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6.6.23

Sete em cada dez portugueses descontentes com medidas contra aumento do custo de vida

Por Lusa, in ECO


Sete em cada dez portugueses estão insatisfeitos com as políticas adotadas pelo Governo para fazer face ao aumento do custo de vida e do preço da energia, acima da percentagem de todos os Estados-membros da União Europeia (UE).
De acordo com um Eurobarómetro do Parlamento Europeu (PE) apresentado esta terça-feira e que inquiriu 1.002 portugueses entre 26.376 cidadãos da UE, 70% dos inquiridos nacionais estão descontentes com as políticas que o Governo português adotou para enfrentar o aumento do custo de vida e do preço da energia, mais do que a média de todos os países da UE (65%).

Apenas 28% dos portugueses acreditam que o executivo fez o que era necessário, abaixo da média europeia (33%).

Em linha com estas opiniões, 61% dos inquiridos estão também insatisfeitos com as políticas da UE para encarar os mesmos problemas, mais do que a percentagem europeia (57%).

Dois terços dos portugueses insatisfeitos com luta contra corrupção

Mais de dois terços dos portugueses estão insatisfeitos com a luta contra a corrupção feita ao nível da União Europeia (UE), em linha com as opiniões dos cidadãos dos outros 26 Estados-membros.

De acordo com um Eurobarómetro do Parlamento Europeu (PE) apresentado esta terça-feira, a menos de um ano das próximas eleições europeias, 67% dos portugueses inquiridos estão insatisfeitos com a luta contra a corrupção e apenas 29% estão satisfeitos.

A percentagem de cidadãos descontentes com a luta contra a corrupção em Portugal é superior à média dos 27, com 60% insatisfeitos. Em oposição, 35% consideram que a UE está a fazer o suficiente para contrariar o flagelo da corrupção.

Um total de 26.376 cidadãos de todos os Estados-membros da União Europeia participaram neste Eurobarómetro, entre 02 e 26 de março deste ano.

Desta fatia, 1.002 portugueses responderam, presencialmente e por videoconferência, às mesmas questões que os concidadãos europeus, entre 04 e 21 de março.

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2.2.22

Taxa de inflação da zona euro com novo máximo de 5,1%

in Público on-line

Os preços dos bens energéticos continuam a acelerar a inflação na Europa.

A taxa de inflação homóloga da zona euro registou, em Janeiro, um novo máximo de 5,1%, segundo uma estimativa rápida do Eurostat divulgada nesta quarta-feira.

A tendência de subida de preços mantém-se desde o segundo semestre de 2021, puxados pelo sector da energia, tendo a inflação homóloga da zona euro atingido um novo recorde desde o início da série, em 1997.

De acordo com o serviço de estatísticas da União Europeia, os 5,1% de taxa de inflação homóloga comparam-se com os 0,9% de Janeiro de 2021 e os 5% registados em Dezembro.

Considerando as principais componentes da inflação da zona euro, a energia deverá apresentar a taxa homóloga mais alta em Janeiro (28,6%, face aos 25,9% de Dezembro de 2021), seguindo-se a alimentação, álcool e tabaco (3,6%, que se comparam com os 3,2% de Dezembro), os serviços (2,4% estável face ao mês anterior) e os bens industriais não energéticos (2,3%, contra 2,9% de Dezembro).

A inflação em Portugal continua a ficar abaixo dos valores do resto da zona euro, tendo a taxa de variação homóloga do índice de preços no consumidor (IPC) acelerado para 3,3% em Janeiro face aos 2,7% de Dezembro de 2021, segundo a estimativa rápida divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Já nos dados utilizados pelo Eurostat para fazer a comparação entre países, Portugal surge com uma taxa de 3,4%, a segunda mais baixa de todo o espaço económico da moeda única.

5.5.14

Comissão Europeia revê em baixa inflação e desemprego para a Zona Euro

Alexandra Machado, in Negócios on-line

A Comissão Europeia revê em baixa os valores para a inflação e para o desemprego nas Previsões da Primavera. Também o crescimento de 2015 é revisto em ligeira baixa.

A baixa inflação tem surgido como um eventual problema e a Comissão Europeia, nas Previsões da Primavera, divulgadas esta segunda-feira, 5 de Maio, volta a trazer o assunto para cima da mesa.

Baixa as previsões para a inflação na Zona Euro, para os 0,8% em 2014. A previsão anterior apontava para uma inflação este ano de 1% e para 2015 de 1,4%. Agora, prevê que os preços ao consumidor cresçam a um nível baixo de 0,8% para 2014 e de 1,2% em 2015. Para o conjunto da União Europeia as previsões apontam para taxas de inflação de 1% em 2014 e de 1,5% em 2015.

Apesar destas nuvens, a Comissão Europeia salienta o caminho de recuperação económica na União Europeia. Ainda assim revê em baixa ligeira o crescimento da economia da Zona Euro em 2015. Espera que esta cresça, este ano, 1,2% (igual às previsões de Inverno), mas em 2015 o crescimento deverá situar-se nos 1,7%, menos 0,1 pontos percentuais do que as anteriores previsões divulgadas em Fevereiro.

O consumo interno será, segundo as previsões de Bruxelas, o principal impulsionador do crescimento, beneficiando de mais rendimentos ajudados pela baixa inflação e pela estabilização do mercado de trabalho, diz a Comissão Europeia em comunicado. Também ao nível do investimento se aguarda alguma recuperação. Para a Zona Euro, Bruxelas prevê que o investimento cresça 2,3% este ano.

No conjunto da União Europeia, Bruxelas estima, agora, um crescimento da economia em 1,6% para este ano e mantém a previsões de crescimento de 2% para o próximo ano.

"Depois de ter sido atingida pela recessão, há sinais genuinos de que uma mais duradoura recuperação está a ter lugar na União Europeia e na zona euro. A recuperação, no entanto, mantém-se gradual, já que os efeitos da crise económica e financeira - elevados níveis de endividamento, desemprego, incerteza e fragmentação - continuam a sentir-se", aponta a Comissão Europeia no relatório.

Nas Previsões da Primavera, a Comissão Europeia aponta apenas Chipre como país em recessão este ano. Para 2014, Bruxelas ainda estima que uma queda de 4,8% no PIB cipriota, mas já prevê um ligeiro crescimento, de 0,9% para o próximo ano.

Bruxelas não alterou as previsões para a Grécia que, depois de seis anos de recessão, deverá crescer 0,6% este ano, para descolar para um crescimento, em 2015, de 2,9%. É aliás dos maiores crescimentos projectados pela Comissão Europeia para a Europa. Em 2015, segundo as mesmas previsões, a Irlanda deverá conseguir um crescimento de 3%, depois de se esperar para este ano uma subida do PIB irlandês de 1,7%.

A Alemanha continuará em crescimento. De 1,8% em 2014 e de 2% em 2015. Também para a França e Itália, Bruxelas antecipa crescimentos económicos. Em 2014, França deverá crescer 1% e Itália 0,6%, para no ano seguinte subir, respectivamente, 1,5% e 1,2%.

Também no desemprego a Comissão Europeia está menos pessimista, revendo em baixa a taxa. Assim, na zona euro o desemprego deverá baixar a menos de 12%, fixando-se em 2014 nos 11,8% e em 2015 nos 11,4%.

Grécia e Espanha continuarão com taxas acima dos 25% este ano, de acordo com as actuais previsões. Grécia ficará, em 2014, com um desemprego de 26% e Espanha de 25,5%. Em 2015, no entanto, ambos os países poderão ver as taxas de desemprego situar-se abaixo dos 25%.