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3.5.23

Banco Português de Fomento tem 120 milhões de euros para emprestar a entidades da economia social

Rita Robalo Rosa, in Expresso


O Banco Português de Fomento tem uma nova linha de financiamento, com 120 milhões de euros, para IPSS ou entidades equiparadas. Cada entidade pode candidatar-se a um máximo de 1,5 milhões de euros


Há uma nova linha de financiamento, gerida pelo Banco Português de Fomento, para as entidades do setor social, que conta com 120 milhões de euros, segundo comunicado divulgado esta quarta-feira.

A linha - que foi apresentada em Braga numa sessão que contou com a presença da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho - “visa apoiar as Entidades da Economia Social, atendendo ao contexto socioeconómico extraordinário resultante do aumento dos custos de energia”.

Mais concretamente, esta linha de crédito destina-se às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) “ou entidades equiparadas, sem fins lucrativos com certificação PME, quando aplicável, localizadas em território nacional, com atividade principal enquadrável” e que cumpram certos requisitos.

Estas entidades têm de apresentar uma “situação líquida positiva no último balanço aprovado, ou uma situação regularizada em balanço intercalar até à data da respetiva candidatura” e ser “outorgantes de convenção coletiva de trabalho – recentemente celebrada e/ou revista, há menos de três anos, ou que se encontre em fase de negociação”.

O apoio destina-se ao "financiamento de necessidades de financiamento e de investimento, seja no âmbito da transição ambiental, ou no âmbito da concretização de novos projetos ou de requalificação de equipamentos sociais".

O apoio máximo por entidade será de 1,5 milhões de euros, através de empréstimos de curto, médio ou longo prazo.

As entidades que se pretendem candidatar devem “contactar os bancos aderentes ou as sociedades de garantia mútua”, mas têm mais informações na página online do BPF.

5.3.13

Setor social avalia candidaturas a linha de crédito

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato, in Diário de Notícias

O Governo reúne-se hoje com os parceiros, no âmbito da comissão permanente do setor social, para avaliar o pedido de quase 25 milhões de euros feitos pelas 273 instituições que se candidataram à segunda linha de crédito.

Dados do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social dão conta que para esta segunda linha de crédito concorreram 273 instituições, mas três foram excluídas.

Ao todo foram pedidos pelas instituições 24,7 milhões de euros a uma linha de crédito com um valor total de 37,5 milhões de euros.

O montante máximo de financiamento a cada instituição é de 100 mil euros.

Os pedidos foram feitos por 211 associados da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS), 14 cooperativas, 33 Misericórdias e 15 Mutualidades.

Esta segunda linha de crédito tem como objetivo colmatar necessidades de verba de tesouraria e surge depois de uma primeira de 150 milhões de euros.

A reunião de hoje, entre o Ministério da Solidariedade e Segurança Social, a União das Misericórdias Portuguesas, a União das Mutualidades e a CNIS, visa, entre outras matérias, fazer uma avaliação da aplicação da linha de crédito.

Segundo informação disponível no site do Instituto da Segurança Social, a linha de crédito prevê uma taxa de juro bonificada (EUR3M + 3,75 pontos percentuais), e um prazo de vigência até 27 de dezembro de 2019, o qual enquadra um período inicial que pode ir até dois anos de carência de capital.

28.2.13

Linha de Crédito só chega para metade das IPSS candidatas

in Jornal de Notícias

Mais de 270 instituições particulares de solidariedade social em desequilíbrio financeiro concorreram à segunda linha de crédito apoiada pelo Ministério da Segurança Social, perfazendo cerca de 25 milhões de euros, o dobro do montante global da linha, de 12,5 milhões de euros.

De acordo com fonte da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS), o Instituto de Segurança Social recebeu 273 candidaturas à segunda linha de crédito apoiada pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social (MSSS), no valor de 12,5 milhões de euros.

Esta linha de crédito, à semelhança da primeira, foi criada pelo MSSS para apoiar as IPSS em situação de rutura financeira, através de protocolo assinado com a CNIS, a União das Mutualidades Portuguesas (UM), a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), em parceria com o Montepio Geral.

À agência Lusa, Eleutério Alves, da direção nacional da CNIS, revelou que deram entrada 273 candidaturas, repartidas entre 211 de associados da CNIS, 14 cooperativas, 33 da União das Misericórdias e 15 da União das Mutualidades.

"Só em candidaturas, já estamos a falar em cerca de 25 milhões de euros, que é precisamente o dobro da linha de crédito", referiu, apontando que o montante máximo de financiamento a cada instituição é de 100 mil euros.

O dirigente da CNIS admitiu, por isso, que a verba não chegue para todas as instituições e muitas acabem por ficar de fora, uma vez que das 273 candidaturas, 206 instituições pediram o montante máximo.

Eleutério Alves adiantou que cabe agora a cada uma das entidades credenciadas, CNIS, UMP e UM, fazer uma análise sobre a situação financeira e a viabilidade financeira de cada uma das candidaturas para ver se as instituições têm ou não capacidade para assumir e pagar o crédito.

Caberá depois à Segurança Social fazer a lista final das instituições que terão direito à verba, tendo em conta os critérios de viabilidade económica, montante de financiamento, certificação, sustentabilidade, nível de endividamento e fiabilidade dos dados.

Esta linha de crédito, segundo informação disponível no site do Instituto da Segurança Social, prevê uma taxa de juro bonificada (EUR3M + 3,75 pontos percentuais), e um prazo de vigência até 27 de dezembro de 2019, o qual enquadra um período inicial que pode ir até dois anos de carência de capital.

27.10.12

Governo cria linha de crédito de 12,5 milhões para instituições sociai

in Público on-line

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, anunciou esta sexta-feira uma “nova linha de crédito” de 12,5 milhões de euros para instituições sociais com dificuldades de tesouraria.

Durante um debate na Assembleia da República, Mota Soares disse que as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) estão “numa situação financeira muito difícil”, e que algumas têm problemas para pagar “juros muito altos” à banca.

“Não obstante o Governo ter tomado medidas para garantir a sustentabilidade destas instituições, era preciso ir mais longe, criar uma linha de crédito, e foi o que fizemos”, disse Mota Soares.

Essa linha, de 50 milhões de euros, já está esgotada, disse o ministro: “Só 126 instituições esgotaram os 50 milhões, o que dá cerca de 400 mil euros por instituição.”

Por isso, “até ao final do ano, o Governo vai lançar uma nova linha de 12,5 milhões de euros para ajudar as instituições sociais em situações de ruptura de tesouraria”, disse Mota