João Torgal, in Antena 1
Há 12 unidades de Saúde Familiar paradas por falta de recursos humanos. O aviso parte do presidente da associação das USF.
Entre 2006 e 2011 abriram mais de 50 unidades de Saúde Familiar por ano. A partir daí o número têm vindo a decrescer.
Os dados são da Associação das Unidades de Saúde Familiar. Segundo o dirigente João Rodrigues, o Governo não estimula nem dá condições para a abertura de novas estruturas.
Estas unidades, adverte o mesmo responsável, precisam de recursos humanos qualificados e motivados. E não há condições para haver mais USF a funcionar.
Críticas trazidas a lume no dia em que decorre o 4.º Encontro de Outono das USF.
Este tipo de serviço é amplamente elogiado e chegou a ser recomendado no memorando da troika, em 2011.
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7.8.15
Desemprego e falta de pessoal
Francisco Sarsfield Cabral, in RR
É ridículo desvalorizar a melhoria registada na taxa de desemprego. Os números confirmam uma certa recuperação económica. Mas a estrutura da nossa economia mudou.
São positivos os números do INE sobre desemprego no segundo trimestre deste ano: é a maior queda trimestral desde que há registo, colocando o desemprego em 11,9% da população activa. Há quebras significativas no desemprego jovem e no desemprego de longa duração.
É ridículo desvalorizar esta melhoria, como fizeram alguns políticos da oposição. Até porque o emprego aumentou 1,5% em relação ao primeiro trimestre de 2014. E aí já não contam os que emigraram nem os que desistiram de procurar trabalho.
Estes dados confirmam uma certa recuperação económica, com os empresários a preverem agora um aumento das exportações em 2015 superior ao que estimavam em Novembro.
Mas seria insensato esperar grandes baixas no desemprego nos próximos tempos. Não só porque o crescimento económico ainda é modesto, como sobretudo por causa da mudança estrutural da nossa economia: agora menos assente em sectores de mão-de-obra barata e mais em actividades que requerem menos pessoas.
E pessoas com boa formação, que nem sempre se encontram em Portugal. Por isso, há desemprego e falta de pessoal em várias empresas.
É ridículo desvalorizar a melhoria registada na taxa de desemprego. Os números confirmam uma certa recuperação económica. Mas a estrutura da nossa economia mudou.
São positivos os números do INE sobre desemprego no segundo trimestre deste ano: é a maior queda trimestral desde que há registo, colocando o desemprego em 11,9% da população activa. Há quebras significativas no desemprego jovem e no desemprego de longa duração.
É ridículo desvalorizar esta melhoria, como fizeram alguns políticos da oposição. Até porque o emprego aumentou 1,5% em relação ao primeiro trimestre de 2014. E aí já não contam os que emigraram nem os que desistiram de procurar trabalho.
Estes dados confirmam uma certa recuperação económica, com os empresários a preverem agora um aumento das exportações em 2015 superior ao que estimavam em Novembro.
Mas seria insensato esperar grandes baixas no desemprego nos próximos tempos. Não só porque o crescimento económico ainda é modesto, como sobretudo por causa da mudança estrutural da nossa economia: agora menos assente em sectores de mão-de-obra barata e mais em actividades que requerem menos pessoas.
E pessoas com boa formação, que nem sempre se encontram em Portugal. Por isso, há desemprego e falta de pessoal em várias empresas.
5.11.13
Falta de pessoal contribui mais para infecções do que anéis e pulseiras de médicos, diz Ordem
in iOnline
Entre os problemas avançados pela OM está a “não contratação de recurso humanos suficientes para hospitais, nomeadamente enfermeiros e auxiliares, o que corrompe a qualidade dos cuidados prestados
A Ordem dos Médicos considera que as críticas ao uso de anéis, pulseiras e gravatas por parte dos médicos são afirmações “avulsas e absurdas” e atribui as infeções hospitalares a outras causas como a falta de pessoal.
Na passada quinta-feira, o secretário de Estado e Adjunto da Saúde disse, durante a apresentação de um relatório sobre infeções e resistência aos antimicrobianos, disse que o governo admitia a proibição dos médicos usarem anéis, pulseiras, alianças ou gravatas.
Há um conjunto de instrumentos - anéis, pulseiras, alianças - que “sabemos que são potenciais veículos de transmissão”, com os quais “as minhas colegas insistem, muito alindadas, em ir trabalhar”, disse Fernando Leal da Costa.
A afirmação não caiu bem à Ordem dos Médicos (OM), para quem “enfatizar os anéis, as pulseiras, as gravatas e os estetoscópios como corresponsáveis principais da elevada taxa de infeções hospitalares em Portugal é impróprio de um alto dignitário do Ministério da Saúde, particularmente quando o ato é acompanhado de comentários brejeiros”.
A Ordem dos Médicos rejeita “meras afirmações avulsas, absurdas e despropositadas, alijadoras das responsabilidades do Ministério da Saúde e que nada de construtivo ou consequente acrescentam a esta gravíssima problemática”, lê-se num comunicado.
Para a Ordem, existem alguns problemas “bem mais graves do que anéis e gravatas e que em muito contribuem para o panorama português quanto à utilização de antibióticos e à taxa de infeções hospitalares, com particulares responsabilidades para o Ministério da Saúde e o Governo”.
Entre os problemas avançados pela OM está a “não contratação de recurso humanos suficientes para hospitais, nomeadamente enfermeiros e auxiliares, o que corrompe a qualidade dos cuidados prestados.
Também a “inadequada limpeza e higienização dos hospitais, incluindo os sistemas de ventilação” e a existência de “instalações inapropriadas, envelhecidas e obsoletas”, bem como as “distâncias entre camas hospitalares que não respeitam regras de segurança” são indicados pela Ordem como problemas mais graves do que os anéis, as pulseiras e as gravatas dos médicos.
Entre os problemas avançados pela OM está a “não contratação de recurso humanos suficientes para hospitais, nomeadamente enfermeiros e auxiliares, o que corrompe a qualidade dos cuidados prestados
A Ordem dos Médicos considera que as críticas ao uso de anéis, pulseiras e gravatas por parte dos médicos são afirmações “avulsas e absurdas” e atribui as infeções hospitalares a outras causas como a falta de pessoal.
Na passada quinta-feira, o secretário de Estado e Adjunto da Saúde disse, durante a apresentação de um relatório sobre infeções e resistência aos antimicrobianos, disse que o governo admitia a proibição dos médicos usarem anéis, pulseiras, alianças ou gravatas.
Há um conjunto de instrumentos - anéis, pulseiras, alianças - que “sabemos que são potenciais veículos de transmissão”, com os quais “as minhas colegas insistem, muito alindadas, em ir trabalhar”, disse Fernando Leal da Costa.
A afirmação não caiu bem à Ordem dos Médicos (OM), para quem “enfatizar os anéis, as pulseiras, as gravatas e os estetoscópios como corresponsáveis principais da elevada taxa de infeções hospitalares em Portugal é impróprio de um alto dignitário do Ministério da Saúde, particularmente quando o ato é acompanhado de comentários brejeiros”.
A Ordem dos Médicos rejeita “meras afirmações avulsas, absurdas e despropositadas, alijadoras das responsabilidades do Ministério da Saúde e que nada de construtivo ou consequente acrescentam a esta gravíssima problemática”, lê-se num comunicado.
Para a Ordem, existem alguns problemas “bem mais graves do que anéis e gravatas e que em muito contribuem para o panorama português quanto à utilização de antibióticos e à taxa de infeções hospitalares, com particulares responsabilidades para o Ministério da Saúde e o Governo”.
Entre os problemas avançados pela OM está a “não contratação de recurso humanos suficientes para hospitais, nomeadamente enfermeiros e auxiliares, o que corrompe a qualidade dos cuidados prestados.
Também a “inadequada limpeza e higienização dos hospitais, incluindo os sistemas de ventilação” e a existência de “instalações inapropriadas, envelhecidas e obsoletas”, bem como as “distâncias entre camas hospitalares que não respeitam regras de segurança” são indicados pela Ordem como problemas mais graves do que os anéis, as pulseiras e as gravatas dos médicos.
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