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29.10.12

Entrega de imóveis ao banco cai para metade em relação ao início do ano

in Público on-line

Cerca de 1100 imóveis foram entregues aos bancos para pagamento da dívida no terceiro trimestre deste ano, o que representa um aumento em relação aos três meses anteriores, mas uma redução para quase metade face ao início do ano.

Segundo dados da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), a que a agência Lusa teve hoje acesso, entre Janeiro e Setembro foram entregues 4400 imóveis em dação em pagamento, tanto por famílias como por promotores imobiliários, tendo um quarto deste número sido registado entre Julho e Setembro.

A análise da APEMIP mostra que no terceiro trimestre o fenómeno registou um aumento de 9,9% em relação aos três meses anteriores, mas os valores estão muito mais baixos do que no primeiro trimestre, quando foram entregues 2300 casas.

Este aumento, diz a associação no mesmo documento, é o “corolário da continuidade de um ano extremamente difícil, com níveis de confiança no mercado combalidos e expectáveis perante o futuro desenvolvimento do sector imobiliário e do mercado, quer no âmbito nacional, quer global”.

Entre Janeiro e Setembro, os distritos onde foram entregues mais imóveis em dação em pagamento foram os do Porto, de Lisboa e de Faro, representando em conjunto 40,5% do total.

Entre os dez distritos onde o fenómeno é mais relevante encontram-se ainda os de Setúbal, de Santarém e de Coimbra, que representam 23,8% do total, e, por último, os de Aveiro, de Braga e os arquipélagos da Madeira e dos Açores, que somam 21,9% dos imóveis entregues até Setembro.

A APEMIP adianta ainda que as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto concentraram quase um terço (31,7%) do número de casas entregues entre Janeiro e Setembro, sendo que só no terceiro trimestre o valor foi de 22,7%.

Em termos de municípios, os mais penalizados são o Entroncamento, que regista uma média de 2,8%, graças a uma subida do número de casas entregues em Setembro para 8,6%.

Entre as três autarquias onde houve mais entregas de imóveis em dação em pagamento contam-se ainda as de Vila Nova de Gaia, com 2,7%, e da Figueira da Foz, com 2,1%.

“A divulgação dos dados das dações do primeiro trimestre deste ano pela APEMIP, bem como a mediatização da sentença do tribunal de Portalegre [que determinou que a entrega da casa liquida na totalidade o empréstimo concedido], fizeram com que o sector financeiro passasse a olhar este fenómeno com outros olhos”, afirma o presidente da associação na nota hoje divulgada.

Segundo Luís Lima, este conjunto de situações criou um “ambiente mais propício à renegociação dos créditos, para que a prática da entrega de imóveis não passasse a regra em vez de excepção”.

23.7.12

Quase 30% dos imóveis vendidos são oriundos da banca

por Texto Lusa, publicado por Abel Coelho de Morais, in Diário de Notícias

Quase 30 por cento dos imóveis vendidos pela imobiliária Remax são oriundos da banca, disse à Lusa a presidente do grupo em Portugal, adiantando que essas transações geraram 50 milhões de euros no primeiro semestre.

A Remax, uma das principais imobiliárias a operar no mercado português, onde está presente desde há quase 12 anos, começou a trabalhar com a carteira de imóveis da banca apenas o ano passado mas este segmento representa já uma fatia significativo do seu negócio.

"O ano passado ainda não tínhamos nem a força nem a credibilidade, começou a ser forte este ano. Quase 30 por cento das vendas são dos imóveis da banca", disse à Lusa Beatriz Rubio, presidente da Remax Portugal.

Nos primeiros seis meses deste ano, a Remax fez 1004 transações de imóveis que constavam das carteiras dos bancos, num volume de negócios de 50 milhões de euros.

O grupo tem ainda 10 mil casas da banca disponíveis para vender, cerca de um quinto do total (50 mil).

A aposta neste segmento pela Remax acompanha a tendência de cada vez mais imobiliárias, numa tentativa de driblarem a crise que afeta o setor.

Questionada sobre se os imóveis da banca são mais baratos do que os restantes, a presidente da Remax Portugal afirmou que o preço médio destes é de 100 mil euros, um valor relativamente baixo, que se justifica por estes imóveis estarem situados sobretudo na periferia das grandes cidades.

No entanto, afirmou, o principal atrativo são as condições do crédito à habitação oferecidos pelos bancos que se desfazem dos próprios imóveis.

"Dão financiamento a 100 por cento, o que é importante porque devido à crise económica as pessoas não têm dinheiro para a entrada", explicou Beatriz Rubio.

Além disso, enquanto num crédito à habitação para um apartamento que não pertença à carteira de um banco o 'spread' (lucro do banco) pode rondar os quatro por cento, nestes casos já se encontram 'spreads' a partir de um por cento. Geralmente, os bancos oferecem ainda parte da avaliação bancária e os custos do processo.

Além de procurados por famílias, estes imóveis estão na mira de investidores que os remodelam com o objetivo de vender ou mesmo arrendar.

Em Portugal, são cada vez mais os imóveis que chegam ao banco através da dação em pagamento, pela qual o proprietário que não conseguiu cumprir o pagamento das prestações devolve o imóvel ao banco, podendo dar-se a liquidação integral ou parcial da dívida, consoante a avaliação do imóvel.

De acordo com a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, no primeiro semestre, cerca de 3300 imóveis foram entregues em dação em pagamento por famílias e promotores imobiliários.

Já na via judicial, existem três tipos de processos (execução fiscal, execução do imóvel pelo banco pela mora do pagamento das prestações do crédito à habitação e insolvência do proprietário do imóvel) nos quais os bancos ficam os imóveis por terem hipoteca sobre estes.

Com a aposta da Remax nos imóveis oriundos da banca e no arrendamento, no primeiro semestre deste ano as transações aumentaram 11 por cento para 16 mil. Já o volume de negócios caiu 15 por cento face a período homólogo, numa aparente contradição que a responsável do grupo explica com as crescentes transações de arrendamento, que rendem menos à imobiliária.

4.5.12

Facilitar a entrega da casa ao banco pode criar mais problemas às famílias

Por Rosa Soares, in Público on-line

Alterar a legislação para entregar a casa ao banco, anulando a dívida existente, pode criar uma situação explosiva para as famílias e para a economia nacional.

Esta é a opinião de Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), mas também de um alto quadro bancário, com conhecimento profundo do mercado de crédito imobiliário. Ambos defendem outro caminho, o da renegociação dos contratos à habitação no caso das famílias que entraram em situação de dificuldade.

Neste momento, há já duas propostas de lei, do PS e do Bloco de Esquerda, que visam permitir a entrega da casa em dação de pagamento da dívida (entrega do imóvel que anula integralmente o crédito ao banco independentemente do seu valor). O PSD e o CDS estão também a trabalhar sobre esta matéria e o PCP admitiu que também vai avançar com uma proposta no mesmo sentido.

Mas para Luís Lima, a estratégia do Governo no pacote de medidas que está a preparar com o Banco de Portugal deveria ser o de criar condições para que as famílias em dificuldades económicas possam reduzir as prestações do empréstimo.

Luís Lima admite que a divulgação, pela APEMIP, do crescente número de casas entregues aos bancos este ano alertou para a dimensão do problema, assunto que ganhou ainda maior actualidade com sentença inédita de Portalegre (ver caixa).

No primeiro trimestre, foram entregues 2300 imóveis, o que corresponde a 25 casas por dia, um crescimento de 70% face a igual período do ano anterior. Boa parte do aumento ficou a dever-se a entregas feitas por promotores imobiliários, que não conseguem vender os imóveis e suprir as dívidas aos bancos.

Luís Lima defende que, apesar de a banca estar a revelar maior sensibilidade para com as dificuldades das famílias para continuarem a pagar os empréstimos, há medidas que o Governo pode adoptar, nomeadamente "no sentido de responsabilizar os bancos pela identificação atempada das situações críticas". Muitas famílias, para não deixarem de pagar a casa, começam a pedir empréstimos paralelos, até que chegam a uma altura em que a situação já é de falência total. "É preciso prevenir essas situações e a banca tem de ter essa preocupação", refere Luís Lima, que critica a demora no avanço do pacote de medidas que o Governo está a preparar, bem como no atraso da lei do arrendamento.

Luís Lima, que diz estar a receber diariamente dezenas de mensagens por correio electrónico de famílias sobreendividadas, ou em situação de desemprego, a dizerem que vão entregar a casa ao banco, alerta para as dificuldades que muitas vão ter para encontrar habitação para arrendar a preços razoáveis, se optarem por se desfazer do imóvel.

"Estamos a incentivar o que pode ser um problema social e económico grave", porque as pessoas ficam sem casa para viver e os bancos cheios de casas, que vão vender com descontos muito elevados, gerando uma forte desvalorização dos imóveis e arrastando muitos promotores imobiliários para a falência.

Uma fonte da banca, que pediu anonimato, também defendeu que a solução para as famílias sobreendividas deve passar pela renegociação dos contratos, porque garante a permanência na habitação. Este gestor defende que a aprovação de uma lei que permita a dação em larga escala criará um problema para os bancos, mas também para as famílias, pela falta de casa para viver. Uma lei que vá no sentido da solução encontrada em Espanha até pode ser aceite pela banca portuguesa, mas é tão restritiva que abarcará um número ínfimo de famílias.

19.4.12

10% dos portugueses admite deixar a casa este ano

in Diário de Notícias

O Eurobarómetro de dezembro revela que 10% dos portugueses admite deixar a casa este ano. É o dobro do número registado no ano passado.

Os números apontam para cerca de um milhão de pessoas que admite deixar a casa onde vive, segundo dados de um estudo Eurobarómetro realizado em dezembro.

O mesmo estudo revela que 66% dos inquiridos espera que 2012 seja pior do que 2011 e 80% diz-se preocupado com a sua reforma.

O Eurobarómetro avança ainda que pelo menos dois milhões de portugueses não conseguiram pagar as contas mensais da casa, comida ou outros bens essenciais, pelo menos uma vez durante o último ano, segundo a TSF.

Cerca de 5% dos portugueses inquiridos admitiram ter por norma algumas ou muitas contas em atraso, ao passo que metade dos portugueses diz não ter capacidade para responder a uma despesa inesperada de mil euros.

Outro dado em análise pelo Eurobarómetro dizia respeito às contas do dia a dia: 15% dos inquiridos afirmou que têm um alto risco de não conseguir pagar as contas do dia a dia em 2012, nomeadamente a renda ou a prestação da casa.

Cáritas alerta para alunos expulsos por não pagar residência

in Diário de Notícias

O presidente da Cáritas Portuguesa alertou hoje que há alunos do Ensino Superior a serem expulsos das residências universitárias porque não conseguem pagar as mensalidades, mesmo quando estas estruturas são geridas pelos serviços sociais das Universidades.

"Fomos contactados por alunos que, quando chegaram do fim-de-semana, não puderam entrar [nas residências] porque tinham mensalidades em atraso", denunciou Eugénio Fonseca, em declarações aos jornalistas à margem de um encontro sobre emigração em Lisboa.

E sublinhou tratar-se de "residências que são geridas pelos serviços sociais das universidades".

Estas declarações surgem dias depois de o Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior ter denunciado a situação de alguns alunos obrigados a abandonar os estudos por falta de dinheiro.

Questionado sobre a denúncia da Pastoral universitária, Eugénio Fonseca sublinhou que a Cáritas "foi quem primeiro alertou para o problema, há mais de dois anos".

"Nunca acontecera, nas ajudas pecuniárias da Cáritas, termos de pagar propinas. E não estamos a falar de propinas de alunos que tiveram de ingressar no ensino particular. Mesmo no público, há famílias que não conseguem suportar as propinas", disse.

18.4.12

Cerca de 25 imóveis por dia entregues aos bancos por incumprimento

in Jornal de Notícias

Cerca de 2300 imóveis foram entregues em dação em pagamento por famílias e por promotores imobiliários nos primeiros três meses deste ano, o que corresponde a uma média superior a 25 imóveis por dia.

De acordo com as estimativas divulgadas hoje pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), "ao longo dos três primeiros meses de 2012, 2300 imóveis foram entregues em dação em pagamento tanto por famílias, como por promotores imobiliários", em resultado do incumprimento nos créditos à habitação e à construção.

Este valor representa uma subida de 74%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

As estimativas da associação liderada por Luís Lima indicam que as Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto concentram 39,4%do número total de imóveis entregues em dação em pagamento no primeiro trimestre.

Em 2011, cerca de 6900 imóveis foram entregues em dação em pagamento.

A APEMIP divulgou hoje também estimativas sobre as transações imobiliárias, segundo as quais foram transacionados "cerca de 43000 imóveis (urbanos, rústicos e mistos) no primeiro trimestre de 2012, o que corresponde a uma quebra homóloga de 19%".

As áreas metropolitanas concentram "cerca de 32,6%" das transações imobiliárias.

Portugueses entregaram 2.300 casas entre Janeiro e Março

in RR

Luis Lima fala em cenário de "pré-colapso" Quase 40% dos casos concentram-se nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto.

O sector imobiliário ameaça colapsar. Só no primeiro trimestre deste ano foram entregues ao banco cerca de 2.300 imóveis, mais 74% do que nos primeiros três meses do ano passado, uma média de 25 casas por dia.

Os dados foram divulgados esta terça-feira pela Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP).

Em comunicado, a APEMIP avança ainda que no último mês foram entregues para pagamento 810 casas, tanto por parte de particulares como de promotores imobiliários. Quase 40% dos casos concentram-se nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto.

Também há menos casas em comercialização. No primeiro trimestre deste ano foram negociados cerca de 43 mil imóveis, menos 18% do que no mesmo período do ano passado.

Cenário de "pré-colapso"
Em declarações à Renascença, o presidente da APEMIP, Luís Lima, considera que os dados são “alarmantes” e diz ter vivido hoje um dia de enorme tristeza.

“Os dados do ano passado do incumprimento e da entrega de imóveis à banca já tinham sido complicados, tinha havido um aumento de 8%, tinha sido já bastante preocupante. Agora, 74% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao ano passado, é um sinal de um quase pré-colapso do sector o imobiliário e da construção e com consequências que considero imprevisíveis”, alerta.

Luís Lima diz que outro factor acrescido de preocupação é o facto de o incumprimento ter aumentado em particular no Algarve e na Madeira.

“Dos oito maiores concelhos onde aumentou o incumprimento, quatro são do Algarve e dois são da Madeira”, sublinha o presidente da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária.

Entrega de casas à banca

in TSF

Há cada vez mais famílias e empresas em dificuldades económicas a entregarem as casas à banca. Em média, é penhorada uma casa por hora. No Fórum TSF, queremos ouvir a sua opinião sobre as consequências sociais e económicas deste problema. Que medidas podem ser tomadas para atenuar o drama das famílias que perdem a casa?

25.3.12

Famílias entregaram 37 casas por dia à banca em dezembro

in Diário de Notícias

No total, bancos ficaram com 6900 casas que famílias e empresas não conseguiam pagar; só no último mês do ano foram 1155, de acordo com a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal.

O número de imóveis entregues à banca pelas famílias que não conseguem já pagar os seus empréstimos não para de aumentar. Só em dezembro de 2011 foram entregues aos bancos cerca de 37 casas por dia, em dação em pagamento por famílias e por promotores imobiliários, na sequência do incumprimento nos créditos à habitação e à construção, segundo estimativas da associação que representa o setor imobiliário. É mais do dobro da média da totalidade do ano: 17 imóveis por dia.

24.3.12

Como é que os bancos retomam as casas que financiaram?

in Jornal de Notícias

EconomiaBancos oferecem descontos até 30% na venda dos imóveis em carteira
Publicado às 10.18

Os bancos estão a apostar em campanhas agressivas para venderem os imóveis que têm em carteira, oferecendo condições únicas no financiamento e descontos no preço até aos 30%.

Para captarem o interesse dos compradores, os bancos portugueses estão a financiar a compra destes imóveis, que 'herdaram' devido ao incumprimento dos contratos de crédito à habitação, a 100%, algo que já há vários meses não se verifica nos contratos relativos a imóveis que não sejam da sua carteira própria.

Depois, oferecem 'spreads' mais competitivos do que os que são praticados nos novos contratos de crédito à habitação, cuja média trepou de 2,69% em dezembro para os 3,15% em janeiro, a maior subida mensal desde que há registos (janeiro de 2003), além de facilitarem a compra, nalguns casos, através da isenção dos custos de avaliação e das despesas de dossier.

Em cima disto, há ainda a destacar o desconto no preço dos imóveis, que varia muito consoante as suas características, mas que pode atingir os 30%, tornando a compra destes imóveis ainda mais aliciante.

A agência Lusa colocou uma série de questões a vários bancos, consultando igualmente as campanhas em curso para a venda de imóveis, e com a informação recolhida é possível afirmar que esta área de negócio tem vindo a ganhar uma importância crescida, sobretudo, quando há metas para a desalavancagem da banca impostas pela 'troika'.

O Santander Totta revelou que, apesar de ser um número variável, detém em média, 1500 a 1600 imóveis em carteira para venda, sublinhando que "não tem havido grandes alterações nos últimos anos" neste item. Já o BBVA Portugal detém cerca de 700 imóveis à disposição com condições de financiamento mais vantajosas do que as praticadas para outro tipo de imóveis.

Os outros bancos contactados pela Lusa (CGD, BCP, BES e Banco BPI) escusaram-se a revelar estes dados.

"Temos neste momento um 'spread' de 2% nos financiamentos para imóveis destinados à habitação, sendo o financiamento a 100 por cento. Os descontos nos preços face aos valores do mercado variam muito em função do tipo e antiguidade do imóvel, localização e outros aspetos. Mas podemos dizer que os preços praticados incorporam um desconto que ronda os 20% a 30%", revelou à Lusa fonte oficial do Santander Totta, que informou que o banco alienou cerca de 2200 imóveis nos últimos dois anos.

Por seu turno, fonte oficial do Millennium BCP disse à Lusa que lançou recentemente o M Imóveis, "um importante e novo negócio" do banco, "onde as sucursais alienam imóveis em carteira com excecionais condições de financiamento", que passam pelo financiamento a 100%, 'spreads' mais competitivos, bem como pela isenção dos custos de avaliação e de despesas de dossier.

Além deste novo serviço, o BCP também lançou o "Mês das Oportunidades", durante um qual o banco promove em diferentes regiões do país a venda de vários imóveis em promoção. Quinzenalmente, são também realizadas vendas de dois imóveis com proposta em 'carta fechada', com uma base de licitação em que o vencedor será o que apresenta a melhor proposta. E promove ainda um leilão por mês, em cada região em que decorre o "Mês das Oportunidades", além de outros leilões de âmbito nacional.

O BES revelou recentemente que no ano passado houve 158 famílias que renegociaram o crédito à habitação, e que o banco lançou um programa para a "deteção automática de clientes que revelem sinais de alerta quanto à dificuldade em cumprirem as suas obrigações".

Na página da Internet do BES Imóveis em Campanha, em que se pode conhecer alguns dos comercializados pelo banco (entre apartamentos, lojas ou terrenos), este apresenta "condições especiais para imóveis em desinvestimento" em que oferece um 'spread' geral desde 2,5 por cento", com um montante de financiamento máximo de 100 por cento e ainda a isenção da comissão de estudo de processo e do estudo de comissão de avaliação.

Na CGD, através da Caixa Imobiliário, também são oferecidas condições especiais para a venda dos imóveis que pertencem ao grupo financeiro público, com o financiamento de 100 por cento do valor de avaliação, com a taxa de juro fixa nos 2,75 por cento ao ano (nos primeiros três anos) e com uma bonificação de 1 por cento no 'spread' base no restante prazo do empréstimo.

Também há a dispensa de avaliação e de encargos inerentes, isenção da comissão de estudo, entre outras vantagens.

Quanto ao BPI, segundo a informação recolhida no seu 'site', nos 364 imóveis do banco que estão em venda é prometido um financiamento "com 'spread' especial", a dispensa de avaliação do imóvel e a isenção das comissões iniciais.