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12.7.13

Coesão: desigualdades profundas após 20 anos de integração europeia

Por: Redacção / Isabel Loução Santos, in TVI24

Muitas regiões nacionais continuam a ser mais pobres que a Europa de Leste

Após 20 anos de integração europeia, continuam a ser acentuadas as desigualdades entre as várias regiões do país.

De acordo com um estudo encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, apenas em Lisboa e na Madeira a qualidade de vida e a riqueza gerada são, em termos médios, superiores à média europeia. Lisboa compara mesmo com a riqueza média da Irlanda.

Pelo contrário, no extremo oposto está a Serra da Estrela, uma das muitas regiões que são mais pobres que a Europa de Leste.

Aliás, a maioria do território nacional tem um Produto Interno Bruto (PIB) per capita inferior a 82% da média da União Europeia.

A análise à distribuição da população revela também uma geografia fortemente desigual. Em 2010, mais de metade da população concentrava-se no Norte e Centro que, a par de Lisboa, acolhem 4 de cada 5 residentes em Portugal.

13.6.12

Olli Rehn: Europa vive uma nova fase onde se assiste ao reforço da integração

in Dinheiro Vivo

O comissário europeu dos Assuntos Económicos advertiu hoje, em Estrasburgo, que a Europa vive uma "nova fase" que pede dos Estados-membros uma maior integração comunitária, especialmente a nível económico e orçamental.

"Estamos a assistir a um momento de reforço da integração europeia", disse Olli Rehn em sessão plenária do Parlamento Europeu (PE), a decorrer esta semana em França.

O comissário falava num debate sobre governação económica, um dia antes de os eurodeputados votarem o "pacote duplo" que prevê um reforço do poder de controlo de Bruxelas sobre a política orçamental dos países da Zona Euro.

"O PE tem a responsabilidade única de provar que o método comunitário estará no centro do próximo capítulo", defendeu o comissário dos Assuntos Económicos perante o hemiciclo de Estrasburgo.

Muitos eurodeputados argumentam que o aumento dos poderes da Comissão Europeia deve ser submetido a um controlo mais democrático e que os cortes orçamentais propostos por Bruxelas não devem ser feitos à custa de investimentos com potencial de crescimento, sobretudo nas áreas da educação e da saúde.

A assembleia vai ainda adotar na sessão plenária desta semana uma resolução, na qual vai apelar a um "pacto de investimento", destinado a captar potencial para o emprego e crescimento nas áreas da economia do ambiente, saúde, serviços sociais e novas tecnologias.