Por Solange Sousa Mendes, in iOnline
Os imóveis da banca, pela garantia de financiamento, e o arrendamento dominarão 2014.
O ano passado foi dos mais rentáveis para as mediadoras imobiliárias consultadas pelo i . A performance menos positiva registada em 2012 fez com que estas "arregaçassem mangas" e dessem novo impulso ao seu negócio. A Century 21 registou em 2013 o melhor ano de sempre em Portugal, a Remax e a ERA o segundo e terceiro, respectivamente.
A Century 21 atingiu uma facturação de 11,5 milhões de euros, traduzindo-se numa subida de 14% em comparação com os cerca de 10,1 milhões atingidos em 2012. Já a ERA destaca que alcançou uma quota de 25% do mercado de mediação imobiliária, devido ao crescimento de 21% face a 2012. Valor atingido graças às 10 mil transacções efectuadas em vendas, envolvendo mil milhões de euros. Por sua vez, a Remax fechou 2013 com cerca de 20 mil imóveis transaccionados com vendas a superar os 1100 milhões de euros, registando assim um crescimento de 30% da facturação face ao ano anterior.
A CEO da Remax, Beatriz Rubio, justifica o sucesso alcançado, pela atitude com que a equipa entrou no ano passado. "Se por um lado 2012 foi difícil, foi também um ano que nos preparou para 2013. A Remax entrou o ano com confiança, força e optimismo", diz a gestora, enfatizando que a empresa conseguiu adaptar-se às mudanças que o mercado sofreu e foi capaz de se reinventar. "Segmentos como imóveis da banca, mercado estrangeiro, golden visa e de luxo revelaram-se de grande importância, num cenário onde não podíamos continuar a fazer apenas o que já fazíamos", sublinha.
Este ano, as consultoras desejam continuar no bom caminho. A ERA espera crescer 20% face a 2013, mas está consciente que o mercado imobiliário está em constante mudança. O director-geral desta mediadora, Miguel Poisson, acredita que 2014 será essencialmente marcado pelos imóveis da banca pela possibilidade de financiamento garantido que confere. E pelo arrendamento, devido à escassez de oferta de crédito à habitação. "Os clientes tipo serão os estrangeiros via golden visa e os reformados estrangeiros que têm vantagens fiscais se comprarem casa em Portugal", destaca ainda a mesma fonte.
Também o administrador da Century 21, Ricardo Sousa, chama a atenção para a importância do mercado internacional. "Os segmentos mais activos e com maior potencial para explorar, em termos de mercado internacional, são o alto e o de luxo. É por isso muito importante definir a caracterização da procura para montar uma boa carteira de imóveis, de modo a proporcionar a esses clientes as condições necessárias para as suas decisões de investimento. Além disso, é essencial de-senvolver uma aposta muito forte na promoção do nosso país no estrangeiro".
Contudo, Ricardo Sousa considera que, apesar da expectável estabilização da economia, a efectiva recuperação deve ficar adiada para 2015. No entanto, afirma que as oportunidades de imóveis da banca, as taxas de juros historicamente baixas, os proprietários com urgência em vender as suas casas, uma forte procura de arrendamento e os valores actuais dos imóveis fazem deste um excelente momento para investir na aquisição de um imóvel.
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3.2.14
23.7.12
Quase 30% dos imóveis vendidos são oriundos da banca
por Texto Lusa, publicado por Abel Coelho de Morais, in Diário de Notícias
Quase 30 por cento dos imóveis vendidos pela imobiliária Remax são oriundos da banca, disse à Lusa a presidente do grupo em Portugal, adiantando que essas transações geraram 50 milhões de euros no primeiro semestre.
A Remax, uma das principais imobiliárias a operar no mercado português, onde está presente desde há quase 12 anos, começou a trabalhar com a carteira de imóveis da banca apenas o ano passado mas este segmento representa já uma fatia significativo do seu negócio.
"O ano passado ainda não tínhamos nem a força nem a credibilidade, começou a ser forte este ano. Quase 30 por cento das vendas são dos imóveis da banca", disse à Lusa Beatriz Rubio, presidente da Remax Portugal.
Nos primeiros seis meses deste ano, a Remax fez 1004 transações de imóveis que constavam das carteiras dos bancos, num volume de negócios de 50 milhões de euros.
O grupo tem ainda 10 mil casas da banca disponíveis para vender, cerca de um quinto do total (50 mil).
A aposta neste segmento pela Remax acompanha a tendência de cada vez mais imobiliárias, numa tentativa de driblarem a crise que afeta o setor.
Questionada sobre se os imóveis da banca são mais baratos do que os restantes, a presidente da Remax Portugal afirmou que o preço médio destes é de 100 mil euros, um valor relativamente baixo, que se justifica por estes imóveis estarem situados sobretudo na periferia das grandes cidades.
No entanto, afirmou, o principal atrativo são as condições do crédito à habitação oferecidos pelos bancos que se desfazem dos próprios imóveis.
"Dão financiamento a 100 por cento, o que é importante porque devido à crise económica as pessoas não têm dinheiro para a entrada", explicou Beatriz Rubio.
Além disso, enquanto num crédito à habitação para um apartamento que não pertença à carteira de um banco o 'spread' (lucro do banco) pode rondar os quatro por cento, nestes casos já se encontram 'spreads' a partir de um por cento. Geralmente, os bancos oferecem ainda parte da avaliação bancária e os custos do processo.
Além de procurados por famílias, estes imóveis estão na mira de investidores que os remodelam com o objetivo de vender ou mesmo arrendar.
Em Portugal, são cada vez mais os imóveis que chegam ao banco através da dação em pagamento, pela qual o proprietário que não conseguiu cumprir o pagamento das prestações devolve o imóvel ao banco, podendo dar-se a liquidação integral ou parcial da dívida, consoante a avaliação do imóvel.
De acordo com a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, no primeiro semestre, cerca de 3300 imóveis foram entregues em dação em pagamento por famílias e promotores imobiliários.
Já na via judicial, existem três tipos de processos (execução fiscal, execução do imóvel pelo banco pela mora do pagamento das prestações do crédito à habitação e insolvência do proprietário do imóvel) nos quais os bancos ficam os imóveis por terem hipoteca sobre estes.
Com a aposta da Remax nos imóveis oriundos da banca e no arrendamento, no primeiro semestre deste ano as transações aumentaram 11 por cento para 16 mil. Já o volume de negócios caiu 15 por cento face a período homólogo, numa aparente contradição que a responsável do grupo explica com as crescentes transações de arrendamento, que rendem menos à imobiliária.
Quase 30 por cento dos imóveis vendidos pela imobiliária Remax são oriundos da banca, disse à Lusa a presidente do grupo em Portugal, adiantando que essas transações geraram 50 milhões de euros no primeiro semestre.
A Remax, uma das principais imobiliárias a operar no mercado português, onde está presente desde há quase 12 anos, começou a trabalhar com a carteira de imóveis da banca apenas o ano passado mas este segmento representa já uma fatia significativo do seu negócio.
"O ano passado ainda não tínhamos nem a força nem a credibilidade, começou a ser forte este ano. Quase 30 por cento das vendas são dos imóveis da banca", disse à Lusa Beatriz Rubio, presidente da Remax Portugal.
Nos primeiros seis meses deste ano, a Remax fez 1004 transações de imóveis que constavam das carteiras dos bancos, num volume de negócios de 50 milhões de euros.
O grupo tem ainda 10 mil casas da banca disponíveis para vender, cerca de um quinto do total (50 mil).
A aposta neste segmento pela Remax acompanha a tendência de cada vez mais imobiliárias, numa tentativa de driblarem a crise que afeta o setor.
Questionada sobre se os imóveis da banca são mais baratos do que os restantes, a presidente da Remax Portugal afirmou que o preço médio destes é de 100 mil euros, um valor relativamente baixo, que se justifica por estes imóveis estarem situados sobretudo na periferia das grandes cidades.
No entanto, afirmou, o principal atrativo são as condições do crédito à habitação oferecidos pelos bancos que se desfazem dos próprios imóveis.
"Dão financiamento a 100 por cento, o que é importante porque devido à crise económica as pessoas não têm dinheiro para a entrada", explicou Beatriz Rubio.
Além disso, enquanto num crédito à habitação para um apartamento que não pertença à carteira de um banco o 'spread' (lucro do banco) pode rondar os quatro por cento, nestes casos já se encontram 'spreads' a partir de um por cento. Geralmente, os bancos oferecem ainda parte da avaliação bancária e os custos do processo.
Além de procurados por famílias, estes imóveis estão na mira de investidores que os remodelam com o objetivo de vender ou mesmo arrendar.
Em Portugal, são cada vez mais os imóveis que chegam ao banco através da dação em pagamento, pela qual o proprietário que não conseguiu cumprir o pagamento das prestações devolve o imóvel ao banco, podendo dar-se a liquidação integral ou parcial da dívida, consoante a avaliação do imóvel.
De acordo com a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, no primeiro semestre, cerca de 3300 imóveis foram entregues em dação em pagamento por famílias e promotores imobiliários.
Já na via judicial, existem três tipos de processos (execução fiscal, execução do imóvel pelo banco pela mora do pagamento das prestações do crédito à habitação e insolvência do proprietário do imóvel) nos quais os bancos ficam os imóveis por terem hipoteca sobre estes.
Com a aposta da Remax nos imóveis oriundos da banca e no arrendamento, no primeiro semestre deste ano as transações aumentaram 11 por cento para 16 mil. Já o volume de negócios caiu 15 por cento face a período homólogo, numa aparente contradição que a responsável do grupo explica com as crescentes transações de arrendamento, que rendem menos à imobiliária.
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