia do Porto


A AIESEC está a recrutar jovens para estágios profissionais internacionais até ao dia 9 de Outubro. Estes estágios têm a duração de três a seis meses e são remunerados através de um salário correspondente ao custo médio de vida do país escolhido pelo candidato.

Só se podem candidatar pessoas com idade inferior aos 30 anos, que tenham concluído a sua formação académica há menos de dois anos ou que ainda estejam a frequentar o ensino superior. Os candidatos têm de possuir ainda um bom domínio da língua inglesa. As principais áreas de recrutamento são a Educação e as Línguas. Os principais destinos são América do Sul, Europa do Leste e Sudoeste Asiático.

Os interessados podem também candidatar-se a um trabalho na própria AIESEC na FEP. A representação desta organização mundial na Faculdade de Economia do Porto possui sete departamentos e, segundo o comunicado de imprensa, possui “um funcionamento semelhante [ao de] uma empresa”. Neste caso, as candidaturas estão abertas apenas até ao dia 30 de Setembro.




25.7.14

Mota Soares destaca vantagens na possibilidade de alargar estágios profissionais para 12 meses

in Negócios online

O ministro do Emprego destacou hoje a possibilidade do alargamento por três meses, até um total de um ano, poder servir para melhorar a qualidade dos estágios profissionais e a colocação das pessoas no mercado de trabalho.

À margem do II Fórum Internacional de Emprego Público, que termina hoje em Espanha, Pedro Mota Soares notou que o novo quadro legal "acolheu muitas das medidas solicitadas pelos parceiros sociais".

"Conseguimos garantir que em casos que tenham a ver com a empregabilidade, nomeadamente dos trabalhadores mais jovens, em casos que tenham a ver com a própria qualidade dos estágios, os estágios profissionais possam ter uma prorrogação de nove para 12 meses", afirmou o governante à Agência Lusa, em declarações telefónicas.

Este prolongamento do prazo serve para garantir que a "qualidade do estágio possa beneficiar", que acontece "efectivamente a colocação das pessoas no mercado de trabalho", assim como avalizar que um estágio profissional seja uma "porta de entrada no mercado de trabalho".

Em vigor a partir de hoje, uma alteração legal à portaria sobre as recomendações do Conselho Europeu para os estágios registou que a lei portuguesa "até esta data não respeita um dos princípios enunciados", ou seja "a duração razoável".

A recomendação é que, por princípio, o estágio não exceda os seis meses, mas pode haver justificações para serem mais longos "tendo em conta as práticas nacionais", acrescentando o diploma que "actualmente a duração dos Estágios-Emprego está fixada, em regra, nos 12 meses".

Entre os argumentos para defender maiores ou menores períodos de estágio em Portugal, o texto da portaria citou avaliações acerca dos estágios de nove meses, que já foram regra, mostraram "efeitos muito positivos na empregabilidade dos seus beneficiários", e que poderá haver "riscos em matéria de qualidade de estágios" se houver restrição a seis meses.

"Neste contexto, considera-se que a duração dos Estágios-Empego deverá, em regra, ser fixada em nove meses, reduzindo-se também a duração máxima admissível no regime especial de projectos de interesses estratégicos".

Casos específicos podem manter os 12 meses de estágio.

Hoje também entra em vigor a medida Estímulo Emprego com o apoio financeiro aos empregadores privados, segundo o diploma, a deixar de estar "indexado ao montante da retribuição mensal do trabalhador, embora não podendo ultrapassar determinados montantes do IAS (Indexante dos Apoios Sociais), como sucede nas medidas Estímulo 2013 e Apoio à Contratação via Reembolso da TSU (Taxa Única Social)".

Esta nova medida reduz ou elimina para alguns casos o período mínimo de inscrição no Instituto de Emprego e da Formação Profissional para "reforçar a capacidade de intervenção precoce".

Relativamente ao Fórum Internacional, o governante lembrou que a criação de emprego é uma das "maiores dificuldades e desafios à escala da União Europeia" e que os países da Península Ibérica foram os únicos, no sul da Europa, a registarem uma descida no desemprego "há 16 meses consecutivamente e com significado".

Mota Soares enumerou medidas nacionais como o programa garantia jovem, assim como decisões nas áreas da qualificação que tiveram efeitos nas taxas de desemprego jovem no país, com a sua diminuição.

2.8.12

o que muda nos estágios profissionais

por Dinheiro Vivo


Os jovens entre os 18 e os 30 anos que estejam desempregados há mais de quatro meses já podem candidatar-se aos estágios profissionais ao abrigo dos apoios concedidos através do programa "Impulso Jovem". São quatro novos estágios (direcionados para vários setores de atividade), estando previstos apoios por parte do Instituto do Emprego e Formação Profissional, que nas empresas até 10 trabalhadores podem ir até 100%. O programa destina-se aos jovens das regiões da convergência (Alentejo, Centro e Norte) e ao Algarve (incluida por ser a região onde o desemprego jovem é mais elevado) . As regras entraram ontem em vigor. Fique a saber como vão funcionar estes estágios.

- No Passaporte Emprego o IEFP financia a bolsa do primeiro estagiário a 100% em entidades com dez trabalhadores ou menos. Em unidades com mais de dez trabalhadores, o apoio é de 70%.

- Estes estágios profissionais terão uma duração de seis meses, sendo que a expectativa do Governo é de que este programa chegue a cerca de 20 mil jovens.

-As entidades promotoras dos estágios têm que proporcionar formação profissional, com uma carga horária mínima de 50 horas e não podem ter dívidas ao fisco ou Segurança Social.

- A bolsa a atribuir é 691,7 euros para estagiários com ensino superior completo, 524 euros para estagiário com ensino secundário ou pós-secundário completo e 419,22 euros para estagiário que não tenha o ensino secundário completo. As empresas com mais de uma dezena de trabalhadores não poderão ter mais de dois estagiários em simultâneo.ç

- As empresas que acolhem estes estagiários devem pagar subsídio de alimentação, seguro de acidentes de trabalho. Caso não haja transporte disponível, cabe ainda à empresa o seu pagamento ou, em troca, um subsídio de 42 euros por mês.

- As empresas que no final do estágio integrem o jovem no seus quadros de pessoal terão direito a um prémio equivalente ao valor da bolsa mensal, multiplicado por seis. Trata-se de um prémio pago em três prestações ao longo de três anos e que apenas tem lugar se a contratação ocorrer no prazo máximo de 30 dias a contar do fim do estágio.

- Estas regras são semelhantes para os vários passaportes emprego, ainda que no caso do "Passaporte Emprego Economia Social", o IEFP comparticipa ainda os subsídios de alimentação e de transporte e o prémio de seguros de acidentes de trabalho, quando o estagiário possua deficiência ou incapacidade e comparticipa a 100% a bolsa de estágio.

Outras medidas

Com o Programa "impulso jovem", o Governo pretende combater o desemprego jovem , numa altura em que a taxa ultrapassa já os 36%. O plano envolve mais de 344 milhões de euros e pretende abranger cerca de 90 mil pessoas. Além dos "passaportes" inclui outras medidas, nomeadamente o reembolso à entidade patronal de 90% da Taxa Social Única até um limite máximo de 175 euros or cada jovem desempregado contratado (ainda que a termo). Esta medida ainda não se encontra em vigor.

Paralelamente foi estabelecido o desenvolvimento do programa nacional de microcrédito, destinado a facilitar o acesso ao crédito — através da tipologia MICROINVEST — e a prestar apoio técnico na criação e na formação do empreendedor durante os primeiros anos de vida do negócio, dando prioridade aos casos em que o beneficiário ou contratado tenha idade compreendida entre os 16 e os 34 anos e seja um desempregado inscrito num centro de emprego há, pelo menos, quatro meses.